História Never Let Me Go, Peter. - Capítulo 11


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Gwen Stacy, Jane Foster, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers, Tia May
Tags Fanfic, Homem Aranha, Os Vingadores, Personagem Original, Romance, Spiderman, The Avengers
Exibições 22
Palavras 2.435
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Final de semana.


Meu capuz estava fazendo um bom trabalho naquela noite. Era quase onze da noite e eu estava indo encontrar com Ália e alguns outros na Corporação, a qual não entrava por anos, para não estragar o disfarce. E naquele momento, eu não sabia exatamente o porquê de quebrar as regras daquela maneira, e muito menos porque Ália queria falar comigo bem no meio da missão, eu tinha um pressentimento e não era dos bons.

Assim que cheguei em frente á casa que era apenas a entrada da Corporação bati na porta, três batidas como era combinado para todos nós, dei um fraco sorriso quando um dos guardas abriu, aquele era novo e após certo tempo não me surpreendia, ele então me fitou com um sorriso forçado e fechou a cara logo após me olhar nos olhos.

– Sou Maya Mase – falei séria.

– Kakoy parol'? – ele perguntou em russo, estava me perguntando qual era a senha.

– Sekrety privetstvuyutsya – arqueei uma sobrancelha simplesmente respondendo “Segredos são bem-vindos.” Aquela era a nossa senha ali em Nova York.

– Venha, entre, Ália está esperando por você.

– Se sabia quem eu era por que perguntou? – falei fechando a porta e tirando meu capuz e casaco.

– Porque não corremos riscos – ele respondeu passando pela sala – pode me seguir.

– Sei onde fica – falei revirando os olhos.

– Melhor ainda – ele disse entrando em um corredor.

Deixei meu casaco em cima de uma pequena mesa ao lado da porta e bem embaixo de um espelho, usávamos a casa para não duvidarem de nada, a Corporação mesmo funcionava bem embaixo e vivi ali como uma garota americana por anos, fazia de conta que era filha de Khloe e Brad Mase e que faleceram há um ano, para completar nossos disfarces, os dois eram representados por dois seguranças, que estão vivos e com bastante saúde, mas vivíamos em uma grande novela tendo que agir na lei, e sem sair muito de casa, ficávamos treinando na Corporação quase o tempo todo e observando algumas pessoas da S.H.I.E.L.D., fazendo várias anotações e prontos para sermos impostores. E com certeza eu estava falhando sem nem uma semana inteira lá dentro.

A casa parecia uma tradicional casa de americanos ricos e religiosos, imagens de santos, de Cristo e de anjos estavam por quase todos os lados, a sala fazia divisa com a sala de jantar e um carpete era fixo por toda a casa. No segundo ambiente da sala tinha a sala de televisão onde passávamos a parte da noite para parecermos “normais”. Segui pelo corredor e ainda podia ver a silhueta do novo segurança bem ao fim do corredor escuro, tinha uma janela que dava direto para os fundos da casa e ninguém podia nos ver ali, pois a janela sempre ficava tampada com um papel pardo. Ele parou de frente para a janela e rapidamente pegou um canivete fazendo dois furos simples no que seria a passagem para a Corporação subterrânea. Ele puxou o carpete digitando uma senha em um visor de LED, liso e simplesmente touch scream. Digitou os números necessários e deu dois passos para trás.

O chão se abriu em uma porta, quem quer que fosse saberia que era o porão, como em uma casa normal, mas ali era muito mais que um simples porão. Quando as autoridades vieram investigar, logo no principio, não tínhamos instalado as tecnologias ainda e alegamos que era uma casa da era nazista onde tinham esconderijos para os judeus fugitivos da Alemanha e eles caíram naquela como patinhos idiotas. O que foi melhor para nós. O grandão olhou para trás me mandando segui-lo, descemos uma escada de madeira e puxei a “porta” do chão digitando a senha por dentro em outra tela pequena de LED. Continuei descendo as escadas e o grandão acendeu a luz puxando uma cordinha azul, a iluminação ali era algo realmente antigo.

Nós tínhamos um porão, pelo menos aparentava um, tínhamos caixas com brinquedos que, no nosso teatro, pertencia á mim, Kyle, Jeremy e nossos outros “irmãos” que moraram ali como uma família grande e feliz. Tinha pranchas de praia, lustres estragados, panelas antigas, caixas de roupas para doações, tapetes que não usamos mais, bicicletas de crianças e tudo o que colocam em um porão. A coisa era muito séria, então o disfarce também teria que ser bem planejado e sem nenhum erro, tínhamos que parecer mesmo com uma família nativa americana, e não houve problema algum com isso.

Bem ao fundo do porão tem uma porta que novamente há uma senha para ser digitada. Entramos pela porta – que é menor do que o grandão, mas praticamente do meu tamanho – e ele ligou a luz. Fitei meu reflexo em todos os espelhos, sim era uma sala espelhada, que também era um elevador que nos levaria totalmente para baixo e aí sim entraríamos na Corporação depois de algum tempo. Ficamos em silêncio no elevador espelhado apenas esperando chegar bem ao fundo, uma vez Jeremy fez um cálculo e a distância era como se fosse trezentos andares abaixo da casa, não sabia como eles tinham construído aquilo tudo em tão pouco tempo e sem serem percebidos, mas nunca tive coragem de perguntar para Ália.

