História Never Let Me Go, Peter. - Capítulo 7


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Gwen Stacy, Jane Foster, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers, Tia May
Tags Fanfic, Homem Aranha, Os Vingadores, Personagem Original, Romance, Spiderman, The Avengers
Exibições 41
Palavras 2.152
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - O verdadeiro Kyle Campbell


A batida soava freneticamente na enorme mansão de um dos amigos que Jeremy fez logo quando chegou em Nova York e passou a cursar a faculdade. Quando quisesse, Russel fazia festa em sua casa, o amigo britânico de Jeremy que morava em Nova York, pouco importava se era dia de semana ou não. Russel não era bonito e muito menos legal, tinha suas ideias e se alguém resolvesse o contrariar ele seria capaz de matar. Sério. Apesar de não ter beleza nem caráter todas as meninas gostavam dele, por causa de seu dinheiro, é claro. Era o mais inteligente de toda a faculdade, era um hacker profissional e pintava o cabelo de vermelho, achando que ficaria mais “descolado”, ele era um nojento, eu só ia nas festas dele, pois Kyle fazia questão de que eu fosse para nos vermos, mas esta noite eu não pensava em nada além do maldito beijo que tinha cedido á Peter, aquilo estava me massacrando e ao mesmo tempo me deixando furiosa.

Estava sentada no sofá azul piscina de Russel, porém, logo em cima onde encostei minhas costas na parede cor de pérola da casa, que ainda estava limpa – mesmo depois de tantas festas – bebia sozinha uma garrafa de uísque, mas felizmente sempre fui forte o suficiente para bebida, não ficava bêbada fácil e quando estava bêbada, não dava show, nem chorava, ficava normal. Kyle estava dançando no segundo ambiente da sala, todas as luzes estavam apagadas e apenas algumas luzes vibrantes iluminavam o local, Kyle dançava sozinho – um tanto desajeitado – com os braços para cima, os olhos fechados e os braços para cima, a música eletrônica estava me deixando enjoada, mais que o normal.

Sem Kyle, Russel ou Jeremy me ver, saí para o jardim da casa de Russel, tinha um casal bem ao canto – na parte mais escura – gemendo como se fossem selvagens. Talvez naquele momento, fossem. Afastei-me deles e me escorei na árvore respirando o ar puro e bem longe daquele barulho todo. Normalmente estaria me acabando na pista de dança, mas tudo o que tinha vontade era de ir para casa. Não meu apartamento em Nova York, para minha casa na Rússia, para a minha vida muito antes de perder meus país e entrar na Corporação.

O casal gemia cada vez mais alto e por mais que estivesse longe podia escutá-los. Não tinha um lugar em que pudesse ficar em paz? Já estava bêbada o suficiente para começar uma confusão, mas não a fiz. Kyle chegou no exato instante em que estava indo em direção deles para mandar ambos para um quarto. Dei de cara com Kyle e abri um sorriso enorme e completamente forçado, não queria ficar por perto dele. Pelo menos não enquanto pensava em meu beijo com outro.

– Oi! – ele sorriu abertamente.

– Não quer mais dançar?

– Vim te procurar – ele deu uma fraca risada – vamos para dentro?

– Daqui a pouco eu vou, Kyle.

– Ah, vamos! – ele disse, estava completamente bêbado.

– Agora não, Kyle – disse quando percebi que estava fora de si, mas mantive meu fraco sorriso.

– Venha! – ele segurou meu braço com tanta força que assustei, ele saiu me puxando sem me soltar, estava machucando e eu estava sendo arrastada por ele, mas que diabos estava acontecendo?

– Me solta! – gritei soltando meu braço bruscamente do dele.

Minha blusa preta dos Beatles caia sobre meu ombro, puxei-a para cima vendo a marca vermelha da mão de Kyle em meu braço branco, ele me fitava sem sorriso algum e eu apenas o fitava assustada, com os olhos arregalados e em certa distância.

– O que foi, amor?

– Qual o seu problema? Eu disse que não!

Novamente ele segurou meu braço, porém, com mais força do que antes, tentei me soltar, mas foi em vão, ele sussurrou com o rosto bem próximo ao meu, e sem dar um mísero sorriso:

– Você entrará comigo por bem, ou por mal, Maya.

– Não, eu não vou – lhe encarei bem nos olhos – eu não quero ir.

