História Never Let Me Go, Peter. - Capítulo 16


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Gwen Stacy, Jane Foster, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers, Tia May
Tags Fanfic, Homem Aranha, Os Vingadores, Personagem Original, Romance, Spiderman, The Avengers
Exibições 17
Palavras 3.921
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Verdade, parte três.


A dor me cortava por dentro enquanto eu gritava tão alto que minha garganta ardia, tentava me soltar da “corda mágica” enquanto a dor não cessava, mordia meu lábio automaticamente e pude senti-lo sangrar mais e mais, e não havia nada que eu pudesse fazer para me defender, Ália estava cada segundo mais furiosa e, com isso, me machucando cada vez mais. Ela parou com a tortura e deixei meu corpo cair, fiquei pendurada pelas cordas completamente fraca e machucada, respirei fundo e a dor novamente me cortou por dentro, exatamente como uma faca afiada, apenas mordi meu lábio tentando não gritar, mas um gemido abafado saiu de minha boca e fitei o chão que agora continha algumas gotas de sangue, que, sem dúvidas eram minhas.

Pude ver pelo reflexo de Ália no chão que novamente iria sentir uma dor absurda, e então levantei meu rosto, a fitei bem nos olhos com um sorriso no rosto, sem mostrar os dentes, e aquilo a deixou mais furiosa do que nunca, ela apontou seu cajado em minha direção e então que ela pudesse me torturar novamente, mas antes que ela pudesse começar a me machucar novamente um feixe de luz surgiu a tampando para longe de mim, fazendo com que ela batesse na parede ao fim da enorme sala, que um dia já fora a prisão da S.H.I.E.L.D.

Olhei para meu lado direito e lá estava todos eles, Os Vingadores, unidos como um grupo prontos para salvar a S.H.I.E.L.D. e foi a primeira vez que os vi todos juntos, e melhor, com Peter no meio deles, ele se mantinha agachado na sua posição de Aranha, e mesmo com o rosto todo machucado, dor nos braços, nas pernas e no abdômen fui capaz de sorrir. Homem de Ferro foi a primeiro a dar um passo para frente, ele abaixou a mão esticada, a qual acertou Ália com um de seus poderes da sua fantástica armadura, ele então foi caminhando em minha direção, mas Peter foi mais rápido lançando sua teia, agarrando-a e vindo até mim. Ele parou na minha frente e retirou a máscara de modo que me fitasse nos olhos.

– Estou bem – o tranquilizei com um fraco sorriso.

– Não, você não está! – ele parecia furioso – eu não devia ter te deixado sozinha, sou um idiota.

– Cala a boca e...

Peter voou para o lado oposto ao que Ália havia voado, me assustei de supetão e ergui meu corpo colando-o no vidro onde estava presa, o feixe de luz fez com que eu fechasse meus olhos, mas o abri logo em seguida fitando Peter, só queria saber se ele estava bem, e é claro, com toda sua rapidez e astúcia, ele estava mais do que bem, estava pendurado no teto, tinha conseguido desviar tão rapidamente que me surpreendeu, assim como todos os outros que esperavam que ele estivesse desmaiado depois da magia.

– Mas você é realmente insistente! Han?! Sua vadia – ele laçou sua teia na parede á sua direita e a sua esquerda, logo em seguida como se fosse um elástico, se jogou em cima de Alia derrubando-a na mesma hora, Capitão América tampou seu escudo na corda que estava prendendo minha mão direita e antes mesmo que pudesse fechar meus olhos para não ver meu pulso ser cortado, minha mão estava livre, balancei meu braço direito e olhei para o escudo sorrindo, Capitão sorria fazendo um aceno com a cabeça e então veio correndo em minha direção, onde arrancou o escuto preso da parede e me fitou com um sorriso tranquilizante:

– Está pronta? – ele perguntou.

Sorri balançando a cabeça – Quero minha liberdade de volta.

Ele riu – Feche os olhos.

