História Never let me go - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Fanfic, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Exibições 7
Palavras 1.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capítulo 2. Segundo dia


Lauren’s point of view

Eu ainda não sabia como tinha conseguido me controlar durante o primeiro dia. Era difícil dividir o mesmo espaço que a Camila. Não que eu não gostasse de estar perto dela, era exatamente o oposto disso. E eu sei que quanto mais perto eu ficasse, mais perto eu iria querer ficar. Sempre mais. Mas eu tinha que lembrar que existiam limites que eu jamais poderia ultrapassar.

Mesmo com todas as outras questões que complicavam a minha situação, era incrível ter a amizade da Camila. E isso eu não poderia negar. E jamais arriscaria de perder o que eu tinha. Não era exatamente o que eu queria ter, mas era mesmo o que eu tinha. E eu a amava. Aceitaria as coisas como fossem. Mesmo que me fizesse mal em alguns momentos. Mesmo que chegasse a doer. Eu a tinha de alguma maneira. E eu era grata por isso. 

- Bom dia, Lolo! – disse Camila ao pé do meu ouvido.

Deus me dê forças! – pensei. Eu estava tão distraída em meus pensamentos, que sequer notei que ela havia levantado e que estava atrás de mim. Certifiquei-me de que ela já tinha se afastado e me virei para cumprimenta-la. Se eu me virasse e desse cara com o rosto da Camila tão próximo de meu, Deus teria que descer do céu e segurar a minha mão para me dar forças.

- Bom dia, Camz! – disse sorrindo.

Em um pulo ela se colocou ao meu lado. Eu realmente precisaria me acostumar a tudo isso. O fato de morarmos juntas tinha criado outro nível de intimidade entre nós. Era bem diferente do que acontecia na época da faculdade. A gente se via durante as aulas, durante as festas, casas de amigos, mas nada poderia mesmo se comprar a morar juntas.

- E aí, preparada para aprender a andar por Nova York? Ou pelo menos o suficiente para chegar até o local da sua entrevista amanhã? – disse empolgada. 

- Não sei se preparada seria a melhor definição. Estou com um pouco de preguiça de me levantar. – confessei. 

- Lauren sendo Lauren. – disparou rindo. 

- Eu sei que preciso ir. É só que esse tempo frio me faz querer tanto ficar em casa. – respondi com a voz manhosa. 

- Que bom que sabe. Vou terminar de me arrumar e espero te encontrar pronta daqui a pouco, ok? – disse mandona.

- Yes, ma’am. 

Comi um pouco de leite com cereal e resolvi tomar um banho rápido antes de me arrumar. Aproveitei a temperatura agradável que o aquecedor me proporcionava e decidi lavar os cabelos. E já me preparava para ir até o banheiro quando cruzei com a Camila de toalha no corredor. Paralisei. 

Notei que ela também tinha lavado o cabelo. Algumas mechas ainda encharcadas estavam grudadas na lateral do seu rosto e pescoço. Péssimo momento para ser detalhista. Uma gota de água escorreu do final do seu queixo até o seu colo. Infelizmente acompanhei todo o trajeto da gota com os olhos. Rezei para que a minha expressão não fosse de completa admiração ou que, pelo menos, a Camila não tivesse percebido. 

- Ei, você tem um condicionador para me emprestar? – disse tentando disfarçar. 

- Tenho. Mas e isso aí na sua mão, não é condicionador? – ela respondeu.

Burra. Respira. E pensa em algo. Rápido! – disse para mim mesma.

- É, mas não estou gostando muito de como meu cabelo está. O seu tá tão bonito esses dias, vai que funciona também com o meu? 

Ufa! – pensei enquanto respirava aliviada. Meu Deus, como eu era burra! Talvez ela nem tivesse notado que eu fiquei reparando nela. A chance de eu ter estragado tudo com essa história era enorme. 

- Ok! Vou pegar pra você. Se gostar, até te levo até a loja que comprei, não fica longe daqui. É bom que você conhece mais as redondezas – ela disse sorrindo.

Camila se virou para ir até o seu quarto e foi impossível não olhar. Que corpo! Onde eu estava com a minha cabeça quando resolvi aceitar o convite de morar justo dela? 

- Pronto! Só cuidado com a quantidade. Ele é bom para hidratar, mas se exagerar, seu cabelo pode ficar oleoso. Aconteceu isso comigo no primeiro dia. – ela disse rindo. 

- Pode deixar! Obrigada, Camz! Logo estou pronta e a gente vai! – disse.

Juro que se não tivesse tão frio lá fora, eu me arriscaria a tomar um banho gelado. Meu Deus. Karla Camila Cabello Estrabao de toalha justo no segundo dia? Isso já era para me mostrar a provação que seria morar no mesmo apartamento que ela. Eu não conseguia nem descrever todas as coisas que se passaram pela minha cabeça nos minutos em que ela estava ali na minha frente. Ela e uma toalha branca. E só. Camila e uma toalha branca. Nada mais. N-A-D-A. 

Tentei afastar qualquer pensamento que pudesse me lembrar do que eu tinha visto enquanto caminhava com a Camila pelos quarteirões da região em que morávamos. Por sorte, ela não tinha notado nada – e meu cabelo tinha ficado lindo. 

