História New life. - Capítulo 2


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Artemis, Clarisse La Rue, Jason Grace, Leo Valdez, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper McLean, Rachel Elizabeth Dare, Thalia Grace, Will Solace
Tags Hdo, Jasico, Nico Di Angelo, Percabeth, Pjo, Solangelo, Wico
Visualizações 64
Palavras 2.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Hentai, Lemon, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estão gostando? Digam para tia Queen

Capítulo 2 - Capítulo dois: Escolhendo os cursos.


"Ele diz que eles estão andando na linha, mas isso não é realmente o seu tipo. Todos eles têm a mesma batida do coração mas a dele está ficando para trás. Nada neste mundo poderia jamais derrubá-los, é, são invencíveis e ele está apenas em segundo plano. E ele diz; eu gostaria de poder ser igual as crianças descoladas, porque todas as crianças descoladas, elas parecem se encaixar. 
Ele está falando com um grande sorriso, mas eles não têm a menor ideia, é, eles estão vivendo a boa vida, não podem ver o que ele está passando. Eles estão dirigindo carros velozes, mas eles não sabem onde eles estão indo. Vivendo a vida sem saber. E ele diz; eu gostaria de poder ser igual as crianças descoladas, porque todas as crianças descoladas, elas parecem se encaixar. "

Cool kids - Echosmith.

***

Capítulo dois: Escolhendo os cursos.

Internato Half Blood, 15 de fevereiro de 2012.

Nico Di Ângelo.

Eu sabia que não iria conseguir dormir. Me escorei na janela de braços cruzados e assisti o nascer do sol. Ele se posicionava entre as árvores, atrás dos grandes muros. Eu deveria me sentir cansado, mas eu estava mais acordado que nunca. Procurei pássaros voando entre as árvores, tentei escutá-los cantando, mas não havia pássaro nenhum, o que me deixava frustrado. Era algo que eu realmente gostava, o canto deles. Mas os tons de laranja que se misturavam no céu recompensavam isso.

Eu havia sentado no sofá, lido alguns capítulos de um dos livros que eu trouxera, assisti alguma coisa na TV para então chegar aonde eu estava, e para então chegar à conclusão de que, eu poderia aguentar quatro anos. Mesmo que eu passasse o dia no quarto, lendo o mesmo livro. Mesmo se eu não fizesse nenhum amigo. Quatro anos e eu estaria livre. Livre para sempre.

De vez em quando, eu olhava para o garoto dormindo no beliche de baixo. Era grande demais para dezesseis anos. Seus traços eram fortes, suas sobrancelhas espessas e seu corpo era musculoso como o de um homem adulto. Seus cabelos dourados o deixavam com um ar mais grandioso. Ele deve ser alguém dentro desse lugar. Isso o torna diferente de mim, e provavelmente, isso o impediria de andar com alguém como eu.

Disse a mim mesmo que as palavras não me abateriam, então decidi explorar aquele local. O sinal bateria às 8 horas para levantarmos, e às 9 horas para o café-da-manhã. Provavelmente, também proibido sair do quarto antes do primeiro sinal, mas eu não ligava para isso.

Peguei meu velho casaco de aviador que deixei sobre a cômoda e o vesti. Mesmo que o sol estivesse brilhando forte enquanto nascia, o clima estava baixo e o vento soprava gelado. Abri a porta com o máximo de cuidado para não fazer nenhum barulho, e repeti o mesmo quando a fechei.

Caminhei pelo corredor, observando as portas fechadas, me perguntando se havia mais alguém acordado além de mim. Deveria haver. Segui pelo labirinto de corredores, até chegar as escadarias, descendo-as até o primeiro andar. O saguão estava vazio. Nem mesmo a atendente do balcão de informações estava lá ainda, o que era ótimo. Fui até a porta, tentando-a abrir, e por sorte, já estava aberta.

Olhei para os dois lados, observando o pátio enorme. Ele era construído para parecer uma rua normal. Havia uma estrada, o meio-fio e a calçada. Sobre a "calçada", haviam vários bancos e flores. Era uma boa ideia, assim, os alunos não se sentiriam como se estivesse realmente aprisionado àquele lugar.

Saindo do prédio, havia uma estradinha, que ia até os pequenos muros de madeira que cercavam um punhado de árvores, e a estrada continuava bosque à dentro. Havia uma placa que dizia "local proibido". Eu já estava infringindo uma regra saindo à essa hora, ser pego infringindo duas ao mesmo tempo não seria nada bom. Então me virei, caminhando para o outro lado dos prédios, onde ficava o ginásio de esportes.

A construção era larga e alta, ocupando quase a mesma quantidade de terreno que os prédios principais. Seu teto tinha formato arredondado, e sua pintura era nas cores azul, branco e preto. As janelas ficavam somente acima da porta, que estava aberta.

Quando adentrei o recinto, me encontrei em uma área de lazer. Com uma churrasqueira, uma grande mesa de vidro com várias cadeiras e uma TV enorme pendurada em uma parede. No canto do local, havia um balcão e atrás dele, umas estantes cheias de troféus de variados tipo. Ballet, natação, lutas, jogos variados. E quando acabavam os móveis de lazer, havia outra porta, posicionada em uma parede de vidro. Através do vidro, observei uma enorme quadra de basquete e uma arquibancada gigante que circulava envolta da quadra, e atrás das arquibancadas, havia uma escadaria que levava para um possível segundo andar.

