História Never Too Late - Snamione - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Hermione Granger, Severo Snape
Tags Drama, Romance, Shortfic, Snamione
Exibições 314
Palavras 3.782
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OLE OLE OLE OLÁ FLORES DE FORMOSURAS!
Tô muito animada para uma segunda?Sim estou hahaha Acredito que esse capitulo aqui veio para saciar todas vocês: Nico e Snape vs Hermione haueuhae
Ah, tenho que agradecer profundamente vocês por serem leitoras maravilhosas e sempre comentarem <3 Todas vocês tem um espaço especial em meu coração e eu espero estar agradando toda vcs.
Sobre a fanfic A Second Chance for Severus Snape, vou estar postando uma vez por semana e obrigada por estarem comentando lá também <3
Sem, mais delongas... Enjoy <3

Capítulo 8 - "Você nunca contou para ele?"


 

Ver a garota da Corvinal desesperada para falar com o Granger fez com que uma pontada de curiosidade atingisse a cabeça do velho professor de poções. Ainda mais que nas mãos da garota estava o livro de estudantes da sua época que horas mais cedo ele havia pego para atiçar sua suspeita de Nicollas Granger ser seu filho.

Seguindo os dois com passos silenciosos, ele observou a menina falar que estava procurando entre os alunos do ano de 1971 e encontrou um aluno bem parecido com Nicollas. Quando ouviu a conclusão da Corvinal, Snape parou de se esconder e como um furacão foi para a sala de Hermione.

Pela primeira vez em anos a cabeça de Snape estava confusa. Havia um misto de ódio, frustração e alegria. Se Nicollas era mesmo o seu filho, por que esconder isso dele? Hermione não tinha o direito de esconder Nicollas dele.

Subindo na torre leste e entrando sem avisar na sala de Hermione que estava sentada em sua mesa rabiscando alguma coisa no pergaminho.

– Hermione! O que você tem na cabeça? – vociferou fechando a porta com um estrondo.

Desviando os olhos do pergaminho assustada, Hermione se perguntou o que ela tinha feito para provocar a ira de Snape.

– Na cabeça? Cérebro. – disse ela. – O que te dá o direito de entrar na minha sala desse jeito?

Não é uma boa hora para ser irônica, Granger pensou Snape, crispando os lábios.

– Nicollas é meu filho?

Hermione encarava Snape incrédula. Como ele havia descoberto? Será que Nico já sabia sobre Snape? Ela não sabia como reagir. Sentando-se em cima da mesa, Hermione viu a mentira que sustentara por 11 longos anos desmoronar e atingi-la como uma avalanche. A sua vontade era de chorar, de falar que não tinha feito por mal, mas assim que começava a formular alguma desculpa, ela se lembrou de ser enxotada por Snape que dizia que tudo foi somente uma diversão.

– O que você iria querer com o fruto de uma diversão Snape? – começou ela.

– Hermione, não fale besteira...

– Besteira? Besteira! – ela gritou, enquanto avançava sobre Snape. – Você não disse que foi divertido enquanto durou? Você não disse que não precisava mais de mim? Pois bem, eu precisava de você! Mas eu jurei que nunca mais te procuraria.

– Mas esconder um filho? – gritou Snape exasperado. – O que deu na sua cabeça de pensar que eu não iria querer conhecer meu filho? Ainda mais com você!

A cabeça de Hermione girava e sua visão estava turva por conta das lágrimas que ela tentava prender. Quando ela finalmente deixou que elas corressem, olhou para Snape e foi então que percebeu o seu pequeno Granger encostado na porta com uma expressão sombria.

– Nicollas... – murmurou Hermione, indo em direção do garoto. Mas ele apenas se esquivou e olhou para Snape.

– Mãe é verdade? – perguntava Nicollas, quase do mesmo jeito que Snape havia perguntado. O tom de sua voz estava embarga, pelas bochechas brancas podia-se ver marcas de lágrimas que escorriam assim como de Hermione. Eles não sabiam o quanto Nico havia ouvido, mas parecia que foi o suficiente para deixar o menino em estado de choque.

