História Never Let Me Go, Peter. - Capítulo 5


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Gwen Stacy, Jane Foster, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers, Tia May
Tags Fanfic, Homem Aranha, Os Vingadores, Personagem Original, Romance, Spiderman, The Avengers
Exibições 26
Palavras 1.541
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Decifrando.


Meu celular vibrava na cabeceira de minha cama ás três da manhã, abri meus olhos perturbada com o barulho e atendi logo em seguida:

– Alô?

– Onde você está? – Kyle perguntava do outro lado da linha.

– Em casa – respondi deitando minha cabeça no travesseiro novamente.

– O que faz em casa? Você está louca? Não combinamos de irmos á festa? Estou aqui, esperando por você desde ás dez.

Bufei revirando os olhos – Fui seguida.

– Quer ser mais específica? – ele perguntou retoricamente e rudemente.

– Fui seguida, Kyle. Não sei de onde o cara surgiu, mas dei um jeito nele.

– Espero mesmo, pois se alguém...

– Eu sei disso – o respondi na mesma hora – não precisa ficar irritado, não quero colocar os outros em perigo.

– Mas se você deu um jeito no cara – ele disse – não tem como ele te seguir novamente, certo?

– Sim, mas ele não era o único – sentei-me na cama fitando minha janela.

– Como assim?

– Homem Aranha estava me seguindo.

– O herói? O que ele quer com você?

– Não tenho ideia, Kyle. Por isso preferi não colocar ninguém em perigo.

Ele não respondeu, provavelmente estava pensando em algo e montando os fatos.

– É perigoso falarmos pelo telefone, afinal, agora sou uma agente da S.H.I.E.L.D. e não tenho ideia de como certas coisas funcionam. Não me ligue mais, Kyle. Não quero coloca-lo em perigo.

– Sei me virar.

– Sei disso – dei um fraco sorriso fitando meu cobertor – mas não quero confusão. Estou indo bem.

– Sabia que iria – ele disse deu uma fraca risada em seguida.

– Obrigada. Estou com saudades.

– Se quiser posso fazer uma visita...

– Nada disso – dei uma fraca risada – aposto que aquele aracnídeo ainda está me vigiando.

– Vou dar um jeito, neste...

– Não!

Kyle ficou em silêncio no telefone e eu fiz o mesmo procurando uma explicação para aquele meu grito tão exaltado. Nem eu tinha entendido o porquê, mas precisava pensar em uma explicação lógica.

– Maya?

– Não pode me colocar em risco, Kyle! – comecei a falar sem parar – eu gostaria que esse aracnídeo saísse da minha cola, mas se ele simplesmente sumir ou morrer agora a S.H.I.E.L.D. pode desconfiar ou então diminuir o meu desempenho, preciso desse idiota vivo e salvando o mundo. Por mais que eu tenha pensado que foi uma grande idiotice juntar mais um herói com Os Vingadores, mas agora eu entendo... Eles confiam em mim lá dentro.

Kyle apenas bufou.

– Desculpa, mas não há nada que você possa fazer para me ajudar... Não desta vez.

– Você tem razão – ele disse – já estamos nos arriscando demais com o telefone.

– É melhor desligar. Eu também preciso dormir.

– Tudo bem. Boa noite.

– Eu amo você, Kyle.

– Eu também te amo, Maya.

Larguei o telefone ao meu lado na cama e apenas fitei o teto branco do apartamento. Apenas a luz da janela iluminava meu quarto e o resto da casa, uma das árvores que tinha ao lado de fora balançavam severamente com o vento batendo nelas. Não pensava em nada, não queria pensar em nada. Os pensamentos eram tantos que não sabia nem por onde começar, e de certa maneira estava bom daquele jeito: sem ter algo para pensar ou me preocupar.

Adormeci entregando minha mente ao abismo que estava sendo meus sonhos.

Abri os olhos com o despertador do celular, levantei da cama e fechei a janela seguida da cortina azul de bolinhas brancas. Fui até a cozinha e deixei que a cafeteira elétrica fizesse meu café enquanto eu tomava meu banho e escovava meus dentes. Não demorei muito, por mais que quisesse desesperadamente um banho de banheira com espumas, não tinha tempo para isto. Prendi meu cabelo em um coque após o banho e sentei-me na cadeira da cozinha com minha caneca branca cheia de café quente.

Era perfeito para me deixar acordada naquele dia.

Queria apenas entender o porquê de Peter Parker ter me seguido na noite passada, eu simplesmente não conseguia entender. Pensava em como teria deixado escapar alguma coisa minha em relação á minha verdadeira identidade. Mas eu estava certa de que tinha feito tudo perfeitamente e ele só estava fazendo seu estúpido trabalho como o “amigo da vizinhança”. Pelo menos era o que eu esperava. Nem ele, nem ninguém, podia descobrir quem realmente sou, estragaria todo meu disfarce e todas as chances de destruir a S.H.I.E.L.D., mas qualquer coisa que estivesse prestes a acontecer eu estava pronta para encarar.