Fechei meus olhos com força enquanto escutava alguns baques de alguém batendo na parede, não sabia se era Ália, ou qualquer outro Vingador, mas naquele momento, eu estava preocupada em não perder meus pés e minha mão direita. Senti a corda afrouxar em meus pés e agora só faltava minha mão esquerda, me encolhi ainda de olhos fechados e o barulho de duas lâminas encostando ecoou pela prisão destruída. Abri meus olhos tentando encontrar de onde o barulho estava vindo, e vi Tony Star caído em uma das paredes da antiga prisão. Steve soltou meu braço e antes que pudesse mirar em Ália, ele apenas tampou o escuto, acertando em cheio em seu estômago, o grito dela ecoou pela prisão e Capitão Ordenou que Natasha chamasse alguns agentes para prendê-la, assim que Natasha se virou, ela voou tão longe quanto Peter voou enquanto se chamava de idiota na minha frente, mas ela, por sua vez, não tinha teias para se segurar em qualquer parede antes mesmo de atingi-la.

– Nat! – Clint gritou.

Foi quando vi praticamente todos os agentes da Corporação entrando juntos aonde estávamos, como se fossem um bando de animais de cara fechada, sem demonstrar suas emoções ou qualquer piedade com quem entrasse na sua frente. Mas para isso que eles foram treinados, para matar sem dó nem piedade e defender a Corporação de qualquer coisa relacionada ao “Mundo do Bem”. Era pra eu estar ali, no meio de todos aqueles estúpidos e gélidos agentes de preto, ou agentes do mal, não sabia como chamá-los. Tentei me soltar bruscamente da única corda elétrica que me prendia na parede de vidro, e Peter veio me ajudar. Com as duas mãos tentou puxar a corda de modo que me soltasse, juntou todas as suas forças tentando me soltar, e até colocar os pés na parede ele havia colocado.

– Merda – ele resmungou – de que isto é feito?

– Magia – bufei desistindo de me soltar.

Peter continuou tentando me tirar dali, até que Capitão chegou correndo em minha direção, pediu – gentilmente – para que Peter se afastasse e pude vê-lo cruzar os braços, como uma criança birrenta, mas não tive animação para rir, só pensava em ser solta e ajudá-los com os outros agentes da Corporação, afinal, ninguém os conhecia melhor do que eu, e nem poderia.

Assim que fui solta, meu corpo estava mole e minhas pernas bambas, tentei me segurar, mas nada estava ao meu alcance, a não ser: O Capitão América. Ele me segurou pela cintura enquanto eu recuperava meu equilíbrio, pisquei meus olhos varias vezes com minhas mãos em seus ombros e então fiquei de pé, com as pernas um pouco mais firmes e então olhei para o alto e os olhos azuis de Steve Rogers estavam colados e fixados em mim.

Soltei-me sem graça alegando que já estava bem, mas sabia que não estava e que ainda precisava de alguns minutos para finalmente estar cem por cento recuperada, mas não tinha esses minutos e muito menos a chance de ficar sem por cento recuperada, não depois da tortura dolorosa de Ália enquanto não tinha ninguém além de nós duas naquela prisão coberta de escombros e poeira. Capitão permaneceu me segurando pela cintura e então o agradeci indiretamente dizendo que ele já podia e soltar, e ele entendeu na hora, me soltando e saindo dali, indo ajudar os outros Vingadores, mas ao mesmo tempo me dando tempo para me recuperar.

– “Muito obrigada querido Capitão América! Você é demais! Não sei o que seria de mim sem você!” – Peter fez uma voz feminina, a qual suspeitei ser a minha.

– Não disse isso – falei escondendo um sorriso.

Ele pegou sua máscara do chão – Não disse que foi você quem disse! – ele colocou a máscara furioso.

– Você está bem? – perguntei.

– Sim – ele virou seu rosto na minha direção e lançou a teia para frente – ótimo, melhor impossível, se...

– Ei!

Viramos o rosto na mesma direção e então Capitão lutava apenas com uma mão, sua mão direita estava presa com a teia que Peter havia lançado – sem olhar para onde – para frente.

