História Never let me go - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Ficção, Guerra, Magia, Suspense
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Palavras 916
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capítulo 6- Último cap


{Sykal}
-Quem vocês acham que são para tratarem sua rainha assim?- Pergunta ela eufórica, após acordar com as ameaças de nossa autoria.
-Somos os pecadores que sofreram por tua causa- Respondi ríspido- E não a nada que você poderá fazer agora.
Ela engoliu em seco, mas deu-nos um sorriso.
-Eu tenho meus guardas, e sou uma bruxa excelente- Garantiu-se orgulhosa.
-Não mais- Falou Nylind olhando com um sorriso aberto para os guardas mortos atrás da formosa rainha- Pelo menos, seus guardas são inúteis, não é?
Ela bufou insatisfeita, mas tentou sensualizar para tentar convencer-nos.
-Por favor...vocês irão mesmo fazer isso comigo?- Perguntou com um sorriso malicioso.
Eu cortei seu braço fora, fazendo-a gritar de dor em um som estridente.
-Agora você tem pouco tempo- Comecei com um sorriso debochado- Então nós faça o favor de contar a morte de Thysriel.
-Eu...posso me curar sozinha...- Comentou fraca.
Cortei seu outro braço fora.
-Quero respostas, AGORA- Rugi com o facão novamente apontado para seu pescoço.
Ela Gritou mais uma vez, mas visto que estava prestes a morrer, implorou piedosa:
-Contarei tudo que pedirem, mas peço que me soltem, senão eu mesmo me matarei.
-Não irá não- Garanti-lhe- Eu posso revive-la quantas vezes eu quiser.
Ela pareceu convencida.
-Eu não matei-o- Admitiu, causando um arrepio no Nylind, que estava apenas observando- Eu apenas o encontrei sozinho e...
-Conta isso logo, senão sua perna vai ser a próxima- Ameaçou Nylind impaciente.
-Eu disse a ele que procurava por você, Skyal- Começou engolindo em seco- E ele ficou assutado, e disse que você não estava. Eu pensei que ele estivesse mentindo, então ameacei-o de mata-lo, mesmo não tendo o feito- Acrescentou antes de nós tomarmos qualquer suspeita- E...ele me disse "por favor, tudo menos isso", por isso ameacei dizendo que iria procurar seu irmão mais velho e tritura-lo por zelar um mentiroso. E, ele não pareceu abalado, apenas respondeu "Eu não ligo, contanto que não me mate"- Com essa frase, uma tristeza tamanha tomou conta do meu corpo, e eu não conseguia crer no que estava ouvindo- Mas, pelo jeito, Ele se arrependeu assim que pisei para fora daquele pântano imundo.
-Ele...se matou porque arrependeu-se- Concluí incrédulo e um solidão enorme no peito- Já ouvi demais.
Com minha última conclusão, Nylind se sentiu a vontade para cortar-lhe a cabeça.
-Ele...apenas estava com medo de morrer- Tentou me consolar, Nylind.
-Eu...ainda posso voltar para a sua casa?- Perguntei ao lembrar de suas palavras no castelo da rainha.
Ele deu-me um sorriso acolhedor e assentiu com a cabeça.
-Mas lá nós não aceitamos homens de verdade, então pare de chorar.
-Eu sou mais homem que você- Reclamo puxando-o pela mão para fora daquele cenário.
Um longo silêncio foi-se instalado entre nós, mas ao nascer do sol, o seu sono atacou-o com sucesso.
-Eu...tô...muito cansado para correr- Avisou franzido o senho para tentar me convencer.
Mas eu não queria descansar agora, não com com os recentes acontecimentos do dia. Meu irmão...meu querido e inocente irmão falou que não ligava para a minha morte.
Eu sinceramente não sabia o que pensar dele no momento.
Mas, embora ele tenha dito isso, não merecia morrer de maneira alguma. Eu ainda queria abraça-lo, sentir sua fragrância juvenil que ele transpirava de forma tão doce e protege-lo como sempre. Por ele, e por aquela promessa que fiz à minha tia, eu virei um bárbaro sem piedade, atacando qualquer pessoa que ousasse olhar feio para Thysriel. E agora, no entanto, quem levou a maior facada fui eu.
-Sykal...- Chamou Nylind novamente- Eu estou cansado, nós não podemos parar?
-Eu não estou com cabeça para isso agora- Informei rabugento.
Ele decidiu não discutir comigo.
Como eu não sabia onde era o caminho de sua casa, ele teve que guiar-me até lá, o que foi bastante novo para mim, já que era eu a pessoa que guiava, e não que era guiado.
-Você vai gostar da minha família- Comentou com um sorriso- talvez ela te faça esquecer seu irmão.
Eu espero, Respondi mentalmente.
Então, assim que Nylind girou a maçaneta, eu pude ver como era uma família de verdade.
Seus pais o abraçaram preocupados, nem se importando com o odor horrível que saia do corpo do filho.
-Onde você estava esse tempo todo?- Perguntou a mãe apertando o abraço.
-Com Sykal- Respondeu rápido, fazendo os seus pais virarem-se pra mim.
Eles se assustaram rapidamente, e por isso ergueram as varinhas com as mãos trêmulas.
Sem ânimo, levantei as minhas mãos.
Eu sabia que não seria aceito numa família de magos; aliás, eu era um bruxo que já matou pessoas por olharem para meu...irmão mais novo.
-Me desculpe por te incomodado vocês...- Pedi virando-me de contas- Não era a minha intenção.
Porém, quando eu iria embora de verdade, Nylind puxou o meu braço, fazendo seus pais ficaram ainda mais amedrontados.
-Pai, mãe...Ele vai morar conosco- Decidiu firme, me fazendo sorrir ainda virado de costas.
-O quê? Mas ele já mat...- O pai tentou começar a falar, mas Nylind o interrompeu.
-Você também mataria se eu não tivesse um braço e todo mundo me olhasse feio, ainda mais com uma promessa que envolvia proteger-me até a morte do melhor jeito possível.
Ele pareceu convencido, mas ainda hesitante. O pai guardou a varinha no bolso da calça, pedindo que a esposa lhe entregasse sua varinha para guarda-la também.
Então, ele ao ver o sangue esparramado por todo o meu corpo, decidiu empurrar-me para um abraço que me envolvia junto a todos.
-Bem-vindo à nossa família.



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