História Never Let Me Go - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Ian Somerhalder, Nina Dobrev, The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Bonnie Bennett, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Enzo, Giuseppe Salvatore, Jeremy Gilbert, Klaus Mikaelson, Lexi Branson, Lilian "Lily" Salvatore, Matt Donovan, Personagens Originais, Rose-Marie, Tyler Lockwood
Tags Bonenzo, Damon, Delena, Elena, Ian, Klaroline, Nian, Nina
Visualizações 118
Palavras 2.368
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu revisei, mas sempre tem algum erro que escapa.

LEIAM AS NOTAS FINAIS.

Boa leitura.

Capítulo 23 - Never Let Me Go - FINAL


Fanfic / Fanfiction Never Let Me Go - Capítulo 23 - Never Let Me Go - FINAL

Nos braços do oceano, tão doce e tão frio

E toda essa devoção, eu nunca a conheci de verdade

E o peso é um paraíso para uma pecadora liberta

E os braços do oceano me libertaram

Never Let Me Go - Florence The Mechine


Elena.

Elena, eu vou iniciar o filme! – ouço Damon dizer da sala enquanto despejo a pipoca em uma tigela de plástico.

— Estou indo, Senhor Sem Paciência. – aviso sem conter um pequeno sorriso.

Levo a tigela para a sala onde Damon está sentado confortavelmente no meu sofá, o controle da TV está em cima do braço do móvel enquanto Damon mexe no seu celular.

Coloco a pipoca na mesa de centro, ao lado das nossas garrafas de refrigerante e me acomodo no sofá.

— Eu acho que 90% das fotos da Bonnie são com o Enzo. – ele vira a tela do celular para mim e uma foto recém postada em aplicativo mostra Bonnie e Enzo sorridentes em um parque.

— Eles só estão felizes. – falo cruzando as pernas, colocando uma almofada sobre elas e apoiando ali a tigela com pipoca.

— Eles estão ficando como Klaus e Caroline. – ele ri, deixando o celular de lado e dando play no filme. Sorri com o som da risada dele.

Damon diz isso porque Caroline e Klaus estão mais inseparáveis do que nunca. Semana passada nós fizemos uma breve visita a eles e os dois estão tão felizes que o sorriso no rosto deles parecia durar eternamente.

Depois da nossa reconciliação, a um mês atrás, eu me demiti do meu emprego e assim tenho mais tempo para visitar Care.

Quando eu falei sobre minha demissão, Lilian ficou confusa. Ela já sabia que Damon e eu havíamos voltado, então ela não compreendeu o motivo da minha saída da mansão. O que não quer dizer que Lily tenha ficado, de alguma forma, triste. Pelo contrário, ela pareceu bastante satisfeita.

O que me motivou a sair da mansão não foi nada surpreendente. Na verdade eu só estava farta daquela rotina cansativa e decidi que já bastava. Então logo após minha demissão, Caroline me ofereceu uma vaga na empresa dela e eu prontamente aceitei.

O som de alguém batendo na porta do apartamento chamou minha atenção. Damon colocava um punhado de pipoca na boca e bufou, revirando os olhos.

— Pelo visto não vai rolar filme hoje. – disse levantando do sofá em direção a porta.

Uma mulher loira está parada no corredor quando Damon abre a porta. Como ele está praticamente cobrindo todo o espaço, eu não consigo distinguir quem é, mas levanto do sofá assim que vejo Damon ficar tenso. Aproximo de onde os dois estão e paro ao lado de Damon, meus olhos correm até o rosto da loira e é impossível não reconhece-la.

— O que você está fazendo aqui, Rebekah? – Damon indaga antes que eu possa abrir a boca para perguntar o mesmo.

— Eu gostaria de conversar com a Elena, mas você também está aqui. Ótimo! – ela estranhamente sorri tímida.

— Sobre o que você quer conversar? – pergunto fitando-a cruzando os braços.

Ela respira fundo, aparentemente tomando coragem.

— Quero falar sobre aquele dia.

Minutos depois nós três estávamos sentados na sala. Eu e Damon no sofá e Rebekah em uma poltrona na nossa frente. Ela mexia nos dedos de um jeito nervoso.

— Então? – Damon diz, olhando-a – O que tem para falar?

Rebekah olha de mim para Damon.

— Eu quero me desculpar com vocês. – ela diz relaxando os ombros em seguida.