– Nicollas, olhe... – Snape pensava em intervir, mas parou quando Nicollas se virou para ele com um olhar magoado, fazendo o professor de poções parar e sentir seu coração apertado.

– Desculpe professor, mas preciso ouvir isso da minha mãe. – então se virou novamente para a sua mãe. – Afinal, foi ela quem inventou isso tudo.

Hermione não sabia como reagir,  sentia o tom de raiva na voz de seu filho e não tinha mais para onde escapar. Agachando-se para ficar na mesma altura de Nico, Hermione suspirou fundo e olhou fundo dos seus olhos.

– Sim. – os olhos de Nicollas se arregalaram em incredulidade. – Severo é o seu pai.

Um sentimento de descrença atingiu os dois ao mesmo tempo. Nico cerrou os punhos ao lembrar-se de todas as vezes que via seus amigos se divertindo com os seus pais e ele sofrendo por não ter um. Ele odiou a mãe por priva-lo de ter uma companhia paterna, teve raiva de todas as vezes que as pessoas perguntavam por onde estava o seu pai quando a sua própria mãe o escondia a verdade.

– Nico, eu fiz isso porque na época eu e seu pai havíamos... – ela olhou para Severo que estava em choque e continuo. – Havíamos nos desentendidos e como estávamos separados eu pensei que ele não queria ter um filho.

– E ele não queria? – perguntou Nico quase que em um fio de voz.

Ouvir a pergunta de Nico fez com que o coração de Snape se apertasse. Mil crucius não doeriam tanto quanto ver Nico desamparado e necessitado de seu pai. Severo se lembrou de quando era da idade de Nico e ansiava por ter o carinho de seu pai, mas nunca tivera nem algum tipo de afinidade por parte de Tobias Snape. A situação de Nico era semelhante com a dele nos tempos que ele era somente um garoto.

– Ele não sabia. Eu achei melhor não contar para ele.

– Você nunca contou a ele? – exclamou Nico.

Foi ali que Snape percebeu de que a sua chance de voltar para Hermione estava na sua frente e em miniatura. Ser pai de Nicollas não fez com o que Snape se sentisse apavorado ou com vontade de desaparecer. Nicollas Granger era um ótimo garoto e era a mistura perfeita dele e de Hermione.

– Nico, eu realmente não sabia. – começou Snape, que se agauchou ao lado de Hermione e olhou fundo nos olhos semelhantes de Nico. – Se eu soubesse de sua existência, eu juro que seria presente. Sei como deve ter sido difícil para você crescer sem um pai. – Nico ouvia com atenção o seu pai. – Sei que não sou o seu pai dos sonhos, mas posso me esforça.

Ao ouvir aquilo Nico fez algo que Severo nunca pensou que receberia de uma criança, um abraço. Um abraço tão puro, cheio de emoção que Snape retribuiu com seu modo desajeitado, mas sincero.

– Realmente, você não é o meu pai dos sonhos. – disse o garoto sorrindo. – É um pai real.

Deixando um sorriso tomar o seu rosto, Snape soltou o garoto e se sentiu grato por Nico ser tão parecido com Hermione. Sentiu o aperto de seu coração se desfazer e suspirou calmo quando sentiu o abraço se apertar mais.

– Desculpe meu filho. Eu achei que estava te protegendo, mas acho que não foi muito bem o que eu fiz. – desculpou-se Hermione.

Nico queria gritar com a mãe, espernear e falar que toda a culpa é dela. Mas ele sabia que as coisas não eram assim, tinha alguma história por trás para sua mãe ter essa atitude. Afinal, Hermione sempre elogiava o professor Snape e falava que ele não era tudo que ele mesmo deixava transparecer. Qual foi o motivo para Hermione esconder que Snape era o seu pai?

Ele não sabia o porquê, mas teria que descobrir isso depois.

Secando as lágrimas com a costa da mão e sorrindo para a mãe, Nico plantou um beijo no rosto da mãe.

– Tudo bem, mãe. – disse ele. – Você fez o que você achava certo. Bem, só não esconda mais coisas de mim. É horrível ficar no escuro.

