História New History, New Reality - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Anko Mitarashi, Araya, Areia de Ferro (Satetsu), Asuma Sarutobi, Chiyo, Chouji Akimichi, Chouza Akimichi, Darui, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Gyuuki, Haku, Hana Inuzuka, Hanabi Hyuuga, Hidan, Hinata Hyuuga, Hiruzen Sarutobi, Hizashi Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ibiki Morino, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Jiraiya, Jiroubou, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Kakuzu, Kankuro, Karin, Karui, Karura, Kiba Inuzuka, Kidoumaru, Killer Bee, Kimimaru, Kin Tsuchi, Kisame Hoshigaki, Kizashi Haruno, Konohamaru, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Maito Gai, Manda, Mangetsu Houzuki, Matsuri, Mebuki Haruno, Mei, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Mito Uzumaki, Moegi, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Oonoki, Orochimaru, Pain, Pein, Personagens Originais, Rikudou Sennin, Rin Nohara, Rock Lee, Sai, Sakon & Ukon, Sakumo Hatake, Sakura Haruno, Samui, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikaku Nara, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shisui Uchiha, Shizune, Shukaku, Suigetsu Hozuki, Tayuya, Temari, TenTen Mitsashi, Tsume Inuzuka, Tsunade Senju, Udon, Yahiko, Yakumo Kurama, Yugao Uzuki, Yugito Nii, Zabuza Momochi, Zetsu, Zouri
Tags Arrependimento, Minakushi, Narukura, Naruto, Outra Realidade, Uzumaki-namikaze Himiko
Exibições 620
Palavras 11.160
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Ecchi, Esporte, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Luta, Romance e Novela, Saga, Super Power, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Heiheihei! Aqui estou eu mais uma vez! Foi mal por eu não ter conseguido fazer dois caps nessa semana, mas a gente se arranja como pode, né? Bom, espero realmente que gostem desse cap, me esforcei bastante para faze-lo e, infelizmente, muito provávelmente, no cap que vem, teremos apenas batalhas. eu sei que alguns de vocês podem achar um tanto quanto brochante, mas simplesmente não vai dar pra evitar, se não eu vou acabar fazendo um cap com mais de 20000 palavras e aí não dá, por isso já peço desculpas adiantadas. De todas as formas, espero que gostem e comentem. Até sábado que vem!

Capítulo 8 - Eighth If Someone Dies For You, Smile!


Eighth – If Someone Dies For You, Smile! If You Don’t Smile, The Deads Will Cry Too

Não demorou muito para que o grupo chegasse na casa de Tazuna e, com a a juda e Tsunami, a filha do construtor, conseguiram acomodar Kakashi em um dos pequenos quartos do local, restando apenas aguardar pacientemente que o albino despertasse.

Naruto, exausto do jeito que estava, mal esperou que Tsunami arranjasse outro futton (colchão fino) para ele, só se encostou em uma parede no mesmo quarto que Kakashi e acabou por apagar do jeito que estava, com um pouco de sangue seco no rosto e rasgos nas roupas. Sakura até mesmo pensou em acorda-lo, mas não conseguiu, compadecida pelo esforço que o loiro tinha feito contra Zabuza, assim como adimirada para com o mesmo, deixou que ele dormisse em sua postura senera, sendo gentil o suficiente para pegar um dos cobertores que Tsunami havia pêgo para Kakashi, e cobrir o loiro.

Feliz ou infelizmente, Kakashi não demorou muito para acordar, chamando um pouco da atenção de Tsunami e Sakura, que logo se aproximaram.

– Ah, você acordou, Sensei. Como se sente? – A mulher perguntou, preocupada com seu hóspede e salvador de seu pai.

– Meio acabado, mas vou ficar bem – Kakashi disse, dando um suspiro cansado e pesado. –  Não vou conseguir me mexer por um tempo, mas não é nada com que tenha que se preocupar.

– Ainda bem – Sakura suspirou, aliviada. – Mas Sensei... o Sharingan é incrivel e tudo mais, mas se ele pressiona o senhor tanto assim, vale à pena continuar o usando?

– O desgaste físico e mental é mais pela falta de costume do que o uso em sí – Kakashi comentou calmamente. – Realmente, eu tenho que me esforçar muito para usa-lo, mas inimigos que me forçam a tal ponto como Zabuza são realmente poucos.

– Mas esse tal Zabuza não parecia tão forte assim – Sasuke comentou, falando pela primeira vez, no cantinho Smith do quarto enquanto tentava manter a sua pose de foda. – Se até mesmo o dobe foi capaz de derrota-lo...

– É isso que pode parecer para você, mas nessa sua análise acabou por ignorar três fatores, Sasuke – Kakashi comentou, um tanto quanto avoado. – Primeiro: seu colega enfrentou um clone que não tinha nem mesmo metade da força do original, segundo: Zabuza simplesmente subestimou quase que totalmente Naruto,o que deixou várias brechas que o mesmo conseguiu aproveitar, e por fim: ele conseguiu isso graças ao trabalho de equipe.

– Quando o senhor diz trabalho em equipe, está se referindo ao Naruto e aos clones dele, não é, Sensei? – Sakura perguntou, um tanto quanto cabisbaixa. – Já que eu e o Sasuke-kun não fizemos nada pra ajudar.

– É aí que você se se engana, Sakura – Kakashi respondeu calmamente. – Se lembram quando Naruto pediu para não interferirem na luta? Por conta da decisão de vocês em confiar nele, e terem decidido proteger Tazuna, Naruto pôde lutar sem preocupações e alcançar seu objetivo – mesmo por debaixo da máscara, Sakura e Sasuke conseguiram sentir que Kakashi estava sorrindo. – Pode não parecer, mas isso é trabalho de equipe.

– Aquilo foi realmente impressionante, devo adimitir – Tazuna comentou, falando pela primeira vez desde que chegaram. – Esse baixinho relamente me surpreendeu, e sem falar que, do jeito que aquele cara era forte, nós vamos poder ter um pouco de paz por enquanto.   

– Falando nisso, aquele garoto era um Oinin, não era? – Sakura perguntou, um tanto quanto curiosa.

– Desculpe a curiosidade, mas oque viria a ser um Oinin? – Agora foi Tazuna quem expressou sua dúvida.

–É um membro de uma das facções especiais da ANBU (Ansatsu Senjutsu Tokushu Butai, ou Esquadrão Especial de Assassinato e Tática), responsáveis por caçar e eliminar Nukennins – Kakashi disse calmamente. – Sua principal missão é capturar o Nukennin vivo ou morto e, se no caso ocorrer a segunda opção, se livrar completamente do corpo para que os segredos da vila jamais sejam revelados.

– Segredos? – Tsunami se intrometeu.

– Sim, Tsunami-san – Kakashi respondeu de forma categórica. – O corpo de um ninja está repleto de segredos, o que o torna uma fonte riquíssima de conhecimento para qualquer vila inimiga – Kakashi se sentou em uma posição mais confortável. – Capturando um ninja inimigo e analisando seu corpo é possível descobrir tipos de chakra, medicina e até mesmo linhagens avançadas de uma vila – o albino apontou para sí – por exemplo: se eu fosse morto e meu corpo caísse nas mãos de um inimigo, os segredos de minha linhagem com certeza seriam descobertos e usados contra Konoha, e o trabalho de um Oinin é justamente evitar que isto ocorra, eliminando rapida e silenciosamente qualquer coisa que possa ser usada contra a vila.

– E pensar que o corpo do Zabuza está sendo fatiado em algum lugar... – Sakura murmurou, sentindo um calafrio lhe ccorrer pela espinha. – Medonho...

                                                                                                       *****

Agora, vários quilômetros de distância da casa de Tazuna, o mesmo Oinin de antes estava ajoelhado ao lado do corpo enorme de Zabuza, com um jogo de instrumentos cirurgicos á sua direita e a Zambatou pousada no chão à direita de Zabuza.

– Pois bem... – o Oinin comentou consigo mesmo, aproximando a mão do rosto de Zabuza. – Primeiro precisamos tirar essas bandagens e depois drenar um pouco do sangue...

– Esquece! Eu mesmo faço isso! – Zabuza rosnou, interrompendo o Oinin e segurando o pulso do mesmo com força.

– Oh... então já acordou? Como se sente? – O Oinin perguntou calmamente.

– Como acha que eu me sinto? – Zabuza resmungou, arrancando as agulhas de seu pescoço e afastando as bandagens de seu rosto conforme se sentava com certa dificuldade. – Sabia que você é muito sacana às vezes?

– E você é muito descuidado – o Oinin retrucou. – Pode acabar morrendo se arranca-las desse jeito, sabia?

– Tá, tá, já entendi – Zabuza resmungou e logo depois olhou de canto de olho para o companheiro. – E até quando pretende usar essa máscara ridícula? Tira logo isso!

– Ah... ela me lembra dos velhos tempos, sem falar que nos foi bem útil naquela situação – o Oinin comentou, levando a mão à mascara e a retirando calmamente. – Além disso, se eu não tivesse interferido você estaria realmente morto agora.

Numa falta de descrição melhor, Haku poderia fácilmente ser tido como belo. Certo, seu rosto era delicado e fino, quase igual ao de uma mulher, tendo nariz afilado, sobrancelhas finas e delicadas e olhos castanho-claros. Com certeza, seria muito fácilmente confundido com uma mulher.

