História Never Let Me Go, Peter. - Capítulo 10


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Gwen Stacy, Jane Foster, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers, Tia May
Tags Fanfic, Homem Aranha, Os Vingadores, Personagem Original, Romance, Spiderman, The Avengers
Exibições 24
Palavras 1.859
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Bom dia.


[Fim do ponto de vista de Peter]

Abri os olhos quando o despertador tocou, soquei a mão nele e então senti minha cama tremer, Peter parecia ter acordado com toda minha indelicadeza e me xingava mentalmente por isso. Não por ele ter acordado e sim porque sabia que teria que olhar para ele após nossa noite juntos. Não sabia o que aquilo significava, queria muito procurar a Mãe e dizer que estava fora, que não queria mais e ai sim olhar para Peter sem medo e sem evita-lo. Fiquei parada, virada de costas para Peter tentando fazer com que ele dormisse novamente percebendo que não tinha acontecido nada demais, fiquei fitando sua roupa de Homem Aranha jogada no chão e então sorri involuntariamente.

Já sabia o que iria fazer.

Virei-me de frente para Peter e ele estava dormindo como se estivesse trabalhado a noite toda.

E ele realmente tinha.

Ri sozinha com meu pensamento idiota e por ter pensado logo em besteira, mas estava parecendo que estava exausto como se estivesse passado a noite toda prendendo assassinos, vilões e combatendo o mal, e talvez alguém tivesse precisado dele na noite passada, mas eu sinceramente, não estava me importando com isso. Peter mantinha um braço embaixo do travesseiro, estava deitado de bruços e com a expressão leve e contente. Provavelmente eu também estava assim, mas tínhamos que ir para a S.H.I.E.L.D., infelizmente.

Levantei da cama e o deixei ali, dormindo um pouco mais, parecia que precisava, então para que acordá-lo antes? Ao me levantar peguei minhas peças de roupas pelo chão deixando-as em cima da mesa, peguei meu roupão no banheiro e coloquei o café para esquentar na minha cafeteira elétrica, entrei para o banheiro e fechei a porta logo em seguida, tirei meu roupão e o deixei no lugar de sempre, desta vez – como tinha que ser rápida – abri o chuveiro, entrando debaixo do mesmo logo em seguida. Não demorei muito tempo para sair e assim que saí para ver o café notei que Peter ainda estava na mesma posição, deitado em minha cama. Peguei uma caneca e me servi voltando para o quarto e me encostando na cômoda de madeira escura em frente á cama.

Fiquei parada ali fitando Peter como uma psicopata retardada, estava com minha caneca branca em mão, de roupão e descalça. Parecendo definitivamente uma psicopata, mas não conseguia desviar meu olhar dele, e por mais que parece estupidez queria ficar bem ali, observando-o dormir. O que não gostaria que fizessem comigo, mas não estava me importando naquele momento. Estava encostada na cômoda quando meu celular chamou, o toque foi tão alto que até eu assustei, seguindo o som comecei a procurar meu celular e desesperadamente larguei minha caneca em cima da cômoda em que estava encostada. O celular estava na cabeceira da cama, bem perto de onde Peter estava deitado.

Fui correndo até lá e pude ver Peter mexendo, olhei rapidamente para o visor do meu celular e sabia que tinha que atender.

– Alô? – sussurrei.

– Maya?

– É.

– Por que está sussurrando? Onde está?

– Em casa – falei indo em direção á porta.

– E por que está sussurrando, Maya? – ela aumentou o tom de voz.

– Porque acostumei a falar assim – voltei a falar com a voz normal olhando para Peter na cama.

– Tem certeza?

– Absoluta – respondi de imediato.

– Certo – ela disse – como está indo?

– O que? – perguntei.

– A Missão sua tola - Ália perguntou.

– Está indo bem.

– Não teria tanta certeza disso.

– O que? – perguntei e vi Peter sentando na cama enquanto passava as mãos pelo cabelo, sorri.

