História New Beginning - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Exibições 215
Palavras 2.226
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu tive a ideia dessa fanfic no começo de Julho e tive várias ideias para ela desde então. Por estar na correria da faculdade, resolvi esperar ter mais tempo para conseguir postar com mais frequência. Espero que gostem, escrevi com muito carinho.

Capítulo 1 - Nice to meet you


Fanfic / Fanfiction New Beginning - Capítulo 1 - Nice to meet you

Lauren

- Kindergarten, huh? - Disse de forma divertida para a garotinha ao meu lado que levava uma mochila da Minnie nas costas.

Olívia era a coisa mais preciosa que eu tinha na minha vida. A decisão de adotá-la tinha sido a mais acertada nos meus 29 anos de existência e tinha certeza que seria pelo resto de minha vida.

Ser mãe era um sonho que eu nutria dentro de mim desde muito nova. Depois de formada e trabalhando há 5 anos em um excelente cargo em uma renomada empresa de NYC, me inscrevi no programa de "foster care" (no Brasil seria algo parecido com o programa de Família Acolhedora). Foi difícil me aceitarem por eu ter pouco mais de 25 anos e ser solteira, mas eu insisti e mostrei que era capaz.

Eles tinham me avisado que como meu perfil era de certa forma, amplo, eu seria contatada entre seis e nove meses. Entretanto, cinco meses depois de ter sido aceita e aprovada no programa, em um dia chuvoso e extremamente frio, Olívia chegou em minha casa. Nunca me esqueço quando abri a porta para a assistente social; ela tinha Olívia nos braços e a menina extremamente magra me encarava com a expressão assustada, “Espero que consiga dar conta dela, senhorita Jauregui, ela foi muito negligenciada. ”

Olívia passou os dois primeiros dias apenas chorando e dormindo, eu não sabia mais o que fazer. Eu já estava beirando o desespero, já estava a ponto de chorar junto com ela quando eu finalmente percebi o que estava acontecendo. Olívia só precisava de amor, carinho e atenção, e isso, eu tinha de sobra. A pequena de olhos azuis não precisava que eu a deixasse dormir em um quarto só para ela, ela precisava dormir comigo em minha cama segurando a barra da minha blusa. Ela não precisava ter diversos brinquedos, ela só precisava que brincássemos juntas. Tivemos um match perfeito. Ela chegou para ficar por alguns meses, mas felizmente acabou ficando para a vida toda. 

Era engraçado como o destino atuava em minha vida. Eu tinha falado que aceitava até duas crianças de 4 anos e não me importava com cor ou sexo. Eu esperava ter minha casa com dois irmãozinhos correndo e brincando, achava que as pessoas nos olhariam com curiosidade na rua por eu ser tão nova e ter junto comigo duas crianças tão diferentes de mim, mas nada disso aconteceu, pelo contrário, antes do tempo previsto eu fui surpreendida com Olívia. Ela era uma bebê quando chegou, tinha pouco mais de 1 ano e ainda não andava ou sequer tentava falar. Olívia estava muito abaixo do peso e tinha a feição triste. Hoje eu olhava a garotinha ao meu lado e custava a acreditar que era a mesma. A Olívia de hoje não lembrava em nada aquela bebê. Minha filha tinha a pele pálida como a minha, mas tinha cabelo loiro e olhos azuis, os olhos mais profundos do mundo. Sua expressão era extremamente feliz. Olívia era um pouco mais baixa que seus colegas de classe, mas era extremamente corajosa e inteligente. Olívia era meu tesouro, era meu bem mais precioso, era o maior orgulho que eu tinha em minha vida.

- Acho que estou pronta, mamãe. - Ela me deu a mão. 

Depois de deixar minha menina na escola, corri para o escritório. Eu tinha me formado em Yale em administração de empresas possuindo um ótimo currículo acadêmico. Um dos meus professores, Sr. Dereck, me indicou para a empresa de um amigo. Eu comecei de baixo como uma estagiária ainda na faculdade, mas eu sabia o que eu estava fazendo e tinha garra. Em poucos anos eu tinha conseguido construir uma carreira sólida naquela empresa, chegando ao cargo mais alto que eu poderia alcançar: a diretoria. Eu trabalhava muito, mas o meu cargo me permitia, além de ter um padrão de vida luxuoso pelo alto salário, ter alguns benefícios. Eu podia, de certa forma, moldar o meu horário de trabalho e isso era excelente pois aproveitava todo o meu tempo com Olívia. Algumas vezes eu tinha que trabalhar em casa até de madrugada, mas valia a pena.

