História Never Let Me Go, Peter. - Capítulo 8


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Gwen Stacy, Jane Foster, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers, Tia May
Tags Fanfic, Homem Aranha, Os Vingadores, Personagem Original, Romance, Spiderman, The Avengers
Exibições 21
Palavras 2.759
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Mais uma vez.


Cheguei na S.H.I.E.L.D. logo pela manhã, tentando não pensar em nada do dia anterior, cheguei um pouco cedo e logo que entrei pelo edifício Maria Hill disse que Fury tinha algo importante para me falar, porém ele atrasaria um pouco. Resolvi ficar na cafeteria esperando-o e então subir para seu escritório, onde falaria comigo. Fiquei mexendo na xícara branca de porcelana com um pouco de café, não podia ficar apenas sentada ali sem pedir nada. Mexia no meu café misturando-o com o pouco de açúcar que tinha colocado e então ouvi alguém perguntar:

– Posso sentar?

Mantive minha cabeça abaixada e não fiz menção de tirar meus óculos escuros ou levantar meu olhar. Aquilo era um sim.

– Han... – ele parecia sem graça, mas puxou a cadeira sentando logo na minha frente – vou sentar ok?

Mantive meu olhar na xícara de porcelana.

– Certo – ele disse – como diria minha Tia May: “Quem cala consente.” – ele deu uma fraca risada sentando logo na minha frente – com licença.

– O que você quer, Parker? – perguntei ríspida.

– Pedir desculpas – ele passou a mão no cabelo bagunçando-o um pouco – não deveria ter te beijado.

Apenas o fitei por baixo dos óculos escuros.

– Me desculpa?

– Você não quis? – perguntei e meu coração por algum motivo idiota havia disparado, não estava acreditando no que tinha acabado de perguntar, mas tentei parecer o mais normal e áspera o possível.

– O... que? – ele me perguntou ficando corado – quis o que? Te beijar? Não!

Seu não saiu tão alto que ele mesmo fitou as pessoas que estavam ao seu redor. Dei um fraco sorriso e ele então me fitou irritado.

– Você nem quer saber! E não, eu não quis te beijar – ele levantou da cadeira – nem sei porque fiz aquilo, quase vomitei depois – ele cuspia as palavras em alto e bom som para quem quisesse ouvir, embaixo de meus óculos escuros apenas fechei meus olhos enquanto ele prosseguia – vim aqui para ser legal, mas não tem como ser legal com você! Sério, Lisa, qual o problema com você? Você...

– Cala a boca! – dei um berro o que fez com que dois agentes saíssem da cafeteria resmungando algo, abaixei meu tom de voz – você me beija, grita igual á um maluco, tem ataques de bipolaridade e ainda pergunta qual o problema comigo? Não estou aqui para ser sua amiga, Peter. Cresça!

Deixei uma nota em cima da mesa da cafeteria e saí pela porta arrancando os óculos do meu rosto, o enfiei no meu bolso do uniforme e fui andando pelo corredor escuro em direção á saída do edifício da S.H.I.E.L.D., não poderia ir embora, pois não estava brincando de ser uma agente dupla, estava sendo uma e tinha que evitar desconfianças e reclamações no meu emprego na S.H.I.E.L.D. queria apenas tomar um ar, respirar fundo e encarar o resto dos imbecis que estavam lá dentro, por mais cansada que eu estivesse naquele momento.

Estava completamente cansada de ter que aguentar essa mistura de sentimentos todos os dias, raiva, alegria, ódio, paixão, entre outros tudo em um único dia, era desgastantes e me deixava descarregada. Sempre tive uma facilidade inacreditável de esconder meus sentimentos, de me controlar quando estava nervosa, triste ou até mesmo infeliz, mas perto de Peter eu simplesmente não conseguia, ele me tirava do sério, em todos os sentidos inimagináveis do mundo. Sentia vontade de esmaga-lo e ao mesmo tempo conversar com ele como se fossemos bons amigos de infância, mas infelizmente não dava, pois nunca abríamos a boca para conversar e sempre para brigar e aquilo já estava me deixando irritada, mais que o normal.

Enquanto caminhava pelo corredor escutei-o me gritar. Gritava meu nome, o apelido que tinha me dado e até de estúpida ele tinha me chamado. No instante em que ouvi isso me virei em direção a ele com o olhar mais odioso que eu podia estar naquele momento, ele veio andando em direção á mim com os pulmões cheios e pronto para me encarar e eu apenas fiquei parada com os punhos cerrados, e antes mesmo que pudesse abrir a boca para falar algo, ele me beijou.