– Tudo bem me colocar em estado de morte temporária, Haku... – Zabuza comentou, colocando as faixas de volta no lugar. – Mas usar os pontos no pescoço? Não podia ter usado um lugar mais seguro?

– Talvez sim, mas nesse caso o pescoço foi o local mais seguro que encontrei – Haku comentou calmamente. – Não tem muitos músculos, o que facilita acertar os pontos de pressoa, isso sem falar que você iria reclamar ainda mais se eu usasse outro ponto no seu corpo e acabasse marcando sua pele... mesmo que não faça muita diferença agora, com todas essas queimaduras- Haku encarou o corpo do mais velho por um momento. – Aquele Jounnin deve ter um Katon bem forte pra conseguir te causar tudo isso...

– Isso não foi feito pelo Kakashi – Zabuza rosnou, totalmente raivoso. – Foi um dos alunos dele, o loiro... com toda certeza o mais perigoso de todos os três e é também um diamante bruto, esperando para ser lapidado – o moreno encarou Haku pelo canto do olho. – E também é um dos combatentes mais veloses que eu já encontrei... talvez consiga te acompanhar, Haku.

– Sim, eu notei – Haku comentou, vendo Zabuza tentar se levantar. – Vai ser realmente interessante enfrenta-lo, já que ele parece ser bem forte, mas  é melhor não se mecher muito – logo estava servindo de apoio para o maior. – Esses ferimentos vão te deixar de molho por pelo menos uma semana... talvez duas. Vai ficar bem da próxima vez?

– Da próxima vez eu vou esmagar aquele espantalho ambulante e aquele olho cheio de truques e vou destroçar aquela cabeça de milho com as minhas próprias mãos! – Zabuza rosnou, com toda a fúria que tinha.

                                                                                                *****

Na casa de Tazuna, Kakashi despertou de repente, parecendo um pouco confuso e até mesmo incomodado, colocando uma mão sobre o rosto, movimento que atraiu a atenção de seus alunos que, em um pequeno momento de preocupação, se aproximaram. Esceto por Naruto, que parecia pensativo de mais para o seu normal.

– O que foi, Sensei? Está tudo bem? – Sakura se pronunciou, preocupada com Kakashi.

Droga, que sensação é essa? Kakashi se perguntou. Sinto que estou esquecendo alguma coisa importante... mas o quê?

– Nee, Kakashi-sensei, eu posso perguntar uma coisa? – Naruto perguntou, se pronunciando pela primeira vez desde que chegaram.

– O que foi, Naruto? – Kakashi perguntou de forma totalmente automática, mal prestando atenção em seu aluno.

– Eu sei que pode parecer meio que paranoia minha, mas não foi muita coinciência? – Naruto perguntou, chamando a atenção de todos. – Sabe, aquele Oinin ter chegado assim, do nada como se já estivesse lá a um bom tempo, acertando o pescoço de Zabuza bem no momento em que o senhor ia matar ele... muita coincidência, não acha?

– E o que lhe fez chegar à essa conclusão? – Kakashi perguntou, estreitando os olhos enquanto tentava se forçar a lembrar de algo que realmente tinha esquecido.

– Acho que o senhor já sabe, mas a Aya-nee é uma Iryou-nin – Naruto falou calmamente, chamando a atenção de seus dois colegas. – Ninja médica pra quem não sabe, e ela me forçou à memorizar quase todos os livros que ela tinha sobra a anatomia humana, pontos de pressão, Tenketsus (Pontos de Circulação de Chakra) e aquela baboseira médica toda... por isso eu fiquei aqui, pensando comigo que aquele garoto, o Oinin, chegou na hora perfeita e matou o cara bem antes do senhor matar ele.

– E o que tudo isso tem de mais? – Sasuke perguntou, um tanto quanto intediado.

– Você não entendeu ainda, Sasuke? – Naruto perguntou, com um sorrisinho arrogante no rosto, o que deixou Sasuke um tanto quanto irritado. – Bom, como eu sou bonzinho, vou explicar direitinho... aquele Oinin, foi treinado para saber todos os pontos de pressão e locais mortais do corpo humano e são treinados para fazerem as mortes serem as mais limpas o possível, por isso usam agulhas para o serviço, mas o que me chamou atenção, foi onde o garoto acertou as agulhas no Zabuza.

– No pescoço, certo? – Kakahsi comentou. – Que droga... estou ficando descuidado.

– Da posição em que ele estava, podia ter acertado várias veias e pontos sensíveis no Zabuza, que o teriam levado à morte imediata – Naruto comentou, sériamente. – Mas escolheu justamente o pescoço, o lugar perfeito onde, se jogar com a força e a precisão suficiente, pode colocar uma pessoa em um estado temporário que simula morte.

– Mas não é certo, não é, Naruto? – Sakura perguntou, temendo a situação. – Não tem como calcular tão precisamente da mesma distância em que aquele Oinin estava!

– Talvez sim, talvez não – Naruto comentou. – Se eu treinasse o mesmo movimento, com forças diferentes, de novo e de novo até saber instintivamente como fazer e o que fazer, eu conseguiria fazer o que aquele garoto fez... na verdade, qualquer um conseguiria fazê-lo. Só precisa somar isso ao fato de que ele levou o corpo de Zabuza para outro lugar ao invés de destruir ele totalmente no local em que foi morto... que temos uma chance de cerca de 60% de Zabuza ainda estar vivo.

O silêncio caiu naquele quarto como uma cortina pesada enquanto todos tentavam processar devidamente aquela informação e, como o próprio Kakashi esperava, as reações foram extremamente variadas, com um Sasuke conseguindo esconder bem sua tenção, embora os ombros rígidos de mais denotassem seu nervosismo, um Tazuna e Sakura extremamente apavorados e exaltados, uma Tsunami confusa pois não tinha presenciado ou entendido nada e um Naruto encarando Kakashi de uma forma inquisitiva, esperando uma resposta por parte do albino.

– M-m-maas como isso é possível? – Sakura perguntou, bastante apavorada, por sinal. – O senhor mesmo constou que ele estava morto.

– Sim, eu disse, mas vejam bem, a explicação de Naruto sobre um estado de morte temporária é plausível e provável de mais para ser ignorada – Kakashi falou sériamente. – Vocês três devem ter aprendido na Academia que aquelas agulhas, chamadas Senbon, tem uma chance muito baixa de matar, a não ser que atinjam um ponto vital e, como Oinins são treinados para conhecerem cada aspecto do corpo humano como a palma de sua própria mão – Kakashi suspirou, um pouco frustrado por ter sido superado tão fácilmente por seu prórpio aluno. – Por uma pessoa em estado de morte temporária é algo extremamente fácil para eles, sem falar que todos os pontos de Naruto são claros de mais. Aparecer do nada e evitar que Zabuza levasse uma kunai no coração ou na garganta, atingir o mesmo em um ponto onde difícilmente levaria à morte com uma arma quase não letal, carregar o corpo para longe quando  seu trabalho é destrui-lo no local exato da morte... juntando tudo isso podemos concluir claramente que aquele Oinin estava lá para salvar Zabuza- não mata-lo.

– Posso não ser um ninja, Kakashi-san, mas acho que está exagerando – Tazuna comentou, mesmo que estivesse com um pé atrás em sua própria declaração.

– Exagerando ou não, a prevenção sempre é a melhor defesa – Kakashi declarou sériamente. – Ensinamos isso para nossas crianças desde cedo, sem falar que, com Zabuza vivo ou não, nada garante que Gatô não irá contratar outros mercenários tão poderosos quanto, ou ainda mais do que Zabuza para dar fim à sua vida.

– Kakashi-sensei... quero pedir uma coisinha pro senhor – Naruto comentou, com um sorriso leve no rosto, que desmentia claramente toda a aura negra de Sakki que lhe circulava de uma forma mais ou menos contida. – Não seja capturado, ok? Só complica a vida da gente.

E eu pensando que esse moleque era sinistro antes, Tazuna pensou, se afastando levemente do loiro.

– Vou ver o que posso fazer – Kakashi, mesmo vendo a fúria contida de seu aluno, não resistiu em fazer uma piada. – De todas as formas, vocês precisam se preparar para o que vamos ter pela frente – o albino comentou, ganhando a atenção de seus colegas. – E é por isso que eu tomei a decisão de deixar Naruto encarregado de supervisionar o treinamento de vocês.

– NANI???!!! – Os três exclamaram em unissono.

– O que? Alguma objeção?

– Mas é claro que sim! – Naruto e Sasuke exclamaram ao mesmo tempo.

– Dá trabalho de mais e eu não vou ganhar nada em troca! – Naruto reclamou.

– Duvido muito que esse dobe tenha algo de útil para me ensinar – agora foi a vez de Sasuke se pronunciar.

– Bom, normalmente eu deixaria esta questão em aberto, mas como eu não posso me mover e ainda sou o Sensei de vocês, estou ordenando que Naruto lhes ajude em seu treinamento – Kakashi falou tranquilamente, tirando aquele seu livrinho laranja de seu kit ninja. – Claro, de quem quiser.

