História New Secret Avengers - The Legacy - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Natasha Romanoff, Steve Rogers
Tags Pepperony, Romanogers, Vingadores
Visualizações 422
Palavras 4.945
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction New Secret Avengers - The Legacy - Capítulo 7 - Capítulo 7

Pym: Ele ou ela, né...

L: Ele...

Lina olhou diretamente para o sujeito encapuzado.

L: É um homem.

Lina franziu a testa e respirou fundo, ela deu alguns passos na direção do sujeito, se aproximando de uma das mesas da praça de alimentação, mas ainda havia dezenas de mesas de distância entre ele dois.

O sujeito ao ver Lina se mover, retirou os óculos escuros e abaixou o capuz.

Todos tinham visão do rosto dele agora e ninguém nunca o viu antes, mas o que mais impressionava mesmo era ele ser jovem na aparência.

O sujeito olhou diretamente para Lina, e enquanto a olhava, subiu em cima de um banco, em seguida de uma mesa, ele saltou de uma mesa para a mesa da terceira fileira, como se estivesse flutuando no ar.

Lina não conseguia fazer nada, ela estava interessada em saber o que ele é exatamente e se ele realmente é como ela, ela queria saber como ele consegue bloquear os poderes dela e o que ele está fazendo atacando pessoas aleatórias em público, mas ao mesmo tempo tentando esconder a identidade.

Lina estava tão encantada pelo sujeito misterioso que não percebeu o quão perto dela, ele estava chegando ao pular de mesa em mesa e ela também não ouviu os gritos de James, mandando ela recuar ou tentar se proteger, ou até mesmo se defender de alguma forma.

Pym: Ela não se mexe!!!

F: James, ele está muito perto!!! Tenho ele na minha mira...

Francis disse com seus arco e flecha apontados para o sujeito.

J: Dispare!

F: Irei, mas tenho a impressão que não vai adiantar...

J: Dispare assim mesmo!

James olhou na direção de Azari e apenas fez positivo com a cabeça.

Azari concordou com a cabeça e assim que Francis disparou uma sequência de flechas contra o sujeito, Azari pulou em cima das mesas também e ele passou de uma mesa para outra, exatamente como um felino faria, ele deu um grande salto quando se aproximou do sujeito, com um ataque bem efetivo e que costuma dar certo.

O garoto misterioso ainda estava prestando atenção somente em Lina, ao menos os olhos indicavam isso, ele estava a uma mesa de distância dela, quando as flechas de Francis chegaram a 2cm do rosto dele, mas pararam no ar flutuando, assim como Azari que também estava prestes a atacar o sujeito, ficou paralisado no ar.

O garoto misterioso ergueu as mãos no ar e em seguida abriu os braços e as mãos, repelindo as flechas para longe, e o corpo de Azari também que se chocou contra uma barraquinha de comida, a destruindo por completo.

Francis teve que correr para pedir as pessoas para se afastarem para não serem atingidas por nenhuma das flechas, ele começou a virar as mesas no chão, e usou como um escudo de proteção para se proteger e proteger os demais que estavam por perto.

O garoto misterioso já estava agora aterrissando na mesa mais próxima de Lina e a nuvem verde que ele formou, foi em direção ao corpo dela, mas antes que a atingisse, James correu até Lina, colocou o escudo na frente do corpo dela e ao mesmo tempo a derrubou no chão.

James fez Lina cair de costas no chão, mas ainda segurava o corpo dela para tentar proteger a barriga e amenizar o impacto do corpo dela no chão.

Lina finalmente caiu em si, ela olhou para James que estava deitado junto com ela no chão.

J: O que está fazendo?

- Você não devia ter feito isso.

O garoto misterioso lançou uma nuvem verde na direção de James e ele usou o escudo novamente, mas o escudo foi envolvido pela nuvem e jogado para longe.

James olhou para o garoto e ele novamente tentou atacar James, lançando outra nuvem verde até ele, só não atingiu James porque uma nuvem vermelha se chocou contra a dele.

