História NewTale - "ERROR" - Capítulo 27


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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Grillby, Mettaton, Napstablook, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Alphys, Asgore, Asriel, Chara, Charisk, Crossover, Dreemmurr, Dustale, Dusttale, Echotale, Error, Error Sans, Frisk, Gaster, Geno, Glitch, Horrortale, Ink Sans, Mettaton, Multiverse, Multiverso, Napstablook, Newtale, Ômega, Outertale, Papyrus, Sans, Storyshift, Tale, Toriel, Under, Underfell, Underswap, Undertale, Undyne
Exibições 95
Palavras 3.482
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


CAPÍTULO GRANDE, OITO PÁGINAS NO WORD, WTF
De qualquer forma, espero que aproveitem! O próximo universo será o final desse Arco (Não da história, do Arco!)
E o início de um arco novo e sombrio.

Capítulo 27 - Outertale 2 - 2


O pequeno Frisk desse universo puxou minha mão e me levou até um prédio grande e branco, com a palavra “LAB” escrito sobre letras vermelhas. Não precisava ser um gênio pra deduzir que aquele era o laboratório da Alphys desse mundo, quer dizer, desse universo, já que aparentemente eles não viviam em um planeta.

Dentro do laboratório, tinha todo tipo de equipamento Alienígena bizarro, que eu não saberia descrever nem se quisesse. Por dentro, as paredes eram azuis escuras, e o chão também. Nas paredes estavam colados alguns pôsters da protagonista de “Mew Mew Kissy Cutie” lutando contra uma mulher vestida com uma armadura negra e segurando uma espada de luz vermelha. Ela parecia estar dizendo algo como “Eu sou sua mãe”. No centro da sala, Alphys usava um jaleco branco, com detalhes azuis estrelados. Ela estava usando uma máscara de proteção, e segurava um maçarico de fogo azul enquanto parecia concertar alguma coisa. Realmente, ela concertava uma nave que parecia um círculo, e que não era muito grande. O pequeno Frisk puxou minha mão e apontou pra nave, fazendo alguns gestos que eu não entendia muito bem. Talvez quando eu voltar pra casa seja melhor estudar um pouquinho de língua de sinais.

O Frisk saiu correndo e abraçou Alphys por trás. Ela desligou o maçarico e levantou o capacete. Parecia também a mesma Alphys de sempre, mesmo nesse universo “espacial”. Ela sorriu pra ele, e pareceram conversar alguma coisa a partir de gestos. Então ela olhou pra mim, e disse:

O!Alphys: Oh, então você é o outro humano que o Frisk aqui estava falando! Qual seu nome?

Frisk: Luke! Meu nome é Luke!

Ela pareceu de alguma forma descrente de que esse era realmente meu nome, mas então ignorou.

O!Alphys: É r-raro ver humanos nesse setor! Ele disse que você se perdeu com sua nave e veio parar aqui... Acredito que tenho algum c-cargueiro reserva, e um mapa estelar! Só espere um p-pouco... 

Ela já estava indo para os fundos do laboratório quando ouvimos o barulho de alguma coisa descendo ali perto. Não sei se vocês já ouvirem o barulho de um avião descendo e aportando, mas era esse mesmo barulho.  O pequeno Frisk pareceu feliz, e saiu correndo na direção do barulho. Eu o segui só por curiosidade.

Uma nave pousou no gramado em frente ao laboratório de Alphys. Não era muito grande, e tinha um formato que parecia de um peixe raivoso. De dentro dela, saíram três pessoas.

Não fiquei surpreso ao ver que eram Undyne, Sans e Papyrus. Undyne estava usando algo que parecia um suéter sem mangas, azul escuro mas com estampas em dourado. Ela usava um tipo de capa dourada, e calças azuis claras com detalhes TAMBÉM em dourado. Papyrus usava uma “fantasia” que se parecia muito com a que ele usava no meu mundo, mas totalmente azul escura e com pequenos detalhes dourados espalhados por toda roupa. Sans usava um casaco azul escuro com duas listras douradas, dos lados esquerdo e direito. A manga do casaco era amarela, e ele usava pantufas brancas com estrelas. Undyne parecia com muita raiva, e já saiu da nave rangendo os dentes. Atrás dela, Papyrus tentava a acalmar, dizendo algo como “EU SEI QUE ELES FUGIRAM, MAS NÓS SABEMOS ONDE ELES ESTÃO AGORA”. Sans não parecia estar ligando pra nada, ou seja, o mesmo Sans de sempre.