Kyle continuou me fitando nos olhos por alguns segundos, parecia furioso, mas eu sabia que era culpa da bebida, afinal, Kyle nunca foi um menino calmo, mas estava passando dos limites me obrigando a entrar na festa com ele. Mantive minha postura séria prendendo a respiração, mas no fundo eu estava morrendo de medo de tomar um soco ou algo do tipo, ele soltou meu braço me empurrando para trás, cambaleei um pouco para trás e antes de cair Kyle me segurou pelo pulso, me soltei novamente bruscamente de suas mãos e o fitei sem dizer uma única palavra.

Observei-o de costas entrar na festa, e como se nada tivesse acontecido ele gritou levantando os braços para Jeremy e voltando para a pista de dança. Entrei na casa e peguei meus sapatos de salto, saindo dali. Foi um grande erro ter ido naquela festa, e ainda mais de cabeça quente e absorta em pensamentos, mas não estava sentindo raiva alguma de Peter, não estava sentindo nada ruim por ele. Pensei em até começar a conversar com o aracnídeo e parar de bater nele, mas sacudi minha cabeça enquanto voltava descalça para meu apartamento em uma rua com pouca iluminação e muitas árvores, tinha que confessar que até gostava de lá. Não estava na S.H.I.E.L.D. para fazer amizades.

Assim que cheguei na casa entrei para o banheiro, me despi pela casa largando peças de roupa pelo chão, trilhando um longo caminho até o banheiro que ficava em frente á meu quarto e não era considerado uma suíte, era o único banheiro do apartamento. Mantive as luzes do apartamento apagadas e apenas acendi uma luz fraca do banheiro, não a principal, não queria luz forte me deixando com dor de cabeça. Enchi a banheira de água quente e joguei produtos que deixassem a água com bastante espuma, soltei meu cabelo e entrei na água fazendo a água da banheira transbordar, mas eu não estava me importando, sequer estava olhando para um lugar. Estava fitando a parede de azulejos coloridos á minha frente, mas não prestava atenção neles, meu pensamento estava no meu dia, meu horrível dia, como um todo.

Ainda não conseguia acreditar em Peter, tentava pensar em uma vingança para não deixa-lo fazer nada mais comigo, para não ocorrer aquele erro novamente, mas simplesmente não conseguia pensar em uma única vingança, não tinha ideia de nada – além de chutar suas bolas, mas não queria machuca-lo novamente. Não queria fazer nada contra ele, e quando tentava pensar com raiva nele a única coisa que me vinha na cabeça era o beijo e como me senti completa naquele momento. Evitava ao máximo pensar nisso, não podia misturar as coisas.

Misturar as coisas. Uma mistura de ódio e pena era o que sentia de Kyle naquele momento, estava furiosa por ele ter me segurado daquela maneira como se fosse uma empregada que não havia limpado o balcão de sua casa direito. A pena era porque ele estava fora de si, e porque não queria perdoá-lo, queria fora de minha vida, por um mísero erro, mas era um erro constante que acontecia sempre que ele passava da conta nas bebidas. Estava completamente confusa em relação á Kyle, mas definitivamente não estava sóbria o suficiente para tomar uma decisão naquela noite, preferia dormir e no dia seguinte encarar tudo com a minha sobriedade de volta.

Ouvi um barulho estranho na porta quando já estava há quase uma hora na banheira, meus dedos estavam enrugados, mas me preocupei com a porta que alguém parecia tentar abrir, peguei o roupão saindo da banheira e tentando fazer o mínimo de barulho possível, me enrolei no roupão branco de algodão e apaguei a luz do banheiro andando lentamente até a porta do mesmo. Parada na porta do banheiro fitei a porta que estava sendo sacudida, fui andando até a porta da sala e estendi minha mão direita até a maçaneta e a esquerda até a chave, estava pronta para lutar se fosse preciso.

Sim, com um roupão branco de algodão.

Abri a porta de supetão e o suposto ladrão foi levado junto com a porta, pude ver pela claridade das luzes da rua quem era, fechei meus olhos por alguns segundos respirando fundo, acendi a luz da sala e saí andando até o banheiro, pegando o caminho de roupas e jogando-as dentro do cesto de roupas sujas. Fechei a porta do banheiro soltando a água da banheira e deixando-a escorrer.

– Me desculpa – Kyle pediu fechando a porta de meu apartamento.

Cruzei meus braços, arqueei uma das sobrancelhas e fiquei fitando-o.