– Sinto muito! – ele gritou soltando a teia – não queria acertar você! Foi um erro, nem vi você aí! Me desculpa Capitão – ele então levantou o dedão – você está ótimo, continue assim, me desculpa mais uma vez. Não foi a intenção! Eu...

– Tudo bem – ele gritou e virou-se para frente dando mais um soco em um dos agentes.

– Sem querer? – perguntei lhe fitando de braços cruzados.

– Você sabe que não foi – disse lançando a teia e saindo de perto de mim logo em seguida.

Dei um fraco sorriso e fui andando lentamente até onde Clint, Capitão e Tony lutavam, coloquei a mão no ombro e Clint e ele olhou para trás, mas quando viu que era eu, fechou a cara rapidamente.

– Vá ajudar Natasha, ela precisa de você.

Ele então saiu correndo na direção onde estava caída, a primeira vadia da Corporação veio na minha direção, não a conhecia, deveria ser uma das novatas, mas já sabia de todos os movimentos dela, segurei sua mão direita que vinha em minha direção pronta para me dar um soco, torci sua mão um pouco para o lado com um pequeno sorriso no rosto, logo sem seguida lhe acertei um soco com tanta força que ela caiu desmaiada aos meus pés, senti orgulho de mim mesma.

Peter estava indo até Ália, e pude vê-lo gritar com ela algo que não entendi muito bem, prossegui ao lado de Capitão e Homem de Ferro apenas batendo nos agentes, estava acertando-os para desmaiá-los, mas muitas das vezes me assustava com movimentos bruscos que eles mesmos faziam tamanho o desespero, ninguém queria ser daquele jeito, assim como eu não quis, eles estavam lutando contra Os Vingadores porque Ália os obrigou, porque nem eles, nem ninguém teve a coragem de contrariá-la. Levantei meu braço para bater no próximo que aparecesse na minha frente, Capitão com seu escudo já havia derrubado dezenas, e Stark também com toda sua agilidade e seus poderes. Assim que dei meu soco com força Kyle segurou minha mão, me fitava nos olhos com todo ódio possível e então me empurrou para trás, não caí, apenas cambaleei e sacudi minha mão que estava dolorida.

– Você é uma tola!

Dei um soco ele e acertei em cheio seu nariz, ele então deu um grito de dor e pude ver que tinha quebrado o nariz dele, sorri orgulhosa comigo mesma e ele novamente segurou minha mão, lhe fitei no fundo dos olhos sussurrando:

– Não sou uma tola, já ouvi demais essa palavra hoje, se você disser mais uma vez, eu vou matar você.

Ele me empurrou para trás – Por que está fazendo isso?

– Porque não sou uma imbecil como você, Kyle! – gritei lhe dando mais um soco, desta vez em seu maxilar.

Ele segurou minhas duas mãos me empurrando para trás novamente sem responder.

– Você aceitou tudo o que a maluca da Ália fez, por quê? – tentei lhe dar mais um soco, mas ele segurou minha mão – e você não me contou nada!

– Não podia!

– Por quê? Você é maluco, assim como ela! – gritei – achei que um dia te conhecia, mas não, e sabe... – abaixei as mãos – me sinto aliviada por você ser um completo estranho para mim.

– Eu sempre te amei – ele disse.

– Nunca soube o que sentia por você, Kyle – dei de ombros – sinto muito. O que sinto por Peter é algo que nunca chegou nem perto do que sentia por você.

– Como você pode? Você me traiu! – ele gritou furioso.

– Nunca traí você! – gritei de volta – e acabou, Kyle, você quis me bater, me vigiou e até tentou me estuprar! Eu quem devia estar furiosa aqui, não você.

– Só fiz tudo aquilo pra ter você de volta – ele veio andando em minha direção.

– Sai de perto, Kyle – o avisei lhe fitando nos olhos – não vou ter pesar em quebrar mais ainda seu nariz.

– Não me importo – ele segurou meu pescoço.