Lina esticou a mão na direção da nuvem e era ela quem estava irradiando essa nuvem vermelha, que aos poucos foi crescendo e fazendo a nuvem verde diminuir.

Lina se levantou aos pouco e em poucos segundos, ela estava levitando e fazendo a nuvem vermelha se expandir o suficiente para atingir o garoto misterioso que parecia ter perdido as forças quando foi atingido, ele caiu da mesa, direto no chão e o corpo da pessoa que ele esteve mantendo levitando no ar, também caiu no chão.

O garoto se levantou em poucos segundos, completamente recuperado do gole, ele tornou a olhar para Lina, deu um sorriso de canto e começou a correr para ir embora.

Pym: Eu sigo ele!

Lina: Pym! Não! Deixe ele ir.

Pym: Mas...

L: Nós o veremos de novo.

Lina afirmou, enquanto levitava até o chão novamente.

Os demais Vingadores se aproximaram dela.

F: O que aconteceu, Lina? Por que não reagiu antes?

A: Ela parecia estar hipnotizada.

J: Você estava, Lina?

Lina fez negativo com a cabeça.

L: Não, eu...

Lina suspirou.

L: Desculpe, gente. Eu espero que não tenha se machucado, Azari.

A: Estou bem. E você como está?

L: Eu estou bem. Gente, eu estava apenas surpresa. Eu nunca vi ninguém como ele. Isso é tão estranho...

Lina franziu um pouco a testa.

L: Eu não consegui ler a mente dele, mas eu podia sentir os poderes dele.

Pym: Sim, você foi mais forte e botou ele pra correr!

L: Eu não fui mais forte, ele desistiu.

J: Como assim?

L: Eu acho que ele estava me testando, vendo o que posso fazer. Por isso acredito que ele vai aparecer de novo.

J: Acha que é algo pessoal com você?

L: Ou com todos nós. Ele ataca pessoas aleatórias demais, que não tem ligação com nada. E ele fez isso numa sequência que não chamou a atenção de todo mundo, apenas de quem ele realmente queria...

J: SHIELD.

L: A nossa.

James concordou com a cabeça.

J: Vamos, você precisa descansar e temos que passar essas informações para a Bobbi.

...

Charlotte: Eu estou entediada!!!

Charlotte declarou ao descer as escadas e se sentar no sofá de qualquer jeito, ao lado de Nick.

S: Por que não assiste TV? Deve ter algum filme divertido passando.

Steve disse e abaixou um pouco o jornal que estava lendo, para olhar para Charlotte.

Ch: Eu não quero ver TV, eu quero fazer alguma coisa.

S: Que tipo de coisa?

Ch: Você sabe... As que você e a mamãe proibiram.

S: Lotte, meu amor, vocês podem fazer com seus brinquedos.

Ch: Isso é chato! Nós fazemos todos os dias!

S: Você quer fazer com o quê?

Ch: Algo grande.

S: Algo grande? Como o quê?

Charlotte olhou para baixo e parecia estar pensando, ela olhou para Steve.

Ch: Seu carro!

Steve franziu a testa.

S: Meu carro?

Charlotte fez positivo com a cabeça.

Nick segurou o braço de Charlotte e franziu a testa, ela revirou os olhos, olhando para ele.

Ch: Não é tão grande, Nick.

Nick fez positivo com a cabeça.

Ch: Nós conseguimos.

Nick fez negativo com a cabeça.

Ch: Conseguimos sim!

Nick apenas olhou para Charlotte e Steve observava os dois, tentando entender como funciona a comunicação deles. Antes parecia que Charlotte apenas adivinhava, mas com o tempo, notou-se que ela consegue ouvir Nick de alguma forma, mas não se sabe se é por telepatia.

Ch: Nós nunca tentamos algo grande!

Charlotte estava discutindo com Nick.

Ch: Não, você não sabe. Não tem como saber sem tentar. Nicholas!!!

Charlotte suspirou e depois olhou para Steve.

Ch: Papai, por favor.

