História Never Let Me Go, Peter. - Capítulo 13


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Gwen Stacy, Jane Foster, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers, Tia May
Tags Fanfic, Homem Aranha, Os Vingadores, Personagem Original, Romance, Spiderman, The Avengers
Exibições 15
Palavras 2.641
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Maya Mase


[Narrado em terceira pessoa, ponto de vista de Maya/Lisa off].

– O que? – Nick Fury fitou a morena sem entender.

– Sou a traidora, Fury. Não queria que nada chegasse a este ponto. Você tem que acreditar em mim – falava em desespero – por favor, eu venho da Rússia, de uma Corporação que tenta acabar com você há décadas, você deve estar se perguntando porquê estou te contando tudo isso, mas não aguento mais tantas ameaças, e não, pela primeira vez em toda minha vida não fiz algo porque mandaram, ou seja, estou me entregando porque não quero que a S.H.I.E.L.D. decaia, e principalmente... – ela hesitou, mas tinha que falar – quero que Peter fique bem, não quero vê-lo se machucar em uma das lutas, eu não... Olha, eu sei o que os heróis fazem, sei que são bons e não posso acabar com isso, pesquise sobre mim, faça o que quiser, mas por favor... – os olhos da garota começaram a encher de lágrimas – por favor, estou implorando, não deixe que nada aconteça com Peter, mantenha–no fora de tudo isso, mesmo ele sendo um herói, eu...

– Chega! – ele gritou.

A garota estremeceu, mas apenas o fitou, a primeira lágrima desde que tinha chegado escorreu e ela então a secou, respirando fundo. Fury apenas prosseguiu:

– O que você está falando é muito grave, Senhorita Mase – ele apoiou as mãos na mesa de madeira escura á sua frente – como soube desta Corporação, Elizabeth?

– Porque eu sou de lá! – ela gritou tentando fazer com que Fury acreditasse a todo custo no que ela estava dizendo – fiz uma merda, tá legal? – ela passou as mãos pelo rosto – das grandes, e não tem como consertar isso a não ser me entregando. Pode procurar nos arquivos, em contatos próximos, tanto faz! E não sou Elizabeth, meu nome é Maya Mase, sou da Rússia e meus pais morreram quando era pequena, Ália Vamperl me pegou para criar de um jeito “diferente”, você tem que acreditar em mim.

Ele apertou um botão em cima de sua mesa – Você quer que eu acredite que você é uma vilã que está se entregando em boa vontade?

– Sei que parece loucura – ela dizia – mas você tem que acreditar em mim... Ou... Eu morro. E... Sério, eu não me importo de morrer, não eu... Só... Procure, Ália Vamperl, Maya Mase, Kyle Campbell, não sei... Corporação da Rússia, sei que vai acreditar em mim Fury, eu preciso que acredite em mim.

– E por quê? – ele perguntou me fitando bem nos olhos.

– Porque... – ela respirou fundo e fechou os olhos deixando que tudo dentro de si saísse – se eu continuar com a farsa, eu morro por vocês ou por eles, por vocês se algo der errado e por eles se eu... – ela hesitou – se eu continuar com o Homem Aranha – o coração da garota disparou, estava pensando em como seria quando Peter soubesse toda a verdade e sentiu uma dor moer sua alma.

A porta se abriu, um enorme agente da S.H.I.E.L.D. entrava pela porta segurando sua arma, Fury então olhou para ele e Maya fez o mesmo, seguiu o brutamontes com o olhar, ele levantou a arma após fitar Fury e Maya olhou para frente e se deparou com uma Calibre 38 apontada em seu rosto, fitou a ponta da arma e então o brutamontes foi andando até ela onde colocou a mão direita no ombro da garota, já na defensiva esperando que ela tentasse resistir ou algo do tipo. Mas ela não iria. Ela estava disposta a se entregar para ver se as coisas ficavam melhores, não teria coragem de contar cara á cara para Peter, aquela, de todas, era mesmo a melhor escolha.

