História Never Let Me Go, Peter. - Capítulo 9


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Gwen Stacy, Jane Foster, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Peter Parker, Steve Rogers, Tia May
Tags Fanfic, Homem Aranha, Os Vingadores, Personagem Original, Romance, Spiderman, The Avengers
Exibições 29
Palavras 4.378
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Peter "Aranha" Parker.


[Peter Parker ponto de vista]

Cheguei á S.H.I.E.L.D. atrasado por causa da aula, não queria estar ali hoje para falar a verdade, mas desta vez era algo mais sério do que apenas ser o “amigo da vizinhança”, agora eu estava em um grupo de super heróis onde juntos iríamos salvar o mundo. Isso parecia um pouco baboseira para mim, mas acabei aceitando pensando que pudesse valer a pena e até o momento estava valendo. Olhei para todos os lados, logo que entrei, a procura de uma única pessoa: Lisa. Não por minha vontade, eu falei para mim mesmo todas as noites – desde que a conheci – que não a procuraria, não conversaria com ela e não me apaixonaria, mas alguma coisa dentro de mim me dizia que a última opção já era inválida e não tinha como voltar atrás.

Peguei meu skate na mão depois de passar pelo corredor com pouca luz e então virei meu rosto para a cafeteria que tinha as paredes todas de vidro, dava para ver tudo e todos lá dentro, mas eu não estava a procura de tudo e todos, e sim de Lisa que não estava lá. Pensei que ela estivesse ocupada no treino, e que provavelmente falaria algo sobre meu atraso, o que normalmente geraria uma briga, mas após o dia de ontem, nem eu sabia mais como agiria perto dela. Poderia ficar furioso e brigar pra valer com ela, ignorá-la, ou apenas babar enquanto ela diz que sou um irresponsável.

“Não Peter, você não vai babar na frente dela!”

Pensei enquanto caminhava para a sala maior – e já reformada – de treinamento. Lá dentro estavam todos, em seus treinos individuais. Tony estava sozinho em um canto batendo em um enorme saco de pancadas, Capitão estava bem ao seu lado no outro saco encardido de pancadas, ambos batiam em sintonia. Thor e Natasha estavam conversando parados bem ao canto da parede oposta á porta, lançaram um olhar quando cheguei. Bruce e Clint não estavam presentes, o que não era de se surpreender já que ambos não lutavam nas batalhas ou não precisavam. Dei um fraco sorriso e evitei encarar á todos, deixei minha mochila no canto do chão, ao lado de um banco de madeira pintado de branco, tirei minhas faixas para enrolá-las na mão e então Natasha disse em um tom de voz alto:

– O treino não será interno hoje, Aranha.

Fitei Natasha sem entender nem dizer uma única palavra.

– Olha quem chegou – Tony deu seu sorriso de sempre me fitando – por onde andou?

– Escola – respondi.

– Ah, é mesmo – Tony olhou para Natasha – Nat, vamos?

– Sim, ele já chegou – ela me fitou com um sorriso forçado – vamos, Aranha?

– Sim – disse fechando minha mochila e seguindo-os.

Fomos andando pelo corredor do fundo, direto por um longo tempo. O corredor era mais escuro que os outros e apenas alguns raios de Sol, saídos das janelas cobertas de papel pardo, o iluminava. Enfim chegamos na área externa de treinamentos, e Natasha abriu uma porta cinza abaixando a trava, parecia uma porta de terraço, daquelas que se usa quando tem incêndio. Entramos na área externa que era só cimento, tinha umas paredes de cimento, uma espécie de base, e vários equipamentos como cordas, armas, coletes, capacetes, joelheiras entre outros. Havia obstáculos e o lado dos Vingadores e dos agentes da S.H.I.E.L.D. alguns dos agentes treinava com uma corrida tendo que obedecer um cara grandalhão que gritava “um, dois, três, quatro!” como se eles estivessem no exército. Fiz uma careta com a boca e então Natasha perguntou se estava tudo bem, apenas assenti e ela prosseguiu:

– Bruce e Clint não estão conosco, pois precisam de um “treinamento especial” – ela fez aspas com o dedo – por causa do Grandão. Hoje vamos dividir-nos em grupos e lutar entre nós – ela então me fitou – você pode escolher um time, Aranha.

Dei um fraco sorriso e esperei eles montarem o grupo, discutiam sobre alguma coisa enquanto eu ficava em um canto sorrindo e olhando – disfarçadamente – para os agentes que estavam treinando ali e para a porta, mas Lisa não parecia estar na S.H.I.E.L.D. naquela tarde.