– O senhor já sabe a minha resposta – Sasuke disse, com aquele narizinho empinado de sempre.

– Você é quem sabe – Kakashi comentou calmamente. – E quanto à você, Sakura?

– Eu... – Sakura realmente se sentiu inclinada à recusar, dando a mesma resposta que Sasuke, mas de imediato sua mente viajou para os últimos acontecimentos e para o poder que Naruto tinha demonstrado, a fazendo se lembrar que Naruto, definitivamente, não era fraco e que, se ele era assim tão forte, com certeza tinha algo para lhe ensinar. – Eu não me importo, Sensei.

– Muito bem – Kakashi disse, com um sorriso por debaixo da máscara. – Vão logo e achem um bom local para treinar – o almino logo se voltou para Naruto. – Ensine para ela o Kinobori (Escalada) e o Suimen Houkou (Andar Sobre a Água) que tenho certeza que você sabe, Naruto... e um extra também, caso dê tempo.

– Eu não tenho escolha, né? – Naruto perguntou de forma retórica enquanto suspirava pesadamente. – Muito bem, vamos logo, Sakura-chan.

– Acha mesmo que aquele dobe consegue ensinar alguma coisa pra ela? – Sasuke perguntou com certo desdém depois de ver os dois companheiros saírem do quarto.

– Acredite, Sasuke, com todo o poder que Naruto já demostrou e aparenta esconder, não só ela, mas você também poderia aprender muito com ele – Kakashi comentou calmamente, voltando à se deitar.

Enquanto isso, já no bosque que cercava o pequeno vilarejo da ilha principal de Nami no Kuni, Naruto e Sakura caminhavam calmamente enquanto procuravam um bom lugar para treinar. O loiro ia à frente em silêncio, prestando atenção ao redor para encontrar uma clareira, nem que a mesma fosse pequena enquanto Sakura, mais atrás de seu companheiro de time, também se mantinha em silêncio, só que com sua mente à mil, se lembrando dos acontecimentos da última batalha que o loiro enfrentara, tendo um fato chamando sua atenção em especial.

Etto (Bem/Bom), Naruto... o que foi aquilo? – Sakura se pronunciou, não aguentando mais sua curiosidade.

– Do que está falando, Sakura-chan? – Naruto perguntou de forma desentendida sem se virar.

– Durante a luta contra o Zabuza... seus olhos, eles... – Sakura comentou, fazendo Naruto enrrigecer os ombros levemente. – Eu não sei se era verdade o que eu vi, mas eles estavam vermelhos. Tipo, muito vermelhos mesmo. Chega brilhavam no meio da névoa... foi um pouco sinistro.

Ih, rapaz, agora complicou, a Youkai comentou na mente de Naruto. Como vai ser? Vai dizer a verdade, ou vai inventar uma história qualquer?

Droga, eu não sei! Naruto gemeu mentalmente. Ela é minha companheira de time e meio que foi a garota que eu gostei por um tempo, sem falar que cedo ou tarde ela vai acabar sabendo da verdade... e agora, o que eu faço?!

Não pergunta pra mim, paspalho, a youkai retrucou, quase rindo do desespero do loiro, se não tivesse sentido uma pontada de raiva com inveja da rosada quando Naruto comentou que tinha sido dela quem ele gostou antes de se conhecerem. Você quem foi descuidado, então agora vai pagar o pato.

Rimar agora não me ajuda em nada, Kyuu-chan! Naruto suplicou, mas já era tarde, ela tinha cortado a comunicação mental.

– Vamos fazer assim – Naruto anunciou, parando em uma pequena clareira. – Se você completar o treino direitinho, quem sabe eu te conto. 

– Tudo bem, mas eu vou cobrar – Sakura disse, encarando o loiro sériamente, o que o fez dar uma leve risada.

– De todas as formas, aqui será o local de nossa primeira lição – Naruto anunciou, parando na pequena clareira.

– E o que você vai me ensinar?

– Ah, é uma ciosa bem simples, mas bem legal também – Naruto comentou calmamente, apontando para cima. – Vou te ensinar à subir em árvores.

– Subir em arvores? – Sakura perguntou, tentando processar o que tinha sido dito antes de assumir uma expressão irritada. – Que coisa mais tosca, Naruto! Subir em árvores eu sei fazer desde os tempos da Academia!

– Ah é? Então não vai se incomodar de me seguir até o topo desta árvore, não é, Sakura-chan? – Naruto perguntou, com um daqueles sorrisinhos de raposa que dava quando estava aprontando alguma.

Sakura deu de ombros  e os dois caminharam até a árvore apontada por Naruto, sendo que Sakura simplesmente travou no lugar quando viu Naruto apoiar um de seus pés na árvore, começando à caminhar pela mesma como se estivesse no chão mesmo, fazendo o queixo da rosada simplesmente ir ao chão com aquela cena que definitivamente ignorava completamente a gravidade, ficando cada vez mais surpresa enquanto o loiro parava em um galho qualquer e ficava de cabeça para baixo, encarando a mesma com aquele sorrisinho no rosto.

– Como você fez isso?! – Sakrua exclamou. – I-i-i-isso é impossível!

– O papél de um ninja é simplesmente fazer o impossível virar realidade, Sakura-chan – Naruto disse calmamente, saltando para a frente da rosada. – De todas as formas, esta é a primeira técnica que eu irei lhe ensinar, o Kinobori

– O-o que eu tenho que fazer? – Sakura perguntou.

– Primeiro, concentre um pouco de chakra na sola de seus pés, desse jeito... – Naruto disse calmamente, fazendo um selo com as mãos, fazendo qcom que imediatamente uma pequena núvem de poeira se formasse ao redor de seus pés, sendo que os mesmos brilharam fracamente por um momento. – Isso é um pouco complicado, já que a sola dos pés é um lugar bem sensível, o que torna o processo um pouco difícil no início, já que primeiro você vai ter que correr para pegar embalo – Naruto desfez o selo tranquilamente e a nuvem de poeira sumiu. – Se colocar chakra de mais a árvore quebra e te empurra para trás, se colocar de menos, não consegue se fixar e acaba caindo... de todas as formas, as duas situações são bastante dolorosas – com um movimento ágil, puxou uma kunai comum de seu kit ninja e a entregou para Sakura. – Tome, use esta kunai para marcar o ponto mais alto da árvore no qual conseguir chegar e repita o processo até conseguir atingir o topo da árvore... um, dois três... pode começar!

Se o Naruto consegue, eu também consigo, Sakura pensou, encarando a árvore com certa determinação. Ele confia em mim e, mesmo estando aqui por ter sido forçado pelo Sensei, não está me pedindo nada em troca. Não posso decepciona-lo.

Com aquele pensamento, Sakura fez o mesmo selo que Naruto e concentrou chakra nos pés, encarando a árvore com a maior quantidade de determinação que conseguia e logo correu em direção ao tronco, sentindo a aderência imediata de seu pés com o tronco ao tocar na madeira e de imediato ela correu pela extenção do tronco, conseguindo chegar no mesmo galho em que Naruto tinha parado antes. Foi aí que sentiu seu pé escorregar, talvez pela falta de chakra, a fazendo se desequilibrar e cair para trás, não sem antes ter usado a Kunai para fazer uma risca no local em que tinha chegado, só para aí, se ajeitar para conseguir cair de pé.

–É um pouco mais complicado do que parece, não é, Sakura-chan? – Naruto perguntou, sorrindo enquanto encarava o local em que ela tinha chegado. – Se bem que você foi bem incrível para sua primeira tentativa... bem melhor do que eu, devo acrescentar – jamais diria para ela que demorou quase uma semana para conseguir chegar onde ela chegou em poucos minutos. – Acho que até o fim do dia você domina essa técnica.

– V-v-você acha? – Sakura perguntou, encarando Naruto com os olhos brilhantes. Foram poucas as vezes que realmente fora encorajada ou elogiada por algo que fez.

– Claro que sim, Sakura-chan, você –e uma das garotas mais inteligenstes que eu conheço – Naruto disse, com um sorriso aberto e alegre para a rosada.

– Obrigada, Naruto...

– Não me agradeça, só falo o que é verdade –  Naruto disse calmamente e apontou para a árvore. – Agora vamos! Você tem até o fim do dia para subir no topo da árvore, se não peço pro Sensei te deixar sem jantar.

– Isso é golpe baixo!

– Eu sou o seu treinador por enquanto, sem falar que o corpo humano trabalha melhor sobre pressão... então tá esperando  oqeu ? Quer ficar sem comer?

                                                                                                     *****

Enquanto isso, bem longe da casa de Tazuna, mas ainda assim na ilha principal de Nami no Kuni, em um esconderijo especial, Zabuza repousava calmamente, com Haku ao seu lado o tempo todo, velando seu sono e garantindo que nem uma de suas feridas infeccionassem, o que aparentemente fazia com que as feridas aparentassem não demorar muito mais à sarar, deixando a única preocupação que seria o enrrigecimento muscular que se abateria sobre o maior por algum tempo, mas que com os movimentos e exercícios necessários, não demoraria mais de uma semana para que o mesmo voltasse à sua forma de antes de ser derrotado.

Após Zabuza acordar, Haku fez a rotineira troca de curativos e voltou à sua posição de sempre, sentado ao lado de seu mestre em total silêncio, não querendo atrapalhar seu sono. Sono o qual foi arruinado com a entrada de certa pessoa no local.