Deixei minha caneca de café em cima da mesa após olhar no relógio e ver que tinha quinze minutos para me arrumar e chegar na S.H.I.E.L.D., teria que correr se não quisesse ser advertida logo em meu segundo dia de trabalho. Peguei minha roupa “especial” da S.H.I.E.L.D. a qual era obrigatória em todos os agentes. Era uma espécie de blusa azul marinho de couro e com zíper, e também, uma calça da mesma cor – que eu detestava – e a bota azul marinho, sem salto, que eu tanto detestava. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e desci correndo para a garagem. Liguei meu carro – um dos presentes de Kyle para meu novo disfarce – e dei partida logo em seguida, peguei um atalho e em menos de cinco minutos estava na base secreta da S.H.I.E.L.D. em Nova York.

– Bom dia, senhorita Mase.

Virei-me para trás e dei um pequeno sorriso para Nick Fury quem estava com sua roupa preta de sempre e com um breve sorriso em seu rosto.

– Bom dia, senhor Fury.

– Como está?

– Bem, obrigada.

– Que bom – ele então virou de costas e pediu para que o seguisse. Fui andando bem lentamente e tentando respirar fundo sem ser notada. Ele estava indo em uma das salas da enorme S.H.I.E.L.D. e eu não sabia muito bem para que, talvez ele precisasse de mim para recrutar mais um herói, ou para alguma missão... Ou então, ele tinha descoberto quem eu realmente era.

Assim que abriu a porta vi uma ruiva sentada em uma das cadeiras em volta da mesa e ao seu lado um magrelo que estava de pé encostado com a bunda na mesa de ferro. Apenas fitei Peter Parker de pé com sua jaqueta cinza de frio e seu cabelo “para cima”. Logo em seguida Fury anunciou minha chegada e desviei meu olhar para a ruiva, que só agora tinha descoberto que, era Natasha Romanoff. Ela estava séria, como sempre, e não ousei em olhar para Peter depois de termos brigado na noite passada.

– Bom dia – desejei como simpática era em meu disfarce.

– Bom dia – Natasha disse ainda séria.

– Oi – ouvi Peter dizer, mas não quis olhar para ele.

Olhei para Fury tentando entender qual era meu trabalho naquele dia. E ele parece ter lido meus pensamentos.

– Senhorita Mase, Parker disse que a senhorita é incrivelmente boa em artes marciais.

– Ele o que...? – dei uma risada desconcertada, podia sentir todos os olhares em cima de mim – sinto muito senhor, mas não sou.

– Sim, ela é! – ele berrou, mas não virei na direção dele para olhá-lo – a vi na academia na noite passada, e ela luta muito bem.

O fitei pela primeira vez naquele dia. Academia? Ele tinha um pequeno sorriso no rosto, um sorriso no qual não mostrava os dentes, ele estava com ambas as sobrancelhas arqueadas e no instante em que me virei para olhá-lo ele cruzou os braços. Queria espanca-lo ali mesmo, para que diabos ele estava mentindo á meu respeito? O que ele queria?

– Você pode treinar com Peter esta tarde, Natasha irá monitorá-los – Fury respondeu a pergunta que tomava conta de meus pensamentos.

– Senhor – lhe encarei com um fraco sorriso – com todo o respeito, não sou tão boa como diz o Senhor Parker – olhei para Peter sem um mísero sorriso, e ele mantinha a mesma postura, mas dessa vez me encarava como se eu fosse uma caixa de presentes que ele ansiava em abrir – treino bastante desde pequena, pois um dos meus tios era lutador, mas... Não tenho como competir com um herói.

Estremeci na palavra herói, sabia que mais do que nunca Peter estava me fitando, e sabia também que seu sorriso havia sumido, pois tinha acabado de chama-lo de herói e ainda por cima afirmar que ele era melhor do que eu. Mas Fury não percebeu o modo como Peter me encarava, deu um fraco sorriso e disse animado:

– É bom para aperfeiçoar, Peter é um bom rapaz e não pegará pesado com você – ele fez um aceno de cabeça para Peter e Natasha saindo da sala logo em seguida.

Olhei para Peter, mas ele não tinha um mísero sorriso em seu rosto. Não me encarava com fúria, nem com tristeza. Não sabia definir sua expressão, mas sua respiração não estava calma, mas também, não estava muito acelerada. Também não o fitava com raiva, por mais que quisesse, apenas tentava entender sua expressão e graças á minha idiotice esqueci que Natasha estava ali apenas nos fitando, vendo como olhávamos um para o outro com cara de abobados. O vi dar um pequeno sorriso, não um sorriso desafiador, mas um sorriso agradável, de certa forma, um sorriso tímido. Mudei meu olhar de direção quando Natasha bateu palmas dando uma fraca risada, virou-se de costas indo em direção á uma porta de vidro, ouvi a chave destrancá-la e ela apenas virou-se para nos encarar.

– Está na hora do treino, novatos!



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