História New Beginning - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Exibições 173
Palavras 2.390
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Dinner


Sábado 

- Eu gostei dessa, mamãe. - Olívia apontava para uma orquídea azul. 

-É linda, Olívia. Mas é muito chamativa. - Dei uma pequena risada sendo seguida por ela - Que tal a amarela? Gosto muito dessa. 

- Acho que elas vão gostar! - Ela batia palminhas.

- Então será essa! 

Eu sabia que Camila e Eve não tinham uma situação financeira tão confortável, mas fiquei um pouco surpresa ao entrar no prédio em que moravam. A vizinhança não era de todo ruim, mas o prédio era bastante velho e parecia nem se encaixar naquela área da cidade. Olívia apenas sorria extremamente animada por ir visitar a amiga e parecia não notar nada. Crianças são realmente puras. 

- A gente trouxe para você, tia Camila. - Olívia tentava erguer o mais alto que podia o arranjo da orquídea. 

- É linda, Olívia, muito obrigada. - Camila se abaixou para pegar o arranjo e deu um beijo no topo da cabeça de minha filha. 

- Eu trouxe o vinho, como prometido. - Sorri simpática.

- Tia Lauren! - Eve veio correndo e pulou no meu colo, me fazendo ter que equilibrar a garrafa de vinho. 

- Olá, pequena! Tudo bem com você? - Beijei a bochecha da menina que balançou a cabeça em concordância. 

Assim que a coloquei no chão, a latina menor pegou a mão de Olívia e a levou para seu quarto dizendo que já estava tudo pronto para elas brincarem. 

- Meu maior medo era que Eve demorasse para fazer amigos na escola, hoje percebo que foi à toa. - Camila sorriu para mim - Entre, Lauren. 

O apartamento era muito pequeno e simples, mas diferentemente do exterior do prédio, era bem arrumado e aconchegante. Percebi que não tinha errado ao levar uma orquídea uma vez que percebi pequenos detalhes com flores perto da janela da sala. Dei alguns passos na direção da cozinha.

- Precisa de ajuda com algo? – Eu tinha as mãos em meus bolsos. Fazia tanto tempo que eu não ia na casa de alguém que eu já não conhecesse bem que de certa forma eu me sentia como se não soubesse mais me comportar em ambientes desconhecidos.

- Já está tudo encaminhado, assim que o forno apitar, poderemos jantar. – Camila se levantou após observar o forno - Espero que gostem de comida mexicana. - A latina me olhou com certo receio. 

- Espero que tenha feito em grande quantidade, eu e Olívia amamos comida mexicana. - Disse de forma divertida. 

Camila veio até mim com duas taças na mão. Eu sabia que a etiqueta dizia que não devemos levar um vinho gelado para um jantar pois o anfitrião já deve ter as bebidas escolhidas. Porém, como eu tinha avisado antes que levaria o vinho, eu sabia que havia grandes chances de Camila servi-lo e se tinha uma coisa que eu odiava, era um vinho que não estivesse gelado. 

- Esse vinho é diferente dos outros dois que tomei na sua casa? - Camila disse enquanto servia as taças. 

- Sim, esse é um pouco mais forte, mas como amanhã é domingo, acho que não teremos problemas. Eu conheço de vinhos e esse é realmente muito bom, mas de acordo com o jantar de hoje, acho que errei um pouco na escolha. - Dei de ombros. 

- Por que? 

- Já que teremos um jantar mexicano, eu deveria ter trazido uma garrafa de tequila. 

Camila deu uma gargalhada tão alta e espontânea que foi impossível não a acompanhar. 

- Esse vinho é bom. - Camila disse após dar o primeiro gole - Você é uma empresária, ama artes e vinho. O que mais faz para se divertir? 

- Parece ser uma vida tão chata assim? - Camila arregalou um pouco os olhos. 

- Não! Meu Deus, não! Não me leve a mal, Lauren! - Eu queria rir do desespero dela mas mantive a pose séria - Eu só queria puxar assunto, saber quais são seus hobbies. 

Não pude deixar de dar uma pequena risada. 

- Falando assim, parece uma vida meio monótona mesmo. - Dei mais um gole no vinho - Eu gosto muito de andar de bicicleta no Central Park, gosto de levar Olívia para passear, para fazer piqueniques, para ir em feiras livres, ir em museus. Uma das coisas que eu mais amo é que Nova Iorque tem uma agenda cultural muito rica; quase toda semana vou até algum espetáculo de dança, alguma peça de teatro ou algum musical. Ah! Eu gosto de cozinhar sobremesas! Eu e Olívia até pensamos em trazer alguns cupcakes, mas não tínhamos todos os ingredientes em casa. - Fiz uma cara sentida e Camila riu - Eu marco jantares com meus amigos, tanto em casa como em restaurantes, eu realmente aprecio fazer uma boa refeição. Também gosto muito de ler, assistir filmes, coisas normais. Acho que uma das coisas que eu mais gosto é de viajar e Olívia é uma ótima companheira de viagem! Ela ainda é pequena então as vezes falta um ou dois dias na escola e visitamos minha família, fazemos viagens curtas, essas coisas. - Dei de ombros. 

