História New Beginning - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Exibições 169
Palavras 2.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Obrigada por estarem acompanhando :) Dinah, Normani e Ally entram mesmo na história a partir desse capítulo!!

Capítulo 5 - Fairfield


Fanfic / Fanfiction New Beginning - Capítulo 5 - Fairfield

As 10 em ponto, Dinah estacionou em frente ao meu prédio. Ela nunca na vida tinha sido pontual, pelo contrário, sempre tinha sido a pessoa mais atrasada que eu já tinha conhecido. Porém, assim como eu e Ally, Normani detestava atrasos e fez Dinah mudar seu jeito rapidinho. Podia ser qualquer dia e horário, mas Dinah e Normani sempre desciam do carro para cumprimentar Olívia e a mim com abraços calorosos antes de irmos para qualquer lugar. Olívia era completamente apaixonada por suas madrinhas e o sentimento era totalmente recíproco, eu não podia ter feito escolha melhor. 

Conheci Dinah logo no meu segundo dia de aula na faculdade e foi a melhor pessoa que eu poderia ter conhecido naquela fase da minha vida. Algum tempo depois eu a apresentei para Normani e Ally; ela se deu tão bem com as duas, se encaixou tão perfeitamente em nosso grupo que as vezes eu até sentia ciúmes dela com Ally. Ela e Normani sempre foram muito próximas e no segundo ano engataram um romance. Três anos atrás as duas se casaram em uma cerimônia tão linda que só de lembrar, lágrimas me vinham aos olhos. Elas se amavam demais, eram um casal excepcional. 

- Porra, Lauren! Não é possível! - Dinah disse irritada e eu arregalei os olhos por ela estar falando palavrão no carro - Olívia está dormindo, eu sou uma ótima madrinha e você sabe disso. - Ela disse me olhando pelo retrovisor. 

- Mas do que você está reclamando? 

- Eu já te perguntei 3 vezes se você prefere voltar hoje à noite ou se podemos votar amanhã de manhã e você não me responde. 

- Vamos voltar amanhã, eu prefiro. 

- Você não parece estar muito bem, Lo. - Mani falou se virando para trás. 

- Estou cansada, mas logo estarei melhor! – Dei um sorriso fraco.

Fiquei atenta o resto do caminho e fomos conversando durante a viagem até chegarmos no estado de Connecticut. 

Dinah Jane, como sempre, chegou buzinando desesperadamente enquanto estacionava o carro na frente da casa de Ally, qualquer dia os vizinhos ainda jogariam uma pedra no carro dela. Ally logo apareceu pela porta e veio correndo em nossa direção. 

Ally era a mais baixa de nós 4, o que rendia diversos apelidos vindos de Dinah que era a mais alta. Ally era a pessoa mais doce que eu conhecia na minha vida; ela tinha um coração tão grande, era tão pura, tão genuinamente feliz que eu tinha vontade de abraçá-la e nunca mais soltar. Quando ela nos contou que se mudaria para Fairfield, chorei demais pela distância que ficaria da minha pequena. 6 anos depois e ainda sentia falta dela, mas felizmente nos víamos com muita frequência. Por ironia do destino, Ally se casou com Adrian, um homem que era quase 30 cm mais alto que ela. Adrian era um fofo e fazia um par sensacional com Ally. Eles tinham um filho, Tommy, um menino de 4 anos que Olívia considerava um primo. 

- Larga ela, Dinah! Eu tenho ciúmes! 

- Minha Lauren. - Ally veio em minha direção e me abraçou forte. - Senti tanto a sua falta. 

- Volta para Nova Iorque, por favor. - Eu falava isso toda vez que visitava Ally, quem sabe um dia dava certo? 

- Não vou voltar para Nova Iorque, mas tenho uma surpresa para vocês!

Enquanto eu ajudava Ally na cozinha, Dinah e Normani ficaram brincando com Tommy e Olívia na sala, elas também eram madrinhas do mais novo.

- Tudo bem. - Dinah chegou batendo palmas na cozinha para chamar nossa atenção - Já sei que Peter voltou, mas não sei quem é tia Camila nem Eve. - Arregalei os olhos - Você tem muita coisa para nos contar, Lauren. 

- M-ma-mas - gaguejei - Como? - Estava extremamente surpresa. 

- Você sabe que sou a melhor madrinha do mundo. - Dinah saiu depois de dar uma piscada. 

Depois do almoço, Adrian saiu com Olívia e Tommy para que nós quatro pudéssemos conversar. 

- Antes da Lauren começar, eu tenho uma coisa para contar para vocês! 

- Lauren te convenceu a voltar para Nova Iorque? - Mani perguntou extremamente feliz e meus olhos chegaram a brilhar pela possibilidade. 

- Não, gente. Não pretendo voltar para Nova Iorque, muito menos agora que a família vai aumentar. 

Todas arregalaram os olhos. 

- Não … - Eu disse com as mãos na frente da boca encarando a barriga de Ally. 