Entramos no local subterrâneo e as luzes azuladas estavam todas acesas, aquelas luzes me causavam certa dor de cabeça, mas nunca comentei com ninguém porque seria inútil, completamente inútil na verdade. Pude avistar Ália de longe, ela estava parada de pé com sua roupa branca e um casaco provavelmente feito de pelo de urso, era uma coisa estupidamente imbecil dela: sempre estava usando algum casaco que envolvia pele de animais. O que eu achava uma crueldade. Paramos um pouco atrás e pude ver que seu cabelo branco estava maior que o normal, ela tinha os cabelos prateados, não como os de uma velha, mas era um cabelo liso e bonito, o qual não a imaginaria de outra cor e muito menos sem.

– O bom filho a casa torna – ela disse com sua voz suave e assustadora, não virou-se de frente para mim e nem fez menção.

Não disse nada, á medida em que fomos chegando perto pude ver Kyle e Jeremy logo ali e fechei meus olhos apenas desejando que aquilo não fosse uma cilada.

– Pare! – ela gritou dando um enorme eco.

Parei de má vontade e ela então se virou. Estávamos há alguns poucos metros de distância o que me fazia sentir mais tranquila. Kyle estava sentado em uma cadeira de madeira enquanto me fitava sem desviar o olhar. Não precisava vê-lo para afirmar. Fitei Ália em seus olhos vermelhos e desviei o olhar para o chão de mármore logo em seguida, detestava aqueles olhos vermelhos dela e nem sabia porque eram daquela cor, porque ela tinha cabelos brancos e não em cores normais para pessoas da idade dela. Na verdade, nem sabia quantos anos ela tinha, quando pequena apenas tive que aceitar tudo sem fazer perguntas, e não ousava em fazê-las, então permanecia com as minhas dúvidas.

– Como você cresceu, querida! – ela sorriu abrindo os braços e andando até mim para me abraçar.

Permaneci imóvel fitando o chão por cima de seu ombro, levantei meu olhar para Kyle e ele estava com os olhos fixos em mim, respirando rapidamente e me olhando nos olhos com seu olhar de fúria, o olhar que tanto odiava e o que mais tinha visto na semana. Foi quando Ália me apertou no abraço e me perguntei de onde ela tinha tirado a vontade de me abraçar daquela maneira.

– Me abrace! – ela gritou.

Estremeci assustada e então ergui meus braços a abraçando com muito má vontade e, por mais que detestasse admitir, com medo. Fechei meus olhos assim que ela me soltou e pude soltar meu ar, não a vi se locomover para longe de mim, mas podia escutar seu salto fazendo barulho no piso de mármore branco, abri meus olhos e fitei o chão, meu coração estava disparado.

– Fui muito perversa com você – ela disse com sua voz suave e assustadora – tem razão, Maya. Tenho que lhe ceder um pedido, então, minha querida, primeiro me atualize de tudo o que descobriu até agora e então lhe darei o que quiser – ela tornou a virar para mim sorrindo.

– O que ele faz aqui? – apontei para Kyle.

– Ele? – ela perguntou – ele mora aqui, minha querida. Esqueceu?

– Não – respondi – achei que...

– Você não tem que achar nada – Ália sorriu sentando-se em uma enorme cadeira de madeira escura com o estofado azul marinho, parecia um trono de um rei da Idade Média – por favor, minha querida, prossiga com as informações antes que eu perca a paciência.

Olhei para Kyle e em seguida para Jeremy, eles pareciam assustados, Kyle muito mais que Jeremy. E eu provavelmente entendia o porquê, afinal, era raro vermos Ália nos visitando, não entendia porque ela queria saber das informações pessoalmente e por isso estava com um mau pressentimento. A fitei e ela mantinha um pequeno sorriso em seus lábios, usava um batom lilás e estava com um dos braços apoiados no braço da cadeira, mantinha uma expressão calma e amigável, mas com certeza não era uma expressão confiável, ainda mais para ela que só agiu assim – pelo menos comigo – quando cheguei e estava assustada.

– Maya? – ela me chamou me apressando.

Fechei os olhos e respirei fundo – Não tenho nada.

Ela então se manteve em silêncio, mas sem mudar sua expressão.

– Não tive tempo, me... Desculpe, não sabia que iria querer atualizações assim tão rápido, não fiz anotação alguma e ainda não consegui definir pontos fracos, nem da S.H.I.E.L.D. nem de ninguém lá dentro.

– Me diga uma coisa – ela olhou para suas mãos brancas como a neve – o que você faz lá?

– Eu... Faço treinos, faço “missões” externas e recrutei um herói para lá, o Homem Aranha – meu coração acelerou – e ganhei a confiança de todos.