O outro ‘’Friskyzinho’’ saiu pra abraçar o Papyrus. Quando Undyne me viu, a expressão dela mudou, e apontou uma lança de energia pra mim.

O!Undyne: Um HUMANO?! O que um humano está fazendo aqui?!

Por um minuto eu pensei que ela iria me atacar com a lança, e eu já estava pronto pra desviar, quando o outro Frisk se meteu na frente.

O!Undyne: Sai da frente punk! O que esse humano está fazendo aqui? Quem é ele?!

O!Papyrus: OUTRO HUMANO? ENTÃO EU POSSO FAZER O DOBRO DE ESPAGUETE?!

Nesse momento, Alphys saiu de dentro do laboratório.

O!Alphys: Eu achei um velho cargueiro sobrando, mas... Oh! Pelas estrelas! O que está acontecendo?

O!Undyne: Alphys, quem é esse cara? O que ele quer aqui?!

O!Alphys: Se acalmem! Ele é um humano que se perdeu, mas não representa perigo nenhum! Não podemos ameaçar todos os humanos que vieram aqui, Undyne!

Com um pouco de relutância, Undyne abaixou a lança.

O!Undyne: De qualquer forma, não tenho tempo pra isso! Nós perdemos os piratas de vista, mas agora sabemos onde a base deles é.

O!Sans: E vai ser complicado chegar até lá...

O!Alphys: Não me diga q-quê...

O!Undyne: Sim, um dos capangas que nós abordamos foi bem claro... Fica em Genoma.

Todos ficaram em silêncio. E eu não entendi nada.

O!Alphys: ...Tem certeza de que ele não estava m-mentindo?

O!Sans: Com o tratamento que Undyne deu pra ele... Se estivesse mentindo teria sido jogado no espaço.

O!Papyrus: MAS UNDYNE NÃO JOGOU ELE NO ESPAÇO?

O!Sans: Exatamente.

Frisk: Ahn... Alguém pode me explicar o que é Genoma?

Todos me olharam como se eu fosse uma criança de cinco anos que fez uma pergunta idiota.

O!Sans: Pelo visto alguém está mal informado...

O!Alphys: Não o culpe, ele não é desse setor mesmo! Genoma é um enorme buraco negro no Setor 4, Luke. Ele... Não tem um histórico muito bom de naves que viajam por aquele local! Mas Undyne, como o esconderijo deles seria por ali? É um local extremamente perigoso...

O!Undyne: Eu não faço a mínima idéia! MAS NÓS VAMOS PRA LÁ!

Com isso, ela entrou raivosa dentro do laboratório.

O!Alphys: Undyne espera! Eu sei que você quer acabar com isso, mas é muito perigoso! Nem sabemos se eles estavam falando a verdade!

Com isso, eles voltaram a entrar discutindo no laboratório. Piratas espaciais... Buracos negros... Se eu não estivesse ouvindo isso agora, provavelmente pensaria estar em alguma fanfic bizarra de algum jogo. Eu notei alguém se aproximando, e Toriel carregava uma bandeja dourada com o que parecia ser uma torta branca com um creme azul por cima, e algumas xícaras estreladas com um líquido bem diferente...

O!Toriel: Olá novamente, jovem Skywalker! Vejo que já encontrou o laboratório da doutora Alphys! Ela já reservou alguma nave para você?

Frisk: Acho que não... Parece que a Und- quer dizer, a líder da Guarda Real voltou... E trouxe... Más notícias? Sobre piratas espaciais... E um tal buraco negro...

O!Toriel: Por Asgore! Onde eles estão?

Frisk: Dentro do laboratório...

