História Never Let Me Go, Peter. - Capítulo 17


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Gwen Stacy, Jane Foster, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers, Tia May
Tags Fanfic, Homem Aranha, Os Vingadores, Personagem Original, Romance, Spiderman, The Avengers
Exibições 25
Palavras 2.688
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Prazer em te conhecer (final).


[Peter Parker ponto de vista]

– Tudo bem, Tia May – sorri impedindo que ela mexesse mais em meu cabelo.

– Você tem que estar bonito, Peter – ela protestou quando dei um passo para trás – e você sabe que esse cabelo todo bagunçado não é meu preferido.

Eu ri – E o cabelo de “vaca lambeu” muito menos, Tia May.

Ela abaixou os braços e sorriu me fitando, era um sorriso de orgulho, um sorriso que eu certamente adorava e fazia com que eu me sentisse mais tranquilo.

– Quando irei conhece-la? – ela perguntou.

– Breve – dei um fraco sorriso coçando a minha nuca – a senhora vai gostar dela.

– E aquela garota loira da sua escola? – ela perguntou enquanto pegava a carteira.

Não respondi. Ela estava se referindo a Gwen e eu não tinha nada mais para falar dela, na verdade, sequer lembrava dela até então. Não há como negar que Gwen foi uma parte importante da minha vida, gostava dela e foi reciproco, ela me mostrou como amar, a não me fechar no amor. Ainda admirava-a, mas nada além disso, eu estou completo e inteiramente apaixonado por Maya Mase, e é ela quem estou indo encontrar agora.

Resolvi contar para Tia May sobre Maya, disse que ela era uma garota incrível e boa, e pelo que parece, Tia May gostou dela, sempre me apoia nas coisas boas, então, desta vez não seria diferente. Pela primeira vez, desde que me tornei o Aranha, resolvi lhe dar uma satisfação de onde iria e porque estava saindo de noite, a maioria das vezes simplesmente saia pela manhã e voltava apenas de noite, ela ficava preocupada e então passei a sair escondido pela janela do meu quarto para combater o crime. Tia May não sabia minha identidade de super herói, mas todas as vezes em que consigo combater o crime, ela me olha no café da manhã como se estivesse orgulhosa de mim, e é nessas horas que acredito que ela sabe, mas jamais a colocaria em perigo contando meu segredo á ela.

– Ainda acho que você deveria ir de terno – Tia May sorriu me entregando um fino e pequeno maço de dinheiros.

– Na próxima, Tia May – sorri empurrando de leve sua mão – tanto pro dinheiro, quanto pro terno.

– Não, Peter, eu insisto...

– Andei economizando – tirei minha carteira do bolso – por favor, não se preocupe.

Ela deu um fraco sorriso e tornou a guardar seu dinheiro em sua carteira – Se divirta, então.

– Fique bem, Tia May – sorri a abraçando – e qualquer coisa me ligue.

– Pode deixar, querido – ela sorriu me dando um abraço apertado – está tudo sobre controle e se cuide.

Sorri abrindo a porta e fechando-a logo em seguida. Maya me conhecia muito bem e sabia que eu nunca usaria terno, a não ser se fosse em uma ocasião extremamente especial e que eu não tivesse outra escolha. Estava ansioso para vê-la, iríamos recomeçar, fazer de conta que as mentiras, as batalhas e as identidades falsas nunca ocorreram, eu estava indo á um encontro com Maya Mase, a verdadeira garota por quem me apaixonei. Um nome não indica nada, até porque me apaixonei por quem ela era, pelo seu modo arrogante que me fascinava, mas é claro que prefiro a Maya carinhosa que me envolvi, carinhosa do jeito dela, é claro. Carinhosa a ponto de me mandar calar a boca quando a elogiava deitados na cama.

Ri sozinho no meio da rua.