No centro da quadra, havia um garoto. Ele segurava uma bola, de cabeça baixa. E envolta dele, haviam centenas de bolas no chão. Então ele levantou a cabeça, correu até a cesta e saltou. Ele havia saltado numa altura praticamente impossível, enterrando a bola no aro, onde ele se pendurava com as mãos. Então soltou o aro e caiu agachado no chão. Mesmo de longe, era visível que respirava com dificuldade.

No mesmo momento, reconheci os cabelos loiros vibrantes, a pele morena bronzeada, o corpo musculoso. Era Will.

Atravessei a porta de vidro e fui até o banco de reservas, sentando ali. Ele não havia notado minha presença, e algo nisso me deixava aliviado, já que nosso primeiro encontro não havia sido dos melhores.

Ele repetiu a ação, uma, duas, três, e muitas, muitas vezes. Quando não conseguia enterrar a bola, ele urgia frustrado, se irritava e usava sua força para acertar na próxima, e então, voltava ao normal. Fez isso por muito tempo, até o primeiro sinal tocar. Provavelmente, todos estariam acordando agora.

Will se virou, juntando bola por bola, colocando-as dentro de uma caixa grande. Então começou a caminhar em direção à uma pequena salinha que ficava além da quadra, e eu o segui. Will se abaixou, mexendo em uma bolsa.

– Você salta muito alto – eu disse, fazendo-o se assustar, e cair sentado no chão.

– Ah! Desde quando você está aqui?! – Questionou ele.

– Faz um tempo. Eu estava sentado no banco assistindo você enterrar a bola – respondi, vendo-o levantar envergonhado. Ele fechou o zíper da bolsa e a colocou sobre seu ombro.

– E por que está aqui?

– Queria apenas sair do quarto.

– Entendo... – ele sorriu ironicamente. O mesmo sorriso que havia feito na madrugada anterior. – Não deveríamos estar aqui à essa hora. Precisamos chegar nos banheiros antes que alguém chegue no saguão. – murmurou, ofegante. Seu rosto estava avermelhado, com algumas gotas de suor escorrendo.

– Mas você já não...?

– Sim. Eu tomo banho sempre depois dos treinos. Reyna, a secretária deixa a porta aberta para mim treinar de madrugada. Não costumo treinar de manhã, mas hoje foi preciso. Vamos, precisamos voltar para o prédio.

***

9: 00 - Refeitório.

O local era um aglomerado de pessoas, uma coisa que eu realmente odiava. A cantina ficava no fundo do local, a fila suspendia-se dando a volta no ambiente, e mesmo que a fila estivesse enorme, a maioria das mesas já estavam cheias. Era gente demais para um internato. Entrei na fila para conseguir tomar café da manhã.

Quando finalmente chegou minha vez, depois de uns dez minutos na fila, observei bem o cardápio. Parecia um banquete dos restaurantes que meu pai costumava frequentar. Me servi algumas panquecas e derramei chocolates sobre elas, adicionando alguns morangos em seguida. Assim que enchi a bandeja, quase a derrubei quando me virei e encontrei Will atrás de mim. Seus cabelos estavam molhados e ele estava mais formal. E também estava com seu sorriso sarcástico, como de costume.

– Nico... – ele passou por mim, furando a enorme fila e se serviu, exatamente as mesmas coisas que eu havia servido para mim.

– Você está furando a fila – eu disse, fazendo-o rir.

– Eu não preciso entrar em filas. Uma hora você entende – as pessoas ao nosso redor nos encaravam, me deixando desconfortável. – Venha, vou te mostrar a sua mesa.

Segui ele, ainda desconfortável com todos os olhares. Ele sentou-se na mesma mesa que estava Jason. Junto deles, havia mais uma garota.

Assim que colei no banco, percebi que as pessoas sussurravam umas com as outras. Talvez houvesse alguma coisa errada, alguém poderia ter colado um bilhete em minhas costas. Passei a mão por ela, mas não havia nada, nem no meu rosto. Talvez por eu ser novo?

– Quem é você? – Me virei assustado, observando a garota sentada em minha frente. Ela cortava as panquecas que estavam no prato de Will. Era muito bonita. Seus cabelos castanhos estavam soltos sobre seus ombros. Tinha seios bonitos, não tão grandes, apertados em uma babylook decotada, que definitivamente não combinava com seu sorriso infantil.

Olhei em volta novamente, antes de a responder. Não havia ruídos, conversas, ou qualquer coisa. Até as mesmo as tias responsáveis pela comida olhavam a cena. Todos tinham uma expressão confusa em seus rostos, o que me deixou confuso também.

– E-eu... eu... Nico.

– Hm... – Ela largou os talheres de Will, que começou a comer as panquecas cortadas em seu prato. – Sou Piper. Bem-vindo à Half Blood – ela disse, com o cotovelo sobre a mesa, fechando o punho e apoiando sua cabeça sobre ele.