— Você poderia ser mais clara, Rebekah? – a voz de Damon soa impaciente.

Ela olha para mim.

— Aquele dia... Não foi como você imaginou. Quer dizer, eu encontrei Damon em uma festa. Ele parecia bastante irritado e bêbado. Eu encarei aquilo como uma boa oportunidade. – ela suspirou balançando a cabeça – Nós conversamos um pouco, bebemos e ele me contou da briga de vocês. – ela estava repetindo, sem saber, tudo que Damon havia me dito – Eu tentei avançar, mas Damon não dava chance.

Um alívio correu no meu corpo ao ouvir aquelas palavras.

— Eu me ofereci para leva-lo até a mansão, já que estava um pouco mais sóbria do que ele. – Rebekah continuou, agora a parte que Damon não lembrava, olhando diretamente para ele – Quando chegamos no seu quarto, eu te beijei. Ou pelo menos tentei. Você não correspondeu. – Damon soltou a respiração que segurava e enlaçou os dedos nos meus sobre o sofá – Logo em seguida, você parecia ter esquecido da minha presença, tirou as roupas e deitou.

Ouvir aquilo tudo fez meu coração se aquecer por saber que Damon não havia quebrado sua promessa. Mas um detalhe importante piscou na minha mente.

— Por que você estava seminua quando eu entrei no quarto naquela manhã? – questionei-a eRebekah  voltou seu olhar para mim.

— Eu também estava bêbada, Elena. Não raciocinava direito. – pude ver a sinceridade em suas palavras. – O fato é que eu não esperava que você nos encontraria ali. Eu achei a situação divertida no momento, por isso te provoquei, mas me arrependi dias depois.

— E por que você só decidiu contar tudo isso agora? – disse Damon.

— Porque eu só tive coragem agora. Acredite quando eu digo que fiquei com vergonha do que fiz. – Rebekah desviou os olhos dos de Damon e fitou as próprias mãos – Eu não sabia que vocês tinham voltado, por isso vim até aqui. Lilian não me contou quando me incentivou a vir falar com você, Elena.

— Espera. O quê? – Damon sentou um pouco mais na ponta do sofá, como que para ouvir melhor – Minha mãe mandou você vir aqui?

— Sim. – Rebekah deu de ombros, seu olhar parecia mais leve agora – Eu contei a ela em busca de ajuda.

— Quando? – eu disse com total atenção.

— Há uns quatro dias atrás.

Damon e eu nos entreolhamos surpresos.

Bem, parece que Lilian Salvatore não é tão má assim.

****


5 anos depois

O local estava cheio.

Era possível ouvir os passos miúdos de crianças correndo e o murmúrio de pessoas conversando sendo abafando pelas paredes do corredor. Alcancei a porta lateral e saí. Senti meu corpo chocando-se com o de alguém e quase caí se não fossem os braços fortes que circularam a minha cintura.

— Cuidado por onde anda, Gilbert. – o canto dos lábios de Damon ergueram-se formando um sorriso terno e eu sorri em resposta – Não vai pedir desculpa?

— Eu? Mas foi você que esbarrou em mim! – falei escondendo um sorriso com o meu lábio inferior preso entre meus dentes.

Damon sorriu.

— Isso não parece familiar para você? – ele diz e logo a lembrança de quando esbarramos um no outro, sem nos conhecermos, invade meus pensamentos.

— Sim, parece bastante familiar. – sorrio em seus lábios, enlaçando seu pescoço com meus braços e beijando-o em seguida.

Eu nunca enjoaria da maciez dos lábios dele e do toque da sua língua na minha.

— Preciso ir buscar a noiva. – sussurrei.

— Tudo bem, espero você lá dentro. – Damon deixou um beijo rápido nos meus lábios e entrou pela porta que eu havia saído.

Fui até o carro estacionado na rua ao lado da igreja e abri a porta, encontrando uma noiva visivelmente nervosa.

— Está na hora. – anunciei e ela sorriu nervosa e decidida ao mesmo tempo.

— Tudo bem. – Caroline respirou fundo e esticou a mão para que eu a ajudasse a sair só carro.

Paramos na frente das portas fechadas da igreja. Caroline segurava firmemente o buquê de rosas brancas. O vestido dela era rendado com alças grossas, também de renda. Os fios loiros estavam soltos e ondulados, uma tiara de pedras brilhantes descansava sobre sua cabeça.

Bonnie apareceu ao lado de Caroline junto de Florence, a filha mais nova de Care.

