História New World. - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eldarya
Personagens Ezarel, Jamon, Keroshane, Leiftan, Mery, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Nevra Eldarya
Exibições 252
Palavras 2.087
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


FALEI QUE IA POSTAR!
HAAHAHAHHA
Capitulo novinho em folha contando um pouco mais sobre a nossa amada ''Alice''.
Boa leitura sz

Capítulo 5 - Eu preciso de um abraço, por favor.


Fanfic / Fanfiction New World. - Capítulo 5 - Eu preciso de um abraço, por favor.

Não consigo conter minha felicidade em saber que é o meu treinamento na minha guarda, Nevra havia me dito para acordar e de que preferência antes do sol nascer mas quem disse que eu dormi? Simplesmente não me aguentei ei, estava explodindo de felicidade.

Já estava imaginando que arma eu iria escolher, claro que iria ser uma faca ou algo do tipo, por dois motivos, sou boa e são pequenas. Se irei trabalhar ‘’nas sombras’’ deveria ser discreta.

Estava terminando de me trocar quando escuto alguém batendo na porta, jogo a bota que estava indo por em um canto e vou correndo ao encontro da porta, ao abri-la vejo Nevra encostado na porta com um sorriso no rosto.

– Entra, estou terminando de me arrumar. –Dei espaço ao mesmo para entrar.

– Mulheres. –Revirou os olhos.– Para que se arrumar para ir treinar?

– Quer que eu vá de pijama é? –Disse me sentando na minha cama/colchão mofado.

– Tá tá se arruma logo.

Terminei de por minha bota, ajeitei a capa vermelha. Minha roupa era um vestido branco com renda, cinto marrom e grosso que parecia um corpete e uma capa vermelha, também usava um par de botas pretas que ia até a altura do meu joelho.
O caminho foi calmo, seguimos até o centro da floresta. Brincamos um pouco como sempre e escutei uns comentários do tipo ‘’você usa roupas estranhar’’ mas retruquei na mesma, o ser anda quase pelado por aí e quer vir falar de mim.

Quando chegamos na floresta Nevra me falou um pouco sobre a guarda e como ela trabalhava, tínhamos que nos manter nas sombras e coletar informações mas claro que também íamos ao ataque mas com armas pequenas como as facas.

– Espero que tenha entendido tudo, não vou explicar mais de uma vez. –Ele foi em direção a uma bolsa que havia ali e escolher três armas diferentes, uma faca, um martelo gigante e um arco e flecha.– Escolha uma e me explique o porque da escolha.

– Bom, eu escolheria o arco e flecha porque é mais fácil de se usar e não precisaria chegar perto para um ataque porém eu não sei usar. O martelo sem chances pois é muito grande para uma pessoa do meu porte, então eu fico com a faca que é pequena e eu sei usar bem.

– Ótima escolha. Na minha guarda saímos durante a noite e por isso temos que ficar muito tempo acordados, eu não sinto a necessidade de dormir mas quanto a você eu não sei, você consegue?

– Claro, nunca fui de dormir muito. Um belo exemplo é hoje, eu nem dormi. –Ri sem graça.

– Tá, menos mal. Agora vamos começar de verdade. –Ele de um grande sorriso.

Começamos com coisas simples como os movimentos certos e como cuidar para a faca não ficar presa, Nevra também me falou que a situação está difícil e que se ver algo estranho não era para mim hesitar em matar. Depois do dia todo ali treinando, pulando, correndo, nadando e outras coisas estávamos indo para casa quando decidimos para em uma pequena montanha que tinha ali com a vista para o mar. Nos sentamos um do lado do outro e ficamos minutos ali, calados.

– Canta pra mim? –Perguntou Nevra quebrando o silêncio.

– Porque? –Disse rindo.

– Sua voz é bonita... –Disse dando de ombros.

– Tudo bem, vou cantar minha música favorita, tudo bem? –Ele assentiu.

–I remember years ago
Someone told me I should take
Caution when it comes to love
I did

And you were strong and I was not
My illusion, my mistake
I was careless, I forgot
I did

And now when all is done
There is nothing to say
You have gone and so effortlessly
You have won
You can go ahead tell them.

(Lembro-me de anos atrás

Alguém me disse que eu deveria tomar

Cuidado quando se trata de amor

Eu tive


 

E você era forte e eu não era

Minha ilusão, meu erro

Eu era descuidado, eu esqueci

Eu tive


 

E agora, quando tudo está feito

Não há nada a dizer

Tu tens ido e sem esforço

Tu ganhas-te

Tu podes ir adiante dizer-lhes).

