História Never Let Me Go, Peter. - Capítulo 4


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Gwen Stacy, Jane Foster, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers, Tia May
Tags Fanfic, Homem Aranha, Os Vingadores, Personagem Original, Romance, Spiderman, The Avengers
Exibições 33
Palavras 2.191
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Estúpida.


– Esta é nossa mais nova agente, Vingadores – Nick me apresentava, desta vez, a todos sentados á mesa.

– Oi – dei um fraco sorriso.

– Como vai? – Tony perguntou, mas sabia que ele não queria a resposta, então dei apenas um tímido sorriso e fitei Fury.

– Alguns já a conhecem, ou pelo menos a viram por aqui.

Todos ficaram em silêncio, inclusive eu, alguns me fitavam, outros desviavam o olhar e eu os encarava bem nos olhos, de modo que não tivesse nada a esconder caso estivessem procurando algo. Desviei o olhar quando Fury deu um tapinha em minhas costas e via Maria Hill me dar um fraco sorriso que considerei como se fosse um “parabéns”.

– É seu primeiro dia aqui – ele manteve a mão em meu ombro esquerdo – e ela fez um excepcional trabalho – ele deu um fraco sorriso e enfim retirou sua mão de meu ombro – conseguiu o que nenhum de nossos agentes conseguiram até então...

– Você não me pediu – Tony deu uma fraca gargalhada.

– Não sabia que você era um agente que recebia ordens, Tony – disse ríspida.

– Pena que você é.

– E não tenho problema algum com isso – respondi.

Ele deu um fraco sorriso. Claro que ele estava gostando daquilo. Fury pigarreou e Tony voltou seus olhos para o “chefe”, revirei meus olhos e olhando para o lado vi uma silhueta na sombra do outro lado da porta de marfim. Não consegui desviar meu olhar, logo ao fim da silhueta, Peter Parker observava tudo como uma criança de cinco anos escutando a briga dos pais na cozinha. Mas ali não havia briga alguma, ainda bem. Ele me lançou um olhar de advertência e entendi na mesma hora, é claro que ele não queria ser pego ali, atrás da porta, como uma criancinha escutando a conversa dos outros, dei um fraco sorriso sem mostrar os dentes e desviei meu olhar. Fury falava alguma coisa sobre como fui competente, mas em parte eu já sabia daquilo. Queria ser liberada logo para poder ir á meu novo apartamento e então encontrar com Kyle e com os outros. Sentia falta de todos eles, já assim no inicio.

Eu tinha uma missão. Uma missão secreta que incluía como maior objetivo destruir a S.H.I.E.L.D. no fim de tudo, quando a vitória for de meu grupo, perguntarão o porquê de tudo aquilo, porque quisemos acabar com a S.H.I.E.L.D., mas é algo bem simples de ser compreendido: não gostamos de concorrência. A S.H.I.E.L.D. é uma organização ultrassecreta que trás os heróis até a sociedade para defendê-los, enfraquecendo mais ainda os vilões. De certo que não há vilões sem heróis, mas não há vitórias com eles também. Não vitórias o suficiente para que fiquemos satisfeitos.

Esse papo furado de “O bem vence o mal” é literalmente um papo furado. O mal está ai, escondido em todos os lugares, as pessoas apenas não o enxergam, fazem de conta que não estão vendo ou não se preocupam, pois não estão sendo atingidas. Sim, eu sou uma vilã. Não é nada fácil dizer isso com a boca cheia – por mais que eu goste. Não gosto de rótulos, muito menos de me rotular. Em minha opinião os heróis são apenas heróis por salvarem a população, mas nunca se sabe o que fizeram para que se tornassem heróis. Sofreram, choraram, se machucaram, e blá, blá, blá, mas quem disse que nós vilões não sofremos, não nos machucamos e não choramos? Ninguém diz isso e muito menos fazem questão. Por isso não gosto de rotular, não há muita diferença entre heróis e vilões. E nesta história, na história de minha vida a vilã sou eu. A escolhida.

Fui a escolhida para acabar com a S.H.I.E.L.D., pois sempre orgulhei muito á meus “superiores” em todos os treinamentos e competições em que já concorri. E só de pensar nisso, confesso que, meu ego infla de um jeito que me faz querer sorrir. Fui bem treinada e sou capaz de destruir lugares que não conheço, e agora meu maior objetivo é destruir a S.H.I.E.L.D. não porque queremos transformar o mundo em caos, ou em qualquer coisa do tipo, mas por vingança. Por termos enfim algo realmente nosso. Parece uma idiotice, mas só de relembrar tudo o que passei com meus “irmãos”, a minha sede de detonar aquele lugar e me livrar de todos os heróis só aumenta.

