História NewTale - "ERROR" - Capítulo 25


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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Grillby, Mettaton, Napstablook, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Alphys, Asgore, Asriel, Chara, Charisk, Crossover, Dreemmurr, Dustale, Dusttale, Echotale, Error, Error Sans, Frisk, Gaster, Geno, Glitch, Horrortale, Ink Sans, Mettaton, Multiverse, Multiverso, Napstablook, Newtale, Ômega, Outertale, Papyrus, Sans, Storyshift, Tale, Toriel, Under, Underfell, Underswap, Undertale, Undyne
Exibições 100
Palavras 1.950
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei pra escrever? Desculpe, bloqueio de criatividade!
Próximo universo já foi escolhido por todo mundo: Outertale!

Capítulo 25 - HorrorTale 3-3


Frisk – O.N

Eu estava andando sobre uma versão da floresta de Snowdin, com suas árvores apodrecidas e a neve densa. Um Papyrus deformado e super excitado andava ao meu lado, tagarelando sobre como ele estava feliz de eu estar de volta e como queria me mostrar todos os novos tipos de Puzzle que Undyne o havia ensinado. Atrás de nós, o Sans psicopata nos seguia arrastando um machado e andando bem lentamente...

Depois do que havia acontecido com a matilha de Snowdin, tudo que eu queria era sair dali o mais rápido que podia, e de segundo em segundo checava o bracelete no meu pulso, mas quando você está assustado ou ansioso o tempo parece não passar, e era isso que estava acontecendo. Eu senti meu sapato pisar em algo no chão que parecia metálico, e em uma fração de segundo eu percebi o que aquilo era e pulei pra trás.

A armadilha de urso deu um bote, mas pegou apenas o ar, eu havia conseguido desviar rapidamente e cai sentado atrás. Por um segundo, aquilo teria decepado minha perna ou pior.

Frisk: O-O que é isso?!

H!Papyrus: HUMANO, PARECE QUE SUAS HABILIDADES COM PUZZLE S REALMENTE MELHORAM! VOCÊ É QUASE UM ATRATIVO PRA ELES! VEJO QUE ACABOU DE SE DEPARAR COM UMA DAS MINHAS BEM BOLADAS ARMADILHAS!

Frisk: ARMADILHA?! I-Isso ai é perigoso! Não é o tipo de Puzzle que você deveria...

Eu ia falar “Não é o tipo de Puzzle que você deveria fazer” mas eu me lembrei de que estava em outro universo, e as coisas eram extremamente perigosas aqui. Sans que estava quieto esse tempo todo finalmente voltou a falar...

H!Sans: Perigoso...? ... Heh... Pelo que você  havia  passado lá trás imaginei que isso seja uma das menores coisas que você deva se preocupar...

Eu perdi a paciência.

Frisk: MAS POR QUÊ? Por que as coisas ficaram assim pra vocês? Por que todos estão loucos? O que drogas aconteceu?

Papyrus ficou calado, mas Sans me encarou com um sorriso ainda maior.

H!Sans: Você deveria saber, afinal foi você quem sumiu com o rei e as almas humanas. Nos deixando presos aqui embaixo, sem esperança de um dia sair para a superfície. O que você esperava? Aqui é o lugar que histórias de terror vem pra se esconder. Enterrado no subsolo, dor e sofrimento. Você causou isso.

Eu senti vontade de me defender, dizer que não sou eu, que eu nem ao menos era desse universo. Mas não iria adiantar de nada, eles não acreditariam. Mas eu ainda não entendia, o que aconteceu com eles? Eu, quer dizer, o Frisk desse universo fez isso? Deixou eles presos aqui em baixo? Isso... É horrível, se eu parar pra pensar. Eu não deveria questionar. Então, me levantei, e continuei do lado de Papyrus, mas Sans parecia cada vez com mais raiva de mim, que demonstrava a partir de um sorriso psicopata.

Nós chegamos a uma colina de neve que se estendia pra baixo. Lá, muitos ossos afiados faziam  uma sequência  de espinhos, e mais um monte de outros tipos de armadilhas afiadas e perigosas.

H!Papyrus: NYEHEHEHEHEHEH! HUMANO, CHEGAMOS AO PARAÍSO, A MINHA MAIOR CONSTRUÇÃO, QUE SÓ PODERIA TER SAÍDO DE UMA MENTE TÃO GENIAL QUANTO A MINHA DEPOIS DE MUITO ESFORÇO E PLANEJAMENTO! O LABIRINTO DE OSSOS!

Quando eu olhei melhor, notei que todos os ossos lá embaixo (e eram muitos) faziam algumas fileiras que juntas, pareciam fazer o caminho de um verdadeiro labirinto.