Novamente.

Violentamente como da primeira vez, me segurando forte como da primeira vez e a única coisa que fiz fui empurrá-lo, com todas as minhas forças, mas novamente ele prendia o meu corpo contra o seu e por fim deixei de puxá-lo pelo seu casaco cinza, apenas cedi á mais um beijo, mesmo sabendo que aquilo nunca daria certo, que eu estava fazendo uma loucura que colocava minha vida em perigo. Mas eu queria. E odiava querer beijá-lo novamente. Pude sentir Peter me empurrar de leve para trás e a única coisa que fiz foi dar passos lentos para trás enquanto me arrepiava com nosso beijo, ele não parecia querer parar e eu muito menos, encostei minhas costas na parede, ele subiu uma mão gelada para meu rosto e o senti quebrar o beijo. Mas desta vez ele não saiu andando furioso, nem me soltou bruscamente e não pareceu que iria.

– Nós vamos beijar todas as vezes em que ficar furioso comigo? – sussurrei com um fraco sorriso.

– Nem todas – ele deu uma fraca risada me soltando e encostando na outra parede em frente á mim.

Dei uma fraca risada e fitei o chão, era a primeira vez que ríamos de algo que um de nós tinha falado. Apenas fiquei fitando ao chão porque tinha medo de olhá-lo nos olhos, mas antes que pudesse quebrar aquele silêncio constrangedor escutamos a porta ranger, era a porta da entrada e provavelmente era Nick Fury quem deveria estar chegando para falar comigo. Peter me fitou sem entender e eu apenas o puxei pela blusa andando rapidamente até o fim do corredor.

– O que foi? – ele perguntou.

– Shhhhhhhh! – lhe empurrei – vá para seu treino.

– O que? – ele perguntou confuso.

– O que pensaria se encontrasse duas pessoas em um corredor com pouca luz?

– Que eles estão conversando como dois bons... – ele então arqueou uma sobrancelha – o que somos?

Lhe fitei com os olhos arregalados – Colegas de trabalho! – afirmei em desespero e ri em seguida – vá embora, Parker.

Ele então me fitou e saiu correndo pelo corredor com as mãos no bolso da blusa, pude ver um sorriso quando se virou e a única coisa que fiz foi sorrir, porque não conseguia controlar, assim que me virei vi Fury mais perto do que pensava. Fui andando até ele e o cumprimentei com um aceno de cabeça, ele fez o mesmo me dando um simpático bom dia e disse que tinha algo realmente sério para me falar e que devido ao meu ótimo trabalho no recrutamento de Peter Parker ele me confiaria a próxima missão e que não seria nada fácil, ele disse que me chamaria em sua sala quando já tivesse os papéis e me pediu para chamar Maria Hill. Passei pela cafeteria e Peter estava lá fitando sua xícara branca de porcelana, não sabia dizer se aquele era um bom ou mau sinal, mas por mais inacreditável que fosse não estava me sentindo culpada por tê-lo beijado novamente e muito menos por ter gostado. Só não podia me envolver demais.

Na Corporação as aulas que não envolviam lutas nem matérias normais – russo, inglês, espanhol, matemática, história, geografia, física entre outras – eram as únicas que sempre tivemos que dar mais importância. Eram as aulas de como não botar tudo a perder, ou seja, de como forjar seus sentimentos e eles tocavam sempre nos assuntos que mais machucavam: a morte de nossos pais. E tínhamos que aprender a lidar com isso, sem chorar e sem demonstrar dor alguma, ou éramos punidos. Lembro da primeira vez em que fui obrigada a não chorar quando um dos nossos tutores disse que meus pais morreram por minha causa. Eles não eram bons e gentis conosco sempre diziam:

“A vida não é gentil com ninguém, por que seriamos com vocês?”

Tinha uma cicatriz nas costas por chorar e – quase – agredir Caius, o tutor que me disse isso pela primeira vez. Ele me machucou tanto naquela noite que raramente chorei após aquilo, afinal, todas as minhas lágrimas tinham ido embora só naquele dia.

– Lisa?

Olhei para o lado e Maria Hill estava com um pequeno sorriso me fitando parada perto da sala de computação.

– Oi – dei um fraco sorriso.

– Está tudo bem? – ela sorria – você está ai... Parada há algum tempo.