– Então, até você foi derrotado... – o intruso falou, debochando claramente de Zabuza.

Gatô era, claramente, idêntico a qualquer uma das descrições que os aldeões do país faziam do mesmo. Ele era um homem baixinho e até certo ponto gorducho, enfiado em um terno de luxo com uma gravata longa enfiada dentro do blazer, perfeitamente abotoado. Tinha a pele um pouco bronzeada e cabelo espetado, sem falar que os óculos escuros cobriam seus olhos pequenos e cruéis, sem falar que sempre estava acompanhado de seus dois guarda-costas que considerava mais letais.

O primeiro era bem alto e bastante musculoso, de pele bem bronzeada e com várias tatuagens marcando o lado esquerdo de seu corpo, sumindo em seus cabelos castanhos. O mesmo usava um tapa-olho negro que encobria seu olho direito e trajava um kimono roxo com uma katana pendurada pelo Obi do mesmo. Seu nome era Waraji.

O outro tinha o nome de Zouri. Era consideravelmente menor que Waraji e com a pele bem mais pálida que a de seu companheiro. Tinha cabelos prateados encobertos por um gorro roxo escuro e trajava um casacão azul e cheio de bolsos, uma calça negra de boca larga e um Obi branco na cintura, servinto de apoio para sua katana.

– Mas o que mais me intriga, é não saber se os ninjas de Konoha são formidáveis, ou os ninjas de Kiri é que são patéticos – Gatô provocou, mas recebeu apenas o silêncio em troca, oque o irritou um pouco, o fazendo se aproximar da cama. – Por que está tão calado? Sei que está acordado, então me responda!

Logo levantou sua mão para tocar o rosto de Zabuza, mas o movimento foi bruscamente interrompido por Haku, que segurou firmemente o pulos de Gatô.

– Tire suas mãos imundas dele! – Haku rosnou, apertando aina mais o pulso do magnata.

– Ora seu moleque maldito, me solte! – Gatô exigiu, exasperado por aquela ação, o que só fez com que Haku fosse apertando o pulso do baixinho mais e mais. – Seu pirralho bastardo, está quebrando meu pulso! AAAHHHHH!!!

Assim que Gatô abriu a boca para soltar seu grito de dor, Waraji e Zouri empurraram as katanas para fora de suas bainhas, mas o movimento foi bruscamente interrompido por Haku, que surgiu no meio dos dois em um segundo ambas as armas já desembainhadas contra as gargantas dos mesmos.

Que velocidade/Quem é esse cara? Waraji e Zouri pensaram ao mesmo tempo, inclinados para trás, tentando evitar as lâminas.

– É melhor não me provocarem – Haku ameaçou sériamente, com fúria mal contida em sua voz. – Estou  de péssimo humor hoje.

– Esta é a sua última chance! – Gatô disse, saindo apressado do quarto enquanto segurava seu pulso quebrado, vendo que não era uma boa idéia continuar naquele lugar. – É melhor não falhar, se não nem precisa se incomodar em voltar, entendeu?

– Aquilo não era necessário, Haku – Zabuza comentou de forma meio distraida, mostrando a kunai que mantinha por baixo de suas cobertas depois de notar que Haku havia voltado para seu lugar de costume.

– Eu sei – Haku comentou calmamente, oferecendo um copo com água para o mais  velho, que afastou as bandagens de seu rosto e bebeu calmamente. – Mas ainda é muito cedo para o fim de Gatô, e se ele sumir agora, vai chamar muita atenção para nós... temos que ser pacientes.

– Hum... – Zabuza resmungou, voltando à dormir.

                                                                                                   *****

Depois de algumas boas horas de treino, Sakura finalmente alcançou o topo da árvore que escalava, podendo finalmente descançar sob a sombra da mesma, mesmo que estivesse um tanto quanto ofegante e suada.

– Aqui, Sakura-chan – Naruto disse, jogando um cantil de água para a rosada. – Deve estar com sede, não? Pode beber.

– Obrigada – Sakura disse calmamente, tomando uma bela golada de água do cantil. – Eu completei o treinamento, agora cumpra sua parte do trato.

– Que trato? – Naruto perguntou calmamente. – Até onde eu sei, você não completou o treinamento, mas sim uma parte dele – Naruto teve que se aguentar para não rir da cara de raiva de Sakura. – Sem falar que, durante a nossa época da academia, você não fez muito mais além de me bater e me esnobar, Sakura-chan, por isso, até não ganhar a minha confiança, não vai saber de nadinha sobre mim. Agora vamos.

Jeito esperto de evitar contar uma verdade chocante? Talvez, mesmo que tivesse que apelar para os sentimentos de Sakura e vê-la ficar cabisbaixa ao notar que o que fez várias vezes com Naruto era realmente uma verade.

É, ela não tinha o menor direito de exigir nada do loiro, então apenas decidiu ficar quieta e seguir o mesmo até um pequeno lago que o loiro havia achado no meio do caminho para a clareira.

– O que vamos fazer aqui? – Sakura perguntou, cautelosa e curiosa.

– Aqui eu vou te ensinar outro exercício básico, o Suimen Houkou – Naruto falou calmamente enquanto acumulava chakra nos pés e se dirigia para o lago, andando por cima da água como se estivesse pisando na terra. – É a mesma coisa que o Kinobori, a única diferença é que você tem que ficar trocando constantemente o fluxo de chakra nos pés, senão... bom, você vai literalmente, para o fundo, entendeu?

– Hai – Sakura disse e repetiu o mesmo processo do Kinobori, tentando chegar pelo menos, no mesmo lugar que Naruto, mas infelizmente só conseguiu dar uns cinco paços antes de afundar de vez.

– Eu avisei – Naruto disse calmamente, estendendo uma mão para a rosada, que de imediato a aceitou só para ser surpreendida por um puxão do loiro, que a levou no colo naquele famoso “estilo noiva” para a margem, fato que a fez corar furiosamente. – Você até que foi bem para a sua primeira vez, Sakura-chan, mas não vá com muita sede ao pote, pode acabar pegando um resfriado, sabia?

– H-hai! Não precisa se preocupar comigo! Vou ficar bem! – Sakura disse, totalmente sem jeito pela forma como tinha sido carregada.

– Bom, já que é assim... – Naruto deu de ombros e se sentou tranquilamente na margem. – Vou estar meditando bem aqui, caso precise de alguma ajuda, é só chamar.

Hai, pode ficar tranquilo – Sakura disse e voltou à praticar.

Depois de se certificar que Sakura ficaria bem, o loiro fechou os olhos e em segundos estava em seu subconsciênte, dando de cara com uma youkai raivosa que estava socando com força a árvore/selo que tinha no meio do local, resmungando coisas um tanto quanto incompreensíveis com uma cara ridículamente raivosa e fofa.

– E então? Por que está tão nervosa assim? – Naruto perguntou calmamente, se sentando numa das raizes da árvore.

– Eu não tô nervosa... – A raposa resmungou, socando a árvore de novo. – Você não deveria estar lá, treinando a sua “amiginha”?

O soco que a ruiva acertou na árvore fez com que Naruto encolhesse o corpo um pouco e que a árvore tremesse bastante para que várias das pétalas da cerejeira se desprendessem dos galhos.

Ai, que raposa complicada, Naruto pensou enquanto suspirava pesadamente.

O loiro coçou a bochecha de leve e tirou um pequeno pacotinho de doces de seu casaco. Um daqueles que tinham tubinhos açucarados no sabor tuti-fruti e balançou o mesmo calmamente em frente à ruiva, chamando a atenção da mesma quase que de imediato se moveu para arrancar o pacote das mãos do loiro.

– E então, tá mais calma? – Naruto perguntou, encarando a ruiva, que mastigava os doces com uma carinha animada. – Por que estava tão nervosa?

– Humph! – A ruiva bufou, inflando as bochechas como uma criança.

– Ah, qual é? Não vai mesmo me dizer por que está tão brava assim? – Naruto perguntou, chegando um pouco mais perto da ruiva.

– Não enche! Volta lá pra sua coleguinha de time – a ruiva bufou, ainda evitando contato com o loiro.

– Sério? Tá brava porque eu estou ensinando a Sakura-chan? – Naruto perguntou, quase rindo da ruiva. – É ciúmes? Por isso tá tão brava?

A raposa de imediato corou até o último fio de cabelo, quase se camuflando com o mesmo de tão vermemhlo que seu tosto tinha ficado, fazendo com que Naruto risse de leve, mas logo em seguida a abraçasse, fazendo com que a ruiva corasse um pouco mais ainda, se é que aquilo era possível.

– Vamos, você sabe que eu não gosto muito quando fica assim, de mal comigo – Naruto pediu gentilmente para a ruiva. – Também sei que só está preocupada, mas aqui estou eu dizendo que está tudo bem. Não tem com o que se preocupar.

– Ela vai machucar você... – a raposa murmurou, apertando o loiro contra sí. – Ela vai fazer você se esquecer de mim e vai te machucar... 

