História Nicest Thing - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Palavras 3.533
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E aí, galera, friozinho massa nesse Brasil hein :)
Não tenho muito a dizer hoje, então, aproveitem esse capítulo escrito em tempo recorde <3

Capítulo 8 - Kiss With A Fist


 

Piper acordou com um gosto ruim na boca e os olhos ardendo. Deve ser aquilo que chamam de ressaca. Olhou para o lado e viu Polly totalmente desmaiada, as duas haviam chegado em casa e caído na cama direto, nem as roupas tinham tirado. A loira resolveu se levantar, apesar da irresponsabilidade da noite anterior, ainda era a Dra. Chapman e tinha uma fila de pacientes a sua espera.

- Polly, acorda! Já estamos em cima da hora.

- Hmm – Polly só gemeu em resposta.

- Anda, Polly! Eu também to morrendo, mas nós precisamos ir.

- Eu não dou conta.

- Cala a boca, vou te empurrar da cama – Piper disse impaciente.

- Caralho, você é muito chata – Polly xingou e se levantou indo ao banheiro.

- Seja rápida, sua lésbica – Piper disse rindo em direção ao banheiro e recebeu só um soco na porta em resposta. Dirigiu-se ao banheiro social da casa para tomar um banho e se aprontar, estava viva por um milagre divino, concluiu que definitivamente não tinha mais idade para aquilo. O final da festa... Bom, esse ela queria esquecer, fingir que nunca aconteceu.

Já na mesa de café da manhã, agradeceu aos deuses por sua fiel escudeira Taystee estar em casa e preparar tudo, inclusive uma mocinha que estava explodindo em ansiedade para a apresentação da peça da escolinha, que já estava ensaiando há quase um mês. Ao entrar na cozinha, já foi recebida com o carinho da filha:

- Credo, mamãe, que cara é essa? – Christine perguntou enquanto comia seu cereal matinal.

- Bom dia para você também, amor da minha vida, dormiu bem? – Piper disse abrindo a porta da geladeira e pegando a primeira garrafa que viu na frente para logo depois beber todo o líquido direto da boca do recipiente mesmo.

- Claro que sim, a tia Taystee leu histórias para mim. Três histórias.

- Você ficou enrolando para dormir, não foi? – Disse depois de tomar fôlego. Taystee a olhava com uma expressão engraçada.

- Sem julgamentos ou comentários, ok? – Piper disse olhando para a moça antes que ela dissesse qualquer coisa.

- Eu não enrolei, mamãe! – Christine falou em um tom mais alto.

- Não grite, filha... – Piper disse se sentando à mesa e se servindo com uma enorme xícara de café.

- A noite foi boa, hein, loirinha – Taystee disse rindo da amiga que estava acabada.

Piper a olhou de canto de olho. – Eu não quero falar sobre isso. Não tenho mais a sua idade, Tay, não sirvo mais para essas coisas – disse mal humorada.

- Que nada, loira, à tarde você já se curou dessa ressaca e já está pronta para outra.

- Eu nunca vou me curar disso... Christine, o que eu falei sobre usar o tablet enquanto come? Achei que tinha proibido! – Repreendeu a filha.

- Desculpe, mamãe – a menina desligou o aparelho e voltou a comer.

- Eu não posso ir trabalhar hoje – Polly anunciou chegando ao cômodo. Parecia que um caminhão havia passado por cima dela.

- Tia Polly, você mais horrível que a mamãe – Christine disse admirada.

- A sensibilidade da sua filha me comove – Polly se sentou e colocou as mãos na cabeça. – Piper, nunca mais na vida eu tento te ajudar.

- Me ajudar? Você que fez um show para que nós fôssemos! – Piper protestou.

- Eu queria te dar uma força com a gos...

- EEEI – Piper gritou e olhou para a filha que observava a conversa.

- Não grita, porra!

- Não xinga na frente da minha filha!

- Piper, ela deve saber mais palavrões do que a gente.

- Mamãe, eu já terminei, posso esperar na sala?

- Pode, meu bem, por favor, sua tia não está bem hoje – falou olhando para Polly que lhe mostrava o dedo do meio.

- Polly, você tem que ter noção do que fala na frente da Christine!

- Eu não ia falar, idiota, só queria te ver desesperada – deu um sorrisinho.

- Ela beijou uma mulher, Tay – Piper disse rindo e logo após bebeu mais um gole do café.