Antes que pudesse acertar mais um soco em Kyle ele me soltou bruscamente, caí de joelhos no chão e percebi que Kyle não estava mais na minha frente, olhei para cima e Peter então estava enrolando-o na sua teia bem ao lado de Ália, quem se contorcia toda tentando berrar, mas é claro, Peter havia calado a boca dela com a teia, ele passou no meio de alguns agentes acertando bolas de teia no meio do rosto deles, fazendo com que eles caíssem no chão desacordados, ele então parou na minha frente.

– Até ele? – ele apontou para Kyle preso na parede.

– O que?

– Não sabia que ele era da Corporação.

– Bem – dei de ombros – agora você sabe.

Ele me puxou pelo pulso fazendo com que virasse de frente para ele – Não esconda mais nada de mim – ele puxou a máscara sorrindo sem mostrar os dentes – por favor.

– Você sabe toda a verdade, Parker – sorri piscando – obrigada por me salvar de tantas maneiras diferentes.

Ele me soltou e tornou a colocar a máscara.

– Então – ele riu andando até Ália e pegou o cajado dela – o que isso faz?

Ela resmungou algo inaudível por baixo da teia que tampava sua boca.

– Interessante – Peter rodou o cajado entre os dedos da mão – é ouro?

Um grito abafado ecoou por baixo da teia, ela estava furiosa, parei ao lado de Peter.

– Não é um lindo cajado, meu amor? – ele perguntou me mostrando.

Apenas gargalhei.

– Sabe – ele deu de ombros segurando o cajado – nós vencemos essa batalha, e eu queria matar vocês dois – Peter deu de ombros – mas se fizesse isso só ia mostrar que sou tão estúpido quanto vocês, então, se preparem para passarem o resto de suas vidas atrás das grades, ok?

Vi algo se mover atrás de Peter e antes que ele pudesse perceber levantei minhas mãos pronta para dar um soco em quem quer que estivesse atacando por trás, antes que pudesse fazer algo, alguém pegou o cajado da mão de Peter e apontou para nós, com certeza Ália estava vibrando de felicidade presa naquela teia de aranha, Peter e eu levantamos os braços e vimos Capitão se aproximar, mas eu sabia que Jeremy, quem estava com o cajado em mãos, era bem esperto, bateu no Capitão com a ponta do cajado e ele caiu desmaiado no chão, fitei Jeremy surpresa e dei alguns passos para trás, Tony estava muito longe de nós e com certeza não estava nos vendo, estava ocupado demais acabando com os outros.

– Ei, amigo! – Peter disse com as mãos levantadas – abaixe isso.

– Cala essa boca Aranha! – Jeremy parecia incontrolável – ou te deixo como o Capitão aqui.

– Jeremy...

– Saia da frente! – ele berrou – vamos Maya, saia da frente de Ália!

– Você não vai soltar ela, Kyle – disse com os braços abaixados – sinto muito.

– Sai da frente, Maya! – ele gritou fechando os olhos.

Peter então me puxou levemente pelo braço, o fitei e ele então me soltou. Dei um passo para o lado ficando cada vez mais longe de Ália e Kyle, que estavam presos na parede, mas seria por pouco tempo. Jeremy lançou a magia do cetro na teia e agora Ália estava solta, caiu no chão fazendo um baque oco e ela resmungou algo puxando a teia de sua boca, mas, ao contrário do que pensei, ele não soltou Kyle, Ália sorriu vitoriosa ficando de pé e limpando sua roupa, foi andando em direção á Jeremy e estendeu sua mão pedindo o cajado de volta.

Jeremy deu dois passos para trás, sem abaixar o cajado e sem entregá-la. Peter do meu lado tentou levantar a mão, mas apenas a segurei, sabia que as coisas não estavam dando certo ali.

– Jeremy – ela sorriu com a mão estendida – meu cajado. Entregue-me agora!

– Você é um monstro! – ele gritou trêmulo.

Ela paralisou – O que?

– Vou matar você! – ele gritava e suas lágrimas escorriam – você matou meus pais, várias crianças... Eu... Sua bruxa!

– Jeremy, não é hora para brincadeiras – ela olhou para ele furiosa – se não me entregar...

– Vá Jeremy – gritei por impulso, ela virou-se para me olhar – mate-a! Faça justiça por todo mundo!

