História Never Too Late - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Tags Gruvia, Nalu
Exibições 105
Palavras 1.787
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Trouble


Décimo Ato

Trouble

"I need you, so stay by my side."

Eu não sabia o motivo dele estar com raiva quando atendeu, talvez estivesse enfrentando algum problema e eu o estava atrapalhando. Seria melhor se eu desligasse, mas sabia que se eu fizesse isso, nunca mais teria coragem de ligar de novo, então fui direto ao assunto:

- Você precisa buscar sua camiseta.

[***]


Para ser sincera, eu não esperava escutar o famoso toquinho que informava que a pessoa desligou na sua cara depois de dizer aquilo para Natsu. Por mais que ele se faça de bobo às vezes, eu sabia que de bobo ele não tinha nada, então com certeza deve ter desligado por livre e espontânea vontade.

Mas era exatamente esse "com certeza" que me apertava o coração, depois de tudo aquilo que passamos - mesmo que não seja tanta coisa assim - Natsu seria mesmo capaz de me deixar na mão e me fazer passar por tudo isso sozinha? Ok, eu já sou quase uma adulta, mas isso não quer dizer que eu não mereço apoio, pelo contrário, com o tempo ficamos cada vez mais retardados em relação ao que fazemos e deve ser por isso que fui tão idiota de ir atrás dele, sempre fiz as coisas sozinha mesmo, não seria agora que imploraria por atenção.

Estendi o celular para sua devida dona, que me encarava confusa, e saí dali sem ao menos lhe dirigir nem uma palavra, mesmo que minha expressão denunciava um quê de tristeza.

Subi de volta ao meu quarto e tranquei a porta, logo me reparando com aquela coisa de novo nas minhas mãos... Ah, droga, seria melhor simplesmente jogá-la pela janela para com o tempo se desgastar, mas como isso não era possível por causa de meu cárcere privado, só a joguei encima da cama e enterrei meu rosto novamente nos travesseiros, só que dessa vez sem derramar nenhuma lágrima.

Magnólia, Japão - Natsu Dragneel

Minutos antes da ligação

Aqueles adolescentes idiotas insistiam em jogar coisas no portão da casa de Erza, enquanto a mesma permanecia agachada no chão sendo amparada por Levy.

Depois de ouvir aquele barulho estrondoso quando estávamos na casa dela discutindo sobre o desaparecimento dos nossos amigos, ficamos desesperados e saímos pela porta dos fundos, indo para casa de Cana que ficava logo ao lado. Pelo menos se eles conseguissem invadir a casa, o alvo não estaria mais lá dentro.

Abri uma brecha da cortina e dei uma espiada no lado de fora: aqueles rostos tão familiares da escola faziam um alvoroço na rua, pichando o muro da casa de Erza com dizeres horríveis, além de lançar vários adereços sujando o portão e bombinhas por cima do muro.

Por mais que eu odiasse admitir, eu sabia o motivo daquela bagunça toda: a festa que aconteceu na casa de Sting e Lucy. Em consequência de várias garrafas de bebida alcoólica, Erza e várias pessoas ficaram bêbadas e acabaram perdendo o controle de si, na festa que inicialmente era só para comemorar o final do ano letivo.

O resto só acreditei porque vi com meus próprios.

Enquanto conversava com Lucy para animá-la a respeito de seu amigo, Erza e Loke começaram seu showzinho encima de uma mesa, dizendo que isso melhoraria a festa; mal eles sabiam que isso podia arruinar suas vidas. Ambos começaram a se despir fazendo movimentos sensuais e, por mais que não quisesse deixar Lucy sozinha no meio de toda aquela bagunça, decidi que seria pelo bem maior e saí a procura de Sting para acabar com o furdúncio. Encontrei ele quase atacando uma menina enquanto a beijava. Sem me importar se iria apanhar, arranquei ele de lá ignorando seus protestos.

Ao finalmente chegar no amontoado de gente, Sting parou de me bater para procurar sua irmã, a encontrando debaixo de algumas pessoas. Não fazia ideia de como ela tinha parado lá ou muito menos o porquê de estar sem sua blusa, mas retirei minha camiseta e estendi em sua direção.

Pensei que não podia piorar depois de Lucy e seu irmão quase serem presos, mas me enganei no mesmo dia mais tarde, ao ouvir de dentro do armário que eles teriam que voltar para seu país de nascença.

Fiquei furioso ao vê-lo agredir sua própria filha e teria perdido o controle se ela não tivesse empurrado a porta, impedindo minha saída. Nem deu tempo de Jude sair do quarto direito que eu já estava tentando amparar Lucy.

No calor do momento e com toda minha euforia, senti uma vontade imensa de beijá-la ao olhar seus olhos brilhantes. No começo ela se estranhou, mas logo entrou no clima e nós teríamos nosso primeiro beijo ali mesmo se Sting não tivesse gritado com seu pai, fazendo ela se afastar assustada.

Ambos estávamos confusos, então ela tomou a dianteira da situação e me mandou embora. Apesar de entender seu lado, fiquei muito magoado com sua partida, então fui embora sem me despedir.

E eu me arrependo amargamente por isso. Se eu tivesse segurado ela mesmo contra sua vontade e a obrigasse a ficar comigo, eu não teria que viver nessa agonia de não saber onde ela está e poderia tocá-la até ficar enjoado, sequer que isso é possível.

Despertei de meu devaneio ao ouvir mais soluços de Erza; ela estava realmente desesperada e me sentia horrível de não poder ajudá-la.

Meu celular tocou por causa de mais uma notificação qual nem me deu o trabalho de verificar pois já sabia do que se tratava.