– Senhorita? – Capitão América me chamava.

– Sim...? – olhei para ele dando uma risada sem graça, fiquei tempo demais absorta em meus pensamentos.

– Seja bem vinda a S.H.I.E.L.D. pelo que Fury disse é uma boa agente e sei que nos impulsionará.

– Como se precisássemos – Tony revirou os olhos.

Dei um breve aceno de cabeça – Obrigada.

Capitão sorriu para mim e não desviou seu olhar enquanto não desviei o meu. Tentei não transparecer nada, mas eu queria gargalhar. Se aquele Capitão achava que tinha qualquer chance comigo, ele estava completamente fora de si. Ou talvez com a razão congelada ainda. Dei um fraco sorriso fitando o chão de mármore escuro que refletia meu rosto, meu corpo e de todos ali presentes, sentados na mesa ou não.

– ... Peter Parker, entre!

Meu olhar mudou de direção quando Fury apontou para a porta de mármore, virei na direção de Peter juntamente com todos os presentes, a única diferença era que eu não possuía nem um mísero sorriso no rosto. Ele entrou como um adolescente tímido de dezesseis anos naquela sala, quis revirar os olhos, mas não o fiz. Ele deu um fraco sorriso e então acenou com a cabeça para todos.

– O que esse magrelo faz aqui? – Tony perguntou sem entender.

O sorriso de Peter sumiu, e o meu quis aparecer.

– Sem ofensas – ele olhou para Peter.

– Não... Tudo bem – ele gaguejou.

– Esse “magrelo”, senhor Stark – Fury disse atraindo a atenção de todos – é o Homem Aranha.

– O que?! – ele gargalhou – não é mesmo!

Eu dei uma fraca risada, e todos me olharam. Tony ficou de pé e apontou para Peter.

– Sem ofensas de novo, rapaz.

Ele então tirou de sua mochila uma das luvas que usava, e logo em seguida a teia saiu de suas mãos prendendo o braço musculoso de Stark. Ninguém precisou dizer mais nada, nem Fury e muito menos Stark quem arrancava as teias freneticamente de sua pele. Peter tinha em seu rosto seu breve sorriso vitorioso e Fury o fitava como se o garoto fosse seu pequeno troféu.

– Senhor – chamei Fury sussurrando em seu ouvido – se possível gostaria de sair, fiz o necessário, mas tenho um compromisso com minha mãe.

– Tudo bem, Senhorita Mase. Não há nada mais justo – ele colocou as mãos para trás – está liberada.

– Obrigada, Senhor.

Acenei com a cabeça para os demais saindo daquela sala que me causava náuseas. Estava pronta para encontrar com os demais e principalmente com Kyle. Fui para meu apartamento e tomei um bom e demorado banho. Sempre que revisava meus planos para acabar com a S.H.I.E.L.D. tinha medo de que algo desse errado, tinha medo de nunca mais ver Kyle, Jeremy e até mesmo Nacise, uma das idiotas que sou obrigada a chamar de “irmã”. Mas nada daria errado, por que daria? Treinei e ansiei tanto por tudo aquilo, esforcei-me para ser a escolhida e agora que fui não estragaria nada em meus planos. Não queria nada além disso.

Assim que saí do banho, troquei minha roupa. Nada de vestidos ou coisas do tipo, não poderia chamar muita atenção – e nem gostava. Coloquei uma calça jeans azul escura, uma blusa branca e minha jaqueta de couro logo por cima. Peguei uma das minhas botas de cano curto e com um pequeno salto, havia decorado a mesma há poucos dias com alguma tachinhas, adorava fazer aquilo. Dei um fraco sorriso me fitando no espelho após prender meu cabelo em um grande rabo de cavalo. Tranquei a porta do apartamento e desci as escadas com pressa. Dei um simplório “olá” para o porteiro e saí em direção ao casarão em que iria encontrar todos. Precisava atualizar os que sabiam sobre o que estava acontecendo.

Em meu caminho escuro tive a breve sensação de estar sendo seguida, mas estava parecendo uma viciada em drogas olhando o tempo todo para trás. Mas era óbvio que tinha alguém me seguindo, e eu teria que tirá-lo do meu caminho, assim que virei uma esquina dispersando do meu caminho para o casarão, esperei certo tempo até alguém passar. Puxei o homem pelo pescoço e caminhei rapidamente até o beco que estava bem ao meu lado. O prendi na parede e mal pude ver seu rosto por causa da escuridão.