Nós entramos. Undyne andava de um lado pro outro na sala, resmungando o como estava com raiva por não ter conseguido os capturar. Papyrus brincava jogando o mini-Frisk pra cima e pra baixo, e Sans estava sentado no sofá tomando um vidro de algum tipo de Ketchup violeta. Alphys tentava fazer Undyne se acalmar.

O!Toriel: Saudações a todos! Como fora a missão?

Sans fez um gesto pra Toriel, como se dissesse “Não pergunta! Não pergunta!”

O!Undyne: São esses malditos piratas! Se eles acham que são melhores que a Guarda Real, vão ver só! NÓS VAMOS ATÉ GENOMA AGORA SE FOR PRECISO!

O!Toriel: Genoma? É muito perigoso! Vocês não deveriam se aventurar por lá...

O!Alphys: É o que eu e-estou t-tentando dizer!

O!Undyne: Eu não me importo! Vou caçar e capturar esses caras nem que tenha que ir até o fim do universo!

O!Sans: Eu já fui lá. Tem um belo restaurante.

O!Toriel: Falando em comida, eu preparei uma bela torta venuziana! Alguém quer provar?

Sans levantou o braço.

O!Undyne: Já chega disso! Eu vou atrás desses caras agora!

O!Alphys: A-AGORA? M-Mas...  Tudo bem que fique em Genoma, mas onde necessariamente que eles se instalaram como b-base?

O!Sans: Pelo que o sujeito que a gente interrogou disse, fica em uma base médica abandonada... No local exato que a gravidade do buraco negro não atraí...

Enquanto conversavam, Toriel serviu para todos um pedaço de torta. Foi aí que eu me lembrei que fazia muito tempo que havia comido alguma coisa, e devorei aquela torta galática em quase 20 segundos. Pra minha surpresa, tinha o mesmo sabor da torta caramelo-canela do meu mundo, só que um pouquinho mais forte. Foi ai que eu percebi que todos olhavam pra mim.

O!Sans: Geez garoto, parece que você não come faz bastante tempo.

O!Papyrus: SANS! ESSA NÃO É A MANEIRA DE TRATAR HUMANOS CONVIDADOS!

O!Sans: Heh, desculpe, só achei curioso. A propósito, o que é essa coisa no seu braço?

Ele estava apontando pro bracelete. Meu sangue gelou. O que eu iria explicar? Ainda existem relógios no espaço?

Frisk: I-Isso... É um relógio...

O!Sans: Então por que o tempo está diminuindo nele?

Todos olharam pra mim de novo. Dessa vez pareciam desconfiados, principalmente Undyne. Mas Toriel interveio por mim:

O!Toriel: Onde está nossa educação? Não devemos ficar enchendo o jovem Skywalker de perguntas...

O!Alphys: Seu sobrenome é Skywalker? É o exato sobrenome da protagonista do meu anime favorito...

 

... Ferrou. Todos olharam pra mim X3. Sans voltou a olhar pro Ketchup que estava tomando, e deu uma risada sarcástica.

O!Sans: Heh... Parece que nosso convidado humano não é quem diz ser...

O!Papyrus: NÃO ENTENDI! ENTÃO O HUMANO É O PROTAGONISTA DO ANIME DA DOUTORA ALPHYS?!

O!Toriel: Skywalker pode ser um nome comum entre os humanos! O jovem Skywalker se perdeu aqui com sua nave, ‘’U.S.S Enterprise’’, enquanto ia fazer uma entrega de Pizza!

O!Sans: “U.S.S Enterprise”? Esse é o nome de uma nave, em um seriado que eu vejo.

O!Alphys: E os h-humanos tem s-suas entregas de Pizza l-limitadas ao s-setor 3...

 

Eu fiquei calado, sem saber o que dizer. Aí Undyne fez uma lança de energia.

O!Undyne: SEU MENTIROSO! Se você não é quem diz ser, quem é você REALMENTE?!

Frisk: ... Você não acreditaria se eu dissesse...

Então eles ficaram calados... Menos Papyrus.

O!Papyrus: EU ACREDITARIA!