– Peter – Capitão me chamou – é só escolher.

– Han... – fitei todos eles sem graça, olhei para o time de Natasha e Thor e mudei meu olhar para Tony e Steve – posso?

Tony cruzou os braços sorrindo – Você tem bom gosto.

Dei uma fraca risada e então fui andando até o lado deles.

– Tem certeza, Nat? – Tony a provocava – não quero machuca-la.

– Eu tenho um deus no meu time! – ela gritou sorridente.

– E já bati nele! – Tony gritou de volta.

O fitei tentando entender o assunto.

– Uma vez – Tony sussurrou me olhando enquanto íamos para a marca indicada com um spray amarelo – ele estava com o martelo e eu de armadura – ele riu – ele é bom.

Apenas sorri e dei uma risada fraca, seria o último da “fila”, como sempre fui, então aquilo não me surpreendeu. Capitão estava bem na minha frente fitando Tony se apresentar á seu adversário: Thor. Ri quando ele perguntou do martelo enquanto ele dava dois passos para trás, Thor apenas sorriu e então acertou um soco em cheio em Tony, Capitão andou até mim cruzando os braços e os observando.

– Por isso nunca subestimei Thor – ele sussurrou – ele é bom.

– Tony também é – falei – ele só tem que desviar mais rápido.

Foi quando Tony veio parar aos pés de Steve, Capitão o ajudou a levantar e ele então limpou a roupa, eu definitivamente não sabia quem ganharia e nem tinha como arriscar um mísero palpite, ambos eram bons e ambos estavam lutando bem, então não sabia em quem apostar. Steve e eu observávamos do nosso lado enquanto Natasha fitava os lutadores avidamente e tão concentrada que me fazia pensar no que ela estava pensando, balancei a cabeça e então Stark voou aos meus pés, me fitou caído no chão e quando ofereci ajuda ele negou gritando – com a voz falha – que ia dar um tempo, mas que a luta ainda não tinha acabado. Ele se levantou e abriu a porta de onde viemos dizendo que tomaria uma água, mas era um tanto óbvio que ele estava com dor, e talvez com sede também.

Capitão me olhou levantando as sobrancelhas e então se pôs no lugar de Tony Stark, fiquei parado de um lado fitando os dois lutadores e então olhei para Natasha que analisava ambos novamente. Olhei na direção dos agentes da S.H.I.E.L.D. que estavam treinando no local e então vi duas mulheres de sobretudo, salto alto e cabelos soltos. Uma delas tinha cabelo curto e a outra tinha o cabelo um tanto maior, arqueei minha sobrancelha e quando elas viraram rindo de algo meu coração disparou.

De tão idiota que sou.

Respirei fundo e rapidamente desviei o olhar olhando para Thor e Steve, mas não estava prestando atenção na luta, estava tentando manter a calma enquanto meu coração praticamente lutava para sair da minha boca, respirei fundo e então Lisa passou pelo meu lado direito e lancei meu olhar até ela, quem estava totalmente diferente, estava com meu olhar vidrado nela, ela estava com um sobretudo preto, seu cabelo solto caído pelos ombros, ela estava com um batom vermelho e uma maquiagem um tanto... Chique. Ela estava de salto alto vermelho e uma meia calça preta, reparei em tudo nela sem notar que estava parecendo um cachorro babão.

E definitivamente, estava.

Na verdade, estava mais para uma aranha babando, mas isso soa um pouco estranho.

E idiota.

Notei que estava com o olhar fixo nela quando ela virou seu rosto para me olhar depois que a agente que estava com ela apontou “discretamente” – ou tentou – para mim e ela virou o rosto com cara de séria, mas logo depois sorriu ao me ver. Não foi um sorriso aberto e empolgado, mas era o sorriso dela, um sorriso tímido e pequeno, sem mostrar os dentes, mas me fitando nos olhos. Sorri de volta coçando a nuca – um mania idiotamente idiota – e fiquei olhando-a até ela desviar o olhar, voltei a olhar para a luta, mas senti que tinha alguém me olhando, olhei então para Natasha, ela tinha um sorriso no rosto, não entendi muito bem o porque, mas desviei de imediato meu olhar do dela, Thor estava perdendo, pelo o que parecia, e então Steve lhe deu uma chave de braço forte, o que me fez fita-lo com os olhos arregalados, Thor então bateu no antebraço dele e Steve o soltou sorrindo.

– Você ganhou – Thor riu – perdi pro meu cansaço, não pra você.

