História New Stage - Capítulo 28


Escrita por: ~ e ~monogatari

Postado
Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Frank Zhang, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper McLean, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Will Solace
Tags Hdo, Lemon, Percy And Nico, Pernico, Pjo, Yaoi
Exibições 259
Palavras 3.759
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


~monogatari:
Boa noite meus queridos!! Tudo bem com vocês? Ainda estão vivos por causa dos tiros do último capítulo?

O que as pessoas mais gostam: treta e lemon. Então vamos a treta agora \o/. É DE BARRACO QUE O POVO GOSTAA!!

Se preparem ;)


~Liilyca:
Ola amores!!!! Td certo com vocês??
Estamos aqui para mais um cap aeeee \o/
Como sempre espero que gostem e ótima leitura ;*

Capítulo 28 - Peace


Fanfic / Fanfiction New Stage - Capítulo 28 - Peace

 

Depois daquela revelação sobre o Percy não ser o verdadeiro pai da criança eu disse para o Jason que gostaria de ficar mais um pouco com ele.

Acabou que passei a noite do seu lado.

Não tocamos muito no assunto ou remoemos o passado confuso de tivemos, apenas desfrutamos o possível um do outro. Sentia muita falta dos seus lábios e de poder apreciar seus olhos sem ter que disfarçar. Mas, sabia que uma hora ou outra teríamos que falar sobre as coisas do passado, e dessa vez era eu que deveria pedir desculpas a ele.

Desde que o Jason falou sobre como ele ficou quando soube das coisas da minha família e do que eventualmente eu não contei, eu fiquei martelando isso na minha mente.

Tinha motivos para fazer aquilo, sei disso... Mas, não podia negar que isso cutucou mais a questão da confiança entre nós. Precisava falar tudo a ele agora, mesmo que isso fosse gerar uma discussão ou aumentasse o seu nível de proteção.

“Não tenha medo de ser protegido meu amor”. Minha mãe havia me falado isso em um dos meus sonhos. Não tinha medo disso... E sim da dor que eu podia causar nas pessoas caso explodisse.

- O que você está pensando? – diz Percy me tirando do transe.

Estava sentado na cama me encostando na cabeceira da cama e o Percy, por conta dos gessos, estava deitado em meu colo e eu permanecia acariciando seus cabelos.

- Pensei que estava dormindo já – digo sorrindo voltando minha atenção a ele.

- Não quero dormir. Tenho medo de abrir meus olhos no outro dia e ver que era tudo um sonho – diz ele com aqueles olhos intensos brilhando.

- Não é um sonho. - digo sorrindo envergonhado e depositando um beijo em sua testa – Isso é completamente real.

- Então volta a morar comigo. – diz ele em um sussurro.

Aquilo realmente passou na minha cabeça por alguns minutos, mas não podia ser assim já. Haviam coisas a serem resolvidas ainda, para ambos.

- Percy... – digo já insinuando o meu questionamento.

- Ainda não né? – diz ele sorrindo de lado. Já esperava aquela resposta.

- Precisamos terminar de resolver as coisas ainda...

- Então isso não é um não definitivo?

Não o respondo e envolvo nossos lábios de novo em um beijo carinhoso e necessitado.

- Preciso te contar algo, ou me explicar – digo sério.

-Nico, não precisa ser agora... – ele sabia já o que eu iria falar. Aquilo tinha que ser resolvido logo.

- Não Percy, eu realmente preciso falar isso... – respiro fundo e organizo as coisas na minha mente.

Conto tudo a ele com calma, desde algum dos meus sonhos até quando fui visitar a minha antiga casa. Percy ouviu tudo atendo e em nenhum momento deixou de me olhar ou demonstrar alguma expressão de pena.

No começo foi um pouco difícil reviver tudo aquilo, mas assim que hesitava em alguma palavra ele acariciava meu rosto me acalmando e eu tomava coragem para continuar. Nunca tinha avaliado detalhadamente tudo o que eu havia passado, mas depois de contar tudo a ficha caiu em como eu me arrisquei em guardar tudo aquilo comigo e como fui irresponsável tomando todos aqueles remédios.