Frisk: E-Eu... Não vou ter que atravessar isso aí... Vou?

H!Papyrus: É CLARO QUE VAI, HUMANO! SUAS HABILIDADES PARA RESOLVER PUZZLES SEMPRE FORAM ALTAS O SUFICIENTE PARA SE COMPARAR A MINHA HABILIDADE DE PREPARÁ-LOS! E ESSA É MINHA MAIOR CRIAÇÃO! ARMADILHAS SANGRENTAS, OSSOS PERFURADORES, TUDO QUE PRECISAMOS! NYEHEHEHEHEHAHAHAHAHAHAHHAHA!

Dessa vez, Papyrus parecia mesmo um psicopata.

Frisk: M-Mas eu vou mesmo ter quê...

Antes que eu terminasse de falar, ele me deu um chute nas costas e eu saí rolando na neve até cair bem encima da entrada do labirinto. A última coisa que eu ouvi dos dois foi o Papyrus gritando “NOS VEMOS DO OUTRO LADO, HUMANO!”;

É sério que eu iria ter que passar por um labirinto de ossos? ... Essa versão do Underground era ainda mais escura do que eu me lembro da minha ser, e isso deixava o clima bem mais assustador do que eu me lembrava, principalmente depois de ver a matilha de Snowdin me perseguindo, e depois os corpos deles sangrando no chão... Eu não queria me lembrar disso, só ia me trazer terror ao pensar.

Eu adentrei ao labirinto de ossos, tomando todo cuidado com armadilhas enterradas no chão e com os ossos afiados. Só andando o quanto eu percebi como aquilo era grande, e me perguntei como o Papyrus teria conseguido construir algo assim sozinho. Eu parei um minuto para refletir nos acontecimentos desse mundo. Parece que uma versão “minha” saiu da barreira sozinho, deixando o rei Asgore morrer e sumindo com as almas humanas. Desde que isso aconteceu, as pessoas começaram a endoidar. Será que elas estavam passando por algum tipo de crise? Talvez falta de comida ou água? Será que eles do meu universo teriam ficado assim se eu os tivesse deixado lá? ... Não quero pensar nisso, mas foi como Sans disse. Eu estou em uma terra que histórias de terror e pesadelos vem pra se esconder.

Enquanto pensava nisso, ouvi passos na neve a minha frente. Imagine minha surpresa quando vi uma versão bizarra do Doggo, com olhos acizentados, e parecia babar eternamente. Ele tinha a camiseta rasgada e o pelo manchado de vermelho. Andava na minha direção, mas olhava para o chão como se estivesse em confusão. Até que eu pisei em um galho e fiz um barulho.

Nesse momento, Doggo pareceu voltar toda sua atenção pra mim. Droga... Eu não me lembro dele estar junto quando a matilha de Snowdin me perseguiu, e agora ele estava ali na minha frente. O quão perigoso isso podia ser? Ele olhou pra mim com seus olhos vazios.

H!Doggo: Algo... Se... Mexeu? ... Como um humano?... Se for um humano... Vou devorar suas pernas e ter certeza de que ele nunca se mova de novo...

E foi com essa simples frase dita por ele, que eu decidi ficar parado pelo tempo que fosse necessário até que ele fosse embora. Eu me lembro que ele era cego, e de alguma forma podia sentir apenas coisas que se mexessem, mas esse Doggo era tão bizarro que se eu tentasse dar um “pet” nele acabaria sem minha mão. Ele andou fazendo um círculo em minha volta, como uma onça espreitando algo. Por um momento, ele cheirou o ar tão perto de mim que eu tive uma tremedeira. Então ele gritou.

H!Doggo: TE PEGUEI!

Eu dei um pulo pro lado quando a faca de Doggo passou cortando o ar na minha direção. Não, não o ar. Ele havia me acertado, e um corte no meu rosto sangrava. Minha alma também foi parcialmente acertada e eu perdi 5 de HP.

Doggo voltou a atenção a mim, e eu teria que me mexer se realmente quisesse sair dali com vida!  Eu desviei pra direita em outro golpe dele, e ele acertou a parede de ossos pontudos. Ele já estava pronto pra se virar e me atacar de novo, quando eu ouvi ele ganir um barulho que um cachorro faz quando algo o machuca...

Uma das armadilhas de Papyrus havia se prendido, DECEPANDO a perna de Doggo. Ele caiu gritando, e um impulso dentro de mim me fazia querer se aproximar e ajudar, mas isso iria causar problemas pra mim. Eu odeio fazer isso. Eu odeio não poder ajudar os outros. Mas se eu quisesse sair dali com vida, teria que entender que o problema não é meu.

