História Never Forget You. - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Palavras 2.255
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Famí­lia, Festa, Lemon, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Antes de tudo, queria dizer que esse capítulo tem dedo da LadyNewt ♥
Quem conhece a escrita M-A-L-A-V-I-L-O-S-A dela, vai saber ;)

Boa Leitura ♥

Capítulo 12 - XI - Sem escapatória.


Fanfic / Fanfiction Never Forget You. - Capítulo 12 - XI - Sem escapatória.

Encarava meu reflexo enfraquecido na janela do meu quarto.

Era possível ver as árvores e a rua que se fazia vazia em relação à noite escura e estrelada, parecendo uma pintura em tons sombreados em meu caderno de desenho.

O suor cercava meus dedos e meu colarinho.

— Ele já vai chegar. – O garoto em minha cama tentou acalmar-me. Estava a espera de Newt, o garoto que havia me chamado para sair.

Scott insistiu em me ajudar a escolher o jeans claro, a camisa xadrez em cores de vermelho e o all star preto. Uma combinação de roupas provavelmente eu poderia ter escolhido sozinho, mas era sempre bom estar na companhia dele. Suas pernas entrelaçam acima do lençol amarelo e seus olhos analisando uma HQ aleatória dos Novos 52 de Esquadrão Suicida que estava meu criado mudo.

Vi o carro branco parar perto da calçada e Newton descer, não sabia o suficiente sobre carros para definir qual era, mas tinha certeza que era de seu pai. Seu cabelo loiro penteado para o lado, e pelo que parecia, ele havia usado uma boa quantidade de gel. Seu corpo perfeitamente alinhado a camiseta preta, lisa e a uma jaqueta de couro da mesma cor.

Era estranho vê-lo daquele jeito. Estava com a imagem do garoto de cabelos bagunçados e roupas largas em minha mente. Até essa noite.

— Ele parece o John Travolta em Grease – O senti aproximar-se, encostando seu corpo as minhas costas. O mesmo arrepio de sempre.

— Ótimo! Agora vou lembrar-me disso a noite toda. – Ri.

Vi subir a calçada e trilhar o caminho de tijolos até a porta.

— É melhor eu ir. – Peguei meu celular, que estava carregando e um casaco, em cima da cadeira da escrivaninha.

— Divirta-se. – Scott falou acenando.

Pela pressa, nem me despedi direito, apenas ouvi seu fio de voz antes de descer as escadas.

Droga! Meus pais interrogavam o loiro parado a nossa entrada.

Eles sabiam do encontro. E como todos bons pais, não iriam deixar seu filho sair com um qualquer. Ao me aproximar, pude ver meu pai perguntar ao garoto se ele fumava, o pobre Newt apenas sussurrou "— Não, senhor." De cabeça baixa. Já é foda o bastante ser tímido, ainda ser questionado sobre vícios pelo pai do garoto que você está prestes a sair, pariu hein. Pais: Acabando com suas chances de relacionamento desde sempre.

— Olá Newton. – Tendo chamar a atenção para mim, a fim de acabar com o constrangimento.

— O...oi Stiles. – Seu olhar se ergueu para me encarar e sorrir. Ou quase sorrir.

— Vamos? – Mostrei com minha mão o caminho de saída logo atrás dele, antes de ouvir um “Juizo”.

— Ah, sim. – Virou-se para seguir. — Boa noite senhores. – Reverenciou com a cabeça, e vi meu pai segurar o riso.

— Não traga ele tarde Newton. – Minha mãe e seu tom severo, eu nem me arriscaria a chegar depois das 22:00.

Seguimos até o carro em silêncio, apenas trocando olhares e sorrisos. Ele teve o cavalheirismo de abrir a porta para mim, que me incomodei um pouco com isso.

" — Filme dos anos 70" Ouvi o pequeno Scott repetir em minha mente e apertei os lábios para evitar uma gargalhada.

— Aonde iremos? – Perguntei assim que ele sentou-se em seu banco.

— Eu sei que é tarde pra isso, mas vamos fazer um piquenique. – Sua mão girou a chave.

— E onde será? – Ele não havia respondido minha pergunta.

— No parque. – O carro já estava andando quando ele respondeu.

— Você quer ser assaltado? 

O garoto me chama para um encontro e me leva no lugar mais perigoso, à noite, da cidade.

Ele apenas sorriu e seguiu o trajeto.

Ao passar pelo primeiro poste, me lembrei da noite com Scott. A noite onde eu descobri que não era um garoto comum. Scott é especial. Não especial de uma forma diferente. Para seus pais ele era o filho que estava morrendo. Para meus pais, ele era o pobre garoto doente. Para meus irmãos ele era um herói, por se arriscar a fugir de casa a noite. Mas para mim, ele era o garoto da casa ao lado, que acabou com a minha monotonia e colocou um sorriso em meus lábios.

Podia ser um tanto quanto rude pensar em um garoto, quando está em um encontro com outro. Mas Scott era a única pessoa que eu queria, e não pretendia me apaixonar por Newton.