- O que? Você, Polly? Força hetero? Não acredito nisso. Assim, a Pipes tem tendências, mas você eu nunca imaginei – Taystee disse empolgada.

- O que? – Piper indignou-se.

- Ah, Pipes, você sabe...

- Toma, otária – Polly riu olhando para a amiga.

- Mas quem estava aos beijos com a Nicky era você e não eu.

- Claro que não, você estava quase transando com a amiga dela na frente de todo mundo.

Piper ficou vermelha. – Isso não é verdade.

- Como é esse casamento de vocês? É daqueles abertos? Vocês podem ficar com outras mulheres? Como é isso? – Taystee perguntou.

- Não tem nada disso, Tay, o que houve ontem foi uma irresponsabilidade – Piper respondeu séria.

- Eu vou contar para o Pete – Polly disse tranquilamente. Piper entrou em pânico.

- O que? Você não pode fazer isso!

- Eu tenho que contar, Pie, ele é meu marido. Relaxe que não irei lhe comprometer.

- Como não? Como nós iremos justificar que estávamos em um bar gay quarta-feira à noite? – Piper estava desesperada.

 - Piper, não aconteceu nada de mais, ok? Você mesma disse isso, às vezes você faz parecer que o Larry é um monstro, eu tenho certeza que ele não vai nem ligar para isso. Além do mais, eu preciso contar isso ao Pete, não minto para o meu marido.

Piper pensou bem. Realmente não tinha acontecido nada tão grave, não com ela. Larry era tão desligado que jamais desconfiaria de algum clima com outra mulher, ainda mais alguém que ele nem conhecia.

- Tudo bem. Mas o que você acha que o Pete vai pensar disso?

- Não sei, Pipes, sinceramente, só sei que preciso ser honesta – Polly disse a olhando. – Eu jamais lhe comprometeria, não se preocupe, você é a minha amiga, não o Larry.

Piper a encarou, a troca de olhares foi como se um pacto fosse firmado.

- Ok, então vamos, ainda preciso deixar a Christine na escola.

- Não precisa, Pipes, tenho aula pela manhã e a deixo lá sem problemas – Taystee propôs.

- Você é um anjo, Tay, depois acertaremos a noite de ontem – Piper disse se levantando.

- Sem pressa, loirinha, eu vim porque queria ver a baixinha.

- Você vai assistir à peça hoje?

- Claro que sim. Estarei lá no horário – a moça respondeu saindo do cômodo.

 

- Tá bom, tia, não se esquece de ir, é às 4pm, eu vou te esperar lá! – Christine conversava ao telefone. Piper franziu o cenho ao ver a cena.

- Ok, tchau! Beijo, tia Al – desligou o celular. Piper arregalou os olhos e correu para conferir se a ligação era aquilo mesmo que ela estava pensando.

- Christine... Você ligou para a Alex? – Ela perguntou fechando os olhos e passando a mão na testa, muito, muito irritada.

- Liguei... – A menina respondeu baixinho, com medo.

- Christine, eu deixei você ligar para alguém? Primeiro, eu deixei você pegar o meu celular? – Piper gritou. Christine a olhava séria e com medo.

- Piper, pega leve – Polly lhe falou baixinho.

- O que você falou com ela, Christine?

- Eu a chamei para ir assistir a minha peça – respondeu olhando para baixo.

Piper passou as mãos no cabelo, ela sentia que poderia explodir a qualquer momento. – Christine, as pessoas adultas não têm todo o tempo do mundo para te dar atenção, ok? Você precisa falar comigo antes de ligar para uma pessoa que a gente nem conhece direito e fazer um convite! Você sabe que eu detesto quando faz isso. Você é criança, eu sou a sua mãe e sou responsável por você. Se queria chamar a Alex para assistir à peça, que falasse comigo antes e eu falaria com ela. Nunca mais faça isso, eu estou muito brava com você – desabafou nervosa.

- Desculpa, mamãe – Christine respondeu ainda de cabeça baixa.

Polly reprovou Piper com o olhar.

Piper se ajoelhou e ficou frente a frente com a menina que estava sentada no sofá.

- Meu bem, você precisa obedecer à mamãe, tudo bem? Quando eu te falo para não fazer uma coisa, é porque você não pode fazer! – Disse passando as mãos nos cabelos da filha.

- Tá bom, mamãe – ela respondeu e chorou ao final. Piper e as outras que assistiam à cena ficaram de coração partido, mas ela não poderia ceder.

