História Never Say Goodbye - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~gabriela_graham

Postado
Categorias Animais Fantásticos e Onde Habitam, Harry Potter
Personagens Jacob Kowalski, Newton Scamander, Porpetina "Tina" Goldstein, Queenie Goldstein
Tags Animais Fantásticos, Harry Potter, Newt, Newt Scamander, Newtina, Newton Scamander, Onde Habitam, Tina Goldstein
Exibições 343
Palavras 1.408
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Tinha grandes planos pra essa fanfic, mas a princípio farei algo básico e romântico.
Tô apaixonada pelo casal *---* não resisti escrever sobre eles. Espero que gostem s2
Esse capítulo é somente a introdução.

Animais Fantásticos e Onde Habitam é uma obra de ficcção de JK Rowling.

Capítulo 1 - Bem vindo, Newt


Fanfic / Fanfiction Never Say Goodbye - Capítulo 1 - Bem vindo, Newt

 

 

A manhã fria de Nova York chegou acompanhada de um sereno alvorecer verde. Verde?? Desde quando o nascer do Sol é verde?  Espera, não. Não era somente verde. As nuvens mesclavam com azul também. Exatamente como os olhos dele. Os olhos de Sr Scamander.

 Pela janela do pequeno edifício onde morava, eu observava aquela curiosa energia etérea flutuante que se perdia ao céu. Um raro e inesperado momento de cores exóticas pintando a aquarela do universo sobre a cidade acinzentada. 

Esse efeito espectral foi assistido com minúcia pela minha pessoa até que o Sol banhasse o horizonte de concreto por completo, trazendo o dia definitivo. O grande dia do retorno de Newt. Suspirei,  pois eu tenho visto as cores das íris de Newt em pequenos detalhes, sempre.

O que é isso? Devo estar perdidamente apaixonada, desde o nosso último encontro até então, tem sido assim, suspiros involuntários, tons diferenciados, paisagens que surgem onde eu menos espero, a magia está no oxigênio que eu respiro, me entorpeço pensando nele,  carente de sua presença. 

Repousei meus olhos sobre a carta que tinha em mãos, que chegou do correio convencional na noite anterior. 

Eu a li e reli várias vezes, por horas, com o coração a mil. Obviamente não consegui dormir direito devido a ansiedade, a manhã despontou e lá estava eu, admirando a curva redonda da caligrafia levemente desleixada do magizoologista, agora também escritor publicado. Sorrisos espontâneos surgiam dos meus lábios, e o pergaminho tremia ligeiro entre meus dedos, minha aceleração cardíaca estava de um jeito louco. Depois de quase um ano, Newt estará de volta!

– ... E eu consigo ouvir os gritos dos seus pensamentos daqui. - Queenie murmurou, me despertando de meus devaneios. 

Eu dei um pulo, me pondo de pé e saindo de perto da janela. A olhei assustada, Queenie se espreguiçava, esticando os braços pálidos pra cima enquanto bocejava apática, com sua camisola leve e longa. 

– Me assustou, Queenie! - exclamei quase sem fôlego.

– Você é que me assustou, inclusive me acordou. - acusou de bom humor. - Está quietinha aí, olhando para o céu, mas de longe pude ouvir os barulhos de sua mente. Quase posso sentir esses arrepios em minha pele, Tina, Tina. - ia falando minha irmã, se aproximando com seu sorriso expressivo. - Há tanta paixão em seu coração que até eu estou animada pelo retorno de Newt.  Quer que eu vá junto buscá-lo? 

– Não precisa.  - falei, desvincilhando. Como se acostumar com isso? Ela já sabia de tudo sem eu nem precisar abrir a boca.  - Eu... não estou preparada, Queenie. - confessei, apreensiva. - Não estou pronta pra reencontrá-lo. O que farei?

– Aja naturalmente! Me deixe ir junto, eu cuido de você caso tenha um desmaio inesperado. - comentou com uma breve risada.

Eu neguei com a cabeça, bastante séria.

– Não, te darei outra missão nessa manhã. Vá pra padaria, traga os melhores pães doces que encontrar, tomaremos café aqui juntos. 

– Sim, senhora! Pode deixar!  - falou de imediato, fazendo uma continência de soldado. - Já virei especialista em buscar pães na padaria, acho que encontrei a profissão perfeita nessa vida além de importunar minha mais velha, e apaixonadíssima, irmã. 

– E qual seria? - perguntei revirando os olhos, mas sorrindo de leve.

– Buscadora de pães doces. - comentou,  se retirando do cômodo para ir se trocar.

Eu não contive meu riso. Há tempos não me sinto tão feliz, o que é isso?! Chega a ser meio assustador. Queenie foi se arrumar pra ir buscar o café da manhã, e eu tentei me preparar psicologicamente para receber Newt no porto. Cogitei verdadeiramente que Queenie me acompanhasse, talvez ela pudesse me passar suporte. No entanto,  mudei de ideia. Embora a amasse acima de tudo, precisava daquele momento com Newt. 