– Sua idiota! – ela gritou andando em minha direção.

Antes que ela pudesse chegar até mim e Peter, ela paralisou. Seus olhos vermelhos mudaram de cor, estavam cinzentos como papel queimado, ela não estava olhando para mim, nem para Peter, seu olhar estava sem vida e ela estava com a boca aberta, tentava puxar o ar para seus pulmões e foi quando olhou para baixo, acompanhei seu olhar e pude ver seu cajado pontudo cravado em seu peito. Ela tentou erguer as mãos enquanto tentava se manter viva, mas não tinha forças para nada daquilo. Uma bola de luz surgiu bem na ponta do cajado que tinha atravessado o peito esquerdo de Ália, empurrei Peter para longe dali, e quando a luz azul turquesa tomou conta de parte do local, todos pararam de lutar, ficaram vidrados na luz e no que estava acontecendo, mas eu e Peter sabíamos muito bem o que estava acontecendo, e ele, provavelmente, por debaixo daquela máscara, estava com a mesma cara de surpreso que eu estava naquele momento, forçando minha vista para ver algo além da claridade.

– O que está acontecendo lá? – Tony estava bem atrás de nós também tentando enxergar algo.

– Nem eu sei, Stark – Peter respondeu – sério cara, nem eu sei.

– Ele caiu na real – falei – ele matou ela.

A luz cessou e o corpo pálido de Ália caiu no chão com seus cabelos brancos cobrindo todo seu rosto, fiquei parada ao lado de Peter e Jeremy virou em nossa direção com os olhos cheios de lágrimas, largou o cajado ensanguentado no chão, apenas o deixou cair, como se não estivesse mais vontade de segurá-lo. Jeremy caiu de joelhos no chão logo em seguida e assim que dei o primeiro passo Peter segurou meu pulso, virei meu rosto para trás lhe fitando e ele balançou a cabeça negativamente sussurrando:

– Ele não parece em sã consciência Maya – ele soltou meu pulso – não vá.

Apenas fitei Jeremy e pude sentir a mão de Peter junto á minha, ele entrelaçou seus dedos nos meus e Stark ameaçou os outros dizendo que se algum deles saíssem daqui seriam brutalmente assassinados, e é claro que, agora, com a morte de Ália todos estavam amedrontados, mas talvez ainda pudessem voltar ás suas vidas normais. Se é que algum deles ainda teria uma. Stark disse que iria chamar Fury e mais algum agentes para dar um jeito em todos ali, que era para pegarmos Capitão e sairmos dali assim que os agentes chegassem com Fury, apenas balancei a cabeça assentindo em silêncio.

– Vou tirar o Capitão dali – Peter soltou minha mão falando – ele ficará bem.

– Não sei – sussurrei fitando Jeremy – ele sempre sentiu falta dos pais, ele tinha uma vida boa, Peter – dei de ombros – espero que sim.

Peter foi andando até Steve caído e desacordado e o arrastou para perto de onde eu estava, Jeremy não se moveu, nem quando Peter chegou perto dele. Desviei meu olhar de Jeremy quando a tropa da S.H.I.E.L.D. chegou prendendo todos os da Corporação naquele local, esperava a minha prisão também, mas não tinha muita certeza. Fury parou perto de mim e Peter e depois de me fitar nos olhos nos ordenou que saíssemos e que ele já falaria conosco, mas que ele queria falar em especial comigo.

Tony levou Capitão para a enfermaria com sua armadura enquanto Peter e eu saíamos do prédio, assim que saímos na rua deserta e vazia de onde a S.H.I.E.L.D. ficava a escuridão estava tomando conta, estava a noite e eu estava com frio, mas não quis demonstrar aquilo, apenas abracei meus braços olhando para a escuridão profunda da rua, respirei fundo segurando o choro.

Mas não consegui.