- Desde que voltei para NY não tive muitas novidades do pai da Hazel. Ele disse que está tentando a aceitação dos meus avôs e do delegado para reabrir o caso... – solto meu último suspiro e encaro os olhos dele.

Percy de imediato não diz nada, parecia estar ingerindo com calma toda a conversa ainda. Não conseguia também falar mais nada, estava completamente consumido e preocupado com o que ele pensaria depois de ouvir todas aquelas loucuras.

Percebi que ele queria levantar e eu o ajudo no impulso, mas antes mesmo que eu pudesse encará-lo de novo sou surpreendido com um forte abraço seu. Consegui ouvir um gemido fraco dele por causa do seu braço.

- Percy, você vai se machucar assim... - digo preocupado.

- Shiu, está tudo bem. Só me deixa ficar assim contigo. - diz ele em sussurros.

Não o repreendo mais ele e retribuo o seu abraço. No fundo percebo que não precisava de palavras de consolo, conselho ou até mesmo broncas. Durante todo esse tempo eu só precisava do abraço dele, para assim poder esquecer todos os meus problemas e me sentir protegido.

Sentir o calor do corpo dele de novo ao meu era reconfortante e libertava todos os sentimentos ruins. Por um tempo havia esquecido que esse abraço era o melhor refugio.

- Nico... Desculpa. - diz ele finalmente.

- Não é pra você pedir desculpa. Eu que deveria... Escondi tudo isso e fiz todos ficarem preocupados.

- Eu queria ter te ajudado desde o início, fiquei cego com medo de te perder e não percebi que estava fazendo isso aos poucos. Me desculpe Nico, por não ter percebido isso antes e ter evitado muitas coisas... Fui idiota com você e a Hazel. Não entendia direito como era querer saber sobre o passado, mas quando finalmente compreendi era tarde demais. – podia sentir a sinceridade e arrependimento na sua voz - Não vou deixar isso acontecer. Vou te ajudar nisso e te proteger de tudo... Nada vai te machucar.

- Isso já passou Percy. Não precisa se culpar, você só quis me proteger.

- E não consegui fazer isso. Me promete uma coisa? – nos afastamos do abraço e ele deposita sua mão livre em meu rosto aproximando nossos rostos – A partir de hoje me conta tudo o que descobrir? Não quero mais ficar por fora disso... E só perceber o que está acontecendo quando... Quando te achar quase morto...

- Espera... Foi você? – digo enfatizando a última parte. Uma vez havia perguntado ao Jason quem havia me encontrado no estado de overdose, mas ele sempre desviava aquela conversa dizendo que não precisávamos lembrar daquilo – Você que me encontrou naquele dia...? Como?

- Precisava te encontrar, te ver e explicar as coisas. Pensando agora... Isso pareceu um pouco stalker demais – ele sorri. Aquilo desestabiliza a conversa toda.

- Isso realmente soou stalker – dou uma risada de leve, mas logo volto a encarar seus olhos- Porque ninguém nunca me disse?

- Achei que seria melhor assim, e também na época não parecia importante - diz ele acariciando meu rosto.

Sempre ele. Não importava o quanto podíamos estar distantes, era sempre ele que me tirava do fundo do poço. Quando eu precisava de apoio, conforto, fuga, uma razão para sorrir e tentava procurar...

- No final é sempre você – digo pensando alto e sorrindo.

- Pode fugir o quanto quiser Nico, eu sempre alcanço você – diz ele e depois deposita um selinho delicado em meus lábios.

- Nunca mais vou fugir – digo e logo envolvo nossos lábios em um beijo profundo.

Céus, como eu consegui ficar tanto tempo sem isso?

(...)

Algumas semanas depois.

 

Depois daquilo eu fiquei só mais um pouco com o Percy, pois tive que voltar logo ao dormitório. Eles são bem rígidos com os horários.

Eu voltava lá sempre que tinha tempo e passada o máximo de tempo com ele. Era o que eu mais queria naquele tempo: ficar com ele.