– Não me faça de tola, Maya. Te criei e sei quando está mentindo. Além disso, quero conversar com você esta noite, não tenha compromissos.

– Conversar? – perguntei me preocupando.

– É, esteja na base ás onze horas.

– Isso é bom – criei coragem e soltei – preciso lhe pedir algo.

– Pedir? – ela perguntou – já não lhe dei demais salvando a sua vida?

– É algo que preciso, e não te pedi para me salvar, Mãe.

Depois de certo tempo ela disse – Não se atrase, Maya.

E desligou.

– Lisa?

Virei-me na direção de Peter quem estava sentado na cama com o lençol cobrindo apenas da cintura para baixo, dei um fraco sorriso e deixei meu telefone na mesa da cozinha indo até ele. Sentei na cama e ele então sorriu coçando a nuca, era uma coisa que via cada vez mais, talvez fosse uma mania dele, e eu adorava quando ele fazia aquilo.

– Bom dia – falei.

– Bom dia – ele sorriu mudando o olhar de direção.

Entortei a boca tentando encontrar algum assunto – Como vai?

Ele riu me fitando – Bem – balançou a cabeça em seguida – na verdade, muito bem.

Apenas sorri o fitando, ele mantinha um sorriso tímido no rosto.

– E você? – ele perguntou soltando uma risada.

– Estou bem – ri e fiquei de pé – quer um café, ou alguma coisa?

– Ahn... – novamente ele coçou a nuca enquanto pensava fitando o lençol branco, me olhou em seguida – um café está bom.

– Tudo bem – sorri andando até a cozinha.

O silêncio pairou em meu apartamento, peguei meu celular em cima da mesa e apaguei as ligações de modo que, sem querer, Peter não o pegasse e visse, afinal, não acho que ele mexeria em meu celular, mas era bem melhor se não tivesse riscos á correr. Enchi uma xícara de café e a coloquei, em cima do prato, em cima da mesa da cozinha, procurei alguma coisa dentro dos armários, mas a única coisa que tinha era um pacote de biscoito recheado e vários pacotes de salgadinhos, os quais eram a minha sobrevivência. Coloquei o pacote de biscoito recheado em cima da mesa e então virei-me para olhá-lo, ele já estava vestido de Homem Aranha novamente e segurava a máscara e as luvas na mão.

Ambos estávamos sem graça, agora tínhamos intimidade o suficiente para termos uma relação, mas não, eu não podia ter uma relação e não tocaria nesse assunto enquanto ele não viesse á tona. Peter então sorriu sem graça e novamente coçou a nuca. É, ele definitivamente tinha aquela mania e ela aparecia cada vez mais quando ele estava sem graça ou com vergonha.

– Han... – sorri batendo as mãos de leve no roupão – preciso trocar de roupa para ir para a S.H.I.E.L.D., mas... Fique a vontade.

Ele me fitou sentado na cadeira – Obrigado.

Dei um fraco sorriso assentindo em silêncio e abri meu guarda roupa perto da cama, peguei meu uniforme da S.H.I.E.L.D. e entrei no banheiro logo em seguida, mas podia sentir os olhos de Peter em cima de mim, mas não olhei para trás, estava extremamente sem graça, mas por alguma razão idiota, não queria que ele fosse embora, nem queria expulsá-lo de lá. Sorri me olhando no espelho pensando nos momentos da noite passada, lembrei de um dos melhores.

[Flashback, algumas horas atrás]

– Não sei se devíamos fazer isso... – sussurrei abafado e ele me beijou logo em seguida.

– Já fiz tantas coisas que não devia – ele disse após quebrar o beijo e riu logo em seguida.

– Acredite... Eu também – gargalhei puxando minha blusa para cima.

Ele então me fitou, me fitou como um todo, fez questão de olhar para meu corpo que agora estava seminu embaixo do dele, e o máximo que fiz foi sorrir. Nem eu sabia explicar como desejava-o, nem eu estava me entendendo no momento, mas sabia que naquele momento não era hora de ser paranoica e chata.

– Ei – puxei o rosto dele para perto do meu – vo...