O plano dela era casar após o nascimento de Hope, sua filha mais velha, de cinco anos. No entanto, sendo mãe de primeira viagem, preferiu pensar nisso depois. Então, quando Florence fez um ano, ela decidiu que era a hora.

— Vamos lá, meninas. – a organizadora apareceu na nossa frente, entregando uma cestinha de pétalas brancas para Florence e Hope, que apareceu ao lado da irmã.

 Hope tinha alguns traços de Caroline, mas era notável que ela era mais parecida com Klaus, enquanto Florence é uma versão mais nova de Care.

— Mamãe – a mais nova puxou o vestido de Caroline.

— Sim? – ela abaixou-se ficando quase da altura da filha.

— Nós podemos entrar agora? Eu quero ver o papai.

— Claro, minha querida.

A organizadora nos mandou se posicionar para a entrada. As meninas ficaram na frente de Caroline e começaram a jogar as pétalas pelo tapete vermelho quando as portas se abriram.

Bonnie e eu entramos em seguida. Pude ver Damon no altar, ao lado de Klaus. Ele tinha os olhos concentrados em mim e eu fazia o mesmo. Bonnie e eu ficamos nos nossos devidos lugares e foi a vez de Caroline entrar. Ela parecia nervosa, mas quando seu olhar cruzou o de Klaus, um sorriso brotou em seus lábios.

Durante toda a cerimônia eu não ouvi uma palavra sequer que o padre dizia. Minha atenção estava em Damon, que sorria para mim em uma promessa silenciosa que apenas eu podia compreender.

****

A festa estava acontecendo na casa de Klaus e Caroline, mais especificamente no quintal. Os dois dançavam uma coreografia desengonçada e engraçada ao som de Titanium, assim como os outros convidados.

Hope e Florence dançavam com Tom, o filho de Bonnie e Enzo, que tinha dois anos de idade.

Quando a música acabou, os recém casados se juntaram a Damon, eu, Enzo e Bonnie na mesa.

— E aí, como está sendo as primeiras horas de casados? – Enzo perguntou aos dois.

— Fantástico. Mas você sabe, nós já éramos meio que casados de qualquer forma. – Care disse sorrindo para seu marido e depois olhou para mim e Damon – E vocês, quando vão oficializar?

Depois que eu me formei e Damon cresceu no meio da advocacia, nós compramos uma casa pequena e desde então moramos juntos, entretanto não somos oficialmente casados.

— É verdade, vocês estão a mais de cinco anos juntos. – Bonnie comentou.

— Ele está te enrolando, não é? – Klaus sussurrou como que para apenas eu ouvir, mas ciente de que todos podiam o escutar – Pode dizer, fica só entre nós.

Todos nós rimos.

— Sim, ele está. Estou pensando em ameaça-lo até ele se casar comigo. – brinquei e a mesa se desfez em risos de novo.

O assunto se encerrou quando Hope apareceu dizendo que Tom e Florence estavam comendo todos os doces.

— Não é vedadi! – Tom exclamou, mas tinha duas mãos muito suspeitas escondendo algo para trás.

— É mentira da Hope, papai. – Florence deitou a cabeça na perna do pai, mas o vestido sujo de chocolate a denunciou.

— E o que é isso no seu vestido? – falei apontando para a mancha.

Ela puxou um pouco o tecido para olhar melhor.

— Não sei. – disse fazendo cara de inocente e encolhendo os ombros com as palmas das mãos viradas para cima.

Alguns minutos depois as crianças voltaram a brincar pelo quintal gramado. Klaus e Caroline foram cumprimentar algumas pessoas. Bonnie e Enzo conversavam entre si e eu pude ver Lilian e Josy em uma mesa próxima a nossa.

A relação entre Damon e Lilian melhorou após descobrirmos que ela incentivou Rebekah a nos contar a verdade, porém a antiga Lilian Salvatore reaparecia, raramente, mas sim. Com uma personalidade mais simpática, ela e Josy se tornaram amigas.

Diferente de Lily, Giuseppe continua o mesmo e uma prova é ele ter recusado o convite do casamento de Caroline e Klaus por estar trabalhando.

— Vamos em um lugar comigo. – a voz sussurrada de Damon no meu ouvido fez minha pele arrepiar.

— Para onde? – perguntei sorrindo.

Damon apenas sorriu e deixou um beijo na minha têmpora.

