História Never Let Me Go, Peter. - Capítulo 15


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Gwen Stacy, Jane Foster, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers, Tia May
Tags Fanfic, Homem Aranha, Os Vingadores, Personagem Original, Romance, Spiderman, The Avengers
Exibições 14
Palavras 2.134
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Verdade, parte dois.


Meu coração acelerou e um sorriso brotou em meu rosto, claro que Ália não deixaria aquilo barato, faria algum comentário estúpido para deixar Peter irritado e foi exatamente o que ela fez:

– Ah, que amor mais lindo! – ela sorriu encostando o cajado no chão – sabia que ela mentiu para nós? Que não quis nos contar do amor proibido?

Ele deu um fraco sorriso – Verdade não é uma de suas virtudes – ele me lançou um rápido olhar – ou pelo menos, não era.

Dei um passo e parei do seu lado.

– Honestamente? – ela levantou o cajado e o apontou em nossa direção – vocês formam um ótimo casal!

Peter lançou a teia no teto de onde estávamos me puxando pela cintura logo em seguida, a sensação de estar “voando” em uma teia de aranha era estranhamente boa, e se não estivéssemos prestes a sermos mortos naquele dia, eu provavelmente aproveitaria mais um pouco aquele frio na barriga de não estar pisando em terra firme, mas não podia pensar em nada além de um plano para acabar com Ália. Peter parou em cima de uma das celas de vidro que não estavam danificadas, me deixou ali em cima e abriu a boca para me mandar sair dali, ou algo do tipo, mas não lhe dei a chance de falar.

– Olha – lhe fitei nos olhos – ela quer á mim. Sei que preciso da sua ajuda, e agradeço por isso, mas só nós dois não vamos acabar com ela, Peter. Vá chamar os Vingadores enquanto eu a enrolo...

– Não! – ele protestou imediatamente me interrompendo – você está doida? Não vou deixar...

– Cala a boca e me escuta – disse séria, mas sem ser rude – não temos chances contra ela, Peter, vá e deixa que me cuido, afinal – dei um fraco sorriso – sobrevivi até agora, não sobrevivi?

– Não se eu não tivesse te salvado há alguns minutos atrás – ele disse tirando a blusa de moletom e mostrando sua roupa de Aranha.

– Obrigada por isso, mas agora você salvará nós dois, a S.H.I.E.L.D. e o mundo indo chamar Os Vingadores, então – dê um fora daqui, antes...

Um feixe de luz atingiu a cela perto de Peter, mas antes que o feixe chegasse a nos atingir ele me empurrou para trás caindo em cima de mim, e antes que pudéssemos trocar olhares ele me deu um beijo rápido, um selinho rápido para ser mais exata, mas pude sentir a paixão em seus lábios e aquilo fez com que minha sede por matar Ália e salvar a S.H.I.E.L.D. só aumentasse, ele ficou de pé me puxando pela cintura, tirou a calça de moletom e pegou sua máscara dentro do bolso da calça colocando-a logo em seguida, tirou o tênis e ficou parado na minha frente, provavelmente me olhando, mas não sabia afirmar.

– Qualquer coisa... – ele lançou a teia para trás, mas ainda sim me fitando – grite meu nome.

– Igualmente – brinquei.

Ele então saiu de perto de mim e cheguei mais para a beirada do teto da cela, devia ser uns cinco metros até o chão, mas nada que eu não conseguisse pular, Ália mirou em Peter e antes mesmo que ela pudesse tentar acertar nele, peguei um dos tênis que Peter havia tirado para ficar todo e completo com sua roupa de Aranha, acertei em cheio na cabeça de Ália, e ela se virou furiosa em minha direção, antes que pudesse correr ela apareceu na minha frente, não tinha dado nem uma fração de segundo e fiquei me perguntando como ela tinha feito aquilo, mas depois lembrei que ela usufruía de alguma magia, e que naquele momento não era tempo para perguntas.