Depois do show que Erza deu com Loke e, consequentemente, com Lucy, todos saíram da casa. Mas o que ninguém esperava era que havia pessoas em plena consciência por lá; não que isso fosse problema, qualquer um faz o que bem entender em uma festa, porém o real motivo de toda essa revolta foi que em minutos o striptease deles foi parar no YouTube, se tornando um dos mais visitados.

Me pergunto o que essas pessoas que julgaram eles fazem da vida, sinceramente acho que nada, já que ficam assistindo porcarias má internet.

Loke não se afetou muito por ser homem e Lucy também não por seu rosto ter ficado borrado na gravação; já a Erza, coitada, foi humilhada perante centenas de pessoas.

Muitos estão fazendo comentários pecaminosos enquanto outros continuam a julgá-la, porque "uma mulher não pode ter este tipo de comportamento". Me dá muita raiva ver que estão jogando a culpa para cima dela ao invés da pessoa que gravou.

Já denunciamos o vídeo várias vezes, mas sempre aparece um novo, até porque ele foi compartilhado por diversas pessoas. Também pensamos em processar o autor do vídeo, "Mas de quê adianta? Ganhar dinheiro às custas de outro sendo que o estrago já foi feito?" - Dizia a ruiva sobre a possibilidade, mesmo com este ser ficar com a ficha suja, ela ainda seria reconhecida como a garota do striptease.

Fui até minha amiga e a abracei forte. Ela não me retribuiu, mas se acalmou um pouco com meu ato. 

Eu passava as mãos em seus cabelos lisos, até que senti meu celular vibrar mais uma vez. Apanhei o mesmo no bolso e meu sangue ferveu ao ver que era um desconhecido. Mais essa agora, só faltava ser mais um idiota vindo me encher o saco para afetá-la.

Atendi a chamada e falei sem cerimônia:

- Quem é?

Depois de uma pequena pausa, pude ouvir a pessoa se pronunciar do outro lado da linha:

- É a Lucy.

Ouvir aquela simples frase fez com que meu coração palpitasse da mesma forma de quando estava prestes a beijá-la, além de me fazer esquecer completamente do que estava acontecendo à minha volta.

- ...Lucy? - Me pronunciei, o que fez com que me sentisse mais relaxado. 

Saí da sala e procurei um lugar mais calmo para ouvir sua voz com nitidez, mesmo isso sendo quase impossível por causa dos gritos vindos de fora.

- Você precisa buscar sua camiseta. 

Mesmo não sendo o que eu queria ouvir, estava estampado o que ela queria dizer com aquilo e isso só fez com que meu sorriso aumentasse mais ainda, porém, antes mesmo de conseguir pensar em uma resposta, sinto mãos me puxando para dentro de um quarto, fazendo com que meu celular caísse no chão com o impacto.

Ao ver que o mesmo havia se desligado no ato, senti meu coração se desmanchar e minha garganta secar, pois sabia que não conseguiria ouvir a voz de Lucy mais; pelo menos não tão cedo. Então tive uma vontade enorme de espancar o culpado, até que isso por um milagre esvaisse minha raiva que já não era momentânea.

Me virei com brutalidade para encará-lo e com os pulsos contraídos prontos para brigar, mas não fui capaz de fazer nada ao ver as lágrimas rolarem pelo rosto de Erza.

- Natsu, você precisa me ajudar.

Londres, Inglaterra - Lucy Heartfilia

Se passaram horas e eu ainda estava deitada na cama sem conseguir ao menos pregar os olhos. Me virei de um lado para o outro na tentativa de dormir, mas foi em vão, pois eu sabia que meu cérebro não me deixaria descansar esta noite.

Meu pai e Lauren já tinham pegado o avião quando desci as escadas para comer alguma coisa na cozinha. Dispensando a cozinheira, peguei uns salgados e comecei a comer assistindo televisão.

Depois de um tempo, já estava morgando e quase morrendo de tédio por não ter nada para fazer. Apesar de termos sidos liberados para finalmente sair na rua, não queria ir sozinha ou muito menos acompanhada de um desconhecido. A tal pessoa que iria nos vigiar - aquela que meu pai havia dito - eu ainda não fazia ideia de quem se tratava e não sei se iria conhecê-la tão cedo.

Subi as escadas de novo e deixei um saco de salgados na porta do quarto de Sting, logo batendo na mesma e saindo em seguida; eu sabia que ele não iria abrir a porta se eu ainda estivesse lá.

Entrei no banheiro e tomei um banho demorado, mas que não me ajudou nada a relaxar. Coloquei uma roupa qualquer e deitei na cama de novo.

Como sempre, não tinha nada para fazer, então fechei os olhos e deixei minha mente viajar até meus amigos. Imaginei todos rindo e se divertindo, o que fez-me sentir algo estranho porque ao mesmo tempo que gostava de vê-los felizes, ficava triste por eles não estarem preocupados comigo.

Como eles estão agora?

Já me esqueceram?

...O Natsu ainda sente falta da ex-namorada?

Antes que eu pudesse afastar esta pergunta inoportuna, ouvi batidas fortes vindas da porta principal. Pensei em continuar deitada e me entregar de vez às minhas tristezas, mas ao escutar um inglês com sotaque japonês, pulei da cama e fui correndo em direção ao hall de entrada.

De primeira pensei que fosse minha imaginação pregando mais uma peça em mim, mas ao ver seus rostos corados por causa do frio e Clark encarando confusa os dois, senti meus olhos marejarem.

- É aqui que mora a Lucy?


Notas Finais


Obrigada por ler ♡

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