Camila’s point of view

Meu Deus, como a Lauren era enrolada. Quanta preguiça e quanta manha. Fiquei pronta em pouco tempo e tive que esperar por mais de duas horas até que ela terminasse de se arrumar. Garanto que pelo menos a metade dele tinha sido gasta em devaneios ou em qualquer coisa no celular. Lauren adorava procrastinar. A minha vontade era de arrancá-la do quarto e arrastá-la até a rua. 

- Vamos, Lauren! – gritei pela milésima vez.

- Estou indo!

- Se você não sair daí, vou abrir a porta e te levar à força! – avisei.

- Eu estou pelada! Calma! – ela gritou de volta.

- Anda logo! – insisti.

Depois de testar a minha paciência por mais alguns minutos, ela finalmente apareceu. E, como eu previ, não tinha realmente algum motivo concreto para que ela tivesse demorado tanto, fora os cabelos já secos. Lauren vestia um moletom preto, uma calça jeans e um gorro. Nos pés, botas que ajudavam a aquecer. Seu rosto estava limpo, quase sem nenhuma maquiagem. Diferente de mim, que apesar de estar com um conjunto de moletom cinza, tinha passado um pouco de delineador nos olhos e um batom nude. 

- Finalmente! – disse.

- Desculpa. – ela pediu.

Abracei-a e disse que a desculpava. Seu corpo parece ter sentido um choque com o contato. Ela recuou como reflexo, mas parece ter se acalmado e em seguida me abraçou de volta. Lauren era meio estranha. Às vezes era mais carinhosa e próxima, em outras vezes era mais distante. Nunca iria entender, mas não me preocupava. Esse era mesmo o jeito dela. 

- Então vamos!

Passamos algumas horas caminhando. Mostrei alguns caminhos e atalhos para Lauren. Os melhores estabelecimentos, onde encontrar o que precisava, entre outras coisas. Acabamos decidindo tomar um café e aproveitar o final da tarde. Levei-a até meu lugar favorito, que ficava há duas quadras de nosso apartamento.

- Esse lugar é incrível! Aqui servem os melhores cookies de Nova York. Isso é comprovado! – disse enquanto mostrava a parede do local, que estava repleta de premiações e certificados de comprovavam a excelência no preparo daquele tipo de biscoito. 

- Você deve vir muito aqui então, né? – perguntou.

- Na verdade essa é a primeira vez que venho em meses. Eu tive que me afastar um pouco daqui. – assumi. 

- Por quê? Não vai me dizer que é muito caro. É? Camila, ainda preciso arrumar um emprego. – disse ela um pouco desesperada. 

- Não. Não é isso. É uma longa história. Nem sei se vale a pena voltar nisso. 

- Se te fez parar de vir ao seu lugar favorito, é algo sério. Tem certeza que não quer desabafar? 

- Vai ter paciência pra me ouvir? – perguntei.

- Se isso te ajudar de alguma maneira, sou toda ouvidos! – ela disse com um sorriso.

Era mesmo incrível ter a Lauren como amiga. Como isso me fazia falta.

- Eu estava saindo com esse cara – ela revirou os olhos, provavelmente por já conhecer a minha fama de ser péssima para escolher as pessoas com as quais me envolvo – e, bom, ele foi como todos os outros. Um completo idiota. Sempre vínhamos juntos aqui. Até que um dia eu acabei chegando um pouco mais cedo que o combinado e vi que ele estava flertando com uma garota em uma mesa. Mas não parecia coisa de momento. Eles pareciam já se conhecer. O confrontei e ele me disse que saía com ela também. Ele disse tantas coisas horríveis aquele dia. Fez questão de me colocar como louca. De dizer que nunca tinha me dado nenhum sinal de que éramos exclusivos. E de que era um absurdo eu agir daquela maneira. A gente já saía há quatro meses. Dormíamos juntos. Passávamos finais de semana inteiros juntos. Era como um relacionamento. Mas talvez, só para mim. – continuei. 

- Poxa, Camz! E te faz bem voltar aqui? – ela perguntou com um olhar preocupado.

- Sim, porque agora eu tenho você. E eu sei que enquanto você estiver por perto, tudo de ruim pode acontecer, mas eu sempre vou me sentir protegida. Você sempre sabe como me fazer ficar bem, Lolo. Sempre soube.

- Pois saiba que sempre, sempre mesmo, eu estarei aqui por você. E em qualquer lugar que seja. E ignore esse idiota. Ele é só mais um babaca que não soube valorizar a chance incrível de ter você. – ela respondeu.

Por que dentre todos os caras que eu me envolvia nenhum deles poderia ser como a Lauren? É como se eu tivesse um imã para quem fosse me fazer mal. Ou será que o problema era comigo? Talvez fosse. 

- Camz? – ela me chamou. 

Acenei com a cabeça. Acho que eu tinha ficado tempo demais pensando nesse assunto e acabei me esquecendo da conversa. 

- Nunca se culpe por esses caras serem idiotas, tá? Promete pra mim? Nunca ache que você é o problema. Eles são. Você não é. Nunca será. Você é incrível. Prometa que nunca vai se esquecer disso. – ela disse olhando em meus olhos.

Lauren parecia ler meus pensamentos. Era mesmo uma sorte gigantesca tê-la comigo. Gigantesca mesmo. 

- Obrigada por tudo, Lolo! Eu amo você! 



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