Steve olhou para Charlotte e depois para Nick. O jeito como Nick olhou pra ele, fez Steve acreditar que eles não seriam capazes de duplicar o carro.

S: Okay...

Steve concordou.

Ch: Okay??

S: Se você quer… Mas faremos isso dentro da garagem, nós não queremos assustar os vizinhos.

Charlotte se levantou do sofá e bateu palma para comemorar.

Ch: Sim! Obrigada, papai.

Charlotte abraçou o pescoço de Steve, ele acariciou as costas dela, e em seguida se levantou.

S: Vamos lá.

Nick subiu no sofá e Steve se aproximou dele de costas, apenas para permitir que Nick subisse nas costas dele.

Ch: Eu também!

Charlotte subiu no sofá e abraçou Nick, deixando os braços envolvendo o pescoço de Steve.

Steve segurou os braços do dois para mantê-los seguros e caminhou com eles até a garagem.

Steve os colocou no chão e tirou um dos carros da garagem, em seguida fechou o portão para não deixar ninguém ver a tal experiência de Charlotte.

S: Vamos lá.

Charlotte olhou para Nick.

Ch: Conseguimos sim!!!

S: Prove a si mesma que consegue.

Charlotte respirou fundo e fechou os olhos.

Ch: Ele fechou os olhos?

Steve olhou para Nick.

S: Sim.

Ch: Só para saber...

Charlotte respirou fundo e apertou mais os olhos, ela fez força até ficar com o rosto todo vermelho, ela abriu um dos olhos e observou que nada tinha acontecido.

Ch: Nick!

Charlotte tentou mais uma vez e ficou muito cansada sem entender o motivo, ela respirou de forma ofegante e olhou para Nick.

Ch: Você tentou pelo menos???

Nick olhou para Steve e fez gesto com as mãos, como se estivesse segurando um controle nas mãos.

S: Você quer jogar videogame?

Nick fez positivo com a cabeça e apontou para a parede.

S: Na sala? Tudo bem, pode sim.

Steve sacudiu o cabelo de Nick e abriu a porta da garagem para Nick sair, Nick correu para fora da garagem e Steve olhou para Charlotte.

S: Está chateada?

Ch: Ter irmãos é um saco!

S: Você não consegue fazer sem ele, né?

Ch: Não, você sabe disso! Você acha que ele me enganou e nem tentou?

S: Eu acho que ele tentou, mas já sabia que não daria certo. Você parece cansada, eu acho que você pode conseguir fazer o que quer com objetos grandes como um carro, quando for maior.

Ch: Ou quando vocês deixarem a gente treinar com profissionais de verdade.

Steve franziu a testa de leve.

Ch: Aquele cara... Ele sabe como, não sabe? Ele é o professor Xavier, ele tem uma escola para pessoas como eu e Nick.

S: Pessoas como você e Nick? Vocês são como todo mundo.

Ch: Não somos não.

Charlotte franziu a testa.

Ch: Por que você faz isso com a gente?

S: Isso o quê?

Charlotte suspirou.

S: Como você sabe sobre o professor Xavier?

Ch: Eu ouvi vocês conversando, aí fui para o meu quarto e pesquisei sobre ele e os mutantes. É o que somos... Mutantes! E o mundo nos odeia.

S: Lotte...

Steve estava chocado demais dela ter pesquisado sozinha sobre o assunto e ter chegado nessa conclusão, e não poderia chegar numa conclusão diferente, já que há muitos discursos de ódios sobre mutantes na internet.

S: Filha...

Ch: Mas eu não ligo.

Charlotte deu de ombros.

Ch: Você nos ama, né, pai?

S: É claro.

Ch: Eu sabia!

Charlotte sorriu e correu para fora da garagem, mas parou bem na entrada, voltou e abraçou a cintura de Steve apertado.

Ch: Eu amo você também, pai.

Steve apenas conseguiu dar um pequeno sorriso e fazer positivo com a cabeça. Charlotte voltou a correr para fora da garagem.

...

Assim que Charlotte pisou no jardim de casa, ela reparou no carro parado em cima da calçada, ela reconheceu o carro e sorriu.

