História New World - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Comedia, Espadas, Fantasia, Harem, Lutas, Magia, Outro Mundo, Romance, Rpg
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Palavras 2.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ecchi, Fantasia, Harem, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Capítulo 2


Itou Ikki havia corrido por cerca de quinze minutos, porém, a paisagem de uma vasta planície não havia desaparecido ainda. Estranho, foi o que ele pensou a princípio. Porém, logo retirou esse pensamento desnecessário de sua cabeça e pôs a correr novamente, com uma determinação de ferro encravada em seu peito.

– Isso é realmente estranho… – após outros dez minutos de uma extenuante corrida, Ikki tirou um instante para descansar em baixo de uma árvore que havia por perto no local, a fim de recuperar seu fôlego, e murmurou isso para si mesmo. Realmente a situação atual de Ikki parecia um tanto quanto peculiar e intrigante.

Naquele momento ele já havia percorrido a planície esverdeada por vinte e cinco minutos, e a paisagem continuava a mesma. Um gramado baixo e com poucas árvores presentes no terreno plano. O sol da tarde passava pelos galhos da árvore, incidindo violentamente sobre Ikki, o fazendo suar de modo desagradável e irritante. Mas só isso não o faria se abalar mentalmente. Com um objetivo em mente – que era de procurar seu amigo de infância – Ikki se sentia mais disposto a explorar esse vasto mundo novo. No fundo de sua alma, a verdade é que ele nutria um minúsculo, ainda que existente, sentimento de se aventurar pelo mundo, mesmo este sendo um mundo diferente.

Ikki sempre viveu “isolado”. Não literalmente, porém, em um sentido de viver uma vida restrita, controlada. O orfanato onde Ikki e Youhei vivem possuem regras inflexíveis junto a um toque de recolher que deve ser seguido à risca. A escola onde ambos estudam possui uma relação “especial” com o orfanato, por isso os dois não precisaram bancar seus próprios estudos e materiais escolares. Uma vida regrada. Ikki odiava isso. Ele queria ser livre. Youhei sentia o mesmo, entretanto, os dois não podiam simplesmente negligenciar que fora o orfanato que cuidou tão bem dos dois, lhe dando uma cama (ainda que fosse dura e fizesse barulhos horripilantes quando se deitavam) para dormir e comida fresca (mesmo que o cheiro não fosse do mais agradável para o nariz).

Ikki descansou por cinco minutos, se limitando mais à descansar do que pensar decisivamente sobre o que fazer. Ele não possuía um corpo atlético, diferente de Youhei, então o cansaço era óbvio. O garoto dos cabelos negros era a definição de franzino em pessoa.

– Certo! Tá na hora! – Ikki se levantou do chão em um rápido movimento, e disse para si mesmo como se estivesse se motivando, e não perdeu tempo se pondo a correr pelo campo.

 

 

 

Após vinte minutos andando sem parar, Ikki estava quase em seu limite. Provavelmente devia ser meio-dia ou mais, por causa do sol que incidia ferozmente sobre a pele clara de Ikki, o fazendo suar horrores. E para piorar a situação, o caminho não parecia mudar. A planície esverdeada continuou, e continuou, e continuou. Havia poucos desníveis por onde Ikki passava, e poucas árvores também. Era um caminho totalmente plano e desprovido de algo que pudesse significar presença humana por perto.

E tudo isso, quando absorvido por Ikki, transpareceu em sua impaciência de querer chegar logo a um lugar que tivesse pelo menos resquícios de pessoas. Com esse pensamento agitado em mente, Ikki aumentou seu passo de forma impaciente, se cansando mais rápido do que o normal. Seus corpo inteiro começou a demonstrar dores lancinantes, o suor irritante fazia suas roupas grudarem em seu corpo, e a inquietação era impossível de se dissipar da mente de Ikki. Sua boca estava extremamente seca e parecia ter perdido boa parte de sua coloração natural. A pele de Ikki estava mais pálida que o comum, que parecia até ser translúcida pela luz radiante do sol.

Ele continuou andando e andando, e a paisagem continuava igual. Era como se ele estivesse em um loop. Sua cabeça estava perdendo os sentidos pela situação anormal e exaustante que se encontrava. Ikki queria parar para descansar mas seu corpo não o obedecia, continuando a caminhar, ainda que cambaleante e sem rumo aparente. Ele não sentia mais suas pernas e braços, estavam totalmente entorpecidos pelo cansaço tanto físico quanto mental. É aqui que acaba minha determinação? Foi o que Ikki pensou, momentos antes de se estatelar definitivamente no chão macio, desmaiando na mesma hora.