– Calma, Kyuu-chan... – Naruto pediu gentilmente, afagando a cabeça da ruiva e ouvindo ela soltar um pequeno ruido de satisfação. – Você me ensinou à me defender, lembra? Me ajudou quando a maioria me virou as costas e estava lá pra me fazer companhia quando eu estava sozinho. Nunca vou me esquecer de você, Kyuu-chan... você é a pessoa mais importante que eu tenho.

– Então é bom cumprir sua promessa, baka – a ruiva resmungou, ainda abraçada ao loiro. – Se você ousar se esquecer nem que seja um pouquinho de mim, vou abrir um ou dois buracos em você.

– Tenho certeza que sim – Naruto comentou, rindo um pouco e se afastando de leve da ruivinha, que parecia bem melhor que antes, com um dos tubinhos açucarados pendendo para fora de sua boca, o que fez o loiro rir um pouco mais. – Agora, se não se importa, eu ainda tenho um trabalho para terminar.

A raposa bufou, um pouquinho irritada outra vez, mas entendeu o papél do loiro. Infelizmente, ele agora era um ninja e tinha suas obrigações.

– Tudo bem... – a raposa resmungou, arriando os ombros de leve. – Mas me invoque lá fora hoje à noite. Tenho a sensação de que a lua vai estar linda hoje.

– Você é quem manda- Naruto respondeu, com um sorriso singelo no rosto antes de desaparecer.

Já fora da mente do loiro, Sakura perdeu a conta de quantas vezes tinha acabado por afundar naquele lago dos infernos, o que a fazia pensar que Naruto realmente tivesse certeza quando tinha dito que aquilo era ridículamente mais difícil do que parecia, o que a fez praticamente desistir de tentar sozinha e ir pedir uma dica para o loiro. E foi exatamente por isso que e aproximou do mesmo.

Sinceramente, Sakuran ão conseguiu não ficar levemente distraida pela tranquilidade e paz que Naruto passava de uma forma quase natural, sentado naquela posição de lótus. Sem falar que se sentiu um pouco desconcertada por ter que atrapalhar aquele momento pouco antes de estender a mão para despertar o loiro, mas o mesmo abriu seus olhos antes mesmo da mão da rosada em seu rosto, fazendo com que a rosada desse um alto salto para trás, assustada e envergonhada com o subito despertar de Naruto.

– Algum problema, Sakura-chan? – Naruto perguntou, um tanto quanto confuso. – Não está com febre, né? Se não não vamos poder continuar.

– N-não é nada de mais! – Sakura rapidamente tradou de dizer, fazendo gestos exagerados com as mãos. – De todas as formas, eu não tô conseguindo atravessar o lago... sempre acabo caindo depois de alguns metros de distância.

– Hum... de certa forma não me surpreendo... fazer esse negócio sem um estímulo especial não é fácil – Naruto comentou, coçando a nuca de uma forma pensativa.

– Estimulo? Que estímulo? – Sakura perguntou, um tanto quanto confusa, só para ver Naruto começar a fazer uma curta sequência se selos de mão.

– Um desse tipo... Katon: Endan (Estilo Fogo: Explosão de Fogo)! – Naruto exclamou, disparando um enorme jato de fogo em direção ao lago, deixando Sakura com uma cara de espanto puro, mesmo que já soubesse que Naruto pudesse usar aquele elemento e, por pura teimosia, ainda achasse que Sasuke era melhor do que o loiro naquilo.

Quando o Jutsu finalmente cessou, uma névoa leve se formava acima do lago, mostrando claramente que aquela água, antes fria, agora deveria estar fervendo muito mais do qualquer fonte termal por perto.

– VOCÊ FICOU DOIDO???!!! – Sakura gritou com todas as forças, dando um potente cascudo no loiro. – COMO É QUE EU VOU TREINAR AGORA???!!!

Ite, Sakura-chan! – Naruto protestou, acariciando o galo que tinha se formado em sua cabeça. – E respondendo à sua pergunta, pode treinar normalmente.

– ME DIZ COMO, SEU IDIOTA! SE EU CAIR NESSA ÁGUA, VOU ACABAR COZINHANDO DE TÃO QUENTE QUE ELA TÁ! – Sakrua protestou de novo, tentou dar um cascudo no loiro, que, sabe-se lá de onde, tirou um capacete e o colocou no último segundo, fazendo com que a rosada chocasse o punho com o metal do capacete. – ITE! ONDE CONSEGUIU ESSA COISA!!!???

– Respondendo à sua primeira pergunta, é só não cair – Naruto falou calmamente, dando de ombros. – E respondendo à sua segunda pergunta, eu peguei na casa do Tazuna. Ele tinha outros três, então pensei que não ia ter problema em ficar com um... até que me foi bem útil.

Apesar da raiva, Sakura sabia bem que o que Naruto falava era a mais simples e clara verdade. Não podia deixar aquele treinamento incompleto e com toda certeza não queria cair dentro daquela água que aparentava estar mais quente do que lava, então tudo o que podia fazer era se esforçar ao máximo.

Respirou fundo e se concentrou o máximo que conseguia e começou a caminhar em direção ao lago, fechando os olhos com força e ignorando tudo ao seu redor. Pra falar a averdade, ela sí sabia que ainda estava no lago por causa do calor que o vapor da água escaldante que tocava em sua pele. E então, depois de alguns instantes, finalmente sentiu o calor ser substituido por uma sensação mais fria e o som de suas passadas mudarem.

Ela tinha conseguido atravessar.

– É ISSO AÍ, SAKURA-CHAN! VOCÊ CONSEGUIU! VOCÊ COMPLETOU ESSA PARTE DO TREINO! – Naruto gritou, do outro lado do lago, pulando e comemorando pelo sucesso da rosada que já tinha aberto os olhos e estava incrédula pelo o que tinha acontecido.

– CONSEGUI! EU CONSEGUI, NARUTO! – Sakura gritou, pulando e comemorando igual ao loiro antes de voltar correndo pelo lago escaldante. – OBRIGADA NARUTO!

Bom, pelo menos deu tudo certo e ela não caiu.

– Não tem de que – Naruto respondeu calmamente, olhando para o céu que já dava seus indícios de que a hora do crepúsculo estava próxima. – Hum... está ficando um pouco tarde, mas eu acho que ainda dá pra te ensinar mais uma coisinha – o loiro rapidamente tirou um pedaço de papél de seu kit ninja e o rasgou em dois, estendendo um para Sakura. – Pegue isto, Sakura-chan.

– O que é isso? – Sakura perguntou, virando o papél ao contrário e o examinando. – Pra que serve?

– Este é um papél especial, criado de uma arvore que foi alimentada a chakra desde a época de semente – Naruto falou calmamente. – A Aya-nee me deu ele por algum motivo que eu não me lembro, mas o que eu sei é que com ele nós vamos descobrir qual é a sua natureza de chakra.

– E o que eu tenho que fazer? – Sakura perguntou, com os olhos brilhando em animação.

– Basta concentrar um pouco de chakra nele, desse jeito... – Naruto falou e concentrou um pouquinho de chakra no papél, o fazendo se cortar na metade e queimar quase que de imediato. – Viu? Isto aconteceu porque meus elementos são vento e fogo e, dependendo de seu elemento, o papél vai reagir e formas diferentes, se cortando ao meio se for vento, queimando até virar cinzas se for fogo, enrrugando se for raio, virando pó se for terra e se encharcando se for água, entendeu? – Sakura acentiu. – Ótimo, agora é a sua vez.

– Hai – Sakura disse e e fechou os olhos, se concentrando o máximo que conseguia.

Após repetir o processo da forma que Naruto indicara, não demorou muito para que a rosada sentisse algo molhar seus dedos, a fazendo abrir os olhos, notando que o papél estava simplesmente encharcado.

– Bom, o seu elemento é água – Naruto falou calmamente. – Acho que vai ser um pouco complicado pra mim, já que não é um de meus estilos principáis, mas podemos por em pratica algumas técnicas que a Aya-nee me passou – o loiro comentou calmamente, tirando um pergaminho de dentro de seu casaco. – Ainda tem muita coisa que você precisa aprender antes de começarmos à passar para os Jutsus, entendeu?

–Certo! – A rosada respondeu, realmente determinada.

                                                                                                  *****

A noite tinha chegado na casa de Tazuna e o próprio junto e Sasuke e Kakashi estavam reunidos ao redor da mesa que tinha na cozinha enquanto Tsunami servia o jantar para o grupo, mesmo que fosse mais do que clara a sua preocupação, já que Naruto e Sakura ainda não tinham voltado e já estava bastante escuro. Isto sem falar na outra pessoa que não via desde a manhã daquele dia, o que só a deixava mais preocupada ainda.

– Já está tarde e o Naruto-san e a Sakura-san ainda não voltaram... – a morena murmurou, não aguentando mais sua preocupação. – Será que estão bem?

– Não se preocupe, Tsunami-san – Kakashi comentou calmamente, lendo seu livrinho laranja que, por meio de segurança, guardava em um pergaminho de selamento para evitar que Rin o destruisse. – eles sabem se cuidar, afinal são ninjas...

Naquele caso, foi só falar dos dois que Naruto abriu a porta da casa, carregando uma Sakura totalmente apagada em suas costas.