Ele disse que iria esperar o susto do acidente passar para poder contar tudo a Annabeth, porque ele tinha medo disso afetar o bebê e não queria se sentir culpado caso algo acontecesse com ele. Um lado meu queria poder acabar logo com isso, mas eu entendi o seu lado. E também, não precisava ter pressa. Eu não ia mais fugir e nada mais nos atrapalharia.

Como as fraturas em sua perna não foi tão grave ele já tinha tirado o gesso dela e auxiliava na movimentação com a ajuda de uma bengala. Então, em poucos dias ele já estava frequentando a faculdade de novo.

Como minha grade curricular tinha mudado devido à mudança de semestre, eu não o via muito. Foi bom isso, pois não sabia se conseguiria aguentar perto dele. Ninguém, além de Jason, Piper, Reyna e Leo, sabiam que tínhamos feito as pazes.

 Cheguei a conversar com o Leo sobre o que ele tinha me falado e pedi para esquecer tudo aquilo, já tinha provas suficientes e por pressão de Reyna contei tudo o que aconteceu naquela noite.

Ela só faltou pegar um megafone e anunciar para a escola toda.

No começo ficou questionando do motivo de eu não ir morar com ele logo, mas logo que expliquei o motivo ela entendeu.

Quanto a notícias do Otto? Ele disse que estava quase reabrindo o caso. Me disse também que meus avós queriam me reencontrar... Parte de mim queria muito isso, mas outra ficava questionando como seria tudo isso. Não me lembrava do rosto de nenhum dos dois. E se eles soubessem da verdadeira história e me julgassem pela morte da minha mãe? Não agüentaria isso da única parte da família de sangue.

Decidi por ora esquecer isso e apenas pensar no que fazer quando as aulas acabassem, porque enquanto isso não acontecer eu não poderia sair daqui mesmo.

Estava à procura de algum emprego de novo, nem tentei voltar ao meu antigo. Seria muito estranho eu voltar lá depois de ter pedido demissão.

Com o tempo tudo foi voltando ao normal na faculdade. A única coisa que não mudou foi meu sentimento de raiva ao ver Annabeth continuando a atormentar o Percy como se nada tivesse acontecido. Ele me disse que quando foi ver ela depois do acidente no começo ficou jogando na cara dele a culpa daquilo tudo, mas que depois esqueceu e jogou pressão nele para ficar ao seu lado, pois o choque foi grande tanto para ela tanto para o bebê.

Foi difícil engolir isso nos primeiros dias que via eles indo embora juntos, mas tudo ia embora quando mais tarde eu ia na casa dele e ficava refém dos seus braços e carinhos.

- Nico, você deveria pelo menos disfarçar – diz Reyna me tirando do transe. Quando percebi estava encarando os passos da Annabeth entrando no carro.

Estávamos sentados no jardim fora da faculdade. Esperávamos a Hazel e o Frank para dar uma volta pela cidade e me ajudar nas agências de emprego já que as provas já tinham acabado.

- É automático – suspiro e desvio meu olhar.

- Ele disse quando vai falar com ela?

- Logo. Já faz um tempo do acidente e o médico disse que nada aconteceu com a criança. Só pediu para evitar estresses.

- Bom, acho que isso não vai acontecer hoje. Ele está vindo para cá – diz ela sorrindo e indicando a cabeça para frente.

Não acreditando no que ela tinha dito desvio meu olhar. Percy estava a poucos passos de mim.

- Achei você – ele sorri e logo abaixa fazendo seu olhar cruzar o meu.

- Devo ficar ou não? – diz Reyna.

- Melhor você ficar, eu disse para ela que ia vim pedir para você mandar um recado para o Jason – diz ele ainda me encarando. Estava começando a ficar corado daquele jeito.

- É pra falar o que pra ele?- digo preocupado e confuso, pois ele deveria saber que o Jason estava na sala ainda.

- Isso foi uma desculpa só – diz ele rindo de leve não acreditando na minha inocência – Queria te falar só que pretendo conversar com ela hoje sobre tudo.