- Não precisa chorar, meu amor. Já passou, só não faça de novo, tudo bem? – Abraçou a menina.

Ela só concordou com a cabeça enquanto abraçava a mãe.

- O que a Alex falou?

- Ela disse que vai – Christine respondeu passando as mãozinhas no rosto e secando as lágrimas.

- Sério? – Piper sentiu o coração palpitar.

- Sim, ela disse que estava livre hoje – respondeu com a vozinha ainda fraca pelo choro.

- Tudo bem, eu vou conversar com ela. A tia Tay vai te levar hoje, tudo bem?

A menina assentiu.

- Eu vou te buscar hoje, espere dentro da escola – disse abraçando a filha.

- Tá bom, mamãe, tchau – disse dando um beijo na bochecha da mãe e saindo do apartamento segurando a mão da amiga, que deu só um tchauzinho para as duas que estavam no local.

Piper se sentou no sofá e segurou a cabeça com as mãos, respirando fundo.

- Você tem que se acalmar, Piper, toda vez que essa mulher é mencionada acontece isso.

- Eu sei, eu sei.

- Vamos embora, tira esse mau humor daí que isso não faz parte de você, e eu vou dirigir.

- Ok.

Assim, as duas deixaram o apartamento. Piper se sentia péssima quando brigava com a filha, a menina costumava ser obediente e compreensiva, mas ela detestava quando Christine tomava atitudes sem sua autorização. Claro que envolver Alex tornava tudo ainda muito pior, mas não queria que a filha se tornasse uma dessas “crianças adultas”, por isso trabalhava o tempo todo em colocar limites na menina.

 

***

No hospital, Piper abusou das várias xícaras de café para se manter acordada e de pé, o dia estava sendo puxado, mas nada que abalasse sua simpatia e carinho com as pacientes. Infelizmente Larry não poderia comparecer à peça escolar da filha, ela sentia que precisava do marido ao lado depois da noite anterior, aquele quase beijo abalou mais ainda suas estruturas, ela não sabia como encarar Alex, esta que havia realmente confirmado presença na peça de Christine por meio de mensagem. Seria um longo dia.

 

***

No auditório da escola, ouvia-se a gritaria e empolgação das crianças. A peça era sobre uma princesinha que não gostava nada da vida de princesa e queria poder brincar, correr e se divertir como os meninos, e não ficar trancafiada em um castelo como uma prisioneira. Obviamente, o papel principal pertencia à Christine, que fez questão de ensaiar todos os dias para fazer a melhor apresentação de todas as turmas. A garotinha tinha uma personalidade memorável e se engajava em tudo que lhe despertava interesse. Piper morria de orgulho e lutava todos os dias para formar uma mulher forte, sensível e conectada à realidade, não uma princesinha.

A loira estava sentada junto a Polly, Taystee, Lorna, as amigas fizeram questão de prestigiar a pequena e Piper resolveu fechar o consultório mais cedo para dispensar toda a atenção à filha. Faltavam apenas alguns minutos para o início da peça quando Piper dirigiu-se ao banheiro e, chegando lá, deu de cara com a última pessoa que queria ver (era o que ela dizia para si mesma).

- Alex!? – Exclamou surpresa.

- Oi, Piper! Eu já estava saindo, ia procurar vocês – ela estava linda. Como podia estar tão linda depois de uma noite daquelas?

- Nós estamos lá na frente... Que bom que você veio, a Chris vai ficar bem feliz. Desculpe-me por ela te ligar tão cedo, eu não vi...

- Relaxa, Piper, não foi incômodo algum. Eu realmente estava livre a tarde, é um prazer vir prestigiar a Chris – a morena respondeu sorrindo.

- Ok... – Piper disse meio sem fala. Queria comentar sobre a noite anterior. Será que Alex ao menos lembrava o que tinha acontecido? Ficou com vergonha de puxar o assunto e resolveu sair dali. – Eu vou ao banheiro, você pode ir se encontrar com as garotas lá na frente, a Polly está lá, a Lorna também, minha secretária, você conhece.

- Eu te espero – Alex respondeu com convicção. Ela realmente só lembrava de flashes da noite anterior, mas queria esperar para ver se Piper tocava no assunto. A médica estava com a expressão cansada, mas ainda assim continuava linda, Alex a odiava por aquilo.