Charlotte sabia que tinha chegado visita em casa, ela correu para a varanda de casa e abriu a porta, assim que ela entrou, olhou para as visitas, super entusiasmada.

Ch: MARIA!

Hill estava de pé, perto do sofá e olhou para Charlotte que já estava correndo até ela, como uma bola de boliche pronta para derrubá-la no chão.

Charlotte abraçou a cintura de Hill e Hill apoiou a bengala no chão de forma mais firme para não cair.

H: O que é isso?

Sophia: É um abraço, Maria.

H: Sim, você tem razão, eu fiz a pergunta errada. A pergunta certa é, por que está me abraçando?

Sophia: Porque ela sente sua falta.

H: Minha falta? Eu estive aqui há uns...

Hill franziu a testa, pensando há quanto tempo não visita a casa de Steve e Natasha.

N: Cinco meses...

Natasha estava no topo da escada. Hill olhou para ela.

H: Viu? Cinco meses, não é razão para abraços, eu já te ensinei isso.

Hill deu dois tapinhas de leve no braço de Charlotte.

Charlotte soltou Hill, mas ficou olhando para ela.

Ch: Você comprou o que pra mim?

H: Nada!

Hill franziu a testa de novo.

H: Eu heim.

Ch: Por que está aqui então??

Charlotte franziu a testa.

Hill olhou para Natasha que agora já estava descendo o último degrau e chegando na sala de estar.

H: Toda vez que vejo a Charlotte, ela está mais parecida com a Torunn. Grossa, violenta e interesseira.

N: Eu sei.

Natasha revirou os olhos.

H: Elas mal se viram e ainda assim, conseguem ser parecidas.

N: Mas enfim, o que você está fazendo aqui?

H: Nossa, a educação ela puxou da mãe mesmo.

Natasha sorriu.

H: Acontece que eu estou passando um tempo com a Sophia, na minha... folga.

N: Aham...

Natasha semicerrou os olhos e fez positivo com a cabeça.

H: É verdade.

N: O que fez com ela?

H: Eu trouxe ela aqui.

Natasha ergueu as duas sobrancelhas.

H: Para brincar com crianças.

Sophia: Olá, Natasha. Como vai?

Sophia se aproximou de Natasha e sorriu.

N: Eu estou bem, Sophia e você?

Sophia: Estou bem, apesar que eu estou um pouco preocupada.

N: Com o quê?

Sophia: Coreia do Norte...

N: Coreia do Norte... Mas você é chinesa.

Sophia revirou os olhos.

Sophia: Eu sou americana, mas tudo bem, é um erro comum que muitos cometem. O que eu quero dizer é que a Coreia não está cooperando com a América e esse novo presidente Trump...

Sophia revirou os olhos ao mencionar Trump.

Sophia: Ele é tão orgulhoso quanto aquele governante da Coreia.

N: Você acha que iremos a guerra?

Sophia: É possível. Você não acha?

N: Eu acho que você não devia se preocupar com isso.

Sophia: Devia sim, e você também. Afinal, é o futuro do Nick e da Lotte em jogo. Talvez nem iremos a faculdade, o que seria muito triste, porque eu realmente quero ser diplomata e eu quero aprender mais quatro línguas antes de morrer.

N: Diplomata?

Sophia: Sim.

Natasha olhou para Hill.

N: O que você fez com essa menina?

Hill franziu a testa.

H: É uma profissão muito boa, dá dinheiro e gera status. E não envolve armas... Na maioria das vezes... Eu estou orgulhosa.

Sophia: O que você quer ser, Nick?

Nick sorriu para Sophia e ficou esperando Charlotte responder por ele.

Sophia ergueu as sobrancelhas, esperando uma resposta.

Nick olhou para Charlotte e ela virou a cara.

Ch: Você não me ajudou mais cedo, então se vira.

Nick fez um gesto para Sophia esperar, ele pegou papel e caneta e fez um desenho de um astronauta.

Sophia: Astronauta?

Sophia sorriu.