— Eu podia quebrar esse silêncio com uma piada ou alguma curiosidade do mundo animal, mais isso ia ser mais constrangedor ainda. – Estava tão distraído que acabei por me assustar com sua fala, e nem prestar atenção no que ele havia dito. — Está nervoso? – Desviou seu olhar da estrada por alguns segundos, para me encarar.

— É a primeira vez que faço isso. – Confessei.

— O que? Piquenique à noite ou encontro? – Brincou.

Era incrível o ver desse jeito. De acordo com Lydia, ele era um garoto antissocial e recluso, que nunca se enturmou ou andou com outras pessoas. Saber que eu lhe transmitia confiança para conversar abertamente me deixava feliz.

— Na verdade os dois. – Volto a olhar pela janela.

— E enquanto a você e Scott? – O vi apertar os lábios, mantendo-se sério.
Fazia o meu melhor para expulsar os pensamentos sobre o garoto, mas Newt não estava ajudando em nada. Não tínhamos nada. Não era preciso responder isso.

— Desculpe. – Finalmente ele percebeu meu desconforto. — É que a notícia que ronda a escola é sobre vocês dois estarem juntos. – Apertou o volante, provavelmente se xingando por tocar nesse assunto.

— É um bando de desocupados, não sabem o que falam. – Evitava encara-lo.

Estacionou o carro próximo ao campo vazio. A luz da lua iluminava de forma proveitosa e o ar gelado deixava a noite ainda mais agradável. Ele caminhou até o porta-malas, retirou de lá uma cesta marrom, dessas clichês que só vi em filmes. Retirou uma coberta estampada com flores amarelas e laranjas. Aproveitei para colocar o casaco que trazia em meu colo, já que a brisa passava pelo linho da camisa. Resolveu por não afastar-se muito do veículo, então, apenas atravessamos à calçada e estendemos o pano, para por fim, sentarmos ao chão.

— Ainda podemos ir a algum restaurante se preferir. – Abriu a cesta e retirou algumas coisas de lá.

— Estou bem aqui. – Sorri entrelaçando minhas pernas.

— Talvez mude de ideia ao saber que eu preparei essas coisas. – Apontou aos pratos sobre o tecido.

— Acho que vi uma barraca de cachorro-quente no caminho. – Fiz menção a me levantar.

 

Logo iniciamos conversas aleatórias.

Newton havia preparado alguns sanduíches e bolos para comermos. Descobri que sua mãe o abandonou quando pequeno, e o mesmo foi criado apenas pelo pai, tendo de se virar sozinho na maior parte do tempo. Fez por três anos aulas de culinária, pois estava cansado de comer apenas congelados ou pizza.

— O que o levou a me chamar para esse encontro. – Assim que se fez silencio ousei perguntar. Pude ver o belo rosto dele contra a lua, me encarando.

— Sempre o observei Stiles, mas minha timidez nunca me deixou falar com você. Eu pensava "porque um garoto como ele ia prestar atenção em mim?" – Baixou a cabeça para rir. — Mas eu precisava me arriscar. – Apoiou seu corpo sobre seu braço próximo a minha coxa e foi chegando seu rosto lentamente perto do meu.

Se eu quisesse para-lo, essa era a hora, mas ao invés disso, fechei os olhos e esperei pelo beijo. Minha reação era novidade ate para mim. Não queria o beijar. Não queria interrompe-lo. A única certeza que eu tinha era que isso tudo só serviu para fuder ainda mais com a minha cabeça.

Primeiro ele roçou seus lábios aos meus. Sentir sua textura e maciez só me deixou com mais vontade. Meu coração acelerou e senti o choque ao contato com a minha pele. Pressionou ainda mais nossas bocas, pedindo passagem com sua língua, o que me fez abrir lentamente.

Naquele momento, ignorei completamente o fato de estamos em um lugar publico. Ignorei o frio que cercava o nosso redor. Era como se estivesse um campo impermeável cobrindo nossos corpos e expulsando todo vento da noite. E o que mais me assustou foi ter ignorado Scott. Podia até ser pela confusão mental, mas mesmo esforçando-me, não conseguia pensar em outra coisa.

Explorou cada canto da minha úmida e quente boca, empurrando seu corpo ainda mais sobre o meu. Precisava de mais toques, precisava sentir ainda mais seu corpo. A insanidade tomou o controle da situação. Levei minha mão a sua nuca. Queria mais. O beijo passou de calmo para selvagem, tornando uma dança dessincroniza entre nossos corpos comidos pelo desejo. Mordidas eram depositadas aos seus lábios, e a sincronia das nossas línguas, que havia no começo, sumiu.

Senti algo molhado em meus cílios, mas apenas ignorei, a luxúria me aniquilava tanto que era impossível raciocinar. Afasto-me de seus lábios para podermos respirar. Pude ouvir uma arfada, misturada com um gemido de desaprovação escapar de sua boca. Senti outro pingo a bochecha e em seguida em minha testa.

