História Never Let Me Go, Peter. - Capítulo 14


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Gwen Stacy, Jane Foster, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers, Tia May
Tags Fanfic, Homem Aranha, Os Vingadores, Personagem Original, Romance, Spiderman, The Avengers
Exibições 18
Palavras 2.811
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Verdade, parte um.


Há três semanas eu não via Peter. O vi pela última vez quando fui presa, o vi da pior maneira que poderia ter visto: desesperado, chorando e furioso, tudo isso por minha causa, mas não tinha jeito melhor de conta-lo. Confesso que de certo modo esperei alguma compreensão da parte dele, mas não o culpo por não ter compreendido, sequer conversamos e a única coisa que lhe disse foi desculpas o que no caso, não era a coisa certa a se dizer. Não sabia onde estava, se ainda estava na S.H.I.E.L.D., se sequer estava em Nova York, mas não podia fazer nada para saber, afinal, estava na cela sem conversar com ninguém.

Apenas dormia e comia naquela sela, eram os únicos momentos em que me movia para algum canto. Ficava sozinha a maior parte do tempo, com todas as celas á meu redor vazias e preferia daquela maneira. Os únicos momentos em que via alguma alma viva era quando algum segurança vinha me entregar a refeição diária ou então, me encaminhar ao banheiro que não era muito longe dali, mas mesmo assim, era muito raro ter contato com outras pessoas, no meu caso, ter contato com seguranças. Cheguei a perguntar o brutamontes de cabelos loiros e lisos se ele tinha alguma noticia de Peter, mas é claro que ele não tinha autorização para me contar, e mesmo que tivesse, sabia que não me contaria, afinal, eu era uma presa, uma infratora e fiz a pior coisa que algum ser vivo podia fazer: traí a confiança de Fury e mais ainda a de Ália, mas ela era a que menos me preocupava, mas mesmo assim não deixava de pensar em como seria sua amarga vingança e estava preparada para qualquer coisa, não faria muita diferença.

Á essa altura, três semanas após eu ser presa era bem provável que Ália já soubesse do que tinha acontecido comigo e que, principalmente, eu quem tinha desmascarado a Corporação, e por isso não tinha certeza do que ela faria comigo, mas sabia que não sairia imune disso tudo, não tinha ninguém mais ao meu lado, ninguém para me ajudar, era apenas eu e meu conhecimento da Corporação, e por ter passado anos lá dentro, sei o que fazem com traidores, então, antes mesmo de tentarem acabar com a S.H.I.E.L.D. – como o plano inicial – eles acabariam era comigo. E ficar esperando pela morte, não é algo que alguém sonha todos os dias.

Uma única coisa me confortava: meus pais. Não sei para onde irei quando morrer, mas sei que será a minha hora, e quando for embora deste mundo, sei que vou encontrar meus pais e fica com eles durante a eternidade, e isso era o que mais me confortava, mas não, eu não ansiava pela morte, mil e um pensamentos passaram pela minha cabeça de modo que fugisse da ira de Ália, mas nada me parecia bom o suficiente para ganhar, mas é claro que, tentaria até o último segundo.

A única coisa que não suportaria seria ver Peter machucado, pelo menos não fisicamente porque emocionalmente não podia fazer mais nada. Gostaria que ele, principalmente, soubesse que me entreguei por causa dele, que tentei mantê-lo em segurança, porque nunca senti por ninguém o que estava sentindo por ele no momento, e mesmo após três semanas insuportáveis, sem vê-lo, sem ouvir sua voz, sem tocá-lo, o amava cada segundo mais e aquilo me torturava de uma maneira inexplicável, queria chegar até ele e poder explicar tudo, com direito a lágrimas e textos improvisados de amor, mas simplesmente não podia, aquilo não estava á meu alcance, e mesmo que estivesse não acreditava que ele queria me escutar, não depois de todo o ocorrido.

E não tirava sua razão.

Na manhã de terça feira fui chamada por Fury para lhe dar algumas respostas que ainda estavam implícitas, não tive nem chance de negar, simplesmente fui puxada pelo braço por dois seguranças e arrastada até a sala do interrogatório. Não entendi muito bem porque, já que a S.H.I.E.L.D. tinha acesso á qualquer pesquisa e já era para terem descoberto tudo sobre a Corporação, não entendia porque tinham que falar comigo sobre mais alguma coisa, mas como não tinha como dizer não fui obrigada á ir.