Sophia: Deve ser muito legal! Eu sempre imaginei como seria estar perto das estrelas, mas vocês não chegam tão perto assim delas. Ao menos você poderá sentir a lua... Se não entrarmos em guerra...

Nick sorriu.

Sophia: E você, Charlotte? O que quer ser?

Ch: Eu quero fazer o mesmo que a Maria, ou ser uma X-Men.

Natasha franziu a testa e olhou para Charlotte, um tanto surpresa com a parte do X-Men.

N: O que???

Ch: Quero atirar e bater nas pessoas.

N: Charlotte!

Charlotte revirou os olhos.

Ch: Só nas que merecem, mãe! E na Sara!

Charlotte sorriu.

H: Okay... Posso adotar ela?

Ch: Vamos brincar nós três?

Sophia: Ah... Eu acho que vou ficar conversando com a sua mãe. Ela entende de política.

N: Sophia, eu não vou conversar com crianças, principalmente sobre políticas. Você veio aqui para brincar.

Ch: Podemos brincar no jardim?

Sophia: Ah, tem lama lá naquela grama.

Ch: Sim! E minhocas!

Sophia fez cara de nojo.

N: Sim, deixe a porta aberta e nada de correr para a rua.

Ch: Tá bom. Vamos!

Nick correu para fora de casa e Charlotte segurou na mão de Sophia, que olhou para Maria Hill, preocupada.

Sophia: Eu só tenho essa roupa, Maria.

H: Nós não vamos a lugar nenhum depois daqui. Tudo bem se sujar.

N: Por que ela não te chama de mãe?

H: Sou muito jovem pra ser chamada de mãe.

Charlotte e Sophia correram para o jardim e quase atropelaram Steve que estava entrando em casa agora, depois de botar o carro pra dentro da garagem.

S: Maria...

H: Rogers.

Steve caminhou até Natasha e lhe deu um selinho, em seguida olhou para Hill de novo.

S: Sophia parece ótima.

H: Ela está.

S: O Sam está vindo também?

H: Não, eu nem avisei a ele, eu só vim.

S: Ele está ocupado?

H: Eu realmente não tenho ideia.

N: Amor, liga pra ele e o convide para tomar uma cerveja. Eu e Hill iremos conversar lá em cima. Ligue para o Barnes também, tem tempo que vocês não se reúnem...

Natasha ficou na ponta dos pés e deu mais um selinho em Steve, ela manteve o rosto perto do dele e o olhou nos olhos de pertinho.

N: Você toma conta das crianças, não é?

S: Foi pra isso que me chamou de amor e mandou eu convidar meus amigos, né?

Natasha ergueu uma sobrancelha e sorriu de canto de boca.

S: Você não tem jeito, Romanoff.

Steve beijou os lábios de Natasha e abraçou a cintura dela, eles estavam prestes a iniciar um beijo mais demorado e de língua, mas Hill forçou uma tosse que fez os dois se afastarem.

H: Obrigada por notarem que estou aqui.

Hill forçou um sorriso.

N: Vamos...

Natasha indicou a escada com a cabeça e Hill subiu as escadas. Natasha deu só mais um selinho em Steve e subiu atrás de Hill.

Steve foi até a porta de casa e observou as crianças correndo, brincando de pique pega, ele telefonou para Sam e em seguida para Bucky. Os dois aceitaram o convite e disseram que estavam a caminho.

Steve observou que Charlotte, Nick e Sophia estavam agachados perto de uma mini horta, rente a cerca de divisa do jardim.

Charlotte pegou uma minhoca e abriu a boca.

S: Lotte!

Charlotte olhou para Steve.

Ch: Mamãe disse que faz bem pra saúde!

S: Não há nada que prove isso. Não coma!

Ch: Droga!

Sophia: Você ia mesmo comer?

Ch: Claro! Mas agora não sei o que fazer com ela...

Charlotte fingiu estar pensativa, ela sorriu de um jeito malicioso, olhando para Sophia.

Ch: Eu acho que... vou jogar em você!

Sophia: Não!!!