Steve sorriu – Sei disso!

Natasha então se pôs na marca vermelha e Steve voltou para a marca amarela.

– Pronto, Aranha? – ela perguntou.

– O que? – perguntei confuso.

– Assim que ganhar de Steve – ela fitou o Capitão sorrindo – seremos você e eu.

Steve riu e me fitou – Vai vendo como as coisas funcionam aqui.

Apenas dei uma risada fraca e os dois começaram a lutar, disse que iria beber água e procurar por Tony, para me certificar de que ele estava bem, e então saí pela mesma porta que ele tinha saído há quinze minutos, desci as escadas e passei pelo corredor escuro, entrando na área central da S.H.I.E.L.D., reconheci a outra agente que estava com Lisa, era Maria Hill, uma das “importantes” ali dentro, ela já estava com sua roupa normal, e me cumprimentou com um aceno de cabeça, a cumprimentei de volta com um fraco sorriso e então caminhei em direção á outro corredor, fui direto para a sala de treinamento onde deixei minha mochila, e encontrei Lisa no meio do caminho, estava virando um corredor que fazia divisa com outro e na minha pressa bati de frente com ela quem não parecia estar olhando para frente e sim para seus pés, ainda estava de sobretudo e salto e bateu com o rosto no meu queixo, o que normalmente eu saberia se meu sentido de aranha tivesse me avisado, mas é claro que não avisou, afinal, ela não era mais uma ameaça para mim.

No inicio pensei que era, cheguei a detestá-la no primeiro dia por causa daquilo tudo, pelo modo como ela carrancuda e completamente estúpida, a ajudei com o cara grandão e careca e ela ainda tinha me acusado de está-la seguindo, e não estava, apenas fazia meu trabalho como o cabeça de aranha, o amigo da vizinhança. Naquela noite, parado em um dos maiores prédios de Nova York apenas observando qualquer coisa que fosse perigosa, preparei inúmeros “planos” para deixa-la irritada, o que mudou drasticamente quando senti vontade de beijá-la e apenas o fiz. E era estranho de pensar que tudo aquilo ocorreu em apenas uma semana. E por isso me parecia tão estúpido deseja-la tanto em menos de cinco dias.

– Oi – ela disse sem graça.

E até poderia dizer: nervosa. Ela estava nervosa? Isso me fez abrir o maior sorriso do dia.

– Desculpa – ela riu – não te vi ai.

– Não estava aqui – ri também – estava vindo por este caminho.

Ela sorriu – Oh, então, sinto muito assim mesmo.

– Tudo bem – dei de ombros.

– Han... – ela estava nervosa – você... O que... faz... – ela fechou os olhos respirando fundo e então tornou a me olhar – você não estava lá em cima?

Balancei a cabeça – Tô procurando por Tony, você viu ele por ai?

– Não – ela respondeu me olhando nos olhos.

– Ele tomou uma surra – disse dando uma risada em seguida.

– Eu adoraria ver isso – ela sorriu sem mostrar os dentes.

– Foi encantador.

Ela riu com o que tinha dito e então a fitei com um sorriso fraco no rosto, ela mantinha o sorriso tímido e ao mesmo tempo perfeito que ela possuía. Ela então segurou meu rosto com as duas mãos e bruscamente selou nossos lábios. Nunca teríamos um beijo normal? Ri com minha boca colada na dela, mas logo fiquei sério a beijando, não foi como os outros beijos que demos, ela cedeu rapidamente e nossas línguas se encontraram me fazendo querer cada vez mais, passei meu braço esquerdo em volta de sua cintura e ela deu um passo de modo que ficássemos mais próximos, soltou suas mãos do meu rosto e deixou apenas sua mão direita na minha nuca, pude senti-la arranhar minha nuca e aquilo fez mais ainda com que a desejasse naquele momento, encostei-a na parede – uma coisa que nunca tinha feito antes em toda minha vida – e ela então prosseguiu, a senti sorrir em meio ao beijo, mas estava em tanta êxtase que não sabia se era coisa da minha imaginação ou se ela realmente estava gostando do beijo, mas a atitude foi dela, então, não tinha porque pensar ao contrário e até o momento ela não tinha me empurrado, me xingado, nem me batido, então estava tudo bem.

– Desculpa – ela pediu quebrando o beijo e fechando os olhos.

Dei um passo para trás – Não precisa se desculpar.

Ela abriu os olhos entortando a boca e me fitou bem nos olhos.