Assim que me empurraram para dentro da sala cinza com um vidro escuro vi Fury sentado em na cadeira, com seu sobretudo preto e seu tapa-olho da mesma cor. Ele estava me olhando com sua cara de furioso e mantinha as mãos em cima da mesa, como se estivesse de braços cruzados. Fiquei de pé o fitando e ele apontou com a mão direita para uma cadeira em frente á ele, do outro lado da mesa e apenas me sentei, sem falar uma única palavra, apenas esperando o interrogatório começar.

– Senhorita Mase... Será este seu sobrenome real?

– Você sabe que é – falei.

– Não, na verdade – ele me fitava bem nos olhos – não sei de nada.

Fiquei em silêncio.

– Muito bem – ele tirou os braços de cima da mesa – por que nos contou que era uma impostora?

– Porque não quero enganar mais ninguém – respondi de braços cruzados.

– A preço de que?

– Não tem nenhum preço, a não ser a minha morte.

Ele deu um sorriso forçado, respirou fundo e parou por alguns segundos – Olha, sempre tem algum preço. Se for do plano da sua Corporação é bom que me fale de uma vez, porque, se eu descobrir que você ainda permanece junto deles, eu vou matar você – ele me fitou nos olhos – com minhas próprias mãos, entendido?

– Olha, Fury – apoiei minhas mãos na mesa o fitando bem no olho – não tenho medo de você, tudo bem? Não tenho medo de morrer, não fará diferença, afinal, estou sozinha – dei um sorriso forçado prosseguindo – estou ajudando você, no final das contas, e prefiro que você, com suas próprias mãos, me mate.

Ele ficou em silêncio, e voltei meu corpo ao normal cruzando os braços logo em seguida, ele poderia me perguntar qualquer coisa que certamente o responderia, sem mentir e sem hesitar. Ele fez um sinal com a mão e então entrou um cara grande com algo na mão.

– Dê sua mão para o Agente Steven, por favor – Fury pediu.

Levantei minha mão direita e uma pulseira preta fora colocada no meu braço, um visor de LED estava aceso e logo dentro estava escrito “carregando”, olhei para Fury tentando obter uma resposta do que era aquilo, mas ele fitava a pulseira em minha mão tão fixamente que esperei até eu mesma obter a resposta. Logo em seguida apareceu “verdade”, e então entendi que era uma máquina da verdade, dei uma fraca risada e voltei a fitar Fury quem já tinha seus olhos fixos em cima de mim, dei um sorriso forçado esperando as perguntas começarem.

– Quem é você?

– Maya Mase, sou russa e meus pais morreram quando eu era pequena – respondi.

O aparelho apitou uma vez e ficou verde escrito bem na tela “verdade”.

– O que aconteceu com seus pais?

– Morreram em um acidente de carro.

Mais um apito, a cor verde acendeu mais uma vez e o escrito ainda indicava que eu estava falando a verdade.

– Por que se entregou?

– Porque não quero que ninguém se machuque – disse.

Dois apitos. Olhei para a pulseira e ela ficou vermelha indicando que eu estava mentindo. Não totalmente.

– Vou perguntar mais uma vez – Fury disse me fitando bem nos olhos – por que se entregou?

Desviei meu olhar para a mesa – Por causa do Parker – soltei – eu tinha uma missão pela Corporação, me infiltrar, ser a favorita, descobrir os pontos fracos, entregar para eles e então ajudá-los a invadir aqui. Eu... – dei uma engasgada, mas se não contasse jamais teria a chance de ajudá-los – me envolvi com Peter. Eu não suportava ele de inicio, até... Até ele me beijar uma vez – respirei fundo evitando que as lágrimas caíssem – e senti por ele o que nunca senti por ninguém, o amor que nunca senti por nenhum garoto antes – fitei Fury quem me fitava atento – e... Nós dormimos juntos duas vezes, na primeira vez, foi em uma sexta feira e logo de noite fui para a Corporação porque Ália queria falar comigo, ela perguntou sobre as anotações e menti dizendo que não as tinha feito, mas eu já tinha feito, se vasculhar meu apartamento as achará, mas não a entreguei e não pretendia, fui ais á este encontro porque... – engoli seco – quis sair, tentei sair, mas ela disse que se eu saísse da missão ou os traísse, eu morreria – dei de ombros com os olhos cheios de lágrimas – e... Que ela machucaria Peter também, ela nem precisava dizer, eu apenas sabia, pois Kyle, um dos meninos da Corporação e meu ex– namorado, esteve me vigiando a noite toda e viu Peter sair de meu apartamento pela manhã, menti de todas as maneiras possíveis, mas já sabia que tinha colocado-o em perigo. Afinal, ele me salvou de Kyle na noite de quinta feira, a anterior á minha visita á Corporação, e... Kyle disse que o mataria, mas... Kyle nunca foi bom em muita coisa, então no me importei – sequei a primeira lágrima que escorreu.

