História Never let me go - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Ficção, Guerra, Magia, Suspense
Exibições 5
Palavras 1.012
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Capítulo 4


-POR QUE TENTOU ME IMPEDIR?- Perguntou Skyal mais uma vez, eufórico e sem paciência, com lágrimas de ódio descendo pelo seu rosto.- SE VOCÊ NÃO TIVESSE, EU TERIA O  SALVO!
-Skyal...eu juro que não matei-o- Tentou, em vão, reconquistar sua confiança.- Eu-eu a-penas...
-FALA RÁPIDO!- Pediu irritado, bufando sem paciência.
-EU TENHO MEDO DE SANGUE!- Admitiu gritando de vergonha, para não ser interrompido novamente- POR ISSO!
-COMO ASSIM?- Skyal não queria ter que admitir para sí que o assassino de Thysriel foi uma pessoa com medo de sangue.
-Eu... não matei-o- Repetiu soluçando com lágrimas também em rosto- Eu juro.
-Mas...se não foi você nem a rainha, quem foi?
-Eu não sei, provavelmente ele se matou- Tentou responder, secando as lágrimas com as costas das mãos.
-Ele não se matou- Acurmentou teimoso- Ele amava viver e tinha medo de morrer.
-Skyal...você lembra das últimas palavras dele? "Morrer é assustador..."?- Perguntou Nylind com os olhos e nariz um tanto inchados e vermelhos.- Ele queria morrer, mas tinha medo.
Um silêncio constrangedor tomou conta do lugar, e eles dois apenas encararam-se tristes, visto que não havia nada a ser falado agora. Mas Nylind ainda tinha que admitir o que tinha feito.
-Eu... empurrei-o para dentro da mata, admito, mas não matei-o.
Skyal estava confuso, mas sua curiosidade quase fez seu cérebro expludir.
-Explica isso direito- Pediu puxando o facão Do sinto com cuidado.
Nylind parecia assustado com a possibilidade de um facão de quase 2 metros enfiado no pescoço, então pôde continuar o que estava dizendo.
-Eu...fui salvo por um acaso uma vez quando era pequeno... na velha  mercearia do meu pai por um garoto da minha idade metido a tolo- Começou encarando Skyal com um pequeno brilho de reconhecimento nos olhos, como se realmente o admirasse- Desde então, eu queria saber de tudo sobre esse menino, mas havia tanta pouca informação... porém, quando eu o encontrei um dia desses, eu pensei "por que eu não tento faze-lo falar comigo?"- Continuou rindo da própria desgraça- Mas ele não queria papo comigo. Então, eu convenci seu irmão a ficar um pouco detrás da casa para eu conversar um pouco com ele, mas pelo jeito, a gente viajou junto e eu não descobri quase nada.
Sykal, já sabendo quem era o garoto sitado, conseguiu controlar a raiva um pouco e apenas observa-lo para ver onde dava essa história.
-Mas eu não matei Thysriel, eu juro.
-Você me faz correr até o castelo da rainha, que fica lá na...- Como lembrou-se que não precisava segurar-se, proceguiu: Puta que pariu, enquanto a pessoa que eu procurava estava atrás da minha casa.
Nylind parecia prestes a gritar de tanta tristeza e arrependimento que estava sentindo, mas conteu-se para não demonstrar sua fraqueza.
-E por qual motivo Thysriel iria se matar?- Perguntou o mais velho incrédulo, fazendo algo que Nylind nunca esperaria, o envolveu em um abraço solidário.
-Desculpa- Pediu chorando no seu ombro- Eu não devia ter deixado ele só enquanto a gente corria por aí.
O mais novo, ao lembrar da ausência da camisa de Sykal, soltou-se rapidamente, levemente corado.
Com as lágrimas contidas, Nylind saiu correndo, com medo da reação de Sykal à tudo isso.
O mais velho, porém, tentou impedi-lo segurando em seu braço e erguendo o facão.
-Você acha que vai fugir fácil assim?- Perguntou desafiador, com o senho franzido- Você vai me ajudar a descobrir o motivo da morte dele.
-Sykal...- Chamou fraco- Você me perdôo?
-Se reclamar, te acerto com esse facão na cabeça- Disse com, finalmente, um sorriso aberto.
Com aquele sorriso, o coração do mais novo hesitou uma batida, mas ele conseguiu sorrir junto com as bochechas avermelhadas.
-Apenas trate de lembrar que não gosto de azeitonas no jantar.- Entrou na brincadeira.
Os dois sorriam como bobos, com uma felicidade notável no rosto de ambos. (S/N: quer dizer...o Thysriel morreu, mas os dois tão filiz agr, então...)
-Mas...como vamos conseguir saber o motivo que ele se matou?- Perguntou desfazendo o sorriso e fincando sério quanto o falecido irmão.
Nylind iria tentar responde-lo, mas uma voz feminina ao fundo impediu-o.
-Sykal...- Chamou a formosa rainha em cima dos seus guardas, com um sorriso satisfeito- Estava procurando por você.
Com um movimento rápido, Skyal exibiu seu facão e empurrou Nylind para trás para protege-lo.
-O que você quer aqui?
Os guardas desceram a rainha e seu banco com cuidado, preparando-se para atacar Sykal.
-Peguem-no!- Ordenou com um sorriso aberto, obviamente ansiosa para o que estava por vim- E amarrem-o com força na corrente de ferro que jaz no pescoço daquele garoto sem braço ridículo que me traiu- Continuou sádica, como uma louca para ver o circo pegar fogo.
Os homens armados apontaram suas varinhas, e puxaram a corrente de Thysriel, arrancando-lhe a cabeça com a força que traziam, manchando todo o caminho com sangue carregado pelo cadaver, que agora falava dois membros. Sykal, quase gritando de desespero, foi atacar com determinação, junto ao seu facão bem à mostra.
-DEIXEM-O EM PAZ!- Gritou pulando para os homens armados.
Mas, invés do resultado desejado pelo jovem, a única coisa que conseguiu foi uma corrente apertando-o pela cabeça, com a do seu irmão ao seu lado, ainda com aqueles olhos braços revirados, cheiro de cadáver e boca repleta de dentes praticamente negros, com alguns ossos do pescoço pendurados e balançando sombriamente.
-É sempre bom a companhia da família, não é mesmo?- Provocou a rainha levantando-se do seu banco com formosidade- Podem leva-lo ao castelo, eu os seguirei- Assegurou sorrindo carinhosamente.
Nylind, que por sua vez não sabia o que fazer, estendeu sua varinha para ataca-los.
-Eu-eu vou atacar!- Alertou desesperado.
-Você não precisa querido- Falou a rainha fazendo mais um sinal aos guardas.
Um deles puxou novamente sua arma, e com um feitiço rápido, jogou o resto do corpo podre para cima do pobre garoto, que desamiou pelo contato inesperado com o sangue.
-Vamos, precisamos cuidar de Sykal con cuidado- Apressoou a Rainha com um sorriso aberto.
E eles sumiram novamente entre a grama, que estava enfeitada com uma grande quantidade de sangue e ossos quebrados.



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