Não estava chorando de tristeza, nem de felicidade, e sim de alívio. Estava livre de todo aquele fardo de ser a mentirosa, de ter que enganar as pessoas para poder viver, agora eu podia viver com a minha verdadeira identidade, ser sincera com todo mundo e não ter que forçar sorriso para ninguém apenas para gostarem de confiarem em mim. Eu estava livre, e a liberdade era tudo o que eu tinha procurado em toda a minha vida, mas eu ainda não conseguia acreditar que tudo estava acabado, mas estava contente por isso ter acontecido.

Olhei para o céu estrelado secando minhas lágrimas. Pude sentir o sangue seco em meu rosto e minha boca ardia a medida que o sangue dela também secava. Peter colocou sua mão no meu ombro e pude ver pela sombra que ele havia tirado a máscara, olhei para ele com os olhos cheios de água e ele então me fitou sério, sem um mísero sorriso, mas não parecia irritado, longe disso, ele apenas parecia com pena, não sabia explicar, e ele então me abraçou, com tanta força que não consegui mais esconder a vontade de chorar. Ele afagava sua mão no meu cabelo enquanto soluçava abafadamente em seu peito, e eu não queria nada mais naquele momento, queria poder ficar abraçada com ele pro resto da minha vida, Peter não era um qualquer, ele me compreendia tão bem que sequer precisava perguntar o porquê de estar chorando, ele sabia que eu estava aliviada por tudo ter acabado.

A porta de ferro se abriu rugindo como era de costume. Soltei-me de Peter secando as lágrimas, e então vire-me para Fury assim que ele me chamou com sua voz grossa.

– Sim? – sussurrei engolindo o nó da minha garganta.

– Serei breve – ele disse lançando um rápido olhar para Peter e logo em seguida para mim – Ália Vamperl está morta, muitos dos agentes da Corporação também, ainda não os identificamos, mas logo faremos isto. Alguns ainda estão desacordados, um deles, um ruivo que estava perto do corpo de Ália, o qual Tony disse que a matou, está em estado de choque, vamos mantê-lo preso em uma cela separada em outra base de nossa S.H.I.E.L.D., esta aqui deixará de existir por nossa própria segurança – ele tirou um papel do bolso de dentro da sua blusa e me entregou.

– O que é isso? – perguntei.

Ele deu um fraco sorriso – Sua liberdade. Você nos ajudou ao invés de nos prejudicar. Maya Mase, você está livre para viver em nossa cidade como uma russa, como quem você realmente é. Obrigado, e agradeço em nome da S.H.I.E.L.D. e de todos os Vingadores.

Dei um fraco sorriso e novamente meus olhos encheram de lágrimas – Obrigado – foi a única coisa que consegui dizer.

Ele então assentiu e tornou a entrar para a ex-base da S.H.I.E.L.D., fitei Peter com um sorriso no rosto e ele me abraçou novamente, e assim que nos soltamos nossos olhares se encontraram, seus olhos castanhos estavam fixos nos meus como de costume e antes que ele viesse me beijar – e por mais que eu estivesse com vontade de fazer o mesmo – me afastei dando um fraco sorriso.

– Eu... Sinto muito – ele disse – não queria te tratar do jeito que...

– Oi – sorri lhe interrompendo – ouvi dizer que você se chama Peter Parker, certo?

– O que? – ele perguntou confuso.

Apenas prossegui – É um prazer te conhecer – sorria enquanto o fitava – sou Maya Mase e acho que devemos nos conhecer melhor.

Ele entendeu e deu um enorme sorriso coçando a nuca – Gostei da ideia, e é um prazer finalmente te conhecer, Maya.

Sorri lhe estendendo a mão – Você é lindo, Parker.

Ele riu apertando minha mão – Você tem problema de visão, Maya.

Sorri ainda segurando sua mão, mordi meu lábio de leve e senti uma pontada de dor, mas não liguei.

– Quer sair comigo nesse sábado? – ele perguntou me fitando.

– Eu adoraria.

Ele sorriu e me puxou pela mão. Depois de tanto tempo separados por tantos motivos, nos beijamos. Foi o beijo mais apaixonado que já demos desde que estivemos juntos, e eu não poderia querer nada além daquele beijo naquele exato momento, parecia que, enfim, as coisas estavam se acertando para mim.



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