Fury estava me fitando completamente atento, tentando entender como eu funcionava.

– Sempre fui a mais emocional da Corporação, Ália mesmo já me confirmou isso – prossegui – e me apaixonar por Peter foi a coisa mais errada que já fiz. Eu não importo com a minha morte, mas nunca me perdoaria se eles sequer machucassem Peter, e... Na sexta em que fui para á Corporação, Ália me manteve presa até a noite de sábado e então, fui para meu apartamento, e Peter apareceu por lá – dei um fraco sorriso – ele disse que tinha um lugar para me mostrar e então estávamos em um parque privado no centro de Nova York. Passamos nossa segunda noite juntos. Acordei na manhã seguinte e ele ainda estava dormindo, foi quando vim para a S.H.I.E.L.D me entregar – lhe fitei – Nick Fury, me entreguei por causa de Peter Parker, evitando problemas á vocês e principalmente para ele, porque o amo.

Um apito, olhei para a pulseira e ela estava verde com o escrito “verdade” na tela LED piscando.

– Peter não está bem – Fury disse – ele sente algo por você, também.

– Isso e ruim de certo modo – dei de ombros.

– Você está dispensada – ele disse apontando para a porta – quando sair daqui Agente tirará sua pulseira, obrigado.

Dei um fraco sorriso e segui meu caminho para a porta. O Agente tirou com toda a delicadeza do mundo a minha pulseira e por um instante estranhei, mas não lhe fitei, queria apenas ir para a minha cela. Provavelmente ele estava com pena da minha história de amor trágica, talvez ele tenha visto que eu era uma boa pessoa que só tinha feito tudo aquilo por amor, que estava me entregando á morte por amor, não me importava. Fui caminhando ao seu lado de volta para a minha cela, ele digitou a senha e então entrei apenas sentando no canto de sempre, olhando a cela vazia á minha frente, tentando não pensar em nada e muito menos querendo.

Foi quando um baque fez com que eu me jogasse de lado, não foi um baque comum, parece que houve algum tipo de explosão dentro da S.H.I.E.L.D. e meu coração acelerou, fui andando até a porta de vidro de modo que conseguisse achar um modo de sair dali, é claro que sabia quem era. Ália já tinha demorado demais para agir, e com certeza ficou planejando algo durante quase um mês inteiro, assustei-me quando a porta de minha cela abriu, algo dentro de mim dizia que eu não deveria sair, mas queria me certificar se Peter estava ali e se estava bem, eu realmente estava agindo como uma boba apaixonada, e pior, como uma burra apaixonada.

Dei o primeiro passo para fora da cela e então outro baque surdo veio do meu lado direito, desta vez fazendo com que mínimos estilhaços voassem até mim, balancei minha cabeça fazendo com que pequenos cacos de vidro caíssem do meu cabelo e continuei andando para fora da prisão tentando pensar em onde acharia Peter, tinha a esperança de que ele estivesse treinando junto com os outros, mas naquele momento, ele provavelmente já estava lutando, se ele ainda estivesse na S.H.I.E.L.D., já que ele disse que só tinha ficado por minha causa.

Corri até a outra porta de vidro que agora estava destruída com parte da parede também, logo que cheguei lá paralisei escorrendo no chão, antes que batesse de frente com a moça enorme de olhos vermelhos que tinha um sorriso no rosto, não parecia calma, nem furiosa e sim feliz e eu sabia porque. Estava feliz porque enfim iria me matar, Ália estava me fitando com sorriso mais psicopata que já tinha visto em seu jovem rosto.