— É melhor irmos. – Sussurrou ainda bem próximo a mim.

Apenas afirmei e deslizei minha mão pelo seu rosto, calçando-a no chão para levantar-me.

Os pingos de chuva aumentaram, quando finalmente já estávamos no carro. Pude ver as gotas escorrendo pelo vidro, ao escorar minha cabeça sobre o mesmo.

— Me desculpe se eu passei dos limites. – Falou se remexendo no banco. Parecia nunca ter feito isso antes.

— Ah... Não. Tudo bem. – Coloquei minha mão sobre a sua no volante, sentindo o choque novamente. — Estou com fome, seu pai acharia ruim se terminasse o pique nique aqui dentro do carro.

— De maneira alguma! — Newton sorriu docemente, fazendo minha barriga arder.

Nos minutos seguintes experimentei a comida dele, realmente saborosa e diferente das coisas que minha mãe fazia lá em casa. Newton tagarelava sem sobre como usar um forno após bater sua torta de legumes no liquidificador, sem reparar que sua boca estava suja, repleta de farelos da mesma torta que ele se gabava por ter feito especialmente para nosso encontro. Sutilmente estiquei o polegar até seus lábios, limpando o local, levando meu dedo em seguida diretamente a minha boca. Parece que esse simples ato despertou um ser aprisionado dentro deste garoto, que rapidamente largou seu corpo contra o meu, jogando farelos e pedaços de comida pelo banco de couro, juntamente com qualquer pudor que pudéssemos ter.

Em um movimento calculado, Newton puxou agilmente a alavanca do banco, fazendo o mesmo despencar para trás, transformando-o em uma cama. Quando dou por mim seu corpo magricela está sobre o meu, beijando-me loucamente enquanto o maior temporal caí lá fora.

Minha mente trabalha confusa, processando com dificuldade tudo isso que está acontecendo tão rapidamente entre nós dois, mas como disse antes, eu não consigo parar. Tenho tanto desejo guardado dentro de mim desde que conheci Scott, que libero ele de uma vez contra a pessoa errada, ao menos é isso que eu penso.

Grudo minha mãos com vontade na sua cintura fina e delicada, esfregando seu corpo contra o meu a medida que ele entrelaça seus dedos em meus cabelos, gemendo manhoso contra meu ouvido. Posso sentir sua ereção brigando contra a minha e isso me deixa completamente desarmado, fazendo todos os muros imaginários que construí ruírem silenciosamente, exceto pelo som da nossa respiração entrecortada e o chiado de enlouquecer gente sã que o loiro solta formando um perfeito “O” com sua boquinha quando toco sua pele macia do abdômen, sentindo o quão febril ele está.

Ajeito meu corpo no banco sem quebrar nosso beijo alucinante e sem querer ao afastar minha perna para ter um melhor encaixe dele sobre meu corpo, meu pé esbarra sem querer contra o som do carro, ligando o rádio em algo peculiar.

— Oh, meu Deus, me desculpe! – o loiro sai de cima de mim bruscamente, desligando o rádio. – Eu vou matar o meu pai... – sibila envergonhando, ficando meu mais vermelho agora do que enquanto cavalgava no meu colo.

— Tudo bem, pensei que só minha mãe ainda ouvia Spice Girls. — brinco com ele.

— Me desculpe mais uma vez. – ele pede ajeitando seus cabelos de volta no lugar, assim como sua camisa toda amarrotada, faltando apenas duas casas para ele expor seu abdômen magro, porém trincado.

Sorrio de volta, com minha respiração falha, mas pior que isso é meu menino descontrolado dentro da boxer, implorando para passear por ai nessa chuva. Mas não hoje e tampouco dentro do carro. Tenho certeza de que Newton ainda é virgem, a julgar pelos seus toques inexperiente e curiosos pelo meu corpo, e não pretendo roubar isso dele dessa maneira, ainda mais dentro do veículo do seu pai.

*****

Obrigado pelo encontro. – Falei ao que seu carro parou em frente a minha casa. De relance encarei o quarto de Scott, que ainda mantinha a luz acesa.

— Podemos fazer isso mais vezes. – Pude ver o brilho em seus olhos castanhos, cheios de expectativa por um próximo encontro.

— Posso me acostumar. – Falei dando de ombros. — Até amanhã Newton.

Desci e bati a porta, dando a volta no carro. O vidro do motorista foi baixando aos poucos e ele sorriu fraquinho, observando-me afastar pela trilha de tijolos pelo jardim. 

— Sem nem um beijo de despedida? – Apoiou os cotovelos no banco, levemente decepcionado.

— Até amanhã. – Os pingos começavam a molhar meus cabelos e roupas e eu tinha certeza de que Scott estava em algum lugar do seu quarto, nos espiando.

Corri para a área coberta da minha casa, e virei-me para olha-lo.

Apenas levantei a mão em um "tchau" silencioso, antes dele partir com os olhos perdidos pela noite chuvosa. 


Notas Finais


Newtiles ♥
Obrigado por ler e até mais o/
— QuinnX


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