– O-obrigada.

– Não precisa ficar nervoso. Acredite, todo mundo está te invejando nesse momento por sentar nesta mesa.

Virei assustado, seguindo a voz e dando de cara com um rosto familiar. Era Percy, o garoto que me levou até meu quarto. Atrás dele, havia uma garota. Era loira, com vários cachos presos em um rabo de cavalo. Usava um crachá que dizia “Annabeth – Presidente do Grêmio Estudantil”

Eles se sentaram e começaram a conversar. Aquele estava sendo o café da manhã mais estranho da minha vida. Todos à nossa volta nos encaravam, estavam todos perplexos, de queixo caído. O ambiente estava silencioso, e os outros que estavam à mesa, pareciam não estar nem aí para isso.

Eu me sentia incomodado com tantos olhares, e, de alguma forma, eu sentia que eu era o motivo deles. Eu já havia terminado minhas panquecas, mas não queria sair dali, com medo de que ficassem me encarando ou me seguissem para questionar.

– Se você já terminou, venha comigo – disse Jason, levantando.

Eu levantei e o segui. Descemos as escadarias para o primeiro andar, indo em direção à um balcão alto, e atrás dele, havia uma garota. Ela parecia nova demais para uma secretária. Tinha longos cabelos ruivos ondulados.

Ele abriu a porta sem bater, o que era considerado como desrespeito em qualquer lugar. Ele cruzou a sala, indo direto aonde a mulher estava. Ela tinha fones em seus ouvidos.

– Ah, estava esperando vocês! – ela disse, animada, correndo até Will. Ela o abraçou, sendo retribuída. Ela era bastante pequena. – Nico!

Meu colega de quarto cruzou seus braços e se escorou no balcão. A mulher voltou para o lugar onde estava, mexendo num avalanche de papéis, até encontrar uma pasta que continha meu nome na capa. Ela abriu, folheando-a.

– Você está aqui para pegar seus horários de aula, Nico – disse ela, me fazendo entender. Fiquei mais relaxado, soltando meus ombros. – Felizmente, conseguimos te encaixar na turma 1A, junto de Piper e Leo.

- Ele ainda não conheceu o Leo – respondeu Will.

– Você vai adorá-lo. Ele é uma figura... bem, todos os alunos possuem as matérias obrigatórias e depois, cursos extracurriculares. É obrigado participar de uma atividade no ginásio, de um clube e de um curso de línguas estrangeiras – disse ela.

Ela me entregou uma folha com os horários e as opções de cursos.

– Você pode escolher até dois clubes para participar. Preciso que escolha rapidamente para que eu possa encaixar no seu horário. Você tem até o fim do dia.

Eu peguei a folha. Conversamos alguns minutos até o terceiro sinal tocar, insinuando que a partir daquele momento, estávamos livres para fazermos o que quiser dentro do internato. Will foi em direção ao pátio, e eu voltei ao dormitório.

Subi as escadas lentamente, pensando em todas as opções que eu tinha de cursos extracurriculares. Eu observava as pessoas correndo escada abaixo, os casais do internato e os grupos de amigos presentes. Sempre que eu passava por eles, eles me encaravam, cochichavam e soltavam risadinhas. Eu continuava sem entender o porquê, pensando no Percy havia dito. "Eles estão todos te invejando".

Assim que cheguei em meu dormitório, fechei a porta e me sentei no sofá. Peguei a folha que a secretária havia me entregado e a observei novamente.

"HORÁRIO 1-A

SEGUNDA-FEIRA - LINGUAGEM: Inglês, literatura, redação e língua estrangeira.

TERÇA-FEIRA - MATEMÁTICA E AE: Estudos matemáticos e atividades extracurriculares (clube).

QUARTA-FEIRA - CIÊNCIAS: Biologia, química e física.

QUINTA-FEIRA - ESTUDOS SOCIAIS: História, geografia e sociologia.

SEXTA-FEIRA - EDUCAÇÃO FÍSICA E AE: Educação física e atividade extracurriculares (ginásio).

OPÇÕES DE CURSO:

* Sublinhe a opção escolhida.

Línguas estrangeiras: Espanhol, francês, italiano, japonês, alemão, latim, mandarim.

Clubes: Jornalismo, música, teatro, dança, artesanato, fotografia, informática e programação, jardinagem, culinária.

Atividades no ginásio: Basquete, ballet, futebol, esgrima, boxe, natação, líder de torcida, ginástica rítmica. "

Como minha mãe era italiana, eu sabia bastante coisa então escolhi esta língua estrangeira. Não havia muitos clubes que eu me interessaria, por ser obrigatório, sublinhei com uma caneta que encontrei em cima da mesa de centro, os clubes de música e teatro. As atividades de ginásio foram as mais complicadas. Eu odiava meu corpo, assim como odiava mexer meu corpo, mas por fim, acabei escolhendo boxe.

Devolvi a caneta à mesa, pousando sobre ela também a folha. Caminhei até a cama de Will, deitando sobre ela. Fechei meus olhos e adormeci.



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