História NewTale - "ERROR" - Capítulo 28


Escrita por: ~ e ~PeterJJ

Postado
Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Grillby, Mettaton, Napstablook, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Alphys, Asgore, Asriel, Chara, Charisk, Crossover, Dreemmurr, Dustale, Dusttale, Echotale, Error, Error Sans, Frisk, Gaster, Geno, Glitch, Horrortale, Ink Sans, Mettaton, Multiverse, Multiverso, Napstablook, Newtale, Ômega, Outertale, Papyrus, Sans, Storyshift, Tale, Toriel, Under, Underfell, Underswap, Undertale, Undyne
Exibições 220
Palavras 1.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O fim do arco "A Tempestade que se Aproxima"
O início de algo Terrível.

Capítulo 28 - DustTale


E eu abri os olhos.

Não conseguia enxergar quase nada, estava tudo embaçado, sentia meu corpo muito dolorido. Depois de cinco minutos assim, minha visão foi se acostumando ao borrão azul escuro, e eu notei que estava em Waterfall. Depois dessa, talvez eu precisasse de óculos. Botei a mão sobre a cabeça que ainda doía. Ser sugado por um buraco negro não faz bem a ninguém... Imagino que aconteceria se eu tivesse chegado ao centro dele.

Eu me levantei encostado a parede, minhas pernas estavam trêmulas... Eu nem reparei o quanto de medo eu estava na hora que aquela coisa me sugou. Eu olhei em volta, e era Waterfall, com seus cristais brilhantes, flores Echo e cachoeiras internas. Me lembro de sentir falta daqui, era um local muito bonito. Mas dessa vez, algo estava errado. Algo muito errado. E eu só me dei conta quando vi a poeira branca espalhada pelo chão... Era como se alguém estivesse carregando um saco de farinha furado por aí, que deixava montinhos espalhados pelo chão. Mas não tinha ninguém, e aquilo não era farinha...

Aquilo eram cinzas de monstros.

Quando eu percebi isso, quase caí pra trás e me apoiei na parede. O que havia acontecido ali? Não, não... Eu deveria estar errado. Aquilo não podiam ser cinzas... Não podiam. Com essa visão, eu saí daquela sala e fui andando por uma Waterfall vazia, cada vez mais cheia de cinzas por onde eu passava. Eu gritava por alguém, mas ninguém veio. Os montinhos iam ficando cada vez mais comuns por toda sala que eu passava, e não havia nenhuma alma viva. Eu me lembro de por um momento de terror, passar perto de uma flor Echo, que produziu um som horrível de um grito estridente. O que havia acontecido ali? Um... M-Massacre? Não... Simplesmente não podia ter sido isso!

Mas era. Quando eu vi um suéter amarelo jogado sobre o chão, entre um monte de poeira. Aquilo pertencia ao Monster Kid... O que havia acontecido com ele? O que havia acontecido com TODOS? Eles estavam mortos... Não era nenhum tipo de brincadeira infame, e sim a poeira de várias vítimas, os rastros de um genocídio. Por dentro, eu estava em pânico. Em que mundo eu havia parado dessa vez? ... Mas meus pensamentos foram interrompidos, pelos passos pesados de alguém vindo na minha direção.

Waterfall estava silenciosa. Mais silenciosa do que foi, e agora a única coisa que eu ouvia eram as cachoeiras ao longe, os pequenos sussurros de uma flor Echo, e os passos daquela figura vindo calmamente na minha direção. Eu me virei, com a esperança de talvez encontrar alguém vivo que pudesse me dizer o que diabos havia acontecido aqui, e me deparei com alguém que conheceria em qualquer lugar: Sans.

Mas ele estava diferente. Não era preciso ver isso em seu rosto, ou na forma como seu capuz estava pra cima, mas sim na sua aura. Quando aquele Sans chegou perto de mim, eu senti algo horrível. Sofrimento, morte, insanidade e o sangue de inocentes, tudo ao mesmo tempo. Ele estava forte, não era preciso checar seus status para ver isso. Mas forte a partir de quê?

Frisk: Sans... O quê... O que você fez?

Ele não me respondeu. Mas me encarou. Eu pude ver, sobre a sombra do seu capuz, um sorriso insano que demonstrava sofrimento e loucura ao mesmo tempo. Seu globo ocular esquerdo brilhava em azul e vermelho. Ele me encarou por cinco minutos, que mais pareceram horas, sem eu ter a coragem suficiente para me mexer ou falar algo mais. O silêncio estava mais denso que antes, e os montinhos de cinzas pareciam encarar a nós dois, como almas perdidas. Foi quando Sans quebrou esse silêncio.