A tarde no escritório naquele dia específico tinha sido extremamente cansativa. A diretoria teve uma longa reunião com investidores coreanos que estavam irredutíveis sobre valores que apresentávamos para eles. Eu tentava, como sempre, ser o mais objetiva possível, mas Philipe, o mais novo diretor, tinha necessidade de parecer simpático e acabava atrasando todas as reuniões que tínhamos.

Como em qualquer trabalho, nós tínhamos alguns “problemas”. A maioria das pessoas do meio em que eu trabalhava, principalmente por ser um cargo alto, tinham ganância no olhar por mais simpáticos que tentassem parecer. Tinha dias que eu saía de lá me sentindo carregada emocionalmente por tanta falsidade que o ar possuía. Alguns se salvavam, claro, mas Philipe era a pessoa que eu mais odiava daquela empresa.

Eu e Philipe começamos quase ao mesmo tempo na empresa, mas em setores diferentes. Eu sabia quem ele era porque fui por um bom tempo a “novata” do meu setor e Philipe do dele, meus colegas se diziam sortudos por me terem lá ao invés de Philipe, pois todos do setor dele reclamavam do jeito “insuportável” que ele possuía. Ele era inegavelmente inteligente, porém, ele fazia questão de querer se mostrar e nunca percebia o quão inconveniente ele era em vários momentos. Philipe nunca tinha feito nada diretamente para mim, ele não era louco a esse nível, mas eu já o tinha visto várias vezes sendo extremamente desrespeitoso com pessoas em cargos inferiores. Eu sabia que Philipe era ganancioso e não ia se importar de passar por cima de qualquer um para alcançar o topo. Eu já estava na diretoria há dois anos quando um dos diretores resolveu se aposentar, nós nos reunimos para decidir quem seria a melhor pessoa para assumir o cargo e fui voto vencido quando votei contra Philipe. Lá estava ele há pouco mais de um mês.

Aquela reunião acabou se estendendo um pouco mais do que o esperado e fez com que eu me atrasasse para buscar Olívia, felizmente ela continuava na mesma escola do ano anterior e os professores relevavam meus pequenos atrasos esporádicos. 

- Senhorita Jauregui, será que tem alguns minutos para conversar com a diretora? 

- Claro. - Disse um pouco desconfiada.

Ao entrar na diretoria, vi que Olívia estava sentada em uma cadeira balançando as perninhas para frente e para trás. A pequena sorriu genuinamente ao me ver e eu admitia para qualquer um que era aquele sorriso que iluminava todos os meus dias. 

- Boa tarde, Senhorita Jauregui. Sei que é muito ocupada então serei o mais breve possível. - Assenti - Temos alguns alunos novos na escola esse ano e uma menina em especial na classe de Olívia. O nome dela é Eve e ela veio do México há pouco tempo, como você pode imaginar, ela ainda não entende inglês muito bem. Ela teve um pouco de dificuldade de se enturmar no intervalo e foi empurrada por Will. Olívia ao ver isso, empurrou Will. Foi uma coisa pequena, é claro. Mas como a senhorita sabe, repudiamos qualquer ato de agressão, por menor que ele seja. Afinal, violência não se combate com violência.

- Com certeza. 

- Já conversamos com as crianças e com as outras mães e está tudo resolvido. Apenas achei importante deixá-la a par da situação já que é uma mãe tão presente.

- Agradeço por ter me contado, diretora Fields. - Apertei a mão da mulher e saí da sala com Olívia me seguindo. 

Demos poucos passos até e eu parar para me abaixar, ficando na mesma altura de Olívia. 

- Quer dizer que temos uma valentona aqui? - Apertei seu nariz a fazendo rir - Fico orgulhosa por você ter defendido sua amiga, mas não pode defendê-la batendo em outra pessoa, entendido? - Olívia concordou - Bater é errado, mamãe sempre te fala isso. 

- Eu sei, mãe … - Olívia dizia baixinho. 

- Da próxima vez, você chama a professora. Combinado? 

- Combinado! 

- Com licença, Lauren Jauregui? - Senti falarem atrás de mim e me levantei. 

- Sim, posso ajudá-la? 

- Meu nome é Camila Cabello - ela esticou seu braço e apertamos as mãos - Eu sou a mãe da Eve, fiz questão de esperar você chegar para nos conhecermos. 

Camila Cabello. Ela tinha traços latinos, a pele dourada, cabelo escuro e ondulado. Ela usava um tubinho preto que realçava, era impossível não notar, sua volumosa bunda. Seus olhos eram grandes, castanhos e extremamente expressivos, senti um certo arrepio quando nossos olhares se encontraram. Ela carregava uma grande bolsa no ombro direito e vi uma menininha escondida atrás de suas pernas, apenas com metade da cabeça para fora me olhando com certo receio. 