Ri sem graça – Me desculpe, eu... Estava lembrando de algumas coisas, nada demais – dei de ombros – Fury quer falar com nós duas.

– Recebi o recado – disse ela sem tirar o sorriso do rosto – vamos?

Balancei a cabeça e subimos de elevador até a sala de Fury ele nos disse para entrar assim que Maria bateu na porta, não sabia se ele apenas deduziu que fossemos nós, ou se ele não esperava mais ninguém além de nós duas. Hill abriu a porta e esperou que eu entrasse para fechar a porta, Fury apenas apontou para as duas cadeiras pretas de couro que estavam do outro lado de sua enorme mesa de vidro e madeira rosa. Sentei-me á sua esquerda e Hill á sua direita, ele deixou duas pastas ao nosso alcance, mas antes que abríssemos ele preferiu mostrar um vídeo.

O vídeo se passava ali mesmo em Nova York, logo em Times Square onde um homem forte causava uma confusão com um dos pedestres que estavam passando, ele acusava o homem loiro dos olhos azuis de ser o Capitão América e após soca-lo e fugir correndo ficou bem óbvio que quem ele queria era o Capitão, ele tinha motivos para acabar com um dos heróis da S.H.I.E.L.D. e Fury queria impedi-lo e interroga-lo muito antes da confusão aumentar, porém, se estivéssemos dispostas eu e Maria Hill começaríamos amanha a procurar o paradeiro do tal homem grande e, avisar aos agentes da S.H.I.E.L.D. para captura-lo e ser interrogado dentro da S.H.I.E.L.D. onde tinham selas fortes o suficiente para qualquer tipo de força, de magia e até de bruxaria. Não tinha como dizer não, tinha que conquistar meu espaço ali e então de imediato aceitei e Hill também não hesitou.

Fury designou nosso trabalho de hoje e disse que eu treinaria com Os Vingadores ajudando-os no que fosse necessário, todos Os Vingadores, incluindo Peter Parker. Seria o primeiro treino dele com os demais e por algum motivo eu queria ver, queria apenas observá-los, todos, como um grupo. Seria ótimo, já que veria seus pontos fracos e fortes e meu caderninho teria mais anotações. Fui andando até a sala de treinamento onde eles já estavam, assim que cheguei Stark fez algum comentário inútil que fiz menção de ignorar. Sentei-me em um banco branco de madeira, estávamos em uma sala bem maior que a do ultimo treino, vários equipamentos estavam disponíveis lá dentro e a maior parte do tempo fiquei os observando, ás vezes mexia em algumas coisas da sala já que – obviamente – ninguém precisava de ajuda em nada.

Várias vezes meu olhar se encontrava com o de Peter de modo que ninguém visse, e eu podia vê-lo sorrir em todas as vezes, um sorriso torto e sem mostrar os dentes, mas mesmo assim um sorriso verdadeiro. Eu podia sentir. Uma das vezes em que estava hipnotizada nos olhos castanhos de Peter enquanto ele “observava” Steve Rogers – sem seu escudo e sua máscara – e Thor – sem seu martelo – lutarem, parado de frente para mim, Stark me deu um grito que praticamente pulei do banco, mas tentei disfarçar pigarreando e reclamando de algo me incomodando na roupa e logo em seguida atendendo o grito de Tony.

– Não vai lutar?

Peter, Bruce, Clint e Natasha – que não estavam lutando me olharam.

– Não – respondi á Tony dando um fraco sorriso – hoje estou aqui para o que precisarem, não para lutar.

– Mas e se precisarmos que você lute?

Thor e Steve agora pararam para me olhar.

– Não precisam disso – disse dando um fraco sorriso – vocês são os melhores.

– Ela luta muito bem – Peter disse desencostando da parede.

Meu coração disparou e então fiquei com cara de uma idiota assustada, estava segurando a respiração esperando uma salvação, Peter então se calou depois de ver a minha cara e com um pequeno sorriso tornou a encostar na parede azul clara.

– Realmente – Natasha disse cruzando os braços e lançando seu sorriso detestável – não sei se os testículos de Peter estão bem hoje.

– O que? – Tony gargalhou e olhou para Peter – sem ofensas.

– Relaxa, cara – Peter levantou os braços com um sorriso forçado.

– Você o chutou nas bolas? – Tony perguntou.