D!Sans: ...Outro humano... Caiu? Hah... Hahah... Hahahahaha... Garoto, você não sabe o erro que cometeu ao vir aqui.

Frisk: V-Você... O que aconteceu... O que aconteceu com eles, Sans?!

Ele me ignorou. Mas eu o ouvi falando baixo, em sussurros, algo para si mesmo:

D!Sans: Outro... Humano... Uma alma humana... Deve ser o suficiente, nós podemos parar com tudo isso, Papyrus. Nós podemos derrotá-lo!

Frisk: Sans... Você está louco... Você precisa de ajuda...

Ele voltou a me encarar.

D!Sans: Se você quer me ajudar... Me dê sua alma...

E com isso, ele invocou um Gaster Blaster. Ele me pegou desprevenido, mas eu já estava acostumado com isso, não é mesmo? Eu pulei para o outro lado, enquanto o tiro do GB destruía uma parede inteira.

D!Sans: Facilite meu trabalho... Não fuja... Isso é por uma causa maior...

Frisk: Não existe causa em matar INOCENTES Sans!

E falado isso, eu saí correndo por Waterfall, enquanto atrás de mim esse Sans psicopata se teleportava, sempre pra mais perto. Eu desviava pelos corredores e cachoeiras, enquanto ossos afiados voavam por cima de mim, e por pouco a maioria não me acerta. Mas então, eu saí em Snowdin. Os barulhos dos Gaster Blasters iam ficando cada vez mais longes e agudos, até que eu cheguei em uma área que a neblina era tão intensa que eu não conseguia ver absolutamente nada. Eu não devia ter corrido tão depressa... Deveria ter prestado atenção onde diabos eu estou. Foi aí que eu vi um brilho pequeno a minha frente.

Um brilho azul e vermelho.

Uma rajada de ossos foi lançado na minha direção. Mesmo a neblina estando densa, eu consegui desviar da maioria, menos um, que atingiu meu ombro de raspão, fazendo um corte. Todos esses anos eu ainda era Level -1, e metade do meu HP foi perdido. Aquilo doeu bastante, mas isso me deu chance de sair correndo pelo caminho oposto de onde aquele Sans psicopata estava.

Eu passei por uma Snowdin totalmente vazia, algumas casas com vidros quebrados, e aosa poucos eu conseguia identificar as cinzas dos monstros misturada com a neve. Eu ignorei esse sentimento e essa visão horrível, e corri o máximo que eu podia. Mas eu estava cansado, muito cansado, e parei de frente a floresta. Eu esperava que aquele Sans tivesse ficado pra trás. Dei uma olhada no bracelete sem perder tempo... Mas a tela estava desligada. Não tinha nenhum número, nem ‘’00:00’’. Só estava preta, e saia faíscas... Droga, droga, droga! De todos os momentos, tinha que dar problemas AGORA?!

Então eu ouvi um barulho familiar, e me virei para ver um Gaster Blaster surgir atrás de mim. Na hora que ele atirou, eu dei um pulo para o outro lado, mas acabei perdendo o equilíbrio e caí, rolando pela neve, no meio da floresta.

Você talvez deva ter imaginado que rolar pela neve deve ser legal, mas não, eu posso dizer que não é. Eu caí rolando por uma colina de neve, e trombando em vários troncos e raízes de arvores, como se estivesse caindo de uma escada. Até que eu bati as minhas costas e minha cabeça em uma árvore, e fiquei ali, imóvel por alguns segundos. Eu estava totalmente em pânico, sendo perseguido, e minha única chance de dar o fora daqui havia quebrado. Foi quando eu o vi, descendo a colina, entre as árvores, que em outro mundo seria meu amigo, mas nesse era um psicopata querendo me matar, e eu nem sabia o motivo. Sans deu passos leves em minha direção, enquanto eu estava apoiado na árvore.

D!Sans: Fogem... Todos eles fogem... Não entendem... Vocês não entendem...

Frisk: Sans... Por que você está fazendo isso? Vamos... Você é meu amigo! Não nesse mundo, mas em outro... Não se lembra de mim?

D!Sans: Forte... Forte... Eu devo ser forte o suficiente para parar... Parar o outro genocida...

Frisk: Por favor, Sans... Você é melhor que isso... Eu... Eu não quero morrer, Sans...