– Você... – gaguejei tentando elogiá-la – está... Ótima.

– Obrigada – ela olhou para seu sapato vermelho – odeio salto.

Apenas ri – Eles são... Legais.

– Pare.

– Com o que?

– De me elogiar.

– Não consigo.

Ela então me olhou e sorriu – Tenho que ir, e você tem que subir.

– Achar o Stark – a corrigi – indo pelo caminho oposto.

– É verdade – ela revirou os olhos – te vejo lá em cima?

– No mínimo em cinco minutos – sorri.

– Tudo bem – ela se desencostou da parede – até.

– Até – sorri andando pelo corredor sem olhar para trás.

Se não ela ia ver minha cara de bobo retardado.

– Eu sou um – sussurrei enquanto procurava Tony.

Foi quando o vi na sala de treinamento interna, entrei abrindo a porta de vidro e ele então me fitou sentado no banco bem ao lado da minha mochila.

– Tá tudo bem, cara? – perguntei.

– Ah, é você – ele assentiu – sim, já estava subindo. Veio me buscar?

– Procurar apenas – disse dando um fraco sorriso.

– Posso fazer uma pergunta?

– Claro – assenti.

– Você comeu alguma coisa que manchasse sua cara de vermelho ou beijou alguém? – ele me fitou cruzando os braços.

– O que? – perguntei confuso.

– Olhe seu reflexo – ele apontou para a porta de vidro.

Me virei para me olhar e então arregalei os olhos. Estava com a boca e tudo em volta sujo de vermelho por causa do batom de Lisa. Não dava para ver no corredor com pouca luz, se não tinha avisado ela também. Fechei os olhos limpando meu rosto e então tornei a me olhar com a cara limpa novamente, porém, rosada. Dei uma fraca – e sem graça – risada para Stark e pude sentir meu rosto queimar.

– Eu me alimento como uma criança – continuei rindo e logo em seguida mudei de assunto – vamos?

– Você a beijou, não beijou? – Tony sorriu.

– O que? – lhe fitei assustado, mas tentava parecer tranquilo.

– Elizabeth – ele disse ficando de pé, virou-se para o espelho arrumando o cabelo.

– Quem? – me fiz de desentendido soltando a respiração.

– Não se faça de bobo, cabeça de teia – ele disse ainda se arrumando – ela passou aqui há algum tempo te procurando já que viu sua mochila no banco.

– Me procurando? – perguntei.

– E eu sei que ela estava de batom vermelho, porque a elogiei – ele me olhou sério – ela estava bonita, não estava?

– Não a vi...

– Garoto – Tony me interrompeu ainda sério – você não está matando ninguém nem nos irritando – ele riu em seguida indo até a porta – não vou contar para ninguém.

– Contar o que? – perguntei indo atrás quando ele saiu dali – nós não temos nada, cara.

– Aham.

– É sério – falei andando atrás dele.

– Okay.

– Não conte para ninguém.

Stark parou no corredor com pouca luz e me fitou com um sorriso na cara – Romances escondidos são melhores, garoto – piscou em seguida – você é bom.

Fiquei parado no corredor observando Tony virar e entrar em outro. Fui correndo em direção á ele e então fomos para a área externa juntos, em silêncio. Natasha disse algo sobre como demoramos, mas Tony somente pediu desculpas. Tive que lutar com ela, mas tentava não fazer nada porque não era nada legal bater em uma mulher, mas eu sabia que ela podia suportar, e não estava irritado nem nada disso para bater nela, na verdade o que eu menos queria era treinar e sinceramente não era acostumado c om tantos treinamentos, tive que aprender tudo sozinho e em parte, no instante em que fui picado melhorei comigo mesmo. Mas estava me sentindo bem ali na S.H.I.E.L.D. por mais que eu detestasse ser controlado e seguir ordens, já que tive que fazer isso a minha vida toda.

Naquela noite fui para casa assim que saí da S.H.I.E.L.D., Tia May reclamava que passava pouco tempo em casa com toda minha loucura com meus “estudos” – ela não sabia de nada da S.H.I.E.L.D. é claro e pensava que estava na biblioteca com Gwen e os outros o tempo todo. Resolvi ajuda-la no jantar e jantamos juntos na mesa, mesmo ficando quieta sem Tio Ben, mas eu tinha que superar, já fazia mais de um ano. Ela me disse que Gwen havia me ligado e que achava estranho o fato dela não conseguir falar comigo, disse que na biblioteca estava sem sinal e que ligaria para ela mais tarde. Não suportava ver Gwen sofrendo, mesmo que não sentisse muito mais por ela. Prometi á seu pai que ficaríamos distantes e foi isso que fiz, e agora não sentia mais nada por ela, sentia pena por ela sofrer tanto e um pouco de culpa por todas as vezes brigarmos e ela falar que não me importei com o luto dela. mas ainda sim me mantive afastado dela, não retornava suas ligações – e ultimamente nem tinha tempo – e estava sendo melhor.