– Eu não vou, meu amor.

Prometendo para o seu pequeno, Hermione o abraçou e só o soltou quando três batidas tímidas na porta foram ouvidas. Secando as lágrimas que teimavam em cair, Hermione abriu a porta esse surpreendeu ao ver a pequena Annabeth Pensive com suas bochechas coradas na frente da porta.

– Oi querida! Posso ajuda-la?

Sem jeito, a pequena corvinal olhou de Nico para Snape e corou mais ainda.

– Ahn, eu vim atrás do Nico... Quero dizer Nicollas, professora Granger. – Nico se esforçava para não rir do desconforto da loira. – É que vamos ter aula de herbologia e ele é a minha dupla... Você vem?

Deixando uma risadinha escapar, Nico olhou para o seu pai que observava a cena com um sorriso no canto e não tinha como negar, ele era tão parecido com o professor de poções que não tinha nem como negar.

– Sim, estou indo. – ele passou pela mãe e pegou na mão da corvinal. – Vocês tem muito que conversar. Vamos Annie.

Vendo o seu menino partir para a aula de herbologia, Hermione fechou a porta com uma expressão pensativa no rosto.

– Eu disse que ele gosta dela.

Falou Snape fazendo Hermione acordar para a situação que estava em sua frente. Seu filho acabou de descobrir que seu pai é o seu professor de poções e ela descobre que seu filho esta tendo a sua primeira... paixão? As coisas estavam indo rápido demais para Hermione.

– Ele é muito novo para gostar de alguém, Snape.

– Não, não é. – bufou Snape. – Mas acho que é muito cedo para discutir as relações amorosas do meu filho.

– Meu filho. – ela corrigiu.

– Nosso filho Hermione. – ele disse por fim. – Afinal, você não o fez sozinha, lembra-se?

Corando com a possível insinuação de Snape, Hermione fingiu mexer nos papéis em sua mesa e praguejou por Snape continuar em sua sala.

– O que mais você quer aqui Snape? – murmurou Hermione. – Sim, Nico é o seu filho, mas se você quiser não precisa assumi-lo.

– Pare de fal ar besteira, Hermione. – esbravejou Snape. – Ele é o meu filho e eu vou assumi-lo sim! Você pode me achar um monstro, mas Nico é a prova que eu amei alguém e ainda amo.

Amassando os papéis com força, Hermione se lembrou de que o mesmo homem havia a chutado da maneira mais rude possível.

– Não me venha com suas mentiras Snape. – desprezou Hermione. – Mas se você fala sério sobre Nico, espero que mesmo ele sendo da grifinória você não o destrate.

Snape bufou novamente.

– Por algum momento eu deixei de te amar por você ser grifinória?

– Ahn...

– A resposta é não, Hermione. – ele respondeu. – E Nico é um garoto incrível. É parecido com você e também comigo. Ele é inteligente, ousado e esperto.

Ao ouvir Snape descrever seu filho, Hermione não pode evitar se virar e sorrir.

– Ele arqueia a sobrancelha igual a você. – sem perceber Snape arqueou a sobrancelha e Hermione riu. – Exatamente como agora.

– Mas ele também devora livros assim como você. – ele disse. – Nico é brilhante.

–Ele é.

– Hermione, aquilo que eu disse para você onze anos atrás... – o sorriso de Hermione se desmanchou na hora e Snape viu o brilho divertido sumir dos olhos castanhos. -... Eu fiz aquilo para te proteger.

– Snape, por favor. – ela implorou, abaixando a cabeça para não deixar mais lágrimas caírem na frente de Snape. – Sempre estive em perigo e naquele dia eu iria te contar.

Passando as mãos pelos cabelos negros, Snape praguejou por ter feito aquilo com Hermione.

– Mesmo assim. Você não tinha direito de me esconder o Nico de mim. – disse ele, encarando o chão. – Eu queria ter te visto grávida, o visto nascer e crescer. Droga, provavelmente ele deve considerar mais o Krum do que eu.