 

 

 

A primeira coisa que Ikki viu ao abrir seus olhos foi… azul. Uma garota tão bela e com uma aparência que mais se assemelhava a um anjo, com seus cabelos longos que se estendiam até sua cintura que mais pareciam como safira derretida. Seus olhos eram profundos como o oceano, ainda que transparecessem uma calmaria absoluta. Sua pele era tão pálida quanto a um doente, seus lábios rosados e carnudos na proporção adequada. Seu corpo era magro e sua cintura era fina e bela.

Ao perceber o olhar semicerrado de Ikki, a garota soltou um suspiro indiferente e se levantou da beirada da cama onde ele estava deitado.

– Finalmente você acordou – a garota dos cabelos azuis disse em um tom frio, ainda que houvesse uma pequena, quase inexistente, parcela de preocupação em suas palavras.

Ikki ainda estava atordoado pela nova circunstância em que se encontrava, por isso não conseguiu respondê-la de imediato. Ele apenas manteve seu olhar inocente sobre a beleza sublime da garota. Ela trajava um vestido simples de linho em uma cor branca como sua pele. Sua beleza era diferente de todas as garotas que Ikki havia visto em sua vida curta. Ele sentia seu corpo se esquentar, mas não sabia se era por causa de olhar para um rosto tão bonito assim ou se era sua imaginação. Ao levantar a parte superior de seu corpo, Ikki percebeu que estava deitado em uma cama simples. A garota continuou olhando-o curiosamente.

Duas coisas intrigavam a garota: A aparência incomum de Ikki e sua roupa. Por isso, ela manteve um olhar suspeito sobre Ikki, que logo percebeu e indagou:

– O que foi?

– Nada.

– Entendo… – e rapidamente o diálogo se encerrou, de forma seca. Um clima estranho e irritante pairava sobre o local, e Ikki franziu suas sobrancelhas em descontentamento. Ele não sabia onde estava e como foi parar lá.

Porém, Ikki tinha certeza de algo, após observar vagarosamente suas cercanias. Essa beldade à sua frente havia cuidado dele. Quando cogitou isso, suas bochechas se tornaram levemente vermelhas. Ikki não se dava bem com garotas. Ser cuidado por uma garota tão bonita assim, e agora estar tão perto de uma garota formosa, era algo aterrador para Ikki. Seus instintos masculinos não sabiam como reagir, por isso o silêncio foi sua melhor escolha. E assim um desconcertante impasse entre os dois continuou até um som alto e estridente ser ouvido. A porta no lado oposto da cama onde Ikki estava fora aberta e um senhor já de idade entrou no quarto.

Esse mesmo senhor baixinho, devia ter uns 1,60 de altura e possuía cabelo e barba acinzentados pelo tempo. Várias rugas se juntavam em seu rosto áspero, e seu corpo parecia mal aguentar seu próprio peso, mesmo sendo franzino.

– Ah, você acordou! – exclamou o senhor, se acomodando no quarto. Ele soltou um pequeno sorriso ao perceber Ikki em bom estado.

– Quem seria você? – o garoto dos cabelos negros não pestanejou e logo foi ao ponto.

– Eu sou o chefe desse vilarejo – o velho parou por um instante, fixou seu olhar afiado para Ikki, e lhe lançou uma pergunta. – E você, quem seria? Sua aparência e roupas são bem suspeitas para ser sincero.

Ikki sentiu momentaneamente uma esmagadora pressão vinda não só do senhor, mas também da garota ao seu lado, lhe fuzilando apenas com o olhar. Um calafrio percorreu sua espinha por um instante, mas soltou um breve suspiro e respondeu a pergunta:

– Sou Itou Ikki, um… – ele parou por um momento, organizou velozmente seus pensamentos confusos, e concluiu. – … viajante.

Na hora em que Ikki respondeu perfeita e obedientemente a resposta do senhor, ele arregalou os olhos por um segundo mas logo depois eles voltaram ao normal. A garota dos cabelos azuis ao lado esbanjou a mesma reação do senhor.

– Entendo… então você é um [Adventurer]? – o velho lançou outra pergunta para Ikki, dessa vez com um tom mais despreocupado e relaxado.

Agora era a vez de Ikki arregalar bem seus olhos, ao tentar compreender o que ele havia falado por último. O que foi que ele falou? … Adventurer, talvez? Ikki ponderou e ponderou, mas nada chegou a sua mente e franziu a testa em resposta.

– O que foi? Ainda está cansado? – a garota o indagou subitamente, mantendo seu olhar indiferente e seu tom frio. Ikki estava com seu rosto abaixado, refletindo sobre a situação calmamente, tentando não se meter em problemas já no começo de sua “aventura”.