Uma das coisas que me deixavam confuso era o fato de pensar que Lisa era apenas uma “válvula de escape” para esquecer de vez Gwen, mas não sabia dizer, sentia por ela o que nunca senti por Gwen, nem quando fui forçado a me separar dela. Isso era cada vez mais constante e ficava martelando em minha cabeça já que em menos de uma semana pensava tanto em Lisa que esquecia completamente de Gwen e aquilo me deixa bem, me tornava um novo Peter. Um Peter no qual eu gostava, mais até do que podia imaginar.

Assisti alguns programas na presença de Tia May até ela pegar no sono e, rastejando, subir as escadas para ir dormir. Subi para meu quarto também e lá tranquei a porta, resolvi tomar um banho rápido e coloquei minha roupa de super herói. Apaguei a luz e baguncei a cama, voltaria mais tarde para dormir e ir á aula, não sentia a necessidade de dormir tanto quanto antes, não sabia se era graças á meus poderes ou se tinha desacostumado á dormir muito. Saí pela janela de meu quarto e subi pela parede nos fundos da casa chegando ao telhado, não havia muitas luzes acesas nas casas da vizinhança, mas precisava ser rápido para ninguém me ver ali. Como sempre, soltei minha teia e fui para o centro da cidade onde a criminalidade era maior.

Como se fosse mais forte do que eu – e era! – desviei meu caminho para a casa de Lisa, não sabia ao certo por quê. Não pretendia vê-la dormindo, acordada, ou qualquer coisa que ela estivesse fazendo, apenas queria me certificar que ela estava bem e segura, ainda mais depois do careta ter atacado ela. Parei no prédio em frente ao dela, e fiquei em minha posição de aranha apenas observando o prédio, não sabia qual era o andar dela, onde era seu quarto ou qualquer coisa do tipo, só sabia que ela morava ali.

“Por que sou tão psicopata?” pensava enquanto fitava todas as janelas na esperança de achasse seu apartamento “E tão obcecado? Devo estar com algum problema, só posso. Tenho que dar um fora daqui e ir proteger outras pessoas que precisam de mim.” Fechei meus olhos entrando em conflito comigo mesmo. “É Peter estúpido Parker, vá embora.” Fiquei de pé no telhado e virei de costas para o apartamento dela pronto para lançar minha teia, lancei um último olhar para trás enquanto segurava minha teia pronto para ir embora, balancei a cabeça sabendo que era o certo a se fazer quando ouvi alguém gritar.

– Pare!

Virei-me de frente para o prédio dela. Vinha de lá. Sendo ela ou não, parecia que alguém estava sendo forçado á algo. Lancei minha teia no telhado do prédio dela e fiquei na parede tentando escutar exatamente de onde vinha, estava parado no último andar e então escutei novamente.

– Sai daqui! Pare, Kyle.

Desci mais alguns andares de janela e então vi uma janela – enorme – entreaberta de onde os gritos estavam vindo. Olhei para o lado de dentro e lá estava Lisa empurrando outro cara, mas este ela não parecia ter sobre controle, ele era forte e estava indo para cima dela, empurrei a janela e então entrei no apartamento dela dando um chute duplo no braço esquerdo do cara, ambos estavam de lado para a janela, por isso havia sido tão fácil.

– Peter? – ela perguntou me fitando assustada.

– Ela disse para parar, idiota! – falei fitando o cara.

Ele então balançou a cabeça com os braços apoiados no chão, levantou o olhar até mim e então deu uma fraca risada.

– Homem Aranha, vá embora – ela me empurrou de leve em direção á janela – tenho tudo sobre controle, por favor...

Foi quando uma cadeira voou em minha direção e não fosse meu “sensor aranha” tinha acertado na minha cara bem em cheio, abaixei empurrando Lisa para o lado e a cadeira bateu na parede fazendo um pequeno buraco.

– Agora ele tornou a coisa pessoal – falei lhe lançando um rápido olhar.

– O que?! – a ouvi gritar enquanto corria – não! Parem.