- Sim! - A pequena passou a mão pela barriga - Eu estou grávida de 12 semanas. 

Euforia. Essa era a palavra. Eu, Dinah e Normani estávamos eufóricas, não parávamos de beijar a barriga de Ally e abraçá-la, aquela tinha sido definitivamente a melhor notícia do mês! 

- Ally, eu estou tão feliz por você! 

- Que bom, Lo. Porque eu queria saber se você aceitaria ser a madrinha dele.

Eu paralisei. Ally tinha me escolhido para ser madrinha? Ally era um dos meus bens mais preciosos da vida, ser madrinha do filho dela seria uma honra tão grande que meus olhos se encheram de lágrimas. Fui correndo abraçar minha pequena. 

- Eu aceito. Meu Deus! Ally, eu não acredito. É lógico que eu aceito! 

Ainda ficamos longos minutos conversando com Ally sobre a chegada do mais novo membro da família antes de Dinah entrar em um assunto que eu estava tentando evitar.

- Tudo bem, agora queremos saber de Peter, Camila, Eve e sei lá mais quem que tenha entrado na sua vida. 

Os três pares de olhos se voltaram para mim. 

- Vocês sabem quem é a Eve. É a nova amiguinha da Olívia, a mexicana que é da classe dela. 

- Tem razão, Olívia nos falou sobre ela. - Mani disse prontamente e Dinah concordou. 

- Camila é a mãe dela. - As olhei - O que exatamente Olívia falou? 

- Que vocês estavam no parque e que Camila e Eve tiveram que ir embora porque Peter tinha chegado. 

- Não surtem, por favor. - Respirei fundo - Eu, bom, Olívia não sabe disso, okay? Eu-eu, eu e Camila, nós meio que estávamos tendo alguma coisa.

- O QUE? - Ally se levantou. 

- Há quanto tempo? - Mani perguntou também surpresa. 

- Acho que faz umas 3 semanas. 

- Você está de romance há quase 1 mês e não contou para gente? - Dinah perguntou indignada. 

- Eu, gente, calma! - Respirei fundo - Foi tão natural que eu não sei. - Olhei para as três - Parem de fazer essas caras, assim eu não consigo contar as coisas! 

- Você vai contar com a gente fazendo cara ou não! 

- Olívia e Eve são melhores amigas. Camila é viúva e se mudou com Eve para Nova Iorque há uns 3 meses. – Comecei a pontuar tentando criar uma sequência lógica na minha cabeça - Nós nos aproximamos por causa das meninas, tudo fluiu tão naturalmente que quando eu reparei, eu já estava com elas quase todos os dias. As meninas estudam juntas, nós moramos perto, Camila é viúva, eu sou solteira. - Dei de ombros - Ela é muito delicada, encantadora. A gente se beijou um dia em um jantar - senti minhas bochechas corarem - e simplesmente fomos levando. As meninas não sabem, ninguém sabe. Era uma coisa só nossa, muito íntima, muito leve. Nós quatro nos encontrávamos e enquanto as meninas brincavam, nós ficávamos juntas. - Recebi um olhar malicioso de Dinah - Não desse jeito. - Revirei os olhos - Nós só nos beijávamos, conversávamos, assistíamos filmes juntas. Ela é uma excelente companhia. Eu estava começando a me acostumar com isso …. De qualquer forma, acho que ela nunca mais vai querer me ver depois do que Peter fez hoje. – Suspirei.

- Eu não sei o que aquele branquelo fez, mas já quero socar a cara dele. - Normani disse com certa raiva. 

- Ele surgiu hoje no parque, do nada, depois de 10 meses! Do nada! Eu nem sabia que ele tinha voltado, na verdade, eu achei que ele ficaria no mínimo uns 3 anos em Londres! Enfim, eu precisei buscar uma coisa e deixei Olívia com ele por questão de minutos. Quando voltei, ele tinha engatado uma conversa com Camila e falado para ela que nós temos um relacionamento. 

- Filho da puta! 

- Dinah Jane! - Ally repreendeu. 

- Liga para ela. Agora. – Dinah falou firme.

- Não vou ligar. É uma situação delicada! Ela deve estar me achando uma aproveitadora. Justo eu! - Coloquei a mão na testa. 

- Por isso mesmo que você vai ligar e vai chamá-la para assistir um filme ou seja lá o que vocês fazem. 

 

Camila 

Saí do Central Park com tanta raiva que não sabia nem o que pensar. Assim que entramos em casa percebi que Eve me olhava com uma cara completamente confusa. Abracei minha menina com todo meu amor, Eve era tudo que eu tinha na vida, tudo que eu fazia era por ela e para ela. 

- Sinto muito por não termos ficado no parque. Vamos passear hoje em um Museu, vamos conhecer lugares novos! 