- Não parece tão monótona assim. - Camila riu - Parece, na verdade, bem agitada. – A latina estava de lado no sofá me encarando - Eu e Eve moramos aqui há pouco mais de 2 meses e sinto que não conhecemos nada. 

Escutamos um grito e nos levantamos na mesma hora largando as taças na mesa de centro. Segui Camila até o quarto e quando chegamos lá, encontramos Olívia e Eve pulando na cama gargalhando. Uma delas caía e gritava enquanto a outra continuava pulando até parar para ajudar. A cama estava completamente bagunçada, a colcha já estava quase no chão e as duas não paravam. 

- Olívia! - A pequena não parava de pular dando risada - Olha a bagunça! Vocês não querem brincar de outra coisa? - Eu tentava segura-las e elas riam mais alto enquanto pulavam para trás na tentativa de eu não as alcançar. 

- Tia Lauren! - Eve gritou quando a segurei e começou a rir. 

- Vamos jantar! - Camila disse batendo palmas e consegui finalmente agarrar Olívia que ainda não tinha parado de pular. 

Camila era muito boa na cozinha, a comida estava realmente deliciosa. Não me lembro de ter comido tantas tortillas, burritos e tacos como nesse jantar. O recheio de cada um dos pratos era extremamente saboroso e estava tudo quentinho, tudo fresco. Me surpreendi quando Camila me contou que até os nachos tinham sido preparados por ela. Nachos esses que Olívia devorou com carne e cheddar, os olhinhos até brilhavam de satisfação. 

- Eu achei que sabia cozinhar, mas você está de parabéns, Camila. 

- Tia Mila, eu gostei muito da sua comida! - Olívia disse dando mais uma mordida em seu burrito. 

- Vamos ver se vocês também vão gostar das sobremesas! 

Após o jantar, Camila nos serviu com sobremesas típicas do México, polvorón e garapiñados. Eu nunca tinha experimentado nenhum dos dois, mas foram completamente aprovados por mim. O jantar realmente tinha sido totalmente mexicano. 

- Só faltou eu ter trazido a tequila. - Disse extremamente baixo para que só Camila ouvisse e a latina soltou uma gargalhada que me fez sorrir largo. Eu não sei se era o vinho pois esse era um pouco mais forte e já estávamos terminando a garrafa, mas me peguei observando Camila e ela era extremamente bonita. Ela era muito delicada, suas feições, seus gestos. Sua pele era de uma tonalidade linda e os cabelos negros ondulados caíam perfeitamente bem nela. 

- Responde, mamãe! - Olívia me tirou de meu transe. 

- O que? - Falei assustada e Camila riu fraco. 

- O que é tequila? - Era incrível como Olívia não deixava passar nada. 

- Tequila é uma bebida só para adultos, crianças não podem tomar. 

- Igual o vinho? 

- Isso mesmo. 

- Meu papi bebia tequila quase sempre. 

A feição de Camila que estava tranquila e divertida mudou na mesma hora em que Eve pronunciou a palavra "papi". Sua fisionomia endureceu no mesmo instante. 

- Olívia e Eve, que tal vocês brincarem mais um pouco? Daqui a pouco nós vamos embora, então aproveitem! 

As duas menores saíram correndo deixando Camila e eu a sós. Eu não sei o motivo, mas ver a latina naquele estado me deixou com um aperto no peito. Pela conversa que tivemos nos jantares anteriores, eu já tinha percebido o quanto ela era batalhadora e o quanto amava Eve e se esforçava para dar o melhor para ela. Mas toda vez que a menina dizia algo do pai, a expressão de Camila mudava. Cada vez que algo do passado era retomado, Camila endurecia. Eu não sabia o porquê, mas realmente queria ajudá-la. Queria que ela confiasse em mim para talvez desabafar, se precisasse. Mudei de cadeira ficando ao seu lado e assim que toquei em seu braço, Camila me olhou. Os grandes olhos castanhos carregavam tristeza, ressentimento. 

- Tudo bem? - Ainda tinha a mão em seu braço. 

- Eu, bom, é difícil. - Camila deu uma piscada longa seguida de um suspiro profundo - Vai ficar tudo bem. - Ela sorriu com a expressão extremamente cansada.

Eu conhecia Camila há pouco tempo, admito. Mas sentia que ela era uma pessoa confiável desde o primeiro momento em que encarei os grandes olhos castanhos. Eu sentia algo muito bom por ela. Eu gostava da sua companhia e não podia deixar isso passar em branco porque isso era raro levando em conta que eu sempre tive um escudo muito grande para deixar as pessoas se aproximarem de mim.