Coloquei minhas mãos no bolso da frente de minha jaqueta cinza, e fui caminhando pela rua até o restaurante onde nos encontraríamos, seria mesmo algo formal, como um verdadeiro encontro, e por mais que a conhecesse bem, estava um tanto nervoso para conversarmos. Suspeitava do que iríamos conversar, e não sabia por onde começar quando ela perguntasse “E você, Peter, o que me conta sobre você?”, até porque, não tenho mais nada para contar que ela não saiba, afinal, nunca escondi nada sobre mim para ela. E em parte compreendo o porquê dela ter feito todo aquilo. Por ter mentido e tudo mais, ela não queria se colocar em risco e por mais que ela dissesse que tinha se entregado por minha causa, não consegui acreditar e entender muito bem, queria escutá-la falar tudo e me explicar para pôr um fim em minhas dúvidas.

Cheguei mais rápido que pensei no restaurante e parei logo na entrada esperando o moço da recepção me atender, ele me fitou de cima embaixo e então cruzei os braços. Não era um restaurante chique para ir de terno e gravata, mas pensava naquele exato momento que Tia May estava certa, deveria ter ido de terno, mas só para evitar os olhares. E porque estava me importando com os olhares? Ficaria bem mais ridículo de terno do que meu jeans e minha jaqueta cinza, o mesmo cara que me recebeu me levou até a porta de entrada do restaurante, ele apontou para a mesa que tinha reservado na noite anterior e havia uma mulher ruiva sentada ali.

– Deve haver algum engano – disse lhe fitando.

– Aquela é sua acompanhante, ela chegou aqui mais cedo.

– Não – falei – minha acompanhante é morena – balancei a cabeça coçando a nuca – tem cabelo preto, olhos verdes... Não viu ninguém parecido com ela por aqui?

– Não, senhor. Não tenho tempo de reparar em todas as clientes daqui – ele me fitava sério – mas vamos até a mesa, darei outra mesa para a ruiva – ele saiu andando na minha frente.

Fui logo atrás fitando o chão e coloquei minhas mãos no bolso da minha blusa novamente. O restaurante não era um dos mais chiques de Nova York, mas também não estava entre os piores, era razoável e dava para pagar a conta, desde que Maya não pedisse muita coisa. Sabia que ela estava atrasada, como sempre, as mulheres tem o costume de atrasar, nunca entendi certamente o porquê, mas nunca fui corajoso o suficiente para perguntar a Gwen a única quem saiu comigo na vida. Dei um fraco sorriso fitando o chão e notei que o homem parou pedindo licença a moça que estava sentada na minha mesa reservada.

Levantei o olhar até a ruiva que estava sentada de costas para o homem, ela olhou para ele e então ficou de pé pedindo desculpas e sorrindo gentilmente. Ela me fitou e então cruzou os braços sorrindo sem mostrar os dentes, o homem me fitou e eu apenas cocei a nuca – essa minha estúpida mania.

– Oh, veja só – ela apontou para mim com um sorriso – ele é o cara que estou esperando.

– Você... – o recepcionista do restaurante me fitou – ela é sua acompanhante?

– Sim – balancei a cabeça a fitando fixamente – desculpa o transtorno amigão.

Ele apenas me fitou e saiu dali com a mesma cara de quando cheguei, aquela cara de má vontade e de irritação por estar trabalhando em um sábado, mas não me importei. Puxei a cadeira onde Maya estava sentada de início de modo que ela se sentasse novamente, já tinha visto em alguns filmes algo parecido com aquilo chamado de cavalheirismo, dei um fraco sorriso e sentei na cadeira em frente á ela.

– Mal chegou e já queria me expulsar, Parker? – ela sorriu me fitando.

– Não, eu só achei que estava... Você sabe... – comecei a gaguejar me sentindo logo de início um idiota – Você não era ruiva – soltei.

Ela riu – É...

– Mas ficou ótimo – apontei para o cabelo dela dando um pequeno sorriso após interrompê-la – sério, eu realmente gostei... Não sei... Han... Ruivos são legais!

“Ruivos são legais!”? Mais do que nunca ela devia estar pensando que eu era um idiota. Nem eu entendia porque eu estava tão nervoso, não sabia explicar, mas parecia o primeiro encontro com uma garota que eu já amava há anos.

Ela riu novamente – Obrigada, Peter – ela sorria me fitando nos olhos – na verdade, meu cabelo natural é assim.

Arregalei os olhos e perguntei por impulso – Você é ruiva?

Ela balançou a cabeça – Sim, por que o espanto?