– Se essa é a sua preocupação, pode deixar porque Nico acha o Krum um cabeça-oca. E sim, ele usou esse termo. – ela disse enquanto entrava em seu quarto e voltava com um álbum nas mãos. – Você não me deu alternativa, Snape. Mas se te serve de consolo, posso te por a par sobre a vida de Nico.

Pegando o álbum da mão de Hermione, Snape o abriu e olhou com um sorriso as fotos de Nico quando bebê. A pele pálida e os poucos cabelos negros, fazia de Nico um bebê adorável. Passando de foto, Snape teve que rir com a foto de Nico ainda bebê todo melado com chocolate.

– Nesse dia ele tinha subido na cadeira e derrubado um pote de chocolate da mesa. – ela riu lembrando-se da cena. – Sempre que Nico quer uma coisa é difícil de impedi-lo.

– Assim como a mãe. – comentou Snape, passando de foto.

A próxima foto foi a coisa mais linda que o professor de poções já tinha visto. Hermione estava dormindo com Nico em seu colo. A cabeleira morena toda espalhada pelo o travesseiro dava um toque selvagem no rosto delicado da morena, enquanto um Nico bebê acordado brincava com seus cachos esperando sua mãe acordar.

Com cuidado, Snape retirou a foto do álbum e sorriu novamente.

– Posso levar essa foto? – pediu ele. – Eu não tenho nenhuma foto do Nico.

Sem jeito, Hermione olhou para foto e corou. Ela não tinha como recusar, então apenas concordou e deixou que levasse. Snape continuou olhando para a foto e Hermione sentiu que Snape falava a verdade, mas ela ainda estava ferida e de certo modo traída. A grifinória não poderia o perdoar dessa forma.

Enquanto lembrava-se da noite que havia sido descartada, Hermione olhou para o relógio e viu que logo teria que dar aula. Levantando em um pulo, Hermione agradeceu ao tempo, pois se continuasse mais um minuto com Snape naquela sala ela era capaz de enlouquecer.

– Preciso ir agora, Snape. Tenho aulas para dar. – disse Hermione, enquanto pegava alguns papeis de sua mesa e empurrava o homem para fora. – Quando quiser falar de Nico, basta me mandar uma coruja ou um recado. Até mais, Snape.

Vendo a morena sumir pelo corredor com passos rápidos. Olhando novamente para a foto, Snape viu que a sua chance para conquistar Hermione estava naquela foto.

***

– Então? – perguntou Annabeth recebendo um olhar encabulado de Nico.

Eles estavam na aula de herbologia, sentados um do lado do outro fingindo prestar atenção na aula que o professor Neville dava. Nico não podia dizer que não estava abalado, mas ele sentia uma sensação de paz em seu coração por saber quem era seu pai. Tudo bem que seu pai era o tão temido Snape, mas ele não sabia que Nico existia por sua mãe não ter coragem de contar.

– Ele é meu pai. – murmurou de volta.

Annie prendeu a respiração por um segundo e hesitou em falar algo. A corvinal não sabia como o menino estava reagindo a tudo isso, pois assim como o Snape o grifinório conseguia esconder seus sentimentos e reações muito bem atrás de uma carranca impassível.

– E como você esta reagindo a isso? – perguntou ela com suavidade.

Nico abaixou a cabeça, confuso. Ele estava feliz por saber que tinha um pai que poderia se aproximar dele. Mas esse seu pai era o Snape. O mesmo Snape que odiava grifinórios e não era simpático com nenhum tipo de ser humano.

– E-eu não sei Annie. – confessou. – Eu não sei se ele irá me assumir, se ele se aproximará ou simplesmente vai me ignorar.

– Mas você sempre quis saber quem era ele... O que mudou agora?

– O que mudou foi que eu não sei o que vem a seguir.

Ele abaixou a cabeça e praguejou baixinho. Annie colocou sua mão sobre a do menino e Nico correspondeu com um aperto. Alvo que estava de fora observou a cena e de impulso pensou em tirar sarro da cara dos dois, mas vendo a feição de tristeza de Nico ele refreou o impulso e prestou atenção na conversa que seguia.