O!Sans: Paps...

O!Papyrus: O QUE FOI? É VERDADE!

O!Toriel: Jovem Luke... Se esse é realmente seu nome, claro... Nos dê uma chance de acreditar em você, certamente nós...

O!Undyne: NÃO! JÁ TO CANSADA DESSA PORCARIA! ELE PODE SER UM DOS PIRATAS, JÁ PENSARAM NISSO?

Frisk: E-Eu não sou!

O!Sans: E como você acha que poderíamos confiar na sua palavra? Você mesmo confirmou que não é quem diz ser.

Frisk: E-Eu...

Não tinha como. Eles não iriam acreditar em mim. Tentei pressionar o botão com a mensagem de Alphys no bracelete, mas não funcionava. E o contador dizia que ainda faltavam cinqüenta minutos... Undyne se aproximou de mim com a lança erguida.

O!Undyne: Eu não sei quem você é ou por que diabos está tentando mentir pra nós, mas se estiver planejando algo, ou for um desses detestáveis piratas... Eu te quebro em pedaços!

O outro Frisk puxou Undyne pela capa, e mexeu a cabeça em sinal de “não”... Ela olhou pra ele.

O!Undyne: Olha garoto, eu sei que você vê o bem em todo mundo, mas nós temos que tomar precauções! Não podemos deixar esse cara sair impune! Ele pode ser alguém mal, ou no pior dos casos, um dos piratas galáticos!

Eu olhei pra Toriel, ela parecia triste, mas virou o rosto sem dizer nada...

O!Sans: Por que não levamos ele junto quando formos a base dos piratas? Se ele realmente for um deles, vai servir como moeda de troca.

O!Undyne: Essa é uma ótima idéia, Sans. – Disse Undyne sem tirar os olhos de mim-

 

Sabe, a pior coisa de alguém desconfiar de você e você não puder contar a verdade porque ninguém simplesmente acreditaria, é quando seus amigos não acreditam em você. Sendo eles de outro universo ou não.

E por causa disso, Undyne chegou ao ponto de me levar junto com ela, Sans e Papyrus, para procurar a tal base perto do buraco negro. Você provavelmente ficaria muito excitado se soubesse que iria viajar em uma nave espacial, para explorar o desconhecido, incluindo um buraco negro ou lutar contra piratas galáticos. Fazer isso no Videogame é fácil, mas quando você tá sendo levado como refém pra servir de moeda de troca com piratas, e não importa o que você diga, eles não vão acreditar em você, isso sim não é uma boa experiência.

Depois de algum tempo, Undyne, Sans e Papyrus voltaram aquela nave com cara de peixe raivoso, e obviamente eu tive que ir junto. Não era uma nave muito grande, mas eles me deixaram ali atrás sobre a vigia de Sans, que simplesmente piscou pra mim, e disse “Não arrume problemas, garoto” e ai começou a cochilar. Undyne era a capitã pelo visto, e ela que começou a “ligar” a nave, (eu realmente não tenho a mínima idéia de como se inicia uma nave) e Papyrus deu uma de co-piloto e sentou do lado dela, com uma caixinha de plástico com espaguete dentro.

O!Undyne: Por que você tá levando isso? Nós vamos caçar piratas!

O!Papyrus: TALVEZ ELES ESTEJAM COM FOME!

O!Undyne: Papyrus, eu já te falei que nós NÃO ALIMENTAMOS os inimigos!

O!Papyrus: MAS SE ELES ESTIVEREM COM MUITA FOME?

O!Undyne: Não é nosso problema!

Enquanto discutiam isso, a nave de Undyne ia começando a decolar como um avião, mas bem mais rápido. E quando já estava no ar, quer dizer, atmosfera, saiu voando. Eu não sei bem como descrever isso, imagine que você está em uma viagem de avião, e o seu avião parece no meio do espaço do nada, e mesmo assim continua voando como se nada estivesse acontecendo. É exatamente isso que eu sentia.