Ah, céus. Newt é tão imprevisível e introvertido que eu nunca sei como reagir perto dele. E quem diga agora, que meus sentimentos se mostrarão tão claros quanto água. Quer dizer, não é segredo que eu esteja louca por ele. Nas cartas que trocamos, não resisti dar alguns sinais. O sr Scamander é inteligente e eu presumo que tenha entendido.

Contudo, preciso me ponderar, o espaço dele é restrito a seus adoráveis animais, e eu não quero acanhá-lo, muito menos pressioná-lo. 

Quando me vi pronta, despedi-me de Queenie e parti para o porto. O grande relógio redondo e parcialmente corroído por maresia no cais anunciava oito da manhã. O navio dele chegaria nesse horário. Os  No-maj passavam e se acotovelavam para reencontrar familiares e amigos. Eu estava entre esse alvoroço. Como previa, a chegada atrasou, e eu permaneci esperando batendo com o saltinho do meu sapato na madeira oca do porto.

A demora somente serviu para triplicar a ansiedade. Eu estrelava os dedos e ajeitava o meu chapéu incontáveis vezes, com os olhos perdidos e tensos em busca de um topo de cabeça ruiva. Em meio a esses minutos sobrecarregados de inquietude, senti algo futucando em minha nuca. Distraída, cocei e afastei seja lá o que fosse, devia ser um mosquito.

Não demorou muito, e uma coceira estranha deslizou pelo interior de meu casaco, em contato com minha pele. Me contorci, me dando conta que havia alguma coisa  se rastejando em mim. Um rápido gritinho de pânico contido escapou de meus lábios assim que a "coisa" surgiu saindo da manga de minha blusa, rapidamente dando a volta em meu pulso para se expor em minha mão. Um pedacinho de graveto verde e fino. Um louva-deus?!

Não! Não era um simples pedaço de graveto verde, muito menos um louva-deus! Era um tronquilho!

– Pickett! - exclamei, com um sorriso enorme. Mas logo o enfiei no bolso, como se nada acontecesse. Deveria mantê-lo escondido. Olhei aos arredores, certificando de que ninguém o viu. 

– Ah, aí está ele. - alguém sussurrou perto de meu ouvido. Aquela voz... Tênue, uma voz calma, mas de sílabas ligeiras que se atropelavam nos lábios de um certo rapaz muito tímido.

Eu paralisei. O timbre invadiu minha mente e arrepiou os confins de minha alma. E devagar, me virei. Nessa hora, por fim, nossos olhos se encontraram, para logo em seguida ele desviar, sem jeito. Era Newt, claro que era, quem mais seria?? Ele, e apenas ele, me causaria isso.  Com seu jeito excêntrico, sorriso encabulado e escondendo a cabeça entre os ombros, soltou a inseparável mala e adiantou para me abraçar. Contudo, parou a poucos milímetros, se atrapalhando todo. 

O riso alegre veio de minha garganta sem que eu percebesse, numa espécie de euforia indescritível. Ele não conseguiria me abraçar, enquanto eu não o fizesse.

– Newt... - suspirei, e meus olhos lacrimejavam.

Me adiantei, e fiz o que ele não conseguiu. O envolvi com meus braços, sentindo o cheiro meio rudimentar que vinha de seu casaco de tecido grosso. Meu coração estava tão acelerado que martelava ao peito, perto do dele, numa sensação maravilhosa de que o mundo havia parado.

– Tina... Como... Como está? Esperei tanto por esse reencontro. 

– Eu também esperei muito por isso, não imagina o quanto. - confessei.

Quando me afastei, pude fitá-lo, contemplar o sorriso singelo e mergulhar nos olhos de cores únicas.  As bochechas magras do magizoologista estavam rubras, e cheio de trejeitos ele enfiou a mão no bolso de minha blusa, retirando dali o seu bichinho.

– Com licença. - disse guardando o animal.  - Esse não é Pickett, acredito que Pickett não desgrudaria de mim para ir até você. 

– Oh, faz sentido. - afirmei, sem graça por ter confundido. -  O que é isso, senhor Scamander. Mal chegou e está perdendo seus fantásticos animais por aí? - fingi rigidez em minha pergunta.

Newt sacudiu a cabeça em positivo, para imediatamente agitá-la em negativo, confuso mas claramente bem humorado. 

– Dessa vez prometo ser mais cuidadoso do que da outra. - disse, agitado.

E sua agitação se refletia na minha. Não, eu precisava contê-lo. Ele não teria com o que se preocupar. Com calma, e inspirando coragem de dentro de mim, elevei minha mão e o segurei no rosto. Esse toque acalmou a respiração dele, e enfim o ruivo me encarou. Seus olhos pararam sobre os meus,  e eu apreciei esses mágicos segundos com todo o meu coração.

– Bem vindo, Newt.  

O sorriso dele se abriu, e eu admirei cada sarda, cada detalhe e cada intensidade daquele bruxo excêntrico que trouxe vida à mim há um ano atrás, para depois partir e me deixar decair em monotonia. Mas, agora perto dele, eu sentia que estava viva novamente.

 


Notas Finais


Como disse, esse foi somente o reencontro, tenho muitas ideias pra essa historia. Então me digam, devo continuar??
Espero que tenham gostado s2
Caso encontrem algum erro me falem.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...