Aquilo foi uma surpresa pra mim.

- Tem certeza?- não posso negar, estava feliz com aquela notícia.

- Não dá pra adiar mais isso. Conversei com o médico e ele me deu uma orientação de como fazer isso sem prejudicar o bebê... Eu queria que você fosse lá em casa mais tarde Nico. Quero que esteja presente quando isso acontecer.

- O que?! Não acha isso muito arriscado e pior... Tem certeza? – digo preocupado.

- Tenho total certeza, não aguento mais esconder isso. Quero poder falar e ficar perto de você em todo lugar. E também, melhor ela saber disso logo – diz ele sorrindo confiante.

Tinha como recusar vendo aquele sorriso?

- Casal, eu ainda estou aqui - diz Reyna sorrindo.

- Tudo bem... Que horas? – reviro os olhos pra ela.

- Te envio uma mensagem depois. Melhor eu ir logo, vejo você mais tarde. Cuida dele Reyna – diz ele olhando para ela agora.

- Ah pode deixar. Vamos nos comportar... Eu acho – ela sorri e ele retribui.

Logo depois levanta e segue para o carro. Conseguia ver os olhos da Annabeth encarando nós o tempo todo. Não dava para ficar a vontade daquele jeito.

- É Nico... É hoje – diz Reyna levantando – Vamos logo ir procurar a Hazel, ela está demorando demais.

Respiro fundo e acompanho-a.

Aquilo vai me perturbar a tarde toda.

(...)

Assim que recebi a mensagem do Percy fui direto para lá. Fiquei com aquilo na cabeça o dia todo, então não via a hora logo disso acabar.

Quando cheguei ao prédio peguei a chave com o porteiro e fui para o apartamento. Ele disse na mensagem que estava chegando já.

Enquanto isso não acontecia, deixei minha bolsa no meu quarto antigo e fui pego pelas lembranças que aquele lugar me trazia. Não via a hora de poder voltar para cá. O dormitório da faculdade não era ruim, mas nada se comparava àquele lugar.

Sorrio com tudo aquilo.

- Você parece feliz pequeno - escuto na minha mente uma voz que há muito tempo não aparecia.

- Graças a você mãe... Obrigado - me viro e vejo o seu vulto parado em frente à porta.

- Eu não fiz nada, sou só algo do seu subconsciente. Você mesmo percebeu tudo aquilo – diz ela sorrindo.

- Você teve sua parcela de ajuda – digo sorrindo para ela. Iria continuar minha fala, mas ouço a maçaneta da porta do apartamento abrindo.

- Boa sorte meu pequeno. Não precisa temer nada, estou do seu lado sempre. – diz ela já desaparecendo.

- Anjos negros sempre protegem um ao outro né? – digo sorrindo e respirando fundo.

Saio do quarto e vou indo em direção a sala.

Assim que apareço lá Annabeth me olhou surpresa.

- O que ele faz aqui? – eu podia sentir a raiva em sua voz.

Aquela conversa não ia ser nada fácil.

- Ele é meu irmão e pode vir aqui quando quiser – diz Percy - E eu quero conversar com você sobre algo.

- Por que ele precisa estar aqui?

- Porque ele também está envolvido.

- Percy, o que aconteceu? Fala logo – ela estava se alterando já. Isso não vai dar certo.

Percy não diz nada e vai até a estante pegando de novo o envelope do exame de DNA.

- Eu já descobri tudo – ele entrega pra ela e envelope que o encarou assustada.

- Mas o que...? – ela pega os papéis, mas seu olhar para onde eu deduzia: onde mostrava o resultado do exame – Como você... Como você pode fazer isso?!

- Annabeth...

- Não Percy! Esse exame está errado... Como você duvidou de mim? Está na cara que ele armou tudo isso para te tirar de mim de novo! – ela apontava o dedo para mim.

Já estava fora de si.

- Você sabe que não é isso. Eu descobri tudo, que você me drogou naquela noite e armou tudo isso. Não adianta mais esconder, as provas estão aí - Percy estava muito calmo e seguro com tudo aquilo.