– Não quero que isso acabe – ele me interrompeu sussurrando.

Sorri o fitando nos olhos e quase como sempre fiquei arrepiada, mas daquela vez mais que o normal. Selei delicadamente meus lábios nos dele e, pela primeira vez, nos beijamos de forma natural, como um casal se beija, sem violência ou raiva no meio disso, mas apenas por pura vontade e eu não podia querer nada além daquilo.

[Fim do Flashback]

Balancei a cabeça e comecei a vestir minha roupa da S.H.I.E.L.D., prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, como sempre, e saí do banheiro. Peter virou-se para trás como se estivesse assustado, mas estava com um fraco e tímido sorriso no rosto, fui até a cômoda e peguei meu relógio de pulso o colocando.

– Você está... Ótima – ele sorriu ficando de pé – e o café também.

Dei uma fraca risada – Obrigada.

– Por nada.

Sorri e novamente ficamos nos fitando naquele silêncio constrangedor, abaixei a cabeça dando uma fraca risada e novamente voltei a encará-lo, ele estava sério me fitando como se fosse um cachorro babão e por um instante estranhei, mas algum tempo depois apenas sorri indo até ele.

– Ei – ele disse quando parei na sua frente – só quero dizer que... A noite passada foi realmente muito bom.

Apenas sorri.

– Mesmo – ele me fitava nos olhos – nunca tinha feito... Nada disso antes, eu digo... Invadir o apartamento de alguém e brigar com um cara e... Quem era ele?

Desviei meu olhar e respondi – Meu... ex-namorado.

Peter me fitava sem reação alguma quando voltei meu olhar para ele – Ah... Desculpe por isso, eu realmente não sabia que era você gritando, foi só... Uma coisa que faço sempre – ele riu fraco – ouço gritos e vou atrás.

– Tudo bem – dei um fraco sorriso – se não tivesse vindo, não estaríamos aqui agora.

Ele sorriu – Você está mesmo bem?

Fui andando até a mesa e peguei meu celular balançando a cabeça – Não podia estar melhor.

– Isso é bom – Peter sorriu – han... Você tem horas?

– Sim – olhei para meu relógio de pulso – sete e meia.

– Sete e meia? – ele perguntou apavorado.

– Sim – tornei a repetir – sete e meia.

– Mas que merda! – ele disse colocando as luvas – tenho aula daqui á meia hora, e se tia May acordar e for me chamar... Olhe – ele me fitou após colocar as duas luvas – te explico tudo na S.H.I.E.L.D. ok?

– Tudo bem – respondi.

Ele colocou a máscara e foi em direção da janela. Apenas o fitei parada perto da minha mesa da cozinha, ele puxou a janela para cima de modo que o vento entrasse – fechei-a de madrugada, pois o vento frio estava incomodo em minha pele – e virou-se para trás.

– Ah... – ele riu tirando a máscara e correndo em minha direção.

Apenas segurou meu rosto e selou nossos lábios, não com força como sempre fazia, mas também não tão fraco como se estivesse com nojo, soltou-me logo em seguida e sorriu.

– Eu realmente gostei de ontem á noite – ele sorriu – você é linda e boa – ele riu e o acompanhei – muito boa. Se é que você entende o modo que...

– Cala a boca – disse rindo – te vejo na S.H.I.E.L.D.?

– Definitivamente sim – ele respondeu sorrindo enquanto segurava meu rosto – bom trabalho pela manhã.

– Boa aula – sorri lhe fitando.

– Obrigado – ele disse andando até a janela.

Apenas fiquei fitando Peter ir embora, tentando esconder meu sorriso bobo, mas não deu muito certo quando ele lançou um olhar para trás por baixo da máscara, levantei minha mão direita lhe dando um tchau e um sorriso sem mostrar os dentes e ele então lançou sua teia e em questão de segundos sumiu da minha vista. Odiava admitir isso, e ainda mais em tão pouco tempo, mas...

Eu estava completamente apaixonada por ele.



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