O tal cara então resolveu me dar um soco e apenas desviei preparado para lhe dar outro, ele segurou minha mão direita e virou meu braço para o lado, fui torcendo meu corpo junto, mas sem gritar ou algo do tipo. Era óbvio que estava doendo.

– Finalmente te conheci – ele disse – queria te socar mesmo.

E logo em seguida deu um soco em minha barriga.

– Kyle! – Lisa gritou surgindo ao nosso lado – pare com isso! Vá embora!

Foi quando ele levantou a mão, novamente, pronto para me dar um soco e quando estava me preparando para bloquear seu ataque e lhe encher de teia o vi cambalear para trás me soltando. Fitei Lisa quem estava com a mão direita fechada e levantada e olhei para o cara – o tal do Kyle – quem estava com as duas mãos em frente ao nariz. Ele olhou para Lisa sem acreditar no que estava vendo.

– Saí da minha casa, Kyle – ela sussurrou entredentes – por favor, antes que eu deixe ele te encher de porrada.

Ela apontou para mim, mas a fitava sem entender nada. Ela o conhecia?

– O que... – ele a fitou sem ar – isso não vai ficar assim, Ma... – ele então paralisou e me olhou – isso não vai ficar assim.

Assim que ele bateu a porta Lisa sentou na cama com a mão em que deu um soco nele. Estava olhando-a e provavelmente estava doendo, a minha estava doendo porque a dela não? Andei até a porta e a tranquei tirando minha máscara logo em seguida.

– Você... Você tem gelo aqui?

Ela me fitou – Vai embora, Peter.

– O que? – perguntei.

– Por favor – ela me fitava irritada – vá embora.

– O que você está fazendo? – a fitei andando até ela – só escutei alguns gritos e vim te salvar, como faria com qualquer outra pessoa. Nem sabia que era você, Lisa – parei ao lado da janela colocando minha máscara – só tentei ajudar, tudo bem? Mas... Se você acha que ficar sozinha vai te fazer sentir melhor de algum jeito, está tudo bem, eu vou embora – a fitava por baixo da máscara – mas eu só quero que saiba que não estou por perto apenas em seus bons momentos e – soltei uma risada irritado – não é possível que todos os nossos beijos não signifiquem nada... Eu vou embora, mas é sério, Elizabeth, se me deixar ir, não voltarei.

Ela me fitava. Não sabia de onde tinha tirado todas aquelas palavras e muito menos porque estava falando tudo aquilo, só sentia que precisava falar e que obviamente ela ficava na defensiva em relação á tudo, e era uma das coisas que menos gostava nela, pelo menos até aquele momento. A fitava ofegante tentando parecer tranquilo e ao mesmo tempo certo do que estava falando, não podia prometer ficar distante, não sabia se conseguiria. Ela apenas se manteve em silêncio e desviou o olhar para sua mão evitando me olhar.

Ri baixo completamente desapontado e irritado – Tudo bem... Vou embora... Adeus.

Assim que arrumei minha máscara, ela me chamou. E era tudo o que precisava naquele momento, era tudo o que eu queria, não queria que ela me deixasse ir e não queria ficar pensando que a deixei sozinha após isso tudo. Sorri embaixo da máscara e então me virei.

– Não vai – ela disse de pé ao lado da cama – por favor, não quero ficar sem você, Peter.

Fui andando até ela e tirei a máscara na mesma hora, nos beijamos juntos, não precisei puxá-la e muito menos ela precisou me puxar, segurei seu rosto junto ao meu – com mãos – desejando que nunca mais nos soltássemos, e ela colocou suas mãos nos meus braços, apenas cedendo – mais uma vez – á nosso beijo. Pude sentir suas mãos tentarem achar o zíper da minha roupa ou algo que a tirasse, meu coração acelerou e por um instante sabia que não era bom o suficiente para ela, que as coisas estavam saindo do controle e que não a conhecia direito.

Mas só eu sabia o quanto queria aquilo, apenas eu sabia.

Joguei minha máscara no chão e – como sempre – passei meu braço em volta de sua cintura, mas ao contrário das outras vezes, desta vez a puxei para cima de modo que a carregasse com um braço só, fui caminhando até sua cama e a deitei lentamente sendo puxado por ela logo em seguida, quebrei o beijo lhe encarando, ela sorria como nunca tinha visto antes e podia sentir seu coração acelerado por causa de nossos corpos colados, ela então me olhou bem nos olhos e naquele momento pareceu que a conhecia desde sempre.

Senti uma vontade incontrolável de beijá-la. E foi o que fiz.



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