Enquanto eu cantava Nevra que antes estava sentado ao meu lado agora estava deitado no meu colo fechando os olhos com um expressão serena enquanto batia o pé no ritmo da música. Nevra era um homem muito bonito na casa dos vinte e três anos, tinha um sorriso perfeito com os dentes retos e brancos assim como suas presas, os olhos em um tom de cinza, seus cabelos eram pretos como a noite e viviam bagunçado mas ainda sim continuava bonito, e ali, com essa expressão serena e calma com o vento bagunçando seus cabelos

Mas ele não era bonito só por fora e sim por dentro também, tinha seu jeito garanhão mas por dentro era alguém muito atencioso e sensível.

 Assim que terminei a música Nevra abriu um dos olhos.

– Realmente uma bela voz, aonde aprendeu cantar assim?

– ... –Eu suspirei.– É uma longa história.

– Tenho tempo. –Disse abrindo agora os dois olhos.

– Bem, meu pai é dono de um restaurante e também é muito rígido, eu era obrigada a trabalhar para ele sem receber nada além de um ‘’Não fez nada além da sua obrigação’’, o restaurante dele era muito famoso não só na Coreia mas em outros países também. –Falei tudo muito rápido fazendo o ar faltar.– E ele tinha que sempre ir viajando para outros países para fazer negócios e eu como sua escreva número um tinha que ir junto.

Relembrar dessas coisas realmente não era algo bom, tocava em um ponto muito sensível dentro de mim, se lembrar desses fato doíam mais que uma facada, mas as vezes é bom desabafar com alguém e prefiro desabafar e por tudo para fora com alguém como Nevra.

– Um dia ele foi chamado para ir na França, e eu tive que junto. Mal sabia falar francês mas ainda sim fui obrigada a fazer um curso de Francês, chegando lá eu fui para uma escola... E lá conheci um garoto. Ele era vitoriano e diferente de todos. –Falar disso realmente doía muito.– Acabamos nos aproximando, compartilhávamos o mesmo gosto de quase tudo e acabamos por namorar, no meio de tudo isso eu descobri que ele tinha uma banda com o melhor amigo e ele me ensinou a usar minha voz.

– E como acabou tudo isso? –Ele me olhou com um certo interesse no final da história.

– Um dia fomos há um festa desse melhor amigo dele, já fazia um tempo que eu estava na França, quase um ano, e já namorávamos e acabamos por... fazer sexo. –Corei violentamente na última parte abaixando a cabeça e olha de rabo de olho para Nevra mas o mesmo continuava com aquela cara de interesse pela história sem nem dar importância para a parte do sexo, me senti mais segura para terminar a história e continuei.– Eu e ele queríamos isso, foi na casa do amigo dele, nesse dia eu menti pro meu pai e ele descobriu que eu havia ido a festa, nunca tinha apanhado tanto e olha que ele nem sabia o que eu tinha feito lá e nem do meu namorado mas ainda assim apanhei muito, mesmo. Faltei uma semana pelos machucados quando voltei não me afastei dele e fizemos aquilo de novo, afinal éramos namorados mas dessa vez meu pai descobriu e... A surra foi três vezes maior, tenho cicatrizes até hoje. –Senti minha vista embaçar por causa das lágrimas.– Dessa vez eu fui obrigada a me afastar e voltamos para a Coreia, e antes eu achava que era escravizada, depois daquilo tudo foi pior. Sempre falava ‘’Você não quer me trazer mais desgosto? Então faça direito.’’, sorria para os clientes e para todos mas estava morrendo por dentro, já tentei algumas vezes suicídio mais nunca consegui e sempre apanhava, sempre que precisava de um abraço ninguém percebia... Eu sou o desgosta da família. –As lágrimas quentes caiam sobre meu rosto.– Bom, acho melhor eu ir. –Quando me levantei para ir em bora Nevra me pegou pelo pulso, me fazendo virar e bater bruscamente no seu peito, logo ele envolveu seus braço em mim e me deu um abraço  apertado e demorado.

– Senti que você precisava de um abraço agora. –Ele se afastou com calma e secou minhas lágrimas.– Não chore pelo passado, já passou. –Disse me abraçando novamente.– Está melhor?