– Porque você não fala com ele? – propôs Annie. – Você nunca teve medo dele mesmo.

– Medo de quem? – sussurrou Alvo como quem só tinha prestado atenção na conversa naquele instante.

Annie prendeu a respiração antes de esboçar qualquer reação e Nico deixou os ombros caírem em desânimo.

– Do Snape.

– Porque vocês estão falando dele? – estremeceu Alvo

– Porque ele é meu pai. – Nico soltou de vez.

O pequeno grifinório não via razão para esconder do amigo esse segredo, pois logo todos saberiam e ele não queria que Alvo achasse que não confiava nele. Já Alvo tomara um surto com a declaração de Nico

Ele sabia que não havia possibilidade de Nico brincar com a sua paternidade, pois ele sempre quis saber quem era o seu pai.

Liberando o ar com mais cuidado, tentou mostrar apoio para o seu amigo.

– E como você se sente? – perguntou Alvo com a voz branda. – O Snape já sabe disso?

Annabeth e Nicollas não conseguiram esconder o espanto. Nunca que os dois iriam imaginar que o amigo teria tanta maturidade para entender um assunto tão complicado de se entender. Nico imaginava que Alvo receberia a noticia com um espanto e sairia correndo, pois se tratava do temível professor Snape.

– Ahn, sim Alvo, ele sabe. – respondeu Nico. – Mas eu não tive tempo para falar com ele e nem sei se terei. Talvez ele esteja mais confuso do que eu.

– É, talvez ele esteja sim. – murmurou Alvo, pensativo. – Mas quando você quiser ir falar com ele e precisar de apoio, hã, quero dizer, pode contar comigo.

Aquelas palavras foram o suficiente para que Nico voltasse a sorrir. Ele sabia que Alvo morria de medo do Snape e por isso não exigiria que o menino fosse falar com Snape, mas era bom saber que o amigo estaria disposto a enfrentar o seu medo do Snape para lhe dar forças.

– Obrigado Alvo, mas acho que eu consigo superar isso sozinho. – Falou Nico lhe dando tapinhas amistosos no ombro de Alvo.

Alvo soltou o ar aliviado e limpou uma gotícula de suor que ameaçava cair sobre a testa com a costa da mão.

– Graças a Merlin, pois eu não queria ir mesmo.

SG

Sua cabeça estava uma bagunça. Ele tinha um filho com Hermione e ela havia o escondido por 11 anos.

Sua vida estava de cabeça para baixo e ele nem sabia como reagir. Mas ele tinha que saber com o reagir quando todos ficassem sabendo sobre sua relação com Hermione e Nico haveria de encarar várias especulações de seu envolvimento com eles. Era por isso que Snape tinha que falar sobre todas essas revelações com Dumbledore. Ele sabia que o velho direto sabia de tudo que rolava pelo castelo.

Saindo das masmorras como um furacão e foi direto para a sala do diretor. Snape precisava dos conselhos do velho e ele não gostava de admitir isso. Dando três batidas nada tímidas na porta, Snape entrou na sala e encontrou Dumbledore debruçado sob vários pergaminhos.

– Eu ia falar para você entrar, mas acho que seria desnecessário. – bufou o diretor, assim largando os pergaminhos e olhando Snape por cima dos óculos meia-lua. – O que te trás até mim?

– Nicollas Granger é meu filho.

Ele soltou de vez, o que adiantava ficar cheio de dedos com Dumbledore? Mantendo o rosto impassível de qualquer sentimento, Snape encarou o velho diretor sem nenhum medo. O velho diretor fechou e abriu a boca várias vezes antes de falar alguma coisa.

– Ora, isso é uma surpresa.

– Pare de ser cínico, Alvo. – grunhiu Snape. – Pode contar que você já sabia que o menino era meu filho.

Dumbledore deu um sorrisinho por debaixo de toda aquela barba branca. Snape pode jurar que havia uma jujuba presa por debaixo da barba, mas nada comentou.

– Já tinha minhas suspeitas, confesso, mas quem te contou?