Quando eu finalmente percebi que REALMENTE estava em uma viagem espacial, eu ignorei totalmente o fato de ser refém, e fiquei olhando as estrelas e o universo lá fora. Ao longe, dava pra ver alguns planetas, pontinhos tão pequenos que pareciam perdidos no meio das outras estrelas. A viagem deve ter tido uns 20 minutos, mas passou muito rápido enquanto eu olhava a imensidão do universo lá fora. Nós éramos tão pequenos... Só mais um pontinho branco em um mar de pontinhos brancos.

Foi aí que eu vi o buraco negro.

Você muito provavelmente nunca viu um buraco negro na sua vida, só o que eles passam na televisão e a Internet. Esse era meu caso, até eu ver aquela coisa imensa. IMENSA. Era literalmente um enorme círculo preto no meio do nada, que se destacava por ser ainda mais escuro que o próprio espaço, e parecia atrair um monte de resíduos, que faziam uma espécie de movimentação circular em volta, como água sendo puxada pra dentro do ralo.

Frisk: N-Nós não vamos ir aí, certo?

O!Undyne: Cala a boca! Você é o prisioneiro! Sans, quais são as coordenadas certas?

O!Sans: Uh... Bem ali.

Sans apontou para um ponto, um pouquinho distante do buraco negro, mas ainda perto. Eu não conseguia distinguir o que tinha ali, mas Undyne pareceu notar.

O!Undyne: Então vamos setar o curso!

O!Papyrus: OKAY!

Com isso, eles continuaram a seguir para aquele ponto, e cada vez que chegávamos mais perto, dava pra ver que realmente tinha algo lá. Até que chegamos a ponto de ver que aquilo parecia mesmo ser uma base espacial, e bem... Eu não sei como descrever a “base” que eu vi, só imaginem uma base espacial médica no meio do espaço, e um buraco negro imenso no horizonte.

O!Undyne: Muito bem vocês dois! Sans e Papyrus, se preparem para embarcar!

Com isso, Undyne pilotou a nave até uma área meio aberta da base, onde ela pode embarcar. Aquilo parecia algo que você veria em um filme de Star Wars.

Você nunca vai saber o quanto enjoado está depois de uma viagem espacial até você sair da nave. Quando botei os pés naquela estação eu quase vomitei, e olha que eu estava algemado por ordens de Undyne. Mas é claro, a estação estava vazia.

O!Undyne: Onde estão os malditos piratas? Eles deveriam estar aqui!

O!Sans: Eu disso que aquela informação não era confiável...

O!Undyne: Você! Punk! Cadê seus comparsas?

Frisk: Já disse! Eu não sou um deles! Eu nem sei o que tá acontecendo!

O!Papyrus: TALVEZ O HUMANO ESTEJA DIZENDO A VERDADE, UNDYNE!

O!Undyne: Não! Nos só vimos esse porto de embarque, temos que ir mais fundo na estação!

E com isso, nós subimos por elevador, saindo do porto de embarque, e chegamos em um longo corredor de metal. No fim do corredor, uma enorme sala, com vários computadores, e embora parecessem de metal e resistentes, uma das paredes estava totalmente degradada, e com um troço verde crescendo sobre ela.

Frisk: O que é aquilo...?

O!Undyne: Você nasceu ontem garoto? Só pra ser tão burro assim...

O!Sans: Isso aí é musgo venuziano. Ele degrada metal muito facilmente, então nem toque nessa parede ou ela pode desabar abrindo um buraco pro espaço, e principalmente, pro buraco negro lá fora.

O!Papyrus: PARECE ESTAR VAZIO... COMO VOU PODER OFERECER MEU ESPAGUETE AOS PIRATAS AGORA?

O!Undyne: Só... Fiquem atentos. A interface do computador está ligada, então alguém esteve aqui...

E foi com essa fala de Undyne, que ouvimos passos pesados vindo em nossas direções do corredor. Um cara usava um chapéu que parecia de Cowboy, uma jaqueta de couro com espinhos e uma máscara que parecia uma máscara de gás. Atrás dele, dois caras muito parecidos apareceram, segurando armas.

???: Ora, ora... Parece que um peixe resolveu sair do aquário...