– S-sim... Obrigada. ­–Agora foi minha vez de abraça-lo com toda a minha força.

– Sabe Alice... Você é uma menina forte, por passar por tudo isso em silêncio, eu não iria conseguir, admiro isso em você.

– O-obrigada Nev... Nevra –Disse me auto corrigindo o apelido bobo.

– Pode me chamar assim, Lice.

– Ai que gay! –Disse rindo para desviar do assunto, realmente não era algo bom para mim mas fingir que estava tudo bem já era normal mas saber que alguém se preocupa comigo é tão bom.

Depois de ficarmos ali mais um pouco logo voltamos ao QG pois já estava escurecendo e é perigoso ficar lá fora, fui diretamente ao meu quarto. Poderia estar a todos sorrisos por fora mas realmente havia me deixado mal falar sobre aquilo.

É algo que dói muito ainda, digamos que, uma feriada aberta e lembrar daquilo realmente doía e muito. Como no meu banheiro não havia banheiro eu teria que ir ao banheiro onde todos que não tinham banheiro tomavam banho, realmente constrangedor pois era muitas pessoas nuas.

Quando estava passando pelo corredor vejo Ezarel saindo do seu quarto, o comprimento como sempre fazia.

– Fala puta! –Disse rindo.

– Para de me chamar assim. –Ele revirou os olhos.– Vai aonde com essas roupas?  Está indo ver o namoradinho?

– Estou indo tomar banho mas sinceramente não quero, nunca vi tanta gente pelada em um lugar só.

– Vem tomar banho no meu, pelo menos não tem ninguém.

– Sério? Obrigada Ez! –Disse o abraçando.

– Ei, ei! Aquieta garota! –Disse me soltando.– Pode entrar, eu vou ir falar com a Alajéa. –Ele revirou os olhos.

– Alajéa?

– Aquela sereia mais tonta que uma porta.

– Ata, ela é legal mas boa sorte! –Ele assentiu e foi indo para o fim do corredor, abri a porta do seu quarto e lá era tão lindo, com todos os detalhes. Avistei uma porta que provavelmente era o banheiro mas ao abri-la percebi que me enganei, na verdade era o closet dele, havia várias roupas, todas muito bonitas. Depois de sair dali consegui finalmente achar o banheiro, era muito lindo, tinha uma grande porta de vidro  que leva ao chuveiro e espelhos por toda parte. Me despi com calma e sem pressa, liguei o chuveiro e a água gelada começou a cair pelo meu corpo quente, comecei a me ensaboar e depois lavei meu cabelo. Do nada começo a vir imagens do dia da surra e me deixei por chorar alto e soluçar, afinal estava sozinha.

Algumas pessoas podem falar que chorar é coisa de gente fraca mas eu descordo completamente pois chorar alivia a dor que se sente, não tem nada haver com fraqueza, era algo normal. Enquanto chorava escutei alguém chamar pelo meu nome, era a voz do Ezarel.

– E-estou bem! Só estou terminando o banho.

– Quem é que toma banho soluçando garota?! Tá fazendo que aí!?

– Já disse que nada!

– Eu não acredito! –Escutei a porta se abrindo e logo puxei a toalha que estava no cabide ao lado.– Porque está chorando?

– N-nada Ezarel! –Disse gritando

– Fala logo!

– E-eu tive lembranças de momentos ruins, só isso. Agora deixa eu terminar de tomar banho?! –Ele é louco de entrar assim no banheiro? Céus!

– Se você diz...

Quando ele saiu me recuperei do susto e terminei de fingir que estava tomando banho e sai, assim que passei pela porta vi Ezarel sentado em um poltrona lendo um livro, assim que percebeu minha presença ele ergueu os olhos para mim.

– Eu entendo que é difícil tudo isso, eu sei também que eu não pareço ser confiável mas quando se sentir triste pode vir falar comigo a hora que quiser, tudo bem? 

– Que bonitinho! Quando precisar de um lugar para tomar banho ou alguém para desabafar eu venho falar com você, não se preocupe. E digo o mesmo para você, também me preocupo com você. –Disse indo em sua direção e dando um beijo na sua testa.– Você é o meu melhor amigo!

– Eu também te considero bastante mas vá indo porque não quero ninguém me enchendo o saco pensando besteiras entre nós.

– Pessoa mais bipolar que você não existe... Tchau puta! 

Continua... 

 


Notas Finais




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