Piper entrou na cabine. Por que ela tinha de ficar ali? Primeiramente, por que tinha ido até ali? Ela não poderia recusar o convite? Por que sempre fazia questão de estar perto? Depois de praguejar até a sétima geração de Alex Vause, Piper saiu da cabine, e lá estava a morena alta a lhe esperar com aquele sorriso.

O banheiro era pequeno, havia uma pequena área com uma pia para lavar as mãos e as duas cabines, cabiam realmente apenas duas pessoas ali dentro, e Piper já começava a sentir o familiar calor em seu corpo. Ao lavar as mãos, Piper sentiu o olhar da outra sobre si, parecia que queimava cada parte de seu corpo. Alex não disfarçava e analisava a loira dos pés à cabeça.

- Alex, por que me beijou ontem? – Piper falou assim, do nada.

- O que? – Alex sorriu sem entender a pergunta.

- Ontem, no final da festa, você me beijou – disse ainda de cabeça baixa, olhando para a pia.

- Não beijei – Alex respondeu tranquila.

- No final da festa, Alex – levantou o olhar.

- Eu não lembro, Piper, então não fiz – Alex sorriu.

Piper olhou para ela, por que tinha que ser tão implicante?

- Mas você fez.

- Foi bom? – Alex perguntou levantando uma sobrancelha.

Piper a olhou sem acreditar e revirou os olhos.

- Relaxa, Piper, nós estávamos na balada, eu beijo todo mundo mesmo – a morena continuou sorrindo. Ela lembrava muito bem do selinho que havia dado em Piper, mas gostava daquela guerrinha.

- Eu não sou todo mundo – olhou com raiva para Alex.

- Piper, relaxa. Eu não faço mais, ok? Nem foi um beijo de verdade...

- Então o que é um beijo de verdade para você? – Piper perguntou, desafiadora.

Alex a encarou, ficou séria. Ela queria realmente saber? Então, ela vai saber. A morena trancou o porta do banheiro e Piper alertou-se, mas não deu tempo de pensar em muita coisa, quando viu, a morena já estava com o corpo colado ao seu, assim como os lábios.

Alex deixou os temores para trás e fez o que queria ter feito desde o primeiro momento em que viu a loira. Ela estava se segurando há dias, mas parecia que tinha valido a pena, aquele beijo foi a melhor coisa que já provara na vida.

Piper não conseguia nem pensar no que estava acontecendo, no começo ela resistiu, tentou tirar a mulher de perto de si mas não dava, Alex tinha uma força sobrenatural sobre ela, – e, não, não era força física – ela lutou, lutou, mas acabou se entregando ao beijo que, diga-se de passagem, parecia vindo de uma divindade. As bocas eram sincronizadas, quentes, os movimentos combinavam, as mãos de Alex nas laterais de sua cabeça – como um meio de não deixa-la escapar – a guiavam no beijo quase erótico que as duas trocavam. Piper apoiou as mãos nas costas de Alex, queria tanto tocá-la, acabar de vez com essa maldita tensão sexual e dar um fim aquele problema.

Alex mordeu o lábio inferior de Piper, o gesto refletiu rapidamente na intimidade de Piper que, num ato reflexivo, soltou o nó do vestido longo que Alex usava, revelando os seios da morena cobertos por um sutiã meia taça branco. Alex ficou surpresa com a ação mas não deu tempo para Piper fazer nada, avançou novamente na boca da loira, sentindo o gosto maravilhoso daquele beijo que as duas tanto desejavam. Piper, por sua vez, subiu as mãos para o busto da morena, aproveitando para tocar a área exposta. As duas estavam muito, muito excitadas, o barulho lá fora parecia inexistente, elas transariam ali mesmo sem problemas. Ao sentir as mãos de Piper em seus seios, Alex gemeu entre o beijo e desceu as mãos para o cós da calça da loira e, assim que abriu o botão e seguiu para o zíper, ouviu uma batida forte na porta.

- Tem alguém aí? – Ouviram perguntar. As duas se olharam rápido, desesperadas e tímidas ao mesmo tempo.

- Amarre meu vestido, Piper, rápido – Alex disse virando de costas e Piper o fez prontamente, fazendo o nó no pescoço da morena. Logo após fechou o botão da calça e passou as mãos pelo cabelo olhando no espelho.

- Eu vou entrar em um banheiro e você abre a porta, depois eu saio e te encontro – Alex disse rapidamente. Piper parecia perdida, não conseguia pronunciar uma palavrinha sequer. Só concordou com a cabeça.

Assim, Piper abriu a porta, dando de cara com uma mocinha que trabalhava na escola.