– Chegamos – Naruto anunciou calmamente. – Foi tudo nos conformes, Sensei. A Sakura-chan aprendeu o Kinobori e o Suimen Houkou mais rápido do que o previsto e ainda deu tempo de aplicar o teste do papél de chakra com ela.

– Entendo... – Kakashi disse calmamente. – Você ensinou mais alguma coisa para ela?

– Bom, não é como se eu fosse um perito, mas deu pra ensinar uns dois jutsus básicos do elemento base dela – Naruto comentou, dando de ombros. – Suiton não é o meu forte, mesmo que eu consiga usar ele no mais ou menos.

– Opa, opa, pera um pouco! – Sasuke se intrometeu. – Como assim Suiton? Vocè já usa Katon e Fuuton, Dobe! Não tem como usar mais de dois!

– Não é como se eu pudesse usar ele em pleno poder, Teme, sem falar que, de fato, eu não tenho lá muita afinidade para Suiton, por isso eu preciso me concentrar bastante para usar as técnicas até nível C – o loiro respondeu calmamente. – Disso eu ainda não consigo passar, mas foi o sufiicente para, pelo menos, ajudar Sakura à começar o treino elemental... sem falar que o controle perfeito de chakra dela já ajuda bastante.

– Ainda assim, foi bastante coisa, Naruto, obrigado – Kakashi comentou calmamente. – E então? O que achou de ser Sensei por um dia?

– Confesso que no início achei ser bem chato, mas no fim as coisas ficaram bem divertidas – Naruto comentou, rindo de leve ao se lembrar das quedas que Sakura tomou na segunda e na terceira tentativa do treino com o Kinobori.

– Isso não é divertido... – uma pequena voz soou, fazendo com que todos se voltassem imediatamente para a entrada da casa.

Lá se encontrava um garotinho que deveria ter, no máximo do máximo, uns nove ou dez anos de idade. Usava um macacão verde meio escuro e uma camisa amarela, tendo seu cabelo negro sendo coberto por um chapéu listrado em branco e azul.

– Inari, meu meninão! – Tazuna exclamou, abrindo os braços para o pequeno. – Onde estava? Não lhe ví o dia todo!

– Bem vindo, vovô – Inari disse, alegremente, abraçando o velhote. – Estava brincando lá fora, então não ví quando o senhor chegou.

Se fosse para comentar alguma coisa sobre aquele garoto, Naruto com toda certeza diria que ele era parente do Sasuke. O olhar de desdém que Inari mandou para todos, sendo muito mais forte para Naruto, mantendo o olhar do mesmo por um bom tempo, dizia claramente que os dois, Sasuke e Inari, eram ridículamente parecidos.

– Vocês deveriam logo ir embora daqui, ou vão acabar morrendo – com aquela fala um tanto quanto forte do pequeno, a preocupação de Tsunami dobrou de tamanho enquanto Tazuna prendia sua respiração, afinal de contas ambos esperavam que os ninjas claramente se ofendessem com aquilo, em especial Tazuna, que temia a forma que Naruto encarava Inari, já que tinha tido mais do que provas suficientes para saber que o loiro era bem forte e, aparentemente, rancoroso.

– E o que lhe faz ter toda essa certeza, garotinho? – Kakashi perguntou, calmo e tranquilo, tentando passar a idéia de que não tinha se sentido ofendido para os mais velhos. – Afinal de contas nós somos ninjas... sempre temos que lidar com situações de vida ou morte...

– Vocês são quatro e Gatô tem um exército – Inari comentou como se o destino daquele time estivesse claro. – Vocês não tem chance nem uma contra ele...

– Kakashi-sensei, vou colocar a Sakura-chan pra dormir... ela está simplesmente exausta – Naruto falou do nada, interrompendo a fala de Inari e parando ao lado do mesmo antes de seguir seu caminho para o segundo andar. – E quanto a você... bom, só digo pra exercitar bastante a sua paciência, por que eu não vou sair daqui antes de completar a minha missão... – logo o tom de Naruto partiu do brincalhão para um extremamente sério, quase ameaçador. – E muito menos vou temer um cara que fica se escondendo atrás de seus capangas.

Tendo dito aquelas palavras, todos ficaram em silêncio profundo, ou processando as palavras do loiro ou em silêncio até que pouco tempo depois, o mesmo voltou acompanhado de uma Sakura meio sonolenta, denunciando o quão cansada realmente estava.

A refeição, devido à forte tensão que tinha se instalado no local, foi feita em extremo silêncio. Sakura se mantinha confusa por estar totalmente desacordada durante a pequena conversa entre Naruto e Inari, o que a deixava no escuro e sem saber o por que de tanta tensão em apenas uma refeição comum.

Uma vez que todos terminaram de comer, a mulher recolheu os pratos e começou a lava-los, tento a ajuda de Naruto, que se ofereceu de imediato para ajuda-la, deixando a mais velha encantada com a demonstração de gentileza e cavalheirismo do loiro. E enquanto isto, Tazuna e Kakashi se mantinham na mesa, conversando sobre a ponte, sendo que Tazuna tinha Inari ao seu lado enquanto Sasuke, ao lado de Kakashi, lia um pergaminho qualquer e Sakura ficava rodando pelo cômodo, olhando para as fotos do local, sendo que uma destas em especial, acabou por chamar atenção.

– Etto... por que tem uma foto rasgada na sua parede? – Sakura perguntou, se aproximando um pouco do objeto. – Eu notei que o Inari-kun ficou olhando para ela o tempo todo, mas pelo jeito que ela foi rasgada, até parece que foi intencional, como se quisessem tirar alguém de cena... quem era?

Realmente, aquela pergunta podia parecer simples e inocente, mas foi o suficiente para fazer Tazuna ficar quieto no mesmo instante, Inari se remecher de leve em sua cadeira, claramente incomodado e fazer Tsunami enrrigecer de leve os ombros, parando com sua tarefa por um segundo, coisa que chamou a atenção de Naruto. Até Kakashi e Sasuke pararam com o que estavam fazendo devido a curiosidade.

– Era o meu marido... – tsunami respondeu sem muito entusiasmo, voltando à lavar os pratos.

– Era um homem que foi reconhecido como um herói nesta terra... – Tazuna comentou, um tanto quanto monótono, o que fez co mque Inari saltasse de sua cadeira e fosse correndo para algum lugar aleatório.

– Inari, querido, espera! Para onde você vai?! – Tsunami gritou, parando de lavar os pratos e indo atrás do pequeno. – Que droga, papai, você sabe que não pode falar disso perto dele!

Naruto, notando que muito provávelmente, Tsunami não voltaria tão cedo, fez dois clones que tomaram a tarefa do loiro para sí e seguiu para a sala, sentindo que, de alguma forma, aquela conversa seria bastante importante.

– Sinto muito, Tazuna-san – Sakura se desculpou de imediato, vendo o clima que se instalou no local. – Não sabia que era um assunto tão delicado assim.

–Não precisa se preocupar, garotinha, você só estava curiosa – Tazuna respondeu calmamente, sorrindo de leve antes de suspirar pesadamente. – Como eu dizia, a algum tempo atrás esta família tinha um quarto membro e, embora fosse casado com Tsunami, não era o pai biológico de Inari, mesmo que os dois fossem tão apegados um com o outro que era quase impossível não pensar que realmente tivessem aquela relação... Inari até vivia sorrindo á toa naquela época, como uma criança verdadeiramente feliz, mas... desde aquele dia... – Tazuna rangeu os dentes, apertando os punhos com força. – Desde aquele incidente Inari mudou por completo, e a coragem e esperança de nosso povo foram brutalmente arrancadas de nossos espíritos.

– Poderia nos contar um pouco mais sobre este incidente, Tazuna-san? – Kakashi perguntou calmamente, deixando claro que não o velho não precisaria ir adiante caso não quisesse.

– Claro- claro... mas antes disso vocês devem pelo menos saber um pouco da história por trás dele... – Tazuna comentou, suspirando mais uma vez enquanto tomava coragem antes de prosseguir. 

E então Tazuna começou a contar a história de como Kaiza, o falecido marido de Tsunami. Como ele chegou, quem ele era, o que procurava. Sua personalidade e sonhos. Sua interação com Inari e com todos da ilha. Até mesmo seu ato de coragem e loucura ao pular na correntesa fortíssima do rio que cortava o país, impedindo que o vilarejo fosse arrastado pela água.

– De várias formas, Kaiza demonstrou ser o que esta terra precisava – Tazuna comentou, sorrindo de leve enquanto umas poucas lágriamas involuntárias caiam por seu rosto. – Um herói e um verdadeiro líder... mas foi aí que Gatô apareceu.

– Ele está relacionado com o incidente? – kakashi perguntou, recebendo um aceno positivo do construtor. – O que houve?

– Kaiza tentou combater Gatô da melhor forma que pôde, mas acabou sendo capturado – Tazuna respondeu, dando um suspiro trêmulo. – O torturaram por dias, arrancaram os braços dele e no fim disso tudo... em praça pública, na frente de todos e principalmente, na frente de Inari, ele foi executado para servir de exemplo para todos aqueles que quisessem combater Gatô – Tzuna começou a tremer de raiva e frustração. Desde aquele dia, Tsunami, Inari... todos aqueles que vivem na ilha simplesmente ficaram desse jeito... sem fé, sem esperança... sem a menor perspectiva de mudar esta situação.