– Ah, não, eu estou bem – ele retrucou a indagação insensível da garota, e continuou. – A verdade é que eu não sei o que é esse tal de [Adventurer].

Ikki não teve escolha a não ser falar a verdade. Ele pensou e pensou, mas nenhum resultado claro chegou a sua mente, lhe restando apenas contar a verdade, sem hesitar. O que acontecesse adiante ele daria um jeito.

– Você não sabe? Mas isso é… – o velho murmurou incrédulo, não completando sua sentença. A garota franziu suas sobrancelhas.

– Como assim você não sabe? Isso é senso comum! – a garota dos cabelos azuis afirmou em um tom confiante e alto. Sua voz suave reverberou pelo quarto pequeno. Suas palavras entraram no ouvido de Ikki, o fazendo tremer ligeiramente.

– E-Eu realmente não sei… – Ikki declarou mais uma vez não saber do que se tratava tal palavra.

– Bem, calma Blau – o velho tentou acalmar a garota, sem sucesso. A garota que se chamava Blau apenas se irritou mais com a resposta absurda de Ikki.

– Talvez ele ainda esteja exausto pela alta exposição ao sol da tarde – o senhor proferiu suas palavras calmamente, e então finalizou. – Vamos dar um tempo para ele se recuperar.

Ao dizer isso ele se levantou da cadeira de madeira a qual se sentava, ajeitou suas costas que pareciam doer horrores, e abriu a porta ao lado. Ele então disse para Ikki:

– Bem, que tal você tomar um ar lá fora? Será bom para melhorar seu estado.

– Você tem razão – Ikki disse se levantando lentamente da cama. Blau que estava ao seu lado deu de ombros e saiu do quarto pela porta a sua frente. Ikki não compreendia como as mulheres agiam. Ela é tão bela mas parece ser tão irritante… Espero que eu esteja errado. Ao sair do quarto rapidamente, ignorando Ikki e o senhor, a garota dos cabelos azuis finalmente sumiu do campo de visão de Ikki, enquanto a olhava estupefato. O velho senhor notou isso e soltou um breve sorriso, e disse:

– Por favor, perdoe Blau. Ela não era assim antes – o senhor falava em um tom entristecido e baixinho, completamente diferente de alguns minutos atrás. – Ela sempre foi uma garota gentil que transparecia alegria e diligência a todos do vilarejo. Blau sempre sorria para todos, aproveitando seus dias calmos com sua… família.

Em especial a última palavra do senhor estava totalmente carregada de uma impotência e tristeza imprescindível. Ikki notou isso, porém, não soube como responder.

– Bem, de qualquer forma, isso não lhe deve atenção. Nosso vilarejo é simples e bem rural, mas todas as pessoas daqui são gentis, então não se preocupe – após uma breve pausa, o velho continuou a falar, agora em seu tom usual.

– Entendo… – Ikki concordou com a cabeça, e andou para fora do quarto.

Ao sair da casa do chefe do vilarejo, Ikki mais uma vez foi acometido por uma paisagem inacreditável. Havia uma pequena praça a sua frente, em formato circular, com lojas e casas simples, feitas de madeira, nas beiradas da praça. O sol incidia sobre a praça formando um círculo luminoso. Dava para ver, da entrada da casa do chefe, que fora construído em cima de um desnível, campos agrícolas se estendendo para fora do vilarejo. Campos verdes de soja e dourados de trigo davam uma vista incrível. Ikki ficou embasbacado pela paisagem, porém, logo recuperou sua compostura normal e começou a andar pelo vilarejo.

A garota dos cabelos azuis que havia o tratado de forma tão fria e indiferente estava falando com uma velha senhora, dona de uma loja há poucos metros a sua frente. A ignorou e caminhou até o centro da pequena praça. Olhou em volta mais uma vez, atônito pelo que via. Pessoas vestindo túnicas simples, feitas ou de linho ou de algodão, normalmente calçando botas de couro. Casas feitas de madeira, sem nenhum uso de cimento, concreto ou tijolo, apenas a madeira comum.

– Isso é realmente… um mundo medieval – Ikki sussurrou para si mesmo enquanto olhava cada detalhe do vilarejo. Ruas estreitas não pavimentadas que se dividiam em três na pequena praça, campos de soja e trigo que estendiam para fora do vilarejo, homens com seus corpos robustos descansando em bancos também feitos de madeira, um clima todo natural e agrícola.

Após olhar admirado as construções e as pessoas do vilarejo, Ikki chegou a uma conclusão após pensar rapidamente. Não havia dúvidas em sua afirmação. Ele realmente estava… em um mundo de fantasia!



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