Snape desabou na cadeira e massageou as têmporas. Descobrir que era pai de um garoto de onze anos era demais para qualquer homem.

– Nicollas estava pesquisando sobre o seu pai e a srta. Pensive estava o ajudando e desconfiou que eu fosse pai do garoto. – contou o professor. – Mesmo eles não sabendo do meu envolvimento com Hermione, tudo fazia sentido... Até mesmo a data.

O velho diretor coçou a barba branca assim encontrando a jujuba verde que estava emaranhada entre os fios brancos e comeu. Depois balançou a cabeça positivamente.

– Faz sentindo, faz sentindo. – murmurou o velho. – E o que você pretende fazer?

Foi ali que Snape deixou os ombros caírem de desânimo e ele bufou nervoso. Ele pela primeira vez em sua vida não sabia o que fazer e nem como reagir. Ele sabia que Nicollas era um menino inteligente e gentil, sabia ser ácido como ele, mas havia puxado a benevolência da mãe. Nicollas Granger era a mistura perfeita de Severo Snape e Hermione Granger.

Seria impossível não se apaixonar por uma criança assim.

– Acho que o certo é registrar o menino, mas eu não sei muito bem se ele esta de acordo com isso. – Falou Snape.

– Pelo o que eu observo do pequeno Granger, ele não tem medo de você. – comentou o diretor.

Foi inevitável para o Snape esconder a feição de aprovação que surgiu em seu rosto.

– Ele é ousado, acho que é o único que não sente medo ou ódio de mim... Até agora.

– E você deu algum motivo para o menino te odiar? – perguntou Dumbledore.

Snape se pôs a pensar. Sim, ele havia implicado um pouco com o menino no início, mas Nico havia se saído bem e nem se importou com o humor ácido do professor de poções. Mas isso era antes de eles serem apresentados como pai e filho.

– Não que eu tenha dado, mas eu sou Severo Snape. – grunhiu Snape. - Eu nunca vou ser um pai que o menino merece. Vou ser arrogante e ácido a maioria do tempo, nunca iria conseguir ser um pai normal.

– E você pensa isso porque foi criado por Tobias Snape? – contrapôs Dumbledore. – Vamos lá Severo! Essa é a chance que você tem para mostrar para todos que o temível professor de poções tem um coração e que consegue superar de vez a imagem de comensal da morte. Você conseguiu amar Hermione, pois bem, ame a outra parte dela.

As palavras de Alvo Dumbledore o atingiram como um cruciatos. Em sua cabeça passava as imagens de sua infância sofrida por causa de um pai que o maltratava e o batia constantemente. Naquela época, Snape ainda era cheio de vida e esperava que alguém o salvasse daquele inferno... E salvaram! Mas ele ao invés de se tornar uma boa pessoa, sucumbiu ao desejo de poder e logo se arrependeu, pois perderá dois amores de sua vida.

Ele não podia ser um Tobias Snape para o pequeno Nicollas. Ele não podia apagar a chama de alegria que o menino tinha guardado em seu coração.

E foi ali que ele entendeu que se esforçaria para recuperar o tempo com Nico e recuperaria o amor de Hermione. O caminho era árduo, de fato, mas não impossível.

– É, meu jovem. Não é impossível. – disse Dumbledore como quem lesse a mente do homem na sua frente. – Mas seu tempo é curto. Faltam vinte dias para o Torneio de Quadribol começar.

Com um click, Snape acordou de seus pensamentos e levantou em um súbito. Ele não podia perder mais tempo, ele não perderia Hermione para o Viktor Krum ou para Ronald Weasley. Snape tinha que sair na frente e iria fazer isso agora. O professor de poções ia em direção a porta quando foi parado por Alvo.

– Aonde você vai, Severo?

– Eu vou recuperar o meu filho e o amor da minha vida. – Sibilou Snape, fechando a porta com um estrondo.


Notas Finais


Quem não adora um Severo Snape empenhado?? hahahah
Minhas flores vou lá correndo atualizar A Second Chance for Severus Snape e depois prepara o próximo capitulo dessa linda fanfic <3
See Ya!


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