- Não é possível... Percy você tem que acreditar em mim, fiz tudo por amor... Você estava cego por causa dele! Eu tinha que abrir os seus olhos - ela já estava chorando.

- Ele não tem culpa de nada e eu não estava cego. É você que não percebe isso – diz Percy.

- O que...? Foi você! – ela me olhava enfurecida – Você fez tudo isso!! Me diz Nico, por que você não consegue me deixar em paz? Por que não ficou longe daqui e seguido a sua vida?! Tudo ficou um inferno desde que você chegou...

Tentava não me sentir afetado por tudo aquilo... Mas, ficava difícil.

- Já disse que ele não tem culpa Annabeth, por que você não desiste logo? – Percy tentava manter a calma.

- Desistir? Eu quero te salvar Percy, você está fadado ao fracasso com ele! Esse garoto precisa ir embora daqui! – ela gritava agora e se aproximava de mim.

“Não precisa temer nada, estou do seu lado sempre”. Na hora lembrei das palavras da minha mãe.

-Annabeth... Chega – diz Percy.

- Não! Eu estou cansada dele atrapalhando tudo! Por que você faz isso Nico? O que eu te fiz...? – ela chorava muito.

- Eu... – tentava falar algo, mas não conseguia.

- Não fala nada! Você deveria ter ido junto com a sua família... VOCÊ DEVERIA TER MORRIDO JUNTO COM TODOS ELES!

Essa é a pior coisa que você pode ouvir de alguém. No exato momento que ela disse isso um flashback passou na minha cabeça sobre tudo o que tinha acontecido no meu passado e em como todos ao meu redor pagaram caro para me protegerem.

Não podia negar... Ir junto aliviaria muita coisa para todos.

“Você assim como todos merecem ser feliz Nico”. Ouço a voz da minha mãe de novo na minha mente e então lembro de todas as coisas boas que me aconteceram desde que encontrei os Jackson’s.

- Annabeth já chega. Não adianta ficar assim, é tarde demais – Percy toma a frente.

- Não, eu não deveria ter ido com eles. Me deram uma chance de viver e tenho que fazer isso por eles – digo firme e olho para o Percy – e por ele.

-O que...? – parecia que a ficha dela estava caindo.

- O que você fez é crime, mas não vou fazer nada quanto a isso. Mas, você tem que parar Annie, deixar a gente em paz e começar a pensar no seu filho. Você sabe quem é o verdadeiro pai? – diz Percy.

- Eu... – ela olhava fixamente para o chão.

- Eu quero te ajudar, mas você tem que parar com tudo isso.

- Eu... Não quero mais ouvir isso! – ela se vira e se dirige a porta batendo com força ao sair por ela.

- Annabeth, espera! – gritou Percy.

Antes que ele fosse atrás dela seguro o seu braço.

- Deixa que eu vou atrás dela – digo não acreditando no que tinha acabado de falar.

Ele também não acreditando me olha incrédulo.

- Não se preocupe, eu volto mais tarde ok? – dou um selinho em seu lábio e saio do apartamento.

Assim que saio lá Annabeth já não estava no andar, ela deveria ter pego já o elevador. Não tendo paciência para esperar o próximo começo a descer as escadas correndo.

Mesmo ela tendo me dito aquelas coisas horríveis eu não conseguia deixar isso mal acabado e se ela fosse embora daquele jeito poderia acontecer algo pior.

Assim que chego no térreo vejo ela caminhando até a portaria e acelero meus passos para alcançar ela.

- Annabeth, espera! – chamo por ela e seguro o seu ombro.

- O que você quer?! Veio aqui para esfregar na minha cara que ganhou? Não preciso da sua piedade – ela estava em prantos.

- Não vim aqui para fazer isso e nem por você - digo olhando para a sua barriga.

- Não preciso da sua ajuda – diz ela virando a cara.

- Vou te levar para a casa só - digo e faço um sinal para o táxi parar. O bom de morar em NY era isso: qualquer lugar tinha um táxi.