- Hola pequeña! Como estas? - Disse me abaixando novamente. A menina arregalou os olhos ao me escutar falando em espanhol. 

- Eu te disse! - Olívia colocou sua mãozinha em meu ombro. - Mamãe é muito inteligente e fala espanhol.

Me levantei com Olívia no colo.

- Acabei de saber do acontecido e sinto muito. Mas fique tranquila, felizmente aqui é uma escola muito inclusiva, ela logo estará bem. – Ofereci um sorriso para Camila que correspondeu na mesma hora.

- Mamãe, a Eve pode ir brincar na nossa casa hoje? 

Olívia tinha uma feição triste com os olhos azuis caídos e um biquinho nos lábios. Ela sempre fazia essa cara para me pedir as coisas e ela definitivamente conseguia tudo comigo. 

- Camila, nós moramos perto daqui, gostariam de se juntar a nós para o jantar? 

 

Camila

O prédio em que Lauren e Olívia moravam era extremamente luxuoso e assim que entramos no apartamento, me surpreendi ainda mais. O apartamento era muito amplo, mas com poucos e sofisticados objetos. Ele era claro e tinha um ambiente extremamente acolhedor. 

- Caso queira ligar para o seu marido se juntar a nós, esperamos ele para o jantar. - Sorri em sua direção. 

- Eu sou viúva. 

Vi a mulher a minha frente arregalar um pouco dos seus olhos verdes e sorri pela sua reação. 

- Eu sinto muito pela indelicadeza. 

Enquanto as meninas brincavam dentro do apartamento, sentei na sala com Lauren. Ela abriu uma garrafa de vinho enquanto esperávamos a comida chegar e a acompanhei tomando uma taça. O tempo que a comida levou para chegar foi bom para que nos conhecêssemos.

Ao perguntar para Lauren sobre um quadro na sala, mergulhamos em um universo completamente paralelo em que ela me explicou tudo sobre ele; desde o pintor até o estilo renascentista da pintura. Pela forma com que ela falava, repleta de conhecimento e felicidade por estar compartilhando isso com alguém, era notório que ela era uma amante das artes. Por conta disso, não pude deixar de levar um susto quando ela me contou que era da diretoria de uma das maiores empresas de investimentos de New York City. 

Ao ajudá-la a colocar os pratos na mesa, reparei que ela só tinha separado louça para quatro pessoas jantarem. 

- Você não é casada com o pai de Olívia? 

- Eu não o conheço. - Ela disse levando a taça até a boca mais uma vez. Eu devo ter feito uma cara extremamente assustada porque pude escutar sua risada logo em seguida - Adotei a Olívia há pouco mais de 4 anos. 

Ter ouvido aquilo fez meu coração se encher de alegria. Eu tinha o sonho de adotar uma criança desde que era nova e achava a adoção o maior gesto de amor do mundo. 

- Isso é lindo. - Disse tocando o seu braço e ela sorriu para mim. 

Lauren Jauregui tinha a pele pálida e olhos tão verdes que pareciam ser de outro mundo. Ela era uma admiradora de artes, tinha um gosto extremamente sofisticado e era claro o quanto gostava de crianças. Lauren não aceitou um único dólar meu quando a comida chegou e por mais que eu insistisse, ela seguia dizendo que ela tinha nos convidado, então nada mais justo do que ela pagar. 

O jantar tinha sido repleto de risadas das mais novas. Conversávamos em inglês, mas ao menor sinal de que Eve não entendia alguma coisa, Lauren não hesitava em falar em espanhol, sendo seguida por Olívia que apesar de ser uma americana nata, tinha um espanhol incrível para uma criança de 5 anos. 

- Como você fala espanhol tão bem, Olívia? 

- Mamãe e abuela me ensinaram. 

- Tenho origens cubanas, minha mãe falou espanhol comigo a vida inteira. – Lauren deu de ombros - E como vocês vieram parar em NYC? - Aquela era a pior pergunta que Lauren poderia ter feito no jantar. 

- PAPA! - Eve disse extremamente feliz. 

- Sim, meu amor. Seu papai era americano. - Dei um sorriso fraco fazendo um carinho em seu rosto.

Eu não precisei falar mais nada, Lauren percebeu que tinha algo errado e logo mudou de assunto da melhor maneira possível. 

- Quem quer sorvete de sobremesa? 

Lauren foi delicada o suficiente para não tocar mais no assunto pelo resto da noite, ela preferiu conversar sobre um assunto que tínhamos em comum: a escola das meninas. Ela começou a me contar sobre as comemorações, os professores, os outros alunos da classe e suas famílias. Foi um assunto leve e calmo para aquele final de noite. 



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