– Maya Mase você está presa, ficará na S.H.I.E.L.D. por tempo indeterminado até examinarmos o seu caso e termos a resposta do que será feito – Fury disse e em seguida olhou para o segurança – leve– a para a cela blindada... Na H– 98.

Maya então levantou os braços e os colocou na nuca enquanto o brutamontes a empurrava em direção ao corredor branco ao lado de fora da sala de Fury, ele puxou a porta e foi empurrando– a como se fosse um miserável saco de lixo com qualquer coisa podre dentro, a virou bruscamente e ela se soltou de supetão de modo que não fosse mais machucada pelo segurança, disse que podia andar sozinha e ele fingiu não escutá-la, a carregava pelo casaco enquanto caminhavam por um enorme corredor branco, bem mais claro que os demais, nem ela sabia daquele local. Era restrito para os “A.C”, ou seja, “Agentes Comuns”, apenas os A.S, Agentes de Segurança podia entrar ali, e com razão, o local tinha uma combinação e lá dentro havia alguns presos, mas ninguém de muito importante, e Maya sequer prestou atenção, estava com os pensamentos em outro lugar.

O enorme A.S digitou a senha no teclado de LED e a porta se abriu dando um razoável estrondo, a empurrou de leve para dentro da sala blindada e digitou o código novamente. Maya tinha conseguido o que queria, estava presa em uma das poderosas celas da S.H.I.E.L.D., não sabia muito bem porque se entregou daquela maneira, e nunca entenderia, mas sabia que não suportaria ver nada acontecer com Peter, nem vê-lo machucado, nem fisicamente e muito menos psicologicamente, mas sabia que ele ficaria furioso com ela assim que soubesse, que ficaria triste e completamente decepcionado, e ela se mataria por dentro durante anos, por ter feito tanta coisa errada, por saber mentir tão bem e logo de cara se apaixonar por um dos heróis que tinha como missão matar.

Não sabia qual seria a reação de Ália ao descobrir da mais nova novidade desagradável, sabia que a Mãe faria de tudo para matá-la, completamente tudo, pois conhecia a Mãe como ninguém e se lembra de alguns traidores, ela matou alguns na frente de todos só para sentirem o que faziam com um traidor, mas Maya não estava com medo de Ália, nunca esperou para si um final feliz, e a morte lhe parece bem cativante no meio da confusão toda. Ela temia por Peter, jamais suportaria ver o garoto sofrer, apanhar e morrer, e jamais aceitaria isso para si.

Passou algumas horas sentada no chão com as penas cruzadas, não queria sair dali. Estava tudo tão silencioso e quieto que ela estava estranhando, passavam das nove da manhã e ela sabia que Peter já estava na S.H.I.E.L.D. e estava amedrontada pelo que estavam contando pra ele, ela queria sair dali e dizer logo que só estava fazendo aquilo tudo porque o amava e queria que ficasse tudo bem, mas simplesmente não podia.

Fury havia convocado todos os Vingadores e agentes para uma reunião geral, ninguém sabia do que se tratava, mas todos certamente estavam mais do que curiosos para saber o que estava acontecendo. Fury se encaminhou para um local maior, onde todos trabalhavam, estavam todos no telhado, na área externa de treinamento, enquanto ele não chegava, Peter olhava para todos os lados a procura de Lisa que não tinha visto pela manhã, ela tinha saído antes dele acordar, e ele simplesmente não entendeu o porquê, e entendia menos ainda porque ela não estava por perto. Fury tirou toda a sua atenção chegando ao local, todos rapidamente fizeram silêncio enquanto ele se aproximava.

– Obrigado por todos estarem aqui – ele deu uma rápida olhada e ficou fitando Peter – não esperem boas notícias, agentes e Vingadores, porque não as terão.

Peter fitava Fury encabulado, parecia que o chefe falava exatamente para ele. Peter olhou para o chão enfiando suas mãos nos bolsos da blusa de moletom preta que usava.

– Em muito tempo, S.H.I.E.L.D. cometeu um erro... Um enorme erro, para ser mais específico – ele fitava todos, mas tentava manter seu olhar em Peter que não o fitava – não é fácil admitir isso, porque sempre tivemos muita cautela em que colocamos aqui dentro, mas... Erros acontecem, e prometo a vocês que algo como o ocorrido jamais se repetirá...