– Fui um idiota, só queria... Só queria que dançasse comigo uma noite. Há quanto tempo não dançamos?

Não respondi sua pergunta, mas ele prosseguiu assim mesmo:

– Pois é, eu queria que você voltasse a ser a minha Maya.

– Não fui eu quem mudei, Kyle – comecei a falar – não fui eu quem quis ser escolhida para essa coisa toda, não fui eu quem escolhi trabalhar horrores e ter que aguentar os heróis metidos a bestas, não fui eu quem prometi que ficaria sóbria na festa de hoje e não fui quem escolhi um dia cansativo de trabalho – arqueei as sobrancelhas ainda de braços cruzados – não fui eu quem te tratei como um lixo, te puxando pelo braço e praticamente obrigando você a dançar comigo. Não fui eu, Kyle. Eu sou a mesma Maya de sempre, você quem não é mais o Kyle tranquilo por quem me apaixonei.

Calei-me após dizer tais palavras. Soltei minha respiração e tentava parecer tranquila. Estava soltando as verdades e não sabia quais consequências podia trazer.

– Você não me ama mais?

– Não disse isso – suspirei me sentando na cama.

– Me desculpa.

– Você pede desculpas e age do mesmo jeito depois de um tempo, como se as suas desculpas e promessas tivessem validades – disse olhando o chão – você não deveria ter vindo aqui, Kyle.

– Por que não? – ele perguntou andando até mim.

– Porque estou disfarçada! – falei lhe fitando – e porque não estou sóbria para conversar com você.

– Eu não me importo, você...

– Você nunca se importa com nada além de você! – gritei, mas fechei os olhos em seguida lembrando da hora, tornei a falar em voz baixa – nunca. Você veio aqui porque não quer se sentir mal, não porque quer me ver bem.

Ele não respondeu.

– Vá embora, Kyle.

– Você está desse jeito por causa de um erro?

– Não sei o que estou sentindo por você neste momento – soltei – você nem pergunta como estou, como está sendo a missão, só quer se divertir...

– Com você! – ele aumentou o tom de voz – quero me divertir com você, por isso te chamo para as festas!

– Você não parecia muito fazer questão de dançar comigo, Kyle – disse em um tom de voz baixo e tranquilo – vá embora.

Ele deu uma risada e passou a mão na barba franzindo o cenho – Você não sabe o que está fazendo, vim me desculpar e você não...

– Está desculpado.

– NÃO ME DEIXA TERMINAR NEM UMA FRASE!

Ele gritou e a janela tremeu por alguns instantes, apenas o fitei prendendo a respiração. Ele veio andando em minha direção e então me empurrou na cama, segurou meus braços de modo que não pudesse me soltar e me beijou, a força, não dei passagem á sua língua, nem cedi o beijo. Não queria beijá-lo. Não naquele estado. E em nenhum estado.

– Me solta, Kyle – falei virando o rosto.

Ele virou seu rosto na direção do meu e fechei minha boca novamente, ele mordeu meu lábio com tanta força que pude sentir sangrá-lo, tentava o empurrar, mas era em vão, Kyle era mil vezes mais forte do que eu, mil vezes multiplicado por cem. Meu primeiro pensamento foi o único que fez com que conseguisse me afastar dele, não conseguia empurrá-lo nem fazer com que me soltasse, então, apenas disse o que estava sentindo naquele momento:

– Estou com nojo de você!

Minha voz saiu abafada por causa do rosto de Kyle colado no meu, ele então parou de tentar algo comigo e ficou parado de olhos fechados em cima de mim, o empurrei para o lado e então fui andando até a porta com a respiração completamente ofegante, abri a porta do apartamento e disse com os dentes trincados:

– Vai embora daqui, Kyle.

Ele se manteve deitado em minha cama fitando o teto.

– Se não sair daqui, vai botar tudo a perder, porque vou matar você.

Pude ver seus olhos rolarem em minha direção.

– Sai – ordenei pela última vez.

Ele então foi andando em direção á porta e me fitou, abriu a boca para falar algo, mas apenas repeti aumentando o tom de voz e fechando os olhos:

– Sai daqui, agora.

Ele não hesitou, apenas virou as costas e saiu, bati a porta e me encostei na mesma, deixei meu corpo escorregar até cair sentada no chão, coloquei meu rosto entre minhas mãos e, pela primeira vez em muito tempo, chorei. Chorei como se tivesse perdido Kyle.

E provavelmente tinha perdido.



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