- Desculpe, senhora, mas não costumamos fechar essa porta...

- Cla... Claro... Desculpe, foi a força do hábito – Piper riu sem graça.

- Tudo bem... Não precisa se desculpar. A peça já vai começar – a moça disse olhando para dentro do banheiro, desconfiada pelo nervosismo da loira.

- Então eu já vou indo, tchau – Piper saiu correndo dali e foi direto ao assento. Sua cabeça era um branco total, ela não conseguia organizar os pensamentos sobre o que acabara de acontecer.

Dois minutos depois do início da peça, Alex chegou e sentou-se do lado da loira, que a olhava com reprovação.

A peça seguia como estava prevista, Christine brilhava no papel da princesinha rebelde e as tias e mamãe morriam de orgulho. Piper e Alex trocavam olhares singelos, alguns mais intensos... Elas não estavam arrependidas. Sentiam medo, receio, mas não arrependimento. Uma atração daquelas levou até muito tempo para se concretizar. O que importava agora era o depois.

Ao final da peça, todas esperavam para dar um abraço apertado na menina. As amigas de Piper foram simpáticas com Alex e perceberam a agitação das duas, principalmente Polly, que desconfiou da movimentação estranha.

Quando Christine desceu, ainda vestida com as roupas da peça, foi recebida com muito entusiasmo por todas, ganhou muitos beijos e abraços e fez questão de dar atenção especial à tia Al, que tinha feito questão de assisti-la.

- Você foi a não-princesinha mais linda que eu já vi, sabia? – Alex falava com a menina em seu colo.

Christine riu e começou a falar sobre cenas específicas, dizendo como havia sido difícil preparar tudo, quase como uma profissional.

Piper sentia o coração pular para fora do peito ao ver Christine se dar tão bem com Alex, a garotinha fazia amizades muito fácil, mas com Alex era diferente, as duas pareciam ter uma conexão. Droga de conexão com aquela mulher, por que ela não sumia?

- Bom, agora eu preciso ir – Alex anunciou.

- Já, tia Al? Por que você não vai lanchar com a gente? – Christine perguntou abraçada a mulher.

- Eu tenho um compromisso, meu bem – Alex respondeu olhando para Piper. A loira sabia qual o compromisso que ela tinha e quis morrer por dentro. – Mas eu prometo sair outro dia inteiro com você, tudo bem?

- Ebaaa! Mamãe, você deixa eu sair com a tia Al?

- Claro, meu bem, agora deixe que ela vá, tudo bem? Deve estar atrasada – Piper disse encarando a morena.

Alex não respondeu, só cumprimentou as moças de uma por uma até chegar em Piper e lhe abraçar demoradamente.

- Eu preciso mesmo ir, é um prazer conhecer todas vocês e você, baixinha – disse se ajoelhando e ficando da altura de Christine – é a melhor atriz de toda essa escola, sabia? – Disse cochichando. Christine riu e abraçou novamente Alex. A morena sentia um carinho incomum pela menina.

- Beijos, beijos, tchau – a morena disse saindo apressada do auditório. Piper viu alguns pais a analisarem concentrados enquanto ela andava pelo corredor. O vestido longo de tecido fino esvoaçava enquanto ela andava, e a loira e alguns homens presentes no local olhavam hipnotizados.

- Vamos embora? – Piper questionou as amigas.

- Vamos – todas responderam juntas, percebendo o incômodo no humor de Piper.

 

***

Havia sido mais uma noite difícil para Piper Chapman. Ela conseguia lembrar de todos os momentos daquele beijo. Queria ter odiado, sentido nojo, não querer aquilo nunca mais... Mas claro que não, tudo que ela sentia era o contrário. Queria tirar satisfações com Alex, como ela poderia ser tão abusada daquela maneira? Quem ela achava que era para fazer o que quiser e sair com aquele sorriso cínico? Piper praguejava o dia em que havia conhecido aquela mulher. Mas ela iria resolver aquilo, iria sim, encarar os problemas de frente era o que lhe diziam a vida toda para fazer, certo? Então, que seja. Alex Vause era só uma mulher como qualquer outra, e ela estava muito enganada se pensava que poderia virar seu mundo de cabeça para baixo e sair ilesa. 


Notas Finais


Queria agradecer a minha leitora mais dedicada por parte da ideia desse capítulo, te devo essa, Vidalzinha.

E então, moças? Agora vai? Será?


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