Mas ele não me ouviu. Ele não iria me ouvir. Ele invocou dois Gasters Blasters, e a última coisa que eu ouvi ele sussurrar foi:

D!Sans: Vai... Vai ser rápido, Papy...

Por um minuto eu fechei os olhos. Por um minuto, eu senti que ia morrer. Mas não, eu não iria morrer, algo muito pior que a morte estava me aguardando. Porque pela primeira vez, eu agi por instinto.

Eu não sei bem o que aconteceu. Minhas memórias são confusas quanto a isso. Eu senti meu corpo se mover sozinho, como um raio na escuridão. O barulho de algo cortando o ar, e depois atingindo outra coisa. Eu ouvi um grito mudo, e algo vermelho espirrar sobre a escuridão.

Eu estava de pé. No mesmo lugar de antes, mas em pé. A baixo de mim, uma jaqueta azul, suja de vermelho estava caída sobre a neve. Não havia Gaster Blasters, e por um momento eu pude ver um “9999999” desaparecendo no ar. Na minha mão direita, eu segurava uma faca de lamina escarlate.

 

*Seu LOVE aumentou!

 

* Frisk = LvL -2

 

Não... Não, não, não, não, não... NÃO! ISSO NÃO ERA POSSÍVEL! Eu havia... Eu havia matado alguém...

Haha... Hahahahah... Hahahahahahahahah! Que engraçado! É simplesmente tão engraçado! Eu não consigo parar... De rir. Lágrimas descem pelo meu rosto.

Frisk: Hahahahah... NIGHTMARE! Eu sei que você está ai! Saia logo das sombras...

Ele realmente estava ali. Em um piscar de olhos, um Sans totalmente negro, com tentáculos saindo das costas apareceu na minha frente.

Nightmare: Olha o que temos aqui... Pelo visto alguém resolveu jogar pelos dois lados, não é mesmo? Como é a sensação... De ser um assassino?

Frisk: ... Cala a sua maldita boca... O que você quer? O que você quer, pra me levar pra casa?

Nightmare: Eu querer algo? Eu nunca quis nada de você, Frisk. A escolha sempre foi sua...

E quando ele disse isso, o botão amarelo de “RESET’’ apareceu na minha frente.

Nightmare: Você poderia ter evitado isso desde o início, se quisesse. Mas você não quis apagar o seu progresso... Olha o que aconteceu agora, então!

Frisk: ... Eu vou embora. Eu vou acabar com isso. E se um dia eu ver você  aparecer novamente na minha vida...

Nightmare: Acabou de se tornar um assassino e já está me ameaçando? Você aprende rápido.

 

Eu o ignorei. Ao invés disso, simplesmente apertei o botão RESET.

 

[...]

 

Você nunca se dá conta de como um problema é grave, quando um acidente ocorre. E depois do que aconteceu com aquele Sans psicopata... Eu não ligava mais. Eu apertei o botão, e aceitei a oferta do Nightmare de voltar pra casa. Eu havia matado alguém, e isso já era de mais pra mim. Mas algo estava errado. Terrivelmente errado, porque quando eu apertei aquele botão... Eu senti como se estivesse sendo quebrado em um milhão de pedacinhos, e lançado aleatoriamente.

Por um momento, eu estava na rua da minha casa, em um fim de tarde. Mas a minha frente, Eu vi um garotinho... Era eu mesmo, ainda criança, sete anos atrás.

Ele falou alguma coisa, que eu não prestei atenção direito. Eu me lembro exatamente dessa cena acontecer quando eu era criança... Mas tinha algo errado. Eu ignorei aquela mini-versão de mim mesmo e saí correndo pro outro lado da rua, e foi ai que eu senti a sensação de estar sendo despedaçado de novo.

Dessa vez, eu estava em um ambiente cheio de luz, com muitas pessoas ao redor, e uma música tocando alta. Eu me lembro desse dia, foi no dia em que o Mettaton inaugurou uma nova boate, o dia em que isso tudo começou. Ao longe, eu pude ver Asriel tentando paquerar Nathalie, e uma outra versão de mim  chegando perto. Era como se eu estivesse fragmentado em vários momentos do meu passado...

E eu senti a sensação de estar sendo despedaçado mais uma vez, só que agora, tudo ficou escuro.

 

 

Fim do Arco 2 – ‘’A tempestade que se aproxima’’

Inicio do Arco 3 – “Introdução a uma Anomalia”

 

 


Notas Finais


Início do Arco 3.
"Introdução a uma Anomalia"


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