O time sete nada pôde fazer a não ser ficar parado lá, absorvendo as palavras de Tazuna até que Naruto, do nada, levantou de seu local, desfazendo os clones e seguindo em direção à porta da sala.

– Oe, para onde você vai, Naruto? – Sakura perguntou.

– Treinar – o loiro respondeu quase que no automático. – Pra mim, esta missão, simplesmente não pode falhar – o oloiro apertou o punho com força, sentindo que até mesmo a raposa se remexia em seu selo. – Mais do que proteger o Tazuna-san, temos que ajudar eles à recuperar a esperança que Gatô roubou, e pra isso preciso me preparar o máximo o possível, não só para o caso de Zabuza ainda estar vivo, mas para lidar com o Gatô e toda a corja dele se for necessário – ele voltou a andar em direção à saida. – Falhar não é uma opção.

Ninguém se atreveu a dizer nada. Todos apenas se limitaram à darem discretos sorrisos ante as palavras do loiro, que logo sumiu na noite.

                                                                                                    *****

Os dias foram se passando rapidamente e logo a primeira semana já tinha ido como o vento. Nesse meio tempo, Kakashi se recuperou o suficiente para conseguir andar com a ajuda de duas muletas que Tsunami conseguiu e iniciou seu treinamento com Sasuke, que depois de uns bons três dias, conseguiu finalmente completar o treinamento que Sakura tinha completado em horas, além de ter reassumido ao treinamento com Sakura, um tanto quanto surpreso ao ver que ela já tinha até que um bom controle de sua natureza de chakra o que se devia, segundo Naruto, o controle quase perfeito de chakra da rosada.

Naruto, por escolha própria, treinava mais afastado de todos e quando não estava treinando, estava fazendo a guarda de Tazuna na ponte, o que lhe permitia ver a miséria, a dor e o desespero que Gatô toruxe consigo para a terra, o que só fez com que Naruto começasse a ficar cada vez mais tempo fora e pegasse cada vez mais pesado em seus treinos solitários, chegando muitas vezes à nem mesmo voltar para a casa de Tazuna durante a noite.

Enquanto isso, um tanto quanto mais longe da ponte, Haku observava calmamente o amanhecer enquanto Zabuza ainda dormia. Lançou um olhar sereno para Zabuza, um tnto quanto alegre pela tranquilidade de seu mestre. Sabia também que ele não acordaria cedo, então, soltando seus cabelos, trocou rapidamente de roupa para dar um pequeno passeio e reabastecer seu estoque de ervas medicinais.

O moreno caminhava calmamente pela floresta, prestando atenção no chão ao seu redor para achar as ervas que estavam começando à faltar no esconderijo, não demorando muito para encontrar um cantinho cheio das mesmas, o que o fez se agachar levemente para começar à colhe-las, tendo a companhia de um pequeno passarinho que havia pousado em seu ombro.

Não demorou muito para se erguer novamente para continuar a busca, mas ao olhar para os lados, notou algo que seria considerado deveras, anormal, afinal de contas era um tanto quanto inusitado encontrar a pouco mais de dez metros de sí o jóvem loiro que acompanhava Tazuna nos últimos dias e que tinha feito todo aquele estrago em Zabuza. Sendo que o loiro estava escorado em uma árvore, todo machucado e sujo de terra, com um braço apoiado em seu joelho direito enquanto claramente dormia.

Haku se aproximou com certa cautela, estendendo uma mão para tocar no loiro, mas antes que conseguisse completar seu ato, sentiu seu pulso ser segurado com força e logo em seguida, algo gelado lhe tocando a garganta, causando uma pequena sensação de formigamento.

– Não deveria se aproximar de ninjas assim, Onee-san (Irmã mais velha/moça) – Naruto comentou calmamente, abrindo seus olhos e guardando a kunai especial que havia posto contra a garganta de Haku. – Não tem como se saber ao certo qual vai ser a reação dele.

– Me desculpe, eu só queria acorda-lo – Haku comentou, depois de ver Naruto relaxar um pouco. – Ficar aqui fora tão cedo pode acabar não lhe fazendo bem.

– Não precisa se preocupar, não adoeço tão fácil assim – Naruto falou calmamente, esticando os braços um pouco. – Mas o que você está fazendo aqui na floresta tão cedo?

– Estava colhendo estar ervas – Haku comentou, mostrando um pequeno ramo de folhas. – Uma pessoa especial para mim se machucou, então eu estava pensando em fazer um remédio com elas.

– Oh, então neste caso, me deixe te ajudar – Naruto disse, com um sorriso aberto no rosto.

– Ora, obrigado, é muita gentileza de sua parte...

Não demorou muito e os dois estavam agachados, colhendo as plantas necessárias, trancando poucas palavras e olhares enquanto se concentravam na tarefa. Entretanto, Haku, não conseguindo conter mais sua curiosidade, quebrou o silêncio.

– Me perdoe a curiosidade, mas e você? O que fazia aqui tão cedo?

– Estava treinando – Naruto comentou calmamente, sem desviar os olhos de sua tarefa.

– Entendo... – Haku comentou, mesmo que sem desviar seus olhos da tarefa. – Mas ao meu ver você já parece ser bem forte... por que treina tanto?

– Hum... acho que é porque eu tenho um sonho – Naruto comentou de forma ligeiramente monótona. – Sem falar que as pessoas dessa ilha precisam de ajuda, então eu acho que eu e os meus amigos temos que ficar bem fortes para ajuda-los, afinal teremos que enfrentar um grande inimigo logo.

– Ora... isto é muito nobre da sua parte... arriscar sua vida por pessoas que nem conhece – Haku comentou calmamente. – Mas está é mesmo sua única motivação?

– Como assim? – Naruto respondeu com outra pergunta, se voltando para Haku com uma feição confusa.

– Você por um acaso se importa com alguém em especial? – Haku perguntou, pegando Naruto meio que de surpresa. – Alguém que você queira proteger com todas as suas forças?

Naruto, de forma instintiva levou sua mão até um dos bolsos de seu casaco, movimento que atraiu a atenção de Haku, e logo retirou de lá um relógio de bolso, não muito grande, mas também não muito pequeno e de imediato o abriu, olhando para as duas fotos que guardava lá desde sempre. Uma sendo de Himiko, foto a qual havia roubado de um dos albuns da família e outra dele junto de Amaya e Fuuma, o que o fez sorrir de leve ao ver a ruiva fazendo o famoso “chifrinho” no moreno, que nem imaginava o que estava acontecendo.

– Sim, existem pessoas que eu quero proteger... a todo custo – Naruto respondeu, guardando seu relógio.

– Que bom... – Haku comentou, com um sorriso em seu rosto. – Uma das coisas que eu aprendi ao longo dos anos, foi que quando queremos realmente proteger algo ou alguém que nos é importante, é aí que a nossa verdadeira força desperta – Haku se voltou para Naruto, dando um sorriso terno para o mesmo. – Acho que você vai ser muito forte e também espero que tenha entendido.

– Não precisa se preocupar, tenho certeza que entendi – Naruto comentou, dando um sorrisinho para Haku. – Aliás, como está o Zabuza?

Se surpresa pudesse emitir aura, ela com toda certeza estaria brilhanto em volta de Haku, que quase caiu no chão por conta da posição em que estava.

– Oe, não precisa se preocupar – Naruto comentou, dando uma risadinha leve. – Não vou atacar você, ou ele... pelo menos por enquanto.

– Como descobriu? – Haku perguntou, tentando não entrar em modo de ataque.

– Sua impressão de chakra – Naruto respondeu calmamente, se levantando e estendendo um emaranhado de érvas para Haku. – Aqui deve ter o suficiente, não coloquei nada nelas, se é que está se perguntando... e, mesmo tendo suprimido seu chakra ao máximo, ele continua tendo a mesma frequência de quando nos vimos pela primeira vez.

– Entendo... – Haku murmurou e aceitou o ramo de ervas que o loiro estendia. – Acho que já colhemos o suficiente por hoje...

– Também acho – Naruto comentou, sorrindo de leve. – Bom, acho que isto é um até logo, não é? Já que vamos nos encontrar novamente.

– Creio que sim – Haku respondeu, totalmente neutro. – Então lhe aviso para se preparar bem, afinal não poderei ser tão gentil quanto fui hoje.

– tenho certeza que sim – Naruto comentou, rindo de leve enquanto começava à se distanciar do moreno, indo em direção à casa de Tazuna. – Então, até mais!

                                                                                                 *****

A segunda semana passou relativamente rápido outra vez e, neste meio tempo, Kakashi finalmente se recuperou por completo, terminando de, finalmente, aplicar em Sasuke o treinamento que Sakura dominou em poucas horas, sendo que a própria rosada não avançou muito em seu treinamento com o Suiton. Motivo: Kakashi, mesmo sendo inexpressivo e mal deixando que notassem, tinha um certo favoritismo por Sasuke. Naruto notou aquilo assim que viu o albino passando o treinamento do Kinobori para Sasuke enquanto Sakura pedia uma pequena explicação extra sobre Suiton, mas acabou por ser deixada e lado em menos de cinco minutos, não deixando escolha para Sakura a não ser se aprofundar e dominar melhor o que Naruto tinha passado antes para ela.