– Han... Nada, eu só... Não esperava – ri sem graça coçando a nuca.

Um garçom chegou perguntando o que queríamos, nem tinha olhado o cardápio e não queria nada além do que beijá-la, ela estava incrível ruiva, mais bonita que o normal e a deixava bem mais “amigável” do que antes, seu ruivo era um tom alaranjado claro, o qual eu ainda não acreditava que era natural, ela tinha pintado o cabelo de preto e agora estava ruiva de novo? Estava completamente confuso.

– E você, senhor? – o garçom me olhou com seu iPad na mão pronto para anotar o pedido.

– O mesmo que ela – respondi sem nem ter prestado atenção no que Maya havia pedido.

Ela me fitou com um sorriso sem mostrar os dentes, pegou a taça de vinho vermelho e disse em seu tom de sarcasmo – Pode perguntar o que quiser, Peter.

Lhe fitei – Por que acha que tenho algo para perguntar? – sorri em seguida.

– Porque você está me olhando como se eu fosse uma maluca – ela riu tomando um gole do vinho sem tirar seus olhos verdes dos meus.

Dei de ombros – Você pintou seu cabelo? – cocei a nuca em seguida – isso soou um pouco gay.

– Tudo bem – ela deu de ombros colocando a taça na mesa e soltando uma breve risada prosseguindo de um sorriso – eu sei que você não é.

Arqueei as sobrancelhas com um pequeno sorriso.

– Não – ela respondeu minha pergunta – aquilo era uma peruca.

– Não era não! – falei de imediato.

Ela riu balançando a cabeça – Sim, Parker, era uma peruca.

Olhei em seus olhos – Puxei seu cabelo muitas vezes na hora... – travei – no...

– Sexo – ela completou cruzando os braços – eu lembro disso, e naquele momento, a única coisa que pensava era “por favor, não solte peruca”.

Levantei as mãos inconformado – O que? Você... – abaixei as mãos bufando – Jesus!

– Ei, Parker, relaxa – ela brincou – aproveitei muito mais o sexo, não fiquei pensando na minha peruca, ela era bem colada – deu de ombros em seguida – as coisas na Corporação eram sérias.

– Ao menos você aproveitou mais o sexo – segurei a risada.

– Estúpido – ela revirou os olhos.

– Você está linda – a elogiei.

Saiu por impulso, mas não me arrependi. Ela realmente estava bonita, estava de vestido – coisa que nunca tinha visto antes – com pouca maquiagem, e sendo ela mesma, com sua cor natural de cabelo e sendo simpática, mas ao mesmo tempo, estressada e respondona, a Maya por quem me apaixonei.

A comida chegou algum tempo depois, e agradeci ao garçom que ofereceu trazer outra garrafa de vinho, assenti em silêncio enquanto fitava meu prato, não sabia definir o que tinha ali naquele prato de porcelana branca. Parecia um charuto. Peguei meu garfo e comecei a cutucar a massa que tinha um creme branco jogado por cima.

– Você tá bem, Peter? – ela perguntou tentando não rir da minha cara.

– O que é isso? – perguntei.

Ela gargalhou – Você não sabe?

– Não – respondi sério.

– Ai meu Deus – ela parou de gargalhar quando percebeu que eu estava falando sério – você... Nunca comeu Charuto Russo?

Balancei a cabeça negativamente rindo um pouco sem graça – Não realmente.

Ela riu e pegou seu garfo apontando para a massa enrolada em formato de um charuto grosso – É a mesma coisa de um charuto normal, porém, o recheio é repolho.

Sorri um tanto aliviado.

– Você já comeu repolho, não já comeu?

– Tia May faz várias vezes ao mês – revirei os olhos, e então a fitei.

