História Nicotina - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias CNBlue, Girls' Generation
Personagens Jung Yong Hwa, Seohyun
Tags Drama, Felizmente Flop, Kan-chan, Yongseo
Visualizações 70
Palavras 770
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)
Avisos: Drogas
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo único: Saudade, nicotina e você.


 

Único;

 

Novamente inspira o ar emitido por seu cigarro. O dia estava frio e o cheiro de seu tabaco impregnava-se por todos os lados.

 

 O cigarro não era de seu agrado, contudo fora o que conseguirá encontrar naquele dia chuvoso.

 

 Sentado em sua varanda, observando a vida alheia, esperando inquietamente o tempo passar.

 

Fora em um passar de um vulto azul; que, mais tarde, descobriu-se ser uma borboleta, que começou a pensar na vida.

 

Caso ela lhe visse naquele estado, sentado em sua varanda, em um dia frio, sem estar vestido apropriadamente, fumando calmamente seu cigarro. Já lhe veio à mente seu famoso sermão. 

 

 “Você sabe que está merda um dia irá te matar não sabe?!”

 

 É incrível que mesmo sabendo que o tempo passou, ele mantinha a certeza que o discurso dela continuaria igual.

 

 “A nicotina é responsável por cerca de 30% dos casos de qualquer tipo de câncer, e mais especificamente por 90% dos casos de câncer de pulmão.”

 

 Naquele tempo, ele ainda não compreendia o fato de sua amada odiar tanto a nicotina.

 

 Bastava-lhe beijar a nuca de forma carinhosa, para a mesma esquecer do resto do seu discurso, que, mais tarde, teria a certeza que não escaparia de escutá-lo.

 

 Um sorriso bobo se encontrava em seus lábios que seguravam elegantemente o cigarro.

 

“Prometa-me que irás parar de fumar!?”

 

 Esta frase fora motivo de muitas brigas. Depois de compreender os motivos de sua amada para odiar tanto o cigarro, e mais especificamente a nicotina, descobriu-se que seu pai morrerá de câncer causado pela mesma.

 

— Desculpe-me, não fui capaz de cumprir nossa única promessa. — Sua voz saia rouca, a fumaça do seu cigarro misturava-se com a do ar gelado.

 

 As lembranças voltavam a sua mente como o vento tira as folhas recas do chão, era algo natural.

 

Ele jamais viu o mundo tão sem graça, sem vida e cor. Desde sua partida, enxergava tudo em um tom cinzento e completamente desprovido de vida.

 

Outra tragada no cigarro e uma meia olhada no relógio de pulso, às horas não passavam, parecia até que o mundo havia congelado.

 

 “Já estou indo, nos vermos lá, não se atrase querido. ”

 

Ele lembra-se de sua voz, sua aparência angelical, de seus cabelos arrumados belamente em um coque alto.

 

Infelizmente está esta fora a sua última vaga lembrança dela. Lágrimas sempre ressurgem nesta memória colorida de dor.

 

Ele sempre pensou que a nicotina que iria lhe tirar a vida, como a sua amada adorava inflar o peito para lhe dizer.

 

 Mas ela errou, errou e feio. Preferia ele que fosse a nicotina e não um mero carro.

 

Dia 27, as lembranças são tão dolorosas que nem sequer se esforça para lembrar o mês.

 

 Um carro, um mísero veículo que fora capaz de lhe tirar tudo.

 

 Atropelou sua amada quando a mesma fazia menção em atravessar a rua, o motorista estava bêbado; era de se esperar, já que o dia do acidente fora em um sábado, no qual muitas pessoas costumam sair para beber e ela infelizmente não resistiu.

 

 Aquilo fora demais para si, doeu cada milímetro de seu ser, deixando cicatrizes profundas, sequelas que o tempo não apagou e nunca será capaz de apagar.

 

 Ver seu rosto desfigurado por uma batida surpreendentemente forte, lhe destruiu por dentro.

 

 E o que lhe restou? A saudade, seu mundo cinzento e, claro, a nicotina.

 

Ele tragava diversas caixas de cigarros na esperança que sua amada; apareça para lhe dar o seu famoso sermão. Dizendo besteiras do tipo: como o cigarro faz mal e que a nicotina causa câncer.

 

 Daria seu mundo, seu lar, sua alma para tê-la de volta, pararia, se preciso, de fumar.

 

 Tudo por ela e suas explicações sobre como a nicotina faz mal.

 

 Seu relógio apitou, indicando que já estava na hora de ir de encontro ao cemitério, apagou seu cigarro no cinzeiro. Entrou passando pela sala abatida, pegando mais à frente, um lindo buquê de flores vermelhas, preferidas de sua amada.

 

 Não demorou muito a chegar ao local, já conhecia o percurso, sabia-o de cor.

 

 Lá, mais lembranças apareceram, o cheiro de cigarro pairava por todo lugar, sua voz doce podia ser ouvida sendo emitida ao longe.

 

 Não demorou muito, deixando o buquê no lugar de sempre; ali já se encontrava marcas de buquês passados. Suspirou o ar frio novamente antes de virar as costas.

 

 Afinal, tudo isso já se fazia exatos três anos e ele continuava a repetir a mesma rotina de todos os meses ir visitá-la.

 

Acendeu calmamente outro cigarro, na esperança que o espirito de sua amada aparecesse, para lhe dar um sermão de como a nicotina faz mal.


Notas Finais


Obrigada por ter lido. ♡ Um agradecimento especial para @aquatic que fez a capa maravilhosa. ♡


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