Eu fiz o que parecia certo, o que eu sentia que era certo. Me levantei e a puxei delicadamente em minha direção, dando um abraço nela. Camila me pegou de surpresa por ter retribuído com tanta força. Naquele segundo eu tive certeza que tinha feito a coisa certa, ela precisava daquilo, ela precisava de um pouco de carinho. Eu era excelente em cuidar de crianças, mas com adultos as coisas eram um pouco diferentes. As únicas amigas que eu realmente abraçava e grudava quando encontrava eram minhas amigas de escola e faculdade. Ally, Normani e Dinah. O trio era minha maior riqueza, mas nossa amizade foi construída com o tempo; nós crescemos e amadurecemos juntas ao mesmo tempo em que construíamos nossa relação de amor, carinho, afeto e irmandade. Eu tinha outras amigas, alguns casais de amigos, mas nada muito íntimo. 

- Obrigada por isso, Lauren. - A latina disse quando nos soltamos. 

- Você agradece demais. - Disse tirando uma mecha que tinha caído em seu cabelo. 

Camila me encarou profundamente, não desviava seus olhos dos meus um único segundo. Eu realmente não entendia porque encara-la e admira-la me dava uma sensação tão boa. E isso estava me deixando um pouco agoniada. 

- Fiquei muito feliz por vocês terem vindo, espero que a gente possa repetir mais vezes. - Camila disse baixo, estávamos extremamente próximas.

- Sempre que vocês quiserem ... - Dei um passo em direção a Camila, nos deixando quase coladas.

Levei minha mão esquerda até seu pescoço e senti a latina estremecer com o toque, não pude deixar de sorrir por essa reação. Eu aproximei meu rosto do dela e olhei seus lábios finos e delicados como ela. Levantei meu olhar para encarar seus olhos e percebi que nada neles me diziam para parar de fazer o que eu queria. Então encostei meus lábios nos seus. Céus! Parecia que uma corrente de adrenalina tinha me atingido. Na mesma hora senti a mão esquerda de Camila na minha cintura me puxando para mais perto dela. Entreabri um pouco meus lábios como se pedisse permissão para Camila e ela prontamente retribuiu meu gesto fazendo a mesma coisa e virando sua cabeça na direção oposta à minha. Minha língua tocou a sua e pensei que ia desfalecer na mesma hora. Nossas línguas trabalhavam tão bem, em uma sincronia tão boa que parecia que já tínhamos nos beijado inúmeras vezes. Minhas mãos se perderam nos cabelos negros, eu não queria parar de beija-la. Quando o ar nos faltou e fomos obrigadas a nos separar, demorei um pouco para abrir meus olhos e assim que o fiz, encontrei os castanhos me encarando. Os seus olhos estavam como eu gostava, sem carregar sentimentos ruins. Camila tinha um sorriso no canto dos lábios que a deixava mais adorável ainda. Encostei minha testa na sua. Eu não sabia as consequências que esse beijo traria, mas não me arrependia. 

- Mama! 

O grito de Eve se aproximando fez com que eu me afastasse rapidamente de Camila. Porém, a cadeira estava atrás de mim e fez com que eu me desequilibrasse, me fazendo cair com tudo em cima dela. Camila começou a rir do meu desequilíbrio e eu a segui, sua risada era contagiante. 

- Pode falar, filha. 

- Quero que Olívia durma na nossa casa. - Camila me olhou. 

- Eve, hoje ela não pode - a menina fez bico - mas vamos marcar outro dia, eu prometo! 

- Então amanhã a gente pode brincar juntas? – Olívia já estava ao lado de Eve. 

Me levantei da cadeira passando a mão na minha bunda e fazendo uma careta de dor enquanto via que Camila segurava o riso. 

- Amanhã nós vamos almoçar com as suas madrinhas, lembra? - A menina sorriu largo - Já sei. – Lembrei de um detalhe - De manhã nós vamos dar uma volta no Central Park, vocês podem brincar juntas lá. 

Olívia e Eve olharam para Camila com olhares pidões e expectativa, a latina logo sorriu. 

- Nos encontramos às 9:30? 

- Combinado! – As meninas davam pequenos gritos de alegria - Bom, acho que chegou nossa hora. – Olhei em direção as menores - Olívia, dá um abraço na Eve e na Camila e vamos para casa. 

Olívia e Eve se abraçaram contentes e depois a pequena foi correndo abraçar as pernas de Camila que se abaixou para abraçá-la direito. A pequena Eve também se despediu de mim antes de voltar para o quarto. Olívia apertava impaciente o botão do elevador enquanto eu me despedia de Camila. 

- Nos vemos amanhã então. - Eu nem sabia como me despedir dela.

- Até amanhã. - Ela disse me puxando pela mão e dando um beijo no canto dos meus lábios. 



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