Ela me segurou pelo pescoço e me levantou alguns centímetros do teto, tinha um sorriso psicótico em seu rosto e por alguns segundos me desesperei, mas lembrei que houve um treino em que demorei muito para conseguir passar, que era exatamente isso: o que fazer quando tentarem te tirar o ar. Mas não tinha isso de “levantar do chão”, o que me deixou mais animada ainda, queria dar umas boas porradas na cara daquela estúpida. Dei um sorriso enquanto tentava puxar o ar para meus pulmões e pude ver o sorriso de Ália sumir de seu rosto. Um tanto desastrada, dei uma joelhada em sua barriga o que fez com que ela afrouxasse as mãos de meu pescoço, mas não o suficiente, foi quando dei um soco cruzado no lado direito de sua cabeça e ela fechou os olhos por alguns segundos soltando suas mãos do meu pescoço, antes mesmo de recuperar o ar a chutei de modo que ela caísse do teto, pude ouvi-la atingir o chão com toda a força possível, o que me fez sentir orgulho de mim mesma naquele momento.

Respirei fundo recuperando meu ar e então desci do teto da cela intacta respirando aceleradamente, tentando recuperar o ar para meus pulmões o mais rápido que conseguisse, coloquei meu pé no pescoço dela de modo que ela ficasse cada vez mais sem ar, ela esticava a mão tentando pegar seu cajado, mas o chutei para longe. Antes mesmo que pudesse fazer alguma coisa ela puxou meu pé fazendo com que cambaleasse para não cair no chão, ela se levantou rapidamente também com a respiração ofegante, mas a respiração dela estava falha o que dificultava um pouco mais as coisas para ela. Desviei de um de seus socos, mas ela era mais rápida do que eu podia imaginar, podia sentir o sangue na minha boca quando caí ao chão pela primeira vez, não pensei duas vezes antes de me levantar, mas assim que fiz a menção de ficar de pé, Ália estava parada na minha frente com seu cajado dourado apontado em meu rosto, não esbocei nem um sorriso.

– Você é uma tola! – ela disse em voz alta com seu sorriso de psicopata – realmente achou que ganharia de mim?

Não respondi.

– Eu criei você, e todos naquela Corporação, até os professores – ela sorriu e gritou – fique de pé!

Não tinha muita opção se não obedecê-la. Ela sorriu e então apontou com o cajado para a cela intacta e ela lançou um feixe de luz azul turquesa em minha direção, não tive tempo nem de reagir, era como se cordas mágicas estivesse segurando meus braços.

E estavam.

Meus braços foram presos na cela de vidro bem ao lado de fora, parecia que meus braços, minhas pernas e minha cintura estavam colados com cola quente no vidro transparente. Estava um tanto quente e parecia que raios passavam por dentro da grossa “corda” azul turquesa, balancei meu corpo para frente tentando me soltar e ela riu. Com certeza estava parecendo uma idiota, era magia e ainda estava tentando me soltar como se fosse uma corda comum.

– O Aranha não poderá te salvar, sua tola – ela disse andando até mim – ninguém pode.

– Espero que saiba que não sairá daqui viva, Ália, e então...

– Cala essa boca!

Virei meu rosto com a pressão que ela tinha feito ao me acertar com o cabo estreito e dourado de seu cajado, senti sangue escorrer pelo lado esquerdo do meu rosto, mas sequer me importei, mesmo que morresse ali e naquele momento, sabia que tinha feito a coisa certa, que eu não era a vilã daquela vez, que Peter havia me perdoado e que ela não sairia viva dali, agora tudo aquilo me confortava, me deixava feliz em saber que eu morreria tendo feito algo de útil na minha vida.

– Você sabia que matei seus pais?

Paralisei. Pude sentir meu rosto queimar e não sabia muito bem o porquê, por alguns segundos fiquei arrepiada enquanto fitava Ália com um sorriso vencedor no rosto, ela rodava o cajado entre os dedos da mão direita enquanto me fitava. Meus olhos estavam arregalados e minha boca aberta, como uma criancinha vendo algo diferente, mas eu estava completamente surpresa e assustada com o que ela tinha acabado de perguntar, não podia ser verdade, não deveria ser.

– Oh – ela gargalhou – nem nunca desconfiou?

Comecei a ficar trêmula a fitando com um ódio tão grande que não cabia mais em mim.

Ela gargalhou novamente – Como... Como você pode ser tão ingênua? Isso – ela deu de ombros – não responda. Achei que pelo menos desconfiava, assim como Kyle. Ele descobriu, foi atrás de respostas, mas ele é bem mais controlador que você imagina – ela sorriu me fitando, era um sorriso calmo e sem mostrar os dentes – achei que já soubesse e que, além de ter ido para a cama com o Aranha, você tivesse descoberto que seus pais não morreram em um acidente, e, além disso, nenhum dos seus parentes sabe que você está viva, você realmente não suspeitou?