Ele me levou até uma parte mais reservada, porém era possível ouvir a música tocando. Damon parou na minha frente e sem dizer nada me beijou. Um beijo cheio de carinho e paixão.

— Eu tenho algo para te falar. – ele disse quando nossos lábios se separaram.

— Estou ouvindo, Salvatore. – ele sorriu ao me ouvir chamá-lo pelo sobrenome.

— A alguns anos atrás, eu não imaginava que minha vida mudaria tanto assim. Eu não era completamente feliz, até esbarrar em você. Eu não conhecia a paixão, até me apaixonar por você. Eu não sabia o que era o amor, até te ama. – suas íris azuis mesclavam com o meu castanho – Eu gostava da minha antiga vida, mas Elena, eu amo a vida que tenho ao seu lado. Eu soube que te amava na festa de aniversário do Jeremy, quando assumi para mim mesmo em voz alta pela primeira vez.

— Eu sei disso. – sorri ao ver sua expressão surpresa.

— Você ouviu?

— Cada palavra. – os lábios dele se formaram em um sorriso lindo. — E eu me sentia da mesma forma. – seu sorriso cresceu mais, assim como o meu.

— Bem, isso só me encoraja mais.

E então, ele se ajoelhou, tirando do bolso uma caixinha preta de veludo.

Oh, Meu Deus! Ele vai...

— Elena Gilbert, você aceita se casar comigo?

Meu coração perdeu uma batida. O sorriso no meu rosto declarava a minha felicidade.

Damon Salvatore estava na minha frente.

Ajoelhado.

Me pedindo em casamento.

As lágrimas de alegria desceram dos meus olhos. Me ajoelhei na frente de Damon e o abracei com toda a minha força.

— Sim, sim, sim. Sim! – eu disse ainda abraçando-o. Damon quebrou o abraço e segurou meu rosto nas mãos.

— Eu te amo, Elena. – um sorriso genuíno estampava seus lábios.

— Eu te amo, Damon Salvatore. – dito isso, colei seus lábios nos meus.

Meu coração parecia explodir de felicidade.

Damon levantou-se e me ajudou a fazer o mesmo. Ainda segurando a minha mão, disse:

— Aceita dançar comigo, futura Senhora Salvatore? 

— Claro que sim, Senhor Salvatore.

Damon enlaçou minha cintura com um braço, enquanto o outro repousava no meio das minhas costas. Apoiei minhas mãos em seus ombros enquanto nossos corpos se moviam junto da música.

O que eu sentia era o amor mais forte que alguém poderia sentir.

Minha vontade é gritar para o mundo o quanto esrou feliz. Mas apenas continuei dançando com meu único amor.

— Posso te pedir uma última coisa? – Damon diz sem parar de balance suavemente se um lado para o outro.

— Sim. – olhei em seus olhos azuis.

— Nunca me deixe, ok?

Eu sorri.

— Nunca. Eu prometo.

E essa promessa eu teria um prazer de cumprir.


Mas, querida, apenas me beije devagar 

Seu coração é tudo o que eu tenho

E, em seus olhos, você está segurando o meu

Amor, eu estou dançando no escuro 

Com você entre os meus braços 

Descalços na grama

Ouvindo a nossa música favorita 

Quando você disse que parecia uma bagunça

Eu sussurrei baixinho

Mas você ouviu, querida

Você está perfeita essa noite


Notas Finais


Eu não faço ideia se as madrinhas entram junto com a noiva, então se caso não seja assim desconsiderem ashuashua.
*A música do final é Perfect do Ed Sheeran*

E essa foi Never Let Me Go.
Agradeço a todos que me acompanharam e que tiveram paciência comigo. Obrigado por todos os comentários e favoritos. Vocês são maravilhosas (o)
NLMG é muito importante para mim e, mesmo que eu tenha quase desistido dela, fico feliz em finalmente finaliza-la. Entretanto, meu coraçãozinho se aperta por esse ser o fim.
Vocês não são penas números de favoritos ou comentários, vocês são pessoas que ficaram para sempre no meu coração, mesmo aqueles que não se manifestaram de alguma forma.
Essa fanfic me trouxe coisas e pessoas muito especiais, como uma amizade linda que irá durar para sempre. Amo você Lara 💜
Obrigado por tudo, gente. Sério. EU AMO VOCÊS DEMAIS BABYSSSS ❤❤❤

Beijos, câmbio e desligo.


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