– Ora, ora! – ela disse segurando um enorme cajado.

Levantei rapidamente do chão e comecei a dar passos lentos para trás, meu coração saltava pela boca e minha respiração estava ofegante. Dava passos lentos para trás fitando-a bem nos olhos enquanto ela rodava o cajado nas mãos, desviava dos estilhaços no chão lançando rápidos olhares para trás, mas não consiga tirar meu olhar de Ália e seu sorriso amedrontador, estava preparada, pelo menos para tentar, desviar de todo e qualquer ataque.

– Você achou mesmo que ia se livra de mim, Maya? – ela riu.

Não respondi, apenas prossegui andando de costas.

– Você é tão estúpida! – ela gritou – não sei porque escolhi você!

– Porque você sabe que era a melhor que tinha.

– Tinha – ela riu – ainda bem que tinha, porque agora, você não pertence á ninguém.

Dei mais alguns passos para trás – É melhor ficar sozinha durante uma eternidade, do que ter que seguir suas regras idiotas.

Ela então paralisou, paralisei junto, a vi levantar seu cajado e então meu coração parou por míseros milésimos, agi por impulso e logo após fechar meu punho acertei um soco de direita no queixo de Ália. Meu coração tornou a disparar quando a vi de olhos fechados, sem nenhum sorriso e com o rosto virado para o lado devido ao meu forte soco, mas não tinha adiantado muito pelo visto.

Ela riu virando seu rosto na minha direção – Tenho que confessar – levantou o cajado em seguida – admiro sua coragem.

Virei-me pronta para correr na direção oposta, seu cajado então lançou um feixe laranja de luz em minha direção, mas pulei para o lado ficando em meio á pedaços da parede que agora estava desfeita, estava tremendo, nunca tinha visto aquele cajado e muito menos sabia que ela usava magia para alguma coisa, estava tão incrédula quanto amedrontada, nunca me senti com tanto medo quanto estava no momento, minhas mãos suavam e tremiam ao mesmo tempo e tudo o que eu conseguia fazer era fita-las sem pensamento algum. O enorme pedaço da parede em que me escondia agora havia sido transformado em pó.

– Quer saber, Maya? – ela sorriu me fitando – agora, você realmente me irritou.

Ela levantou o cajado pela terceira vez e antes que pudesse me preparar para correr senti algo agarrar minha cintura, abaixei meu olhar para ver o que era e então saí do local onde ela havia acabado de lançar sua magia, onde eu estava há um segundo atrás, olhei para frente recuperando a noção das coisas e então percebi que o que estava em minha cintura era uma teia de aranha, Peter a tirou de mim e então me empurrou para trás dele, lançou sua teia na direção de Ália a prendendo na parede, mas ela ainda estava com seu cajado em mãos, então, seria uma questão de tempo – ou inteligência – para ela se soltar.

– Peter, eu... Sinto muito – falei ainda engasgada.

– Cale a boca – ele disse ríspido, estava sem a máscara e a roupa de Aranha, estava com uma blusa de moletom, sem bolsos, e uma calça cinza também de moletom, pelo visto tinha saído do treino.

– Fiz isso por você – falei, ele me fitou – não queria continuar porque... Porque eu amo você e jamais suportaria te perder, então... Me desculpa.

– Fez por mim? – ele perguntou.

– Quis desistir de toda essa maluquice para não te enganar mais, porque... Eu sabia que se alguém descobrisse que estava apaixonada por você, te torturaria na minha frente e o mataria logo em seguida... É assim que funciona as coisas de onde venho.

Ele me fitou e então Ália deu um berro se soltando da teia de Peter.

– Vá embora, saia daqui – ele disse me soltando – eu acabo com ela.

– O que? – perguntei.

– Cala essa boca, e dá um fora daqui – Peter disse furioso – agora!

Ele me deu um leve empurrão para trás e lançou mais teia em Ália, gritando logo em seguida:

– Ei, vadia! Você não vai machucá-la, e sabe por quê? – ele não esperou ela responder – porque ela é a mulher que eu amo, e nem você, nem ninguém irá machucá-la!



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