– Vá direto ao assunto, Nick – Tony o interrompeu ao lado do Aranha, estava impaciente.

– Claro, Stark – Fury respirou fundo – há um traidor dentro da S.H.I.E.L.D.

As especulações começaram na multidão, milhares de vozes eram escutadas, sussurrando entre si quem poderia ser o suposto traidor, Peter voltou a olhar Fury quem ainda estava o fitando com o olhar mais piedoso que conseguia. Fury entendeu tudo o que Maya havia dito sobre Peter, tinha entendido principalmente do envolvimento dos dois, e que ela realmente parecia gostar dele.

– Silêncio, por favor! – Fury gritou e de imediato todos obedeceram – ela está presa. Sim, foi uma traidora. E, descobrimos em uma semana – ele fitou Peter – era a Agente Elizabeth Mase.

Todos se calaram. Peter sentiu algo embrulhar seu estômago, sabia que vomitaria a qualquer momento, não de nojo, não sabia explicar, mas não fazia muito sentido para ele. Estava sem chão, sem lugar para segurar, por alguns instantes a raiva o dominou, ficou se perguntando como ela pode enganá-lo daquela maneira, se fazia parte do disfarce, Fury falava algo a mais enquanto o rosto de Peter queimava de raiva, ele fitava o chão com as mãos trêmulas dentro do casaco e pode perceber os olhares de Natasha e Tony em cima dele, mas a única coisa que fez foi ignorar. Olhou para Fury e ele ainda falava algo olhando para a multidão. Peter não conseguia discernir uma palavra qualquer e nem queria, tudo ao seu redor rodava como se ele não pudesse se controlar. Estava ardendo de raiva e a única coisa que queria era falar com Elizabeth.

– Ela já está em uma de nossas celas, e... – Fury parou de falar ao perceber Peter correr atrás de si em direção á porta cinza que dava para o andar debaixo – Parker!

Peter não o escutou gritar, e seguiu correndo para a porta onde a puxou com tanta força que a maçaneta se desprendeu, Fury e Natasha foram correndo atrás do Aranha enquanto ele descia as escadas, os agentes no telhado não entendiam nada e muito menos Maria Hill quem tentava acalmar a multidão e mantê-los ali, todos no telhado do jeito que estavam, mas viu Tony andar rápido até a escada e logo após isso gritou como uma ordem que ninguém passaria por ela ou estava demitido.

– Parker – Fury gritou descendo as escadas um tanto atrás dele.

Novamente Peter não escutou, estava surdo de raiva. Natasha passou na frente de Fury e logo alcançou Peter, colocou a mão no ombro dele e ele olhou para trás completamente furioso, ela pode perceber os olhos dele cheios de água, ele estava vermelho e respirando totalmente ofegante, realmente furioso como Natasha jamais tinha visto antes. Aqueles segundos fitando o Aranha nos olhos foram precioso para Fury chegar até eles.

– Parker, onde vai?

Ele não respondeu.

– Parker! – Fury gritou – estou falando com você!

– Vou matá-la! – Peter gritou furioso.

– Não, você não vai – Fury disse furioso, passou na frente de Natasha e segurou o braço de Peter – não sabe onde ela está.

– Sim, eu sei – Peter respondeu de dentes trincados – e por favor, Nick, me solte.

– Para fazer alguma loucura? – ele apertou o braço de Peter – não, eu não vou, ela se entregou, Parker, você...

Foi quando Peter lançou a teia em cima de Fury o prendendo na parede atrás de si, Fury se rebateu e começou a gritar de modo que alguém o ajudasse, mas Peter apenas tampou teia na boca dele, Natasha então foi tentar ajudar Nick e ficou presa de costas para Peter, com a boca tampada também. Peter continuou andando em direção á cela, sabia onde ficava, pois uma vez acabou seguindo o corredor errado e por engano foi parar na enorme porta de vidro após passar por um longo e entediante corredor branco. Não conseguia andar e por fim começou a correr, ficou cansado antes mesmo de chega no corredor branco, mas não parou de correr até chegar no local, não estava se importando com nada além de falar com Lisa, não sabia muito bem o porquê, mas queria parar de se sentir daquela maneira: traído, enganado, inútil e completamente retardado.