– Hum – ela levantou o olhar até mim – isso é bom, parabéns.

– Obrigada – falei nervosa.

– Falando em Homem Aranha – ela deu uma fraca risada – Kyle me contou que ele vem te seguindo esses dias, não acha que ele suspeita de algo, acha?

Tentei me manter tranquila, engoli seco respondendo – Não, Mãe.

– Então, por que ele te segue tanto? – ela perguntou e prosseguiu – e por que entrou no seu apartamento ontem á noite? – ela me fitou agora com a expressão séria, parecia furiosa – e ainda bateu em seu irmão? – ela virou o rosto na direção de Kyle.

– O que? – perguntei assustada – então, foi apenas isso o que ele te contou?

– Não – ela disse ficando de pé – ele me contou que estava quase te batendo, mas isso não importa – ela sorriu e veio andando em minha direção e em uma fração de segundo ela se descontrolou e seu tom de voz aumentou fazendo com que todos estremecêssemos – O QUE O HERÓI FAZIA NA SUA CASA?

– Eu não sei! – gritei por impulso e completamente assustada em ser pega na mentira – eu não o chamei para lá! Ele escutou gritos, não sabia de quem era e quando viu que eram meus ele entrou, exatamente como faria em qualquer outro caso!

Ela então me fitou e novamente voltou ao controle, sorriu e voltou para seu “trono” – Tenho mais uma pergunta, posso lhe fazer?

Não respondi, não adiantaria falar “Não, sua imbecil!”. Ela faria a pergunta do mesmo jeito.

– Bom – ela sorriu e me fitou – e, por quê ele saiu da sua casa pela janela, esta manhã?

Congelei, e por um instante quis correr e fugir dali. O que eu diria para ela? Tentava pensar em milhares de respostas para lhe dizer de modo convincente, mas não conseguia pensar em nada. Um nó em minha garganta surgiu e olhei para o chão balançando a cabeça negativamente. Precisava enrolar, não tinha escolha, e pelo menos tinha uma ideia para enrolá-la o máximo que conseguisse.

– Você ficou me espionando, Kyle?! – me virei para ele liberando toda a raiva dentro de mim.

Ele não respondeu. E também não queria confirmar se ele quem contou aquilo tudo para ela, era um pouco óbvio que sim.

– Eu te fiz uma pergunta, Maya...

– Seu idiota! – gritei interrompendo-a – eu não amo você, Kyle. Nunca amei, aceita isso, seu estúpido, eu tenho nojo de você!

Foi quando ela berrou novamente – Chega!

Continuei fitando Kyle, mas ele estremeceu e olhou para Ália. Não sabia o que responder, e nem sabia se daria certo mentir, mas se dissesse a verdade morreria ali, mesmo que não me matassem na hora, me fariam sofrer e não conseguiria sair da Corporação, existem tantos seguranças ali, que tem alguns que nunca vi de tanto que são. E eu sabia que não me matariam apenas, mas matariam Peter e todos da S.H.I.E.L.D. que entrassem no caminho deles. Ália mantinha os olhos fixos em mim sem um mísero sorriso, queria a resposta a todo custo e eu tinha que dá-la, mas não a resposta verdade, pelo menos morreria por não ter dito a verdade, e não por dizê-la e por tudo em risco.

Com o coração acelerado disse – Ele não passou a noite na minha casa, Mãe. Ele passou no bairro, não quis me incomodar, mas queria ficar por perto, pra me proteger, porque ele acredita que sou a única amiga que ele tem na S.H.I.E.L.D. – mentia tentando parecer tranquila – ele passou pela manhã para ver se estava tudo bem, e não, Mãe – falei lhe fitando nos olhos – nós não temos nada, e não vamos ter. Sei discernir uma coisa da outra, estudei muito sobre emoções e sentimentos para me entregar na primeira missão, e sequer suporto aquele aracnídeo, não sei por que ele vem me seguindo, mas é muito antes de brigar com Kyle.

O silêncio então permaneceu e não fiz menção de desviar o olhar dos olhos vermelhos de Ália, não tinha mais nada para falar, ou outra mentira para inventar. Ela estava séria sentada em sua cadeira e então ficou de pé, veio andando lentamente até mim e apenas o som de seu salto ecoava pelo salão subterrâneo. Ela parou na minha frente e ficou me fitando no fundo dos olhos, ela era boa em captar mentira e nervosismo, mas ela não tinha gritado até então, e por isso eu não estava mais nervosa, fitava-a bem nos olhos com as sobrancelhas erguidas e vi um sorriso pequeno surgir em seu rosto.

– Você trabalha nos finais de semana? – ela disse andando em direção á porta, não a que cheguei, mas a que ela iria embora.

– Não – respondi ainda rígida.

– Ótimo! – ela lançou um olhar para mim – seguranças? – ela chamou dois brutamontes que estavam perto de mim e me lançou um sorriso – quero que ela descanse este final de semana aqui. Levem-na para a cela.



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