Ela me olhava sem entender mastigando um bom pedaço de charuto de repolho, dei um pequeno sorriso e então sabia que era a hora mais que certa para me apresentar, por mais que ela já soubesse sobre mim, era uma introdução para ela se apresentar logo em seguida, parti um pedaço do repolho e antes de coloca-lo na boca, falei:

– Então... Meu nome é Peter Parker, sou estudante, posso dizer que sou o melhor em biologia que você já conheceu – dei de ombros – moro com a minha Tia May desde pequeno, meus pais foram embora quando eu era pequeno e até hoje, não sei porquê, e eles não voltaram – dei um fraco sorriso – em uma visita á um laboratório, fui picado por uma aranha geneticamente alterada, radiotiva, para ser mais exato – lhe fitei fazendo uma cara forçada de surpresa – e ai eu ganhei – sussurrei – super poderes, mas você não pode contar para ninguém, ok? É nosso segredo – ergui meu tronco vendo-a sorrir enquanto me olhava nos olhos, prossegui em tom de voz normal – e desde então, venho salvando o mundo. Porque, como diria meu Tio Ben: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.” Estou na S.H.I.E.L.D. ultimamente, lutando ao lado dos Vingadores, mas – tornei a sussurrar – isso é segredo também, ok?

Ela apenas sorria me fitando, deixou o garfo de volta no prato e então começou – Bem, que grande prazer em te conhecer, Peter Parker. Meu nome é Maya Mase, sou russa, tenho dezenove anos, e perdi meus pais em um “acidente” – sorriu em seguida – eu achei que era um acidente até descobrir há alguns dias atrás que a mulher que me criou havia matado eles apenas para me ter em uma Corporação ultra secreta de vilões – ela falava sem me fitar e sem um mísero sorriso no rosto – onde criavam as crianças desde pequenas de modo que nos tornássemos imunes á qualquer tipo de afeto, perda ou algo sentimental. Ela nos ensinou a lutar e sermos resistentes – ela levantou o olhar até mim – não adiantou muito. Fui classificada para uma missão e ainda bem – ela voltou com seu sorriso – percebi que aquilo não era certo, mas... Você sabe – ela deu de ombros – me apaixonei, sim, me apaixonei perdidamente por um cara o qual eu faria qualquer coisa para tê-lo a salvo, e foi o que fiz. Apenas abri mão de tudo e me entreguei para a morte contando de onde eu vim, que era uma espiã russa e, que queria me entregar. Quase morri algumas vezes – ela deu de ombros como se não se importasse, mas logo em seguida me fitou séria – mas valeu a pena porque ele estava a salvo. Apaixonei por um herói, o que não é nada fácil porque eu fui treinada para matar ele e todos seus amigos que salvam o mundo... Mas...

Ela me fitava enquanto eu não conseguia tirar meus olhos dela.

– Eu faria tudo de novo – ela prosseguiu – porque eu amo esse cara, e faço tudo para mantê-lo a salvo – ela riu – por mais que ele não precise, afinal, ele é o super-herói mais poderoso que eu já conheci em toda minha vida. E como se não bastasse, é o mais sexy, bonito, engraçadinho – ela sorria, eu soltei uma fraca risada – e... – ela se inclinou na mesa me fitando nos olhos e sussurrou em seguida – bom de cama. Mas esse é nosso segredo, tudo bem?

– Prometo não contar para esse herói gostosão – falei segurando a risada.

Ela riu e me fitou um pouco sem graça – Eu amo você, seu estúpido.

Meu coração acelerou. Achei que fosse saltar da minha boca naquele exato momento, já tinha escutado ela falar que me amava uma vez, no meio de toda a confusão da batalha enquanto Ália tentava matá-la, mas não prestei muita atenção deixando minha raiva falar mais alto, mas naquele momento, foi como se ela estivesse falando pela primeira vez desde que nos conhecemos e por um instante senti que ela era minha, apenas minha e não queria fazer nada de errado para perdê-la, por mais que já estivesse com medo de algum vilão estúpido capturá-la para me chantagear, mas eu sabia que ela sabia como dar conta, ela era perfeita. Em todos os sentidos possíveis e impossíveis, não podia perdê-la de jeito nenhum.

E não iria, não deixaria nada nem ninguém machucá-la, a protegeria até o fim da minha vida, ela pertencia á mim e eu pertencia á ela. E eu sabia que ela valia a pena, ela sempre foi tudo o que eu sempre quis pra ser feliz.

– Eu amo você, Maya – falei ficando de pé e a beijando por cima da mesa logo em seguida.

E por um instante me senti feliz, não que eu não fosse, mas agora eu tinha um motivo a mais para viver. E não existe nada melhor do que isso.



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