– Como... – minha voz estava falha – como... Como pode?

– Oh, tenha dó! – ela berrou – não foi minha culpa, não total, vocês estavam no lugar errado, na hora errada. Seus pais eram tolos iguais a você – ela sorria – vou explicar porque hoje estou com muito bom humor – ela piscou me fitando – todo mundo que estava lá era órfão, de início, como você sabe, fizemos todos vocês pensarem que era apenas um orfanato e que logo mais suas famílias iriam buscar vocês, mas no dia da morte de seus pais, por exemplo, alguém foi enterrado em seu lugar, querida Maya.

A fitei com o estômago embrulhado, como ela pode ter sido capaz?

– Sim, eu matei alguma criança para colocar no que seria seu caixão – ela sorria andando em minha direção – disseram que estava tão deformado que não podiam te reconhecer, então, não foi problema matar e deformar alguém no seu lugar – ela deu de ombros dando um enorme sorriso psicopata – foi divertido, até – gargalhou em seguida.

– Quando... – disse entredentes completamente furiosa – Quando... Eu sair daqui, eu vou te matar com tanta... Com tanta vontade, que você quem ficará deformada dessa vez! – aumentei o tom de voz no fim da frase.

Ela gargalhou – Você pode tentar – ela deu de ombros – mas você não me conhece, tolinha! – ela se virou de costas para mim, andando na direção oposta prosseguindo – sua família toda acha que você está morta, querida. Assim como a família dos outros, ah... – ela riu fraco ainda de costas para mim – tive que matar tantas crianças inocentes, vê-las gritando... Ah!

– Você é maluca! – gritei completamente enjoada com tanta maldade.

– Sim, talvez, e quem se importa? – ela virou bruscamente em minha direção com as sobrancelhas erguidas – eu salvei vocês!

– Você nos fez de cobaias! – gritei cuspindo longe de tanta repugnância.

– Eu salvei sua vida, Maya! – ela gritou irritada me fitando de longe, pude ver as veias de seu pescoço saltando – e de todos naquela Corporação, os tornei fortes, frios, resistentes, os tornei perfeitos! – ela abriu os braços sorrindo novamente – você não vê isso? O mundo pode ser nosso, Maya! É só você querer! O amor não te leva á lugar algum, ele só vai te afundando e afundando, e quando perceber será tarde demais! Você está apaixonada por um herói, e você é a vilã da história, sempre foi! – ela veio andando em minha direção – sem ressentimentos – ela abriu os braços como se fosse me abraçar, me fitava nos olhos parada á minha frente – volte para mim, você será extremamente talentosa.

Apenas a fitei.

– Vamos – ela sorriu como um louco – estou de braços abertos.

Apenas juntei saliva. O cuspe foi longo e preciso, acertei em cheio no rosto de Ália. Ela fechou os olhos e abaixou os braços recuando para trás alguns passos, misturados com susto e um certo senso de defesa, de modo que não cuspisse mais nela. Mas acredito que uma vez foi o suficiente, lhe fitei com todo o ódio possível enquanto ela mantinha os olhos fechados e com a mão direita limpava o cuspe que acertou em seu nariz perto dos olhos, ela limpava o cuspe passando a palma de mão um tanto forte enquanto respirava fundo, foi quando ela abriu os olhos e suas íris estavam mais cor de fogo do que o normal, a fitei com o coração acelerado, mas com coragem o suficiente para dizer:

– Vá se ferrar! Não sou como você, Ália – dei um fraco sorriso – é aqui que pertenço, presa, lutando contra você, do lado do bem.

Ela então me fitou sem sorriso algum, apertou as mãos no cajado cor de ouro e o levantou apontando para mim, meu coração estava perigosamente acelerado, mas apenas sorri, sentindo uma enorme tranquilidade dentro de mim. Ela mantinha o olhar fixo em mim, e apontava o cajado em minha direção, diretamente em meu pescoço – para ser mais precisa – mesmo que tudo acabasse ali, eu estava inteira e completamente satisfeita. Ela me lançou uma de suas magias, um feixe de luz verde clareou todo o local e fez com que eu gritasse, por mais resistência que tentei ter, naquele momento era inútil, estava me sentindo como se uma faca bem afiada estivesse cortando todos os meus órgãos.



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