Sophia gritou e se afastou, ela começou a correr e Lotte correu atrás dela, rindo e segurando a minhoca.

Sophia: Tio Steve!!!

S: Charlotte!!!!

Ch: Paaiiiê! Eu só estou brincando.

S: Você está sendo má, já conversamos sobre isso. Solta essa minhoca.

Charlotte estava olhando para Steve e ela não queria soltar a minhoca, nem queria desobedecer Steve.

Charlotte resolveu soltar a minhoca sim, mas em cima de Sophia do mesmo jeito, ela não queria perder o escândalo que Sophia faria.

Assim que Charlotte estendeu a mão na direção de Sophia para jogar a minhoca nela, Nick segurou a mão de Sophia e a puxou para o lado, fazendo a minhoca cair no chão.

Sophia olhou para Nick.

Sophia: Obrigada, Nick.

Nick sorriu.

Ch: Nick seu estraga prazeres!

Charlotte correu até Steve na varanda.

Ch: Podemos andar de bicicleta na rua?

S: Só se James estivesse aqui para ir com vocês.

Ch: Maggie levaria.

S: Eu não sei se ela vai querer, filha.

Ch: Posso perguntar?

S: Sim.

Charlotte correu dentro de casa e subiu as escadas, ela bateu na porta do quarto das irmãs e abriu a porta.

Sara: Meu Deus, pergunte se pode entrar.

Ch: Eu bati!

Sara: Mas não perguntou se podia entrar...Mas enfim, o que é que você quer?

Ch: Nada de você!

Charlotte olhou para Maggie.

Ch: Maggie?

Maggie olhou para Charlotte.

Ch: Queremos andar de bicicleta.

Maggie esperou Charlotte justificar essa frase.

Ch: James não está aqui e a Sara não sabe andar de bicicleta.

Sara: Mesmo se soubesse, não ia levar vocês.

Ch: Viu?

Maggie olhou para Charlotte.

Ch: Você pode levar a gente? Por favor, Maggie!

Maggie fingiu estar chateada com a pergunta, mas depois deu um pequeno sorriso e fez positivo com a cabeça.

M: Okay, mas só por meia hora.

Ch: Eba!

...

Uma hora depois, um carro estava chegando na rua, buzinando alto.

Sophia: É o meu pai!

Sam estava dirigindo o carro e Bucky estava sentado no banco do carona. Sam diminuiu a velocidade ao se aproximar das crianças na bicicleta.

Sam: Estão pedalando na rua sozinhos?

M: Eles estão comigo.

Maggie alertou.

Sam e Bucky olharam para ela com a testa franzida.

Sam: Desculpe, Maggie, eu não vi você.

B: E eu não reconheci você, você está tão crescida. O que houve com a outra Maggie?

Maggie não sorriu.

M: Morreu.

Bucky ergueu as sobrancelhas, surpreso com a resposta.

Sam estacionou o carro atrás do carro de Hill.

M: Pronto, já chega de bicicleta por hoje.

Ch: Ah mas o que vamos fazer?

M: Eu não sei, vocês são crianças, vão atrás de algo pra fazer.

Maggie desceu da bicicleta e a empurrou para a calçada, depois ela caminhou pela entrada da garagem para deixar a bicicleta lá dentro.

Enquanto Maggie caminhava, ela estava prestando atenção em Bucky, enquanto ele entrava dentro de casa.

Hum... Maggie pensou.

...

Sam: Foi daqui que pediram cerveja?

Sam anunciou ao entrar na sala e ver Steve sentado no sofá.

S: Aqui mesmo!

Steve sorriu e se levantou do sofá para cumprimentar Sam e Bucky com um aperto de mão, seguido de um abraço.

Sam: Vamos beber aqui?

S: Na varanda, para vigiar as crianças.

Sam: Melhor ainda. Vamos!

S: Vou pegar algo pra comer.

Steve foi até a cozinha e pegou dois pacotes enormes de Doritos, ele despejou em duas tigelas e levou para a varanda, aonde Bucky e Sam já estavam sentados.