– Por que está me seguindo? – sussurrei.

De imediato ele me deu um soco no rosto, e cambaleei para trás sentindo um pouco de dor no maxilar. Não o vi por alguns segundos, enquanto passava a mão pelo meu maxilar dolorido, fiquei olhando para todos os lados a procura do idiota. Ele provavelmente sabia quem eu realmente era, e eu não tinha nem noção se tinha pego o cara certo, mas de acordo com o seu soco bem executado, ele não era um qualquer que fora pego de surpresa e me deu um soco porque estava assustado com a maluca de cabelos pretos.

De repente vi um vulto voando pro meu lado, e caindo na rua deserta que tinha acabado de entrar, parecia uma rua da periferia, com pouca iluminação e as que tinham em alguns postes estava piscando como se fossem queimar á qualquer momento. Fui correndo para a rua quando vi um vulto vermelho passar pela frente do beco em direção ao cara, saí correndo e então meu coração paralisou. Dei um passo para trás voltando para as sombras tentando não ser vista.

– Droga – bati o pé no chão.

Ele então voou até a parede em frente á que eu estava encostada e fiquei em dúvida se estava me encarando, ele olhou bem em minha direção, mas não pude ver seu rosto por causa da sua máscara de aracnídeo. Balancei a cabeça e saí do beco andando em direção ao enorme e estranho cara e, em direção ao meu defensor da noite – como se eu precisasse de um –: Peter Parker, ou melhor, Homem Aranha. O enorme e branquelo cara veio em minha direção e pude ver que sua careca brilhava, Peter estava se levantando logo ao outro lado, e apenas dei um berro:

– Este é meu, Aranha!

Ele não se moveu. Parou na mesma posição, com suas mãos apontadas para o cara e com apenas três dedos – indicador, mindinho e dedão – erguidos. Dei o primeiro soco e pude sentir minha mão latejar, sentia também o sangue escorrendo por minha boca por causa do forte soco que havia levado há alguns minutos atrás, o vi cambalear, mas o idiota tentou disfarçar. Mais um soco foi dado em seu maxilar o fazendo dar um fraco gemido, e fazendo-o arquear para trás. O soco na boca do estômago também não foi o suficiente para fazê-lo cair, apenas gemer de dor. Olhei para Peter e ele entendeu, lançou sua teia prendendo a mão direita do brutamontes que já estava preparada para me dar um soco, ele tentou levantar a outra, mas também fora apanhada pela resistente teia de Homem Aranha, Peter rapidamente pulou por cima do brutamontes puxando suas mãos para frente e amarrando-as uma na outra. Dei um fraco sorriso e dei mais uma pequena série de socos em seu rosto, seu nariz sangrava bastante e então Peter sussurrou em meu ouvido que era sua vez e apenas dei dois passos para trás. Fiquei impressionada com tamanha força e agilidade, o que fez com que o enorme homem cambaleasse para trás, mas ainda estava furiosa por Peter estar ali, e ao mesmo tempo amedrontada de que o enorme homem pudesse abrir a boca e falar algo que me comprometesse. Assim que Peter se afastou dei um chute na barriga do cara, o que fez com que ele desse um grito e caísse de costas no chão. Pudemos ouvir algumas costelas quebrando, e não sabia dizer se ele respirava. Mas provavelmente ainda estava vivo.

Peter então virou seu rosto para mim, e quase tirou sua máscara quando o empurrei com as duas mãos.

– O que faz por aqui?! – perguntei.

– Salvando sua vida – ele retirou a máscara e me fitou sem entender.

– Cala a boca, e coloca essa máscara antes que alguém veja e tire fotos.

Ele me fitou – Como pode ser mal agradecida? Salvei sua vida.

– Sei me defender! E por que estava me seguindo?

– Eu não... – ele me fitou sem ter uma resposta na ponta da língua – está doida?

– Sei que estava me seguindo, não gritei nem pedi socorro, Parker – cruzei meus braços.

– Vá para casa – ele disse vestindo a máscara.

– Idiota.

– Saiba que você também é uma idiota – ele virou-se em minha direção enquanto lançava teia para qualquer lugar.

– Para de me seguir, seu idiota!

Ele então virou-se para onde segurava sua teia e logo em seguida saiu dali. Fitei o brutamontes caído no chão e fui até ele, quebrei seu pescoço depois de esperar alguns segundos, o suficiente para que o estúpido do Peter Parker sumisse. Bufei e logo em seguida saí dali.

Não fui encontrar os outros.

Estava ameaçada.



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