Eu dei a volta e continuei pelo caminho do labirinto, deixando Doggo ganindo de dor no chão, com sua perna sangrando de um outro lado. Enquanto eu ia embora ignorando aquela cena, eu pensei que algo me forçaria a voltar e o ajudar, mas... Não. Eu não sentia remorso. Era como se algo frio estivesse crescendo dentro de mim, mas eu não sei o quê.

Em pouco tempo, e tomando muito cuidado com certas armadilhas, eu cheguei ao fim do labirinto de ossos do Papyrus, e a minha frente uma cidade de Snowdin desolada me aguardava.

H!Papyrus: OLÁ HUMANO! VEJO QUE CHEGOU BEM A TEMPO!

H!Sans: ... E vivo.

Frisk: Bem a tempo... Pra quê?

H!Papyrus: VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR! EU ESTAVA PLANEJANDO FAZER UM DELICIOSO JANTAR DE ESPAGUETE USANDO VOC- QUER DIZER, PRA VOCÊ! QUANDO UNDYNE VEIO NOS VISITAR, E ELA PROVAVELMENTE VAI FICAR MUITO FELIZ EM TE VER!

Frisk: U-Undyne...?!

Eu sinto algo me observando de trás. Quando eu me dou conta de uma luz azul, eu me jogo pra esquerda.

A seta de Undyne perfurou a neve, e logo se transformou em energia. Eu me virei e encarei ela nos olhos. Ela estava magra, totalmente acabada, como se fosse a pessoa que mais sofreu todos esses anos. Ela usava uma faixa branca e sangrenta no olho cego, e ela tinha uma aura totalmente animalesca e perigosa.

H!Undyne: Você... Eu não acredito! Como teve coragem de dar as caras aqui novamente?

Papyrus pareceu perceber que a situação não estava nem um pouco boa, e começou a soar.

H!Papyrus: WOWIE... QUE R-RECEPÇÃO CALOROSA! QUE TAL A-ACABARMOS COM ESSES ANTIGOS CONFLITOS COM O BOM E VELHO ABRAÇO EM GRUPO?!

H!Sans: Eu diria que a situação está um pouco fria, mano. Heheh.

H!Papyrus: SANS ISSO NÃO É HORA PRA PIADAS!

Undyne se virou pros dois.

H!Undyne: Não acredito... São tão incompetentes assim? Não conseguem capturar um mísero humano?! Eu deveria ter matado os dois quando tudo isso começou. Teríamos menos bocas pra alimentar. Mas agora, eu terei minha vingança contra o humano que causou tudo isso!

Ela fez uma seta de energia com as mãos, e em um minuto aquilo voou na minha direção. Eu fechei os olhos pensando ser o fim...

Mas algo bloqueou.

Uma parede de ossos pontiagudos bloqueou a seta de Undyne antes que ela me atingisse. Fora Sans quem tinha feito esse movimento que havia me salvo.

H!Undyne: O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO SEU INÚTIL?! PROTEGENDO ESSE HUMANO?!

H!Sans: ...Heheh...Heheheh...Hahahahahahah! Não, não, não, não… Eu parei pra pensar. Sim, foi esse maldito humano que sumiu com as almas, mas nós teríamos tido esperança de sair daqui, se não fosse por você. Foi você quem assumiu o trono quando o rei Dreemurr sumiu. Você causou a crise de alimento. Você não foi e nunca será uma boa líder. O garoto tem sua culpa... Mas você desviou a atenção de todos dizendo que foram os humanos que causaram todos os nossos problemas, quando foi você! Já estou cansado da forma como trata meu mano, e o que você me “fez”.

Quando Sans disse “Fez” ele apontou para o buraco no próprio crânio. Havia sido Undyne quem havia causado aquilo?!

H!Sans: Foi você quem tirou minha sanidade e transformou esse lugar num inferno, não o garoto. Foi você!

Sans invocou um Gaster Blaster e atirou na direção de Undyne. Mas ela se manteve firme.

H!Undyne: Se é briga que você quer... Depois de transformar você em pó, farei o mesmo com o inútil do seu irmão, e com esse humano!

Eles começaram a brigar. Setas para um lado, ossos para o outro. Papyrus estava imobilizado e tremendo, eu realmente queria poder fazer alguma coisa, mas se eu me levantasse seria atingido por algo. Eu me lembrei do bracelete no meu braço. O contador havia atingido “00:00’’. Era hora de ir pra outro lugar.

Pela primeira vez me senti feliz em apertar aquele botão.



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