Maggie apareceu no jardim e veio até a varanda para entrar em casa, ela olhou para Bucky e somente para Bucky.

Bucky prestou atenção nela, assim como Sam e Steve pois ela tinha acabado de aparecer, mas Bucky se sentiu estranho pela forma como Maggie o olhou.

Maggie entrou em casa.

Sam: Cadê a Samantha?

S: Lá em cima.

Sam: Houve um tempo que ela viria descendo correndo para me abraçar, gritando “Tio Sam, tio Sam”

Sam riu.

S: Pois é, meu amigo. As coisas mudaram... Eles crescem.

Sam: Eu sei... Olha a Torunn... A garota é outra pessoa agora.

...

Maggie subiu as escadas da sala correndo e entrou no quarto.

M: Seu padrinho está aí.

Sara: Já vou falar com ele.

M: Sara?

Sara: O que?

M: O Bucky não casou até hoje, né?

Sara: Não... É tão estranho, ele não é feio.

M: Não mesmo.

Sara olhou para Maggie.

Sara: Por que?

M: Nada.

Maggie abriu a gaveta da cômoda dela, ela estava se certificando que o pacote dela estava no mesmo lugar.

M: Eu vou tomar banho.

Sara: De novo? Tem só uma hora que tomou banho.

M: Eu sei, mas andar de bicicleta me deixou suada.

Sara: Okay...

Sara deu de ombros e se levantou.

Sara: Vou dar um beijo no meu padrinho.

Sara saiu do quarto e desceu as escadas.

Maggie pegou o pacote e fechou na mão para ir até o banheiro.

Maggie saiu do quarto e andou rápido até o banheiro, assim que ela encostou a mão na maçaneta, ouviu as vozes de Natasha e Hill.

H: Maggie!

Maggie congelou na porta do banheiro, ela virou aos poucos e olhou para Hill.

M: Oi.

H: Como está?

M: Bem.

N: Nós pedimos lanche pra todo mundo.

M: Eu não estou com fome.

N: Okay, mas talvez você queira ficar conosco lá embaixo.

Maggie fez positivo com a cabeça.

M: Talvez.

Maggie entrou no banheiro e fechou a porta.

Hill e Natasha se entreolharam e desceram as escadas.

Ao chegarem na varanda, Natasha e Hill olharam para Steve, Bucky e Sam, sentados nas poltronas da varanda.

N: Mas olha só esses três homens maravilhosos.

S: É sobre nós?

Steve, Sam e Bucky olharam para as duas, confusos.

H: É claro que não...

N: Quem mais?

Natasha arqueou a sobrancelha.

H: O meu é o melhor claro.

Sam ergueu a garrafa, olhando para Hill e ela fez positivo com a cabeça.

Sam: Muito obrigado, baby, mas não quero deixar os meninos mal, apesar disso ser bem óbvio...

Steve e Bucky riram.

Natasha caminhou até Steve e sentou no colo dele de lado, deixando um braço atrás do pescoço dele. Steve a olhou e Natasha segurou o rosto dele com uma mão e deu três selinhos nele.

Sam olhou para Hill e bateu na perna dele.

Hill franziu a testa e botou a mão na arma que estava pendurada no cinto da calça dela.

Sam: Cruzes. Eu me casei com uma pedra de gelo.

Sam brincou e todos eles riram.

Ch: Mãe, posso pegar a bola do James para brincar com a Sophia e o Nick?

N: Pode.

Ch: Você sabe onde está?

N: Se não estiver no quintal, está no quarto dele, lá em cima.

Charlotte concordou com a cabeça e entrou em casa para procurar a bola.

...

Maggie estava com o coração acelerado pelo que susto que levou quando Natasha e Hill apareceram no corredor. Maggie respirou fundo e caminhou até a pia do banheiro.

Maggie botou o pacote em cima da pia e abriu a torneira, apenas para ouvir o som da água, ela olhou para ela mesma no espelho e passou a mão pelo rosto, ela passou mais de quinze minutos apenas olhando para si mesma no espelho e ela não conseguia sentir absolutamente nada.