Capitão pigarreou, Thor me fitou, Natasha sorria sarcasticamente, Clint segurava o riso e Bruce apenas me fitava com as sobrancelhas erguidas.

– É tão difícil assim de acreditar? – perguntei séria.

– Não... – Capitão disse – você parece durona, mas... Você também é bonita.

Vi Peter olhar para Capitão com um olhar diferente dos outros.

Dei uma fraca risada – Natasha é bonita e também luta muito bem.

– Eu...

– Sabe o que seria muito bom? – Tony interrompeu Natasha sorrindo – uma briga de mulheres.

– Gostei dessa, cara – Clint disse sorrindo.

Eu ri balançando a cabeça negativamente – Fica para a próxima, Stark. Agora está na hora de ir – falei ficando de pé – bom treino para vocês, e até amanhã.

Todos deram um tchau simplório e saí da sala de treinamento com um alívio que era inexplicável. Não queria lutar com Natasha, não ia muito com a cara dela e talvez a machucasse ou ela mesma me machucasse com sua força, não sabia dizer, mas ela era ágil, muito mais ágil que qualquer um na Corporação e este era seu ponto forte, um dos seus pontos fortes que consegui analisar. Os outros eu teria que pensar em analisar com calma.

Fui até meu “armário” para pegar meu sobretudo e ir embora para meu apartamento, estava começando a anoitecer e eu sairia mais cedo neste dia já que eram ordens e eu não ousava reclamar ou perguntar o porquê, queria ir embora todos os dias quando chegava lá. Fechei meu sobretudo e guardei meu óculos escuro em um dos bolsos e saí da S.H.I.E.L.D. totalmente aliviada e contente mesmo que eu fosse ficar trancafiada em meu apartamento, desde que não estivesse lá dentro me sentia mais segura, afinal, eles poderia descobrir a verdade á qualquer momento e me ter lá dentro seria uma morte na certa.

– Ei – Peter sorriu assim que abri a porta saindo da S.H.I.E.L.D.

– Ei – sorri assustada – você não... Tinha que estar treinando?

– Provavelmente – ele deu de ombros.

– E por que...

– Expliquei que tinha aula no laboratório hoje – ele riu coçando a nuca – tudo bem se eu acompanhar você?

– É... Mas... Você não tem aula? – hesitei.

– Só quero acompanha-la – ele disse me fitando nos olhos – nada mais.

Dei de ombros de má vontade – Então... Tudo bem.

Ele então colocou as mãos no bolso da blusa cinza – como ele fazia sempre – e caminhamos por um longo caminho em silêncio, ele fitava a rua e eu ficava fitando os prédios pensando em algum assunto para puxar, em algo para falar. E a única coisa que pensei, talvez tenha sido a melhor coisa para se falar.

É claro que não.

– Desculpe por chutar suas bolas – pedi.

Ele então riu dando de ombros, fitava o chão enquanto o olhava – Não se preocupe.

– Não – eu falei parando na rua – é sério, Parker – ele parou mais a frente me fitando – me desculpe.

– Por que você fez aquilo? – ele perguntou parado.

Bufei mudando meu olhar de direção – Eu não sei.

– Não sabe? – ele riu me fitando.

– Só... Pareceu o certo á se fazer.

– Chutar minhas bolas? – ele perguntou irônico.

– Não quero brigar de novo, Peter – falei andando – só estou me desculpando.

– Foi mal – ele pediu me acompanhando novamente – por que voltou?

– Para pedir desculpas – falei lhe fitando enquanto caminhávamos.

– Desculpas aceitas – ele sorriu fraco.

– Soube disso no instante em que me beijou – soltei e tornei a fitar o passeio.

Ele não disse nada e eu também. Fomos andando em silêncio á minha casa – que estava próxima – e parei em frente ao edifício onde morava.

– É aqui – dei um fraco sorriso subindo os três degraus pintados de verde da entrada.

Ele olhou o prédio – Prédio legal.

– Eu gosto daqui – dei um fraco sorriso.

– É legal.

Ficamos mais uma vez em um silêncio constrangedor. Quando resolvi falar algo, ele também resolveu, porém eu prossegui.

– Então...

– Porque me beijou?

Ele então ficou me fitando e subiu as escadas, prendi minha respiração e ele deu um beijo em minha bochecha, tirou as mãos do bolso e após descer os três degraus me fitou nos olhos, pude sentir um arrepio percorrer pelo meu corpo.

– Só... Pareceu o certo a se fazer.



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