O!Undyne: Digo o mesmo pra você, cabeça de balde... Parece que sua base secreta não é mais tão secreta assim! Sans, Papyrus! Se preparem!

Com isso, Papyrus carregou um ataque de ossos que flutuavam encima dele, e Sans piscou seu olho azul esverdeado, e carregou dois Gasters Blasters.

???: Esse é o problema de vocês monstros, acham que sua magia iria resolver tudo. Como estão enganados... Eu poderia transformar todos em poeira, e ver por quanto vende na orla exterior.

O!Undyne: Se você tentar qualquer coisa, nós acabamos com seu capanga ali!

Ele olhou pra mim, e mesmo estando de máscara, deu pra notar que ele estava confuso.

???: ...Sério? Eu não faço a mínima idéia de quem é esse banana aí. Que patético, ainda pegaram o cara errado!

O!Undyne: SEU MENTIROSO! VOCÊ ESTÁ BLEFANDO!

???: Vamos ver quem está blefando agora.

Com isso, ele puxou um objeto roliço de metal do cinto. Apertando o botão, um raio de luz saiu, fazendo uma espécie de facão de energia. Uou.

O!Undyn: É só isso que sabe fazer?

Com essa fala, Undyne fez uma lança de energia na mão direita.

O!Undyne: Se prepara!

E com isso, eles começaram a travar uma batalha digna de uma luta de sabres de luz. Atacando de um lado, desviando do outro, nem os capangas do cara ou Sans e Papyrus se atreviam a intervir. Até que Undyne gritou:

O!Undyne: O QUE ESTÃO FAZENDO PARADOS AÍ? LUTEM!

E foi ai que eles voltaram pra realidade, e ignorando aquela batalha, começaram a duelar também. Papyrus lançou um ataque de ossos que desarmou um dos capangas, e Sans ativou um Gaster Blaster, mas o outro desviou. E eu estava ali encurralado em um canto, sem saber o que porcarias fazer, quando eu vi que o bracelete já havia atingido “00:00”. Eu não conseguia apertar, eu ainda estava algemado, mas eu CERTAMENTE não queria me envolver naquela luta, e o pior, o que os vencedores fariam comigo depois que acabassem.

Foi aí que eu tive a idéia mais louca de todas.

Undyne e o cara de máscara de gás ainda lutavam estilo sabre de luz, quando sem pensar duas vezes, eu saí correndo na direção deles e levantei meu pulso na hora que Undyne iria atacar.

Por muito, muito pouco, meu plano deu certo. O ataque dela destruiu as algemas, e eu fiquei livre.

O!Undyne: QUE DROGA VOCÊ PENSA QUE TÁ FAZENDO? SAI DA FRENTE!

E com isso, ela me empurrou pro outro lado da sala. Eu estava livre, era só apertar o botão que eu ia pra outro universo, quando de repente.

Um capanga atirou na minha direção. Mas não, ele não me acertou. Ele acertou a parede com musgo atrás de mim.

E ela estava tão frágil, que abriu um BURACO PRO ESPAÇO ABERTA LÁ FORA. Nem preciso dizer o que aconteceu, quando TUDO dentro da sala foi sugado pra fora, e eu era o que estava mais perto da parede, e fui o primeiro.

A última coisa que eu me lembro era Undyne gritando “SE SEGUREM”, e aí eu saí sendo sugado pelo espaço aberto, e naquele momento de pânico, a única coisa que eu consegui pensar foi em segurar a minha respiração.

O buraco negro ainda estava bem longe, mas a força de sucção que ele tinha era enorme, eu me senti literalmente sendo PUXADO naquela direção. Eu estava totalmente em pânico, mas não sabia como descrever isso em emoções, e no espaço, ninguém consegue ouvir você gritar. Aí eu me lembrei da minha salvação, e na hora apertei o botão do bracelete.

Sim, eu consegui me salvar, e fui transportado para outro no universo na hora. Mas o que me esperava nesse outro universo, era pior do que qualquer coisa que eu enfrentei em todos esses mundos até agora.

 

(Próximo: DustTale)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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