Enquanto isso, o próprio loiro tinha intensificado ainda mais sua rotina de treino e agradeceu mentalmente a Kyuubi por ter lhe lembrado dos pesos especiais, que selavam chakra e iam aumentando cada vez mais de peso conforme o loiro treinava. Realmente, foi bem útil. Claro que ol oiro retirava os pesos umas poucas vezes, sendo a maioria para dormir ou tomar banho, mas nestas poucas vezes os resultados se mostaram bastante relevantes, sendo que agora o loiro se cansava com mais dificuldade, seu corpo agora produzia mais chakra em menos tempo e sentia que suas reservas naturais tinham se expandido um pouco devido à produção acelerada que os pesos obrigavam o corpo do loiro à produzir. Talvez os emprestasse para Sakura depois. Ela realmentep recisaria deles.

A noite, como sempre, caiu calma e bela em Nami no Kuni. Todos já se encontravam na casa de Tazua e, aparentemente, estavam bastante cansados. Naruto, Sakura e Sasuke estava claramente mais cansados do que Kakashi, afinal de contas tinham dado tudo de sí em seus treinamentos e, enquanto isso, Tazuna estava mais do que radiante, afinal de contas, mesmo com todas as suas adversidades, a ponte já estava em seus estágios finais de construção, então não demoraria muito para que todos se vissem livres do domínio e opressão de Gatô.

– Fuu... tô acabado – Naruto murmurou, se debruçando na mesa da cozinha de Tazuna. – Pelo menos sinto que estou ficando mais forte, mas o treinamento tá me detonando...

– Que bom pra você – Tazuna murmurou, um pouco distraido. – A ponte já está quase terminada e tudo isso é graças à vocês quatro... nem sei como deveria agradecer vocês, mesmo que ainda tenha que perguntar o por que de vocês terem decidido ficar, mesmo sabendo que eu decidi omitir o nível da missão.

– “Um covarde sempre foge de suas responsabilidades, e a covardia sempre está de mãos dadas com o fracasso...” (N/A:Peguei essa frase de uma fic, então espero que o autor não se sinta ofendido, eu adorei ela) – Kakashi comentou, aparentemente, filosofando como um sábio. – Esta frase foi dita pelo nosso Shodaime (Primeiro) Hokage, a muito tempo atrás.

– Ele deve ter sido um homem bastante sábio – Tsunami comentou com um sorriso no rosto enquanto servia o jantar.

Enquanto isso, um tanto quanto mais alheio à conversa, Inari observava um Naruto debruçado sobre a mesa, com uma expressão relaxada que com toda certeza lembra ria um gato (ou raposa) doméstico. E para piorar, o sorriso, a perseverança e a animação, todos lembravam ridiculamente de seu pai, fato que o irritava e entristecia profundamente. E, o que mais lhe irritava, era o fato de que auqela atitude idiota e relaxada estava iludindo seu avô que, em sua tola e ingênua opinião, acabaria morto por Gatô se continuasse a trilar aquele caminho sonhador.

– Por que... por que... – Inari murmurou, baixinho, mas ainda assim alto o suficiente para fazer com que Naruto abrisse um de seus olhos e se voltasse para o pequeno, com uma face claramente interrogativa. – POR QUÊ SE ESFORÇAM TANTO?! NÃO VÊEM QUE TODO ESSE TREINAMENTO QUE FAZEM É INÚTIL?! – E finalmente explodiu, se levantando enquanto batia as mãos na mesa enquanto chamava a atenção de todos. – NÃO IMPORTA O QUANTO LUTEM, VOCÊS NUNCA VÃO SER PÁREO PRO EXERCITO DO GATÔ! NÃO IMPORTA O QUÃO NOBRE SEJAM AS SUAS INTENÇÕES, O FORTE SEMPRE GANHA E O FRACO SEMPRE PERDE! E NO FIM DE TUDO VOCÊS SÓ VÃO TER JOGADO SUAS VIDAS FORA!

– Hee... é só isso? – Naruto perguntou, totalmente calmo e até entediado. – Não sou de ficar com medo de um cara que se esconde atrás de seus capangas, e muito menos sou covarde como você.

– E EU ODIARIA SER COMO VOCÊ!!! – Inari exclamou de volta, já chorando ,embora quisesse evitar aquilo. – É SÓ UM IDIOTA QUE FICA SORRINDO O TEMPO TODO QUE NEM RETARDADO E NÃO SABE DE ABSOLUTAMENTE NADA SOBRE A HISTÓRIA ILHA E DAS PESSOAS QUE VIVEM AQUI! É SÓ MAIS UM ESTRANGEIRO ENXERIDO QUE NÃO SABE COMO É SOFRER E SER TRATADO COMO VERME!

Aparentemente, Inari estava tão absorto em seu pequeno ataque de fúria, que nem se quer notou quando Naruto finalmente perdeu o resto de paciência que tinha para com aquele pirralho ridículo, socando a mesa de Tazuna com tanta força que ela se partiu em dois, assustando todos os presentes, em especial Kakashi, Sakura e Sasuke, já que nunca tinham visto Naruto se descontrolar.

– Então tá dizendo que eu deveria ser como você? Uma vergonha ambulante que não para de se lamentar e que se acha no direito de acabar com as esperanças dos outros só porque perdeu a sua? – Naruto perguntou, em um tom ridículamente sombrio enquanto se levantava e caminhava em direção à Inari. – Não fode comigo! Você tem uma mã e carinhosa que se preocupa com você! Você tem um avô bacana que tá tentando limpar a merda que Gatô fez com esse país! E você tá aí, pouco se fodendo pro que eles pensam e esperam, enfiado nesse teu mundinho de merda que só pensa que o que viveu foi tragédia! – É, a coisa tava feia de verdade, tão feia que Naruto não se controlou e acertou um belo tapa na cara de Inari, o jogando de sua cadeira. – EU daria tudo pra ter um pouco dessa tua vida, seu merda! Se você acha que isso que viveu é tragédia, então nunca viveu na merda de verdade, sendo espancado por todos todo santo dia até nem mesmo conseguir caminhar para ir pra casa, chegando tão perto da morte tantas vezes que nem mesmo ia ficar surpreso se ela aparecesse na tua frente só pra te convidar pra tomar chá! Nunca foi trancado pra fora de casa e teve que dormir no frio e na chuva, a ponto de pegar uma pneumonia que sobreviveu por muito pouco! Nunca teve que aguentar olhares de nojo e discórdia por parte de quase todos aqueles que vivem contigo! É pirralho, você simplesmente não passa de um merdinha ambulante que eu tenho toda certeza que, se aquele herói que Kaiza foi nessa vila, teria profunda vergonha de ter um dia ouvido chamar ele de pai!

– Já chega, Naruto, já está indo longe de mais! – Sakura, mesmo que trêmula, tentou parar o loiro. Nunca o tinha visto tão irritado antes

– Pra mim chega... você não vale nem mesmo um segundo do meu tempo – Naruto resmungou, dando as costas. – Nunca soube se tinha alguém olhando por mim lá de cima, seu pirralho de merda, mas uma pessoa me ensinou a muito tempo que, se uma pessoa morreu por você, você deve sorrir, não chorar, porque se você chorar ,essa pessoa vai chorar por você também. Mas é claro que você nunca vai entender isso... essa sua covardia é tão grande pra mim, que é digna de pena e nojo...

Com um estalar de lingua, Naruto usou o Yurei para sumir de vez. Provávelmente ninguém o encontraria por um bom tempo.

– Oe, Naruto, volta aqui! – Sakura gritou, ainda na esperança de que ele estivesse por perto.

– Deixe-o, Sakura – Kakashi disse, olhando para a porta, onde Inari saia, chorando. – Ele precisa de um tempo... e Tazuna-san, nos desculpe pela mesa... iremos concerta-la, com certeza.

– Ah... não se preocupe... a culpa também foi nossa – Tazuna comentou, curvando a cabeça de leve.

                                                                                                           *****

A manhã chegou em Nami no Kuni, a mesa, antes despedaçada, amanheceu novinha em folha, como se nunca tivesse sido quebrada, mas ainda assim ,ninguém teve sinal de Naruto. Kakashi, por experiência e falta de tempo, acabou por deixar que o loiro fizesse seu próprio caminho depois, deixando Tsunami e Inari na casa do construtor para fazerem a escolta completa do mesmo.

Longe dalí, um Zabuza já totalmente recuperado seguia para a ponte ao lado de Haku que, apesar de sua natureza gentil, estava ansioso para ver e sentir aquela batalha contra Kakashi e seu Sharingan e contra Naruto, sendo que estava mais ainsioso ainda por causa do jóvem loiro. Queria realmente saber do que ele era capaz.

Ambos caminhavam em silêncio, um silêncio relativamente confortável para ambos e não nemorou muito para chegarem na ponte inacabada. A ponte que finalmente ligaria Nami no Kuni ao continente.

– Está pronto, Haku? – Zabuza perguntou, olhando de relance para seu companheiro.

– Hai, Zabua-sama – Haku respondue ,quase que mecânicamente.

Tudo estava pronto. Os combatentes presentes e o cenário definido, só faltava saber quem triunfaria sobre aquele combate final e decisivo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...