– O que...? – um dos Agentes de Segurança tentou falar, mas Peter prendeu as mãos do brutamontes na porta de vidro que seria a entrada para onde Lisa estava, o brutamontes começou a gritar e Peter lhe deu um soco, o mais forte que conseguia, começou a descontar toda sua força no segurança enquanto ele resistia em lhe contar a senha para entrar naquela área restrita.

– 9187654430p*p019814082001 – ele gritou por fim.

Peter o fez repetir toda a senha enquanto digitava, era bem grande e não conseguiria guardá-la só por tê-la escutado uma única vez.

Maya estava sentada no chão olhando para outra cela vazia, estava com fome, mas certamente alguém lhe traria alguma comida, ou algo do tipo, não pediria, pois ainda tinha a esperança de morrer de fome. Encostou-se no vidro de trás de sua cela e abraçou os joelhos como uma adolescente de um colégio faz, colocou sua cabeça escondida entre as penas e ficou fitando seus próprios pés, e não sabia no que pensar, só conseguia pensar em Peter e queria vê-lo uma última vez, para se despedir e ter a chance de explicar tudo. Mas tudo o que sempre quis nunca lhe aconteceu, então, se mantinha ali, presa, para salvar a vida do Amigo da Vizinhança.

Um baque ecoou dentro da cela e ela levantou o rosto assustada, demorou algum tempo para ver quem era e o que estava fazendo.

– Lisa!

Ela paralisou olhando Peter socando o vidro blindado bem a sua frente. Por um instante quis sorrir, mas sua vontade passou quando viu a fúria em seu rosto, foi andando até o vidro onde pode ver o rosto de Peter mais de perto e seu coração acelerou, não conseguiu segurar as lágrimas, e nem quis. Deixou-as escorrer enquanto o via do lado de fora em completa fúria e desespero. Agora sim seu coração estava partido em milhares de pedaços e naquele momento, ela desejou morrer, morrer para ser perdoada e para nunca mais ter que vê-lo daquela maneira. Mas nada aconteceu, Peter apenas a fitava do lado de fora com as mãos na nuca, seu rosto estava encharcado e ele se desfazia em lágrimas, também tinha o coração partido em infinitos pedaços, não sabia explicar.

– Por quê? – ele perguntou tão baixo que Maya mal pode ouvir.

Mas não respondeu.

– Eu... – ele a fitava do outro lado do vidro – sabe... – ele então gritou – eu quero matar você!

Maya fechou os olhos.

– Por que fez isso, sua... Nem sei do que te chamar! – ele gritava – eu estava apaixonado por você, desde o primeiro momento em que te vi! Aceitei porque eu sabia que você estaria aqui, e... Quem é você?! Deus... Eu... – ele passou a mão na nuca – eu não acredito, eu só... Merda!

Ele socou o vidro fazendo com que ela desse um salto por dentro da cela.

– Você se entregou! Por quê? Han?! – ele gritava bem próximo ao vidro – você... É tão sem honra assim? Espero que você morra ai dentro, porque... Não acho que vai sair viva daí!

– Desculpa – ela pediu.

– Desculpa? – ele perguntou e riu sarcasticamente – enfia elas... – ele respirou fundo – me seduzir e fazer com que me apaixonasse por você fazia parte do... Do plano? Da missão? Ou seja lá qual for o nome dessa porcaria!

Ela não respondeu. Era melhor não responder, sabia que Peter não acreditaria de qualquer jeito. Ele então riu e novamente cerrou os punhos levando-os até seu rosto, abriu as mãos secando suas lágrimas e então chegou bem próximo ao vidro, fez questão de olhar nos olhos de Maya e a viu chorando, seu coração acelerou e ele então saiu dali, sem falar mais nada, sem desejá-la algum tipo de sorte ou qualquer coisa do tipo. Saiu dali de modo que nunca mais a visse em toda sua vida.



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