Maggie olhou para o pacote e decidiu abrir, ela espalhou uma carreira de pó na pia e se inclinou para cheirar toda a carreira. A intenção de Maggie era cheirar só um pouco, para matar a vontade e não gerar suspeitas em casa.

Assim que Maggie cheirou aquela carreira de pó, os olhos dela se reviraram involuntariamente, ela sacudiu a cabeça e corrigiu a postura, ela se olhou no espelho e observou o nariz ficar vermelho, e mesmo isso não tendo graça nenhuma, ela sorriu e começou a rir sozinha. Aquilo trazia onda para ela, fazia ela sentir alguma coisa que ela nem sabe descrever o que é.

Maggie foi parando de rir aos poucos e continuou se olhando no espelho, ela sabe o quanto pode cheirar sem que comece a ter uma crise de personalidade, mas depois de cheirar a primeira carreira, ela se sentiu tentada a cheirar a segunda carreira e foi o que ela fez, cheirou e começou a rir sozinha de novo.

Maggie tropeçou no próprio pé sem nem mesmo estar andando, o que fez ela rir ainda mais e desejar a terceira carreira.

Maggie espalhou na pia a terceira carreira de pó e a quarta, ela inalou as duas, uma seguida da outra e perdeu total controle sobre o que fazia ou falava.

Maggie não tem ideia de há quanto tempo está dentro do banheiro, e ela não sabia se o que via era alucinação ou não, mas parecia que tinha mais alguém com ela no banheiro.

Maggie teve que se sentar no chão porque não conseguia ficar de pé, ela apoiou o braço na privada e viu essa pessoa vindo até ela e tentando falar alguma coisa com ela, mas ela não conseguia ouvir.

A visão de Maggie estava turva e ela podia ver tudo triplicado, ela viu três pares de olhos azuis e um cabelo loiro longo.

Maggie piscou os olhos algumas vezes e reconheceu quem era.

M: Lotte...

Ch: O que houve com você? Por que não responde?? Maggie! Tá passando mal??

M: Você não devia estar aqui...

Ch: Maggie! Eu vou chamar o papai!

M: Não...

Maggie disse com a voz fraca.

M: Lotte...

Os olhos de Maggie reviraram novamente e ela fechou os olhos, sem conseguir abri-los de novo.

Ch: MAGGIE!

...

Da varanda, Steve e Natasha ouviram o grito de Charlotte e ela parecia estar assustada. Os outros também ouviram o grito de Charlotte e ficaram alertas.

Natasha olhou para Steve e se levantou do colo dele.

N: Fique aqui, eu vou ver o que é.

S: Eu sei o que é!

N: Steve, fique aqui!

S: De jeito nenhum!

Steve entrou correndo dentro de casa e Natasha veio atrás dele.

Charlotte estava descendo as escadas, chorando e assustada com o que viu.

Ch: Pai! A Maggie!

Steve nem olhou para Charlotte, ele só subiu as escadas correndo e Natasha foi quem parou no caminho para abraçar Charlotte e tentar acalma-la.

Ch: O que a Maggie tem, mãe? Ela não respondia!

N: Ela está doente, mas ela vai ficar bem, eu prometo. Fique aqui com a Maria.

Sara: Mãe? É a Maggie?

Natasha olhou para Sara.

N: Eu acho que sim.

Sara: Mas...

N: Fique aqui você também!

Natasha ia subir as escadas, mas Steve estava descendo carregando Maggie desmaiada nos braços.

Sara: Maggie!

S: Precisamos ir para um hospital!

Sam: Vamos! Eu levo vocês.

B: Sam, você se dá melhor com as crianças, deixa que eu vou.

Sam entregou as chaves para Bucky e segurou a porta para Steve passar.

N: Hill...

H: Vai, eu e Sam vamos ficar com as crianças.

Natasha concordou com a cabeça e correu para fora de casa, entrando no carro com Bucky e Steve.


Notas Finais


Para mais gifs, já sabem... Meu twitter @ daredevilosa


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...