Tive sorte dela não continuar questionando e entro no táxi junto com ela. Annabeth diz seu endereço e ele dá à partida iniciando um silêncio perturbador dentro do carro.

Respiro fundo e finalmente decido dizer algo.

- Eu acho que te devo desculpas mesmo – não consigo encará-la, então permaneço olhando para fora – Cheguei aqui do nada e desestruturei tudo o que todo mundo estava organizando. Mas, eu nunca quis isso – respiro fundo de novo – Eu não vim aqui para destruir a vida de ninguém. Quando percebi o que sentia pelo Percy tentei ao máximo reprimir isso dentro de mim, não queria acabar com o seu namoro. Até cogitei ir embora, mas quando percebi era tarde demais. Nunca quis te machucar Annabeth, porém acho que cheguei aqui fiz tudo isso e nem tive coragem em falar contigo e isso foi errado. Não vou pedir para você me desculpar, até porque acho que é impossível, só queria te falar isso mesmo.

Crio coragem e finalmente a encaro, mas a mesma olhava para fora.

- Por muito tempo eu achei que deveria ter ido no lugar da minha família, mas quando eu descobri o que aconteceu com eles, o que fizeram para me manter a salvo não consegui pensar assim mais. Eles fizeram muito para eu do nada querer acabar com tudo – não entendi porque estava contando tudo isso a ela, mas sentia que precisava – Minha mãe morreu para me salvar e uma mulher sacrificou muita coisa para tomar conta de mim. Não posso ignorar esse esforço delas. Foi o Percy que me salvou e me tirou do meu sofrimento, nunca tive a intenção de gostar dele. Não vou falar que se eu pudesse faria diferente, porque sentir isso é a melhor coisa do mundo... Quero que você sinta isso também Annabeth. Agora você tem um filho para cuidar e amar, independente de tudo você tem que dar toda atenção e amor a ele.

Ela de novo não fala nada, mas consigo ver pelo reflexo do vidro que estava com os olhos fechados chorando.

Decidi por fim não falar mais nada. O carro andou um pouco mais até parar na frente de um prédio.

- Por quê? – ela finalmente diz me surpreendendo e eu a encaro. – Por que você está fazendo tudo isso quando eu tornei a sua vida um inferno?

- Na verdade nem eu sei, mas senti que precisava falar isso. Temos que pôr um ponto final nisso e seguir em frente. Por nós e por essa criança. Ela já sofreu demais antes mesmo de nascer – digo calmo.

- Não vou te perdoar Nico. Nunca vou – diz ela levando a mão na porta do carro e abrindo.

- Eu sei disso, mas... Eu te perdoei Annabeth. Por tudo isso. Quero seguir em frente e esquecer – digo não esperando uma resposta.

- Eu... Eu vou deixar vocês em paz. Mas, não me atrapalhe mais Nico... E sinto muito pela sua família – ela não espera eu falar nada e fecha a porta do carro logo depois entrando no prédio.

Espero a sua silhueta sumir para pedir ao motorista para seguir ao endereço que mandava.

O que tinha acabado de acontecer naquele carro?

 


Notas Finais


~monogatari:
AAAAH ANNABETH, CORRE MEO! VOCÊ É ABUSADA MESMO! VAMOS ARRANHAR A CARA DELA HAHAHAHA.

Gente, oh bichinha invocada com o boy. Desapega, desape. Olx baby u.u

E esse Nico e Percy divando em? Awn como eles evoluíram ❤. Fiquei orgulhosa com o Nico, sério *-*

Espero que ela deixe eles em paz mesmo u.u

Agora cof cof, até o próximo (aquela carinha safada) beijos :3


~Liilyca:
Eeeee é TRETAAAAAAA \O/
Quem não ama neh? Kkkkk
É Annabeth não adianta ficar tentando se fazer de sonsa não fia, tu ta é mto ferrada!
Juro eu quis estrangular ela quando falou merda pro Niquinho, mas nosso baby com o coração bom só fez a ajudar ❤
Nico seja sempre assim, o mundo precisa de gente como você ❤

É isso ai minha genteeee até quarta o/
;*


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