Eve aproveitou muito nossa tarde, ficou completamente encantada com tudo que viu. Lauren tinha razão, Nova Iorque tinha uma agenda cultural muito rica e eu tinha que aproveitar isso com Eve. O Museu de Arte Moderna tinha mapas especiais para as crianças e era realmente interativo. A pequena aproveitou muito e assim que chegamos em casa, ela apenas tomou banho e caiu exausta na cama. Tinha sido um dia extremamente divertido e agitado. 

Fui para a cozinha e peguei uma garrafa de vinho que Lauren e eu ainda não tínhamos terminado e servi em uma taça. Lauren. Era incrível como em tão pouco tempo alguém podia se tornar tão presente em sua vida. Olhei a taça em minha mão, também era assustador como podíamos adotar hábitos de outra pessoa tão rapidamente. Lauren tinha uma elegância descomunal, eu chegava a tremer na base pela pose firme que ela tinha. Ao mesmo tempo, ela era doce e extremamente calma. Lauren aceitava todos os meus carinhos e era carinhosa na medida certa. Nós nunca chegamos a conversar sobre o que estava acontecendo entre a gente porque era algo tão confortável que parecia não ter necessidade. Agora eu vejo que era necessário. Se eu soubesse que Lauren tinha um outro relacionamento, se eu soubesse que Lauren tinha um namorado, passei a mão pelo rosto, só de lembrar disso eu ficava irritada. Eu nunca teria me aproximado dela da forma que me aproximei se soubesse de tudo isso. Ficar perto dela era muito bom, ela me trazia calma e eu sentia que tudo daria certo, que tudo ficaria bem. Eu sentia que meu passado era só o passado e nunca mais me atormentaria. Eu sentia que era digna de ter uma pessoa amável ao meu lado e até de ter uma nova relação, uma relação saudável. Pensar que eu tinha sido uma mera diversão ou distração para Lauren me fazia mal. Tomei mais um gole da bebida gelada. “Sempre devemos tomar vinho gelado, Camz.” Os pequenos ensinamentos inundavam minha mente. Camz. Lembro da primeira vez que ela tinha me chamado assim.

- Já escolheu o filme? – Entrei na sala e Lauren estava esparramada no sofá com uma coberta.

- Só falta você do meu lado, Camz. – Deitei ao seu lado e lhe dei um selinho.

- Camz? – Sorri – Nunca ninguém me chamou assim.

- E-eu e-u – Lauren era tão branca que ao menor constrangimento era possível ver um leve tom de rosa em suas bochechas.

- Eu adorei. – Beijei sua bochecha – Eu adorei de verdade, Lolo.

Lauren passou seu nariz pelo meu pescoço e abraçou minha cintura, eu amava ficar perto dela.

Fim do Flashback

Tratei de afastar esse pensamento da minha mente. Eu não era nenhuma adolescente, pelo contrário. Eu e Lauren éramos adultas, éramos mães, tínhamos deveres e responsabilidades, eu não poderia deixar essa história me abalar. 

Fiquei observando um ponto fixo da sala de casa completamente imersa em meus pensamentos quando o som do meu celular me tirou do transe. O nome de Lauren aparecia na tela. 

Lauren 

- Ela não está atendendo, já tocou duas vezes. 

- Coloca no viva voz! - Dinah disse rápido puxando o celular da minha mão. 

- Tá bom, mas fiquem em silêncio porque 

- Alô? 

- Cam-Camila? 

- Sim, Lauren. - A voz era fria. De nada lembrava a voz doce de Camila. 

- E-eu, eu - Olhei desesperada para as minhas amigas em busca de ajuda e vi Dinah mexendo os lábios falando sobre Peter - Eu queria te falar sobre Peter e 

- Você não precisa me dizer nada, Lauren. Ele já me contou bastante coisa. Ah! - Camila pareceu lembrar de algo - Obrigada pela dica do Museu de Arte Moderna, Eve adorou. - Sorri ao escutar isso apesar da voz de Camila permanecer indiferente. 

Dinah fazia sinal em minha frente e Normani murmurava algo sobre jantar. 

- Eu fico feliz que vocês tenham gostado. Vocês não querem jantar em casa na quarta? 

- Agradeço o convite mas farei extra para o Senhor Henry. 

- Então pode ser qualquer outro dia, eu realmente 

- É melhor não. Nós duas sabemos disso. 

Um silêncio se instaurou até Ally me cutucar falando um "não desiste" extremamente baixo. 

- Camila, nós ainda teremos que nos ver por causa das meninas e 

- Eu sei disso, nunca deixaria que nada interferisse na amizade delas, muito menos coisas nossas. Domingo nós nos veremos no Central Park as 9:30 como sempre fazemos. Boa noite, Lauren. 

Fim da ligação. 

- Você com certeza será a passiva dessa relação. - Dinah disse como se fosse a coisa mais normal do mundo arrancando gargalhadas das outras duas. 

- Você é ridícula, Dinah Jane.


Notas Finais


Adoraria saber o que vocês estão achando.


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