História Nicotina. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Cigarros, Depressão, Drama
Exibições 8
Palavras 766
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Drogas
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa leitura, desculpe-me pelos erros ortográficos. ><

Capítulo 1 - Capítulo único:


Nicotina.

 

Novamente inspira o ar imitido por seu cigarro derby. O dia estava frio e o cheiro de seu cigarro se impregnava por todos os lados.

O cigarro não era de seu agrado, mas foi o que conseguiu encontrar neste dia chuvoso.

Sentado em sua varando, observando a vida alheia, esperando inquietamente o tempo passar.

Foi em um passar de um vulto azul -que mais tarde descobriu ser uma borboleta- que começou a pensar na vida.

Se ela o visse neste estado, sentado na sua varanda em um dia frio, sem está vestido apropriadamente, fumando calmamente seu cigarro derby. Já lhe venho à mente seu famoso sermão.

“Você sabe que está merda um dia irá te matar, não sabe!?"

 É incrível que mesmo sabendo que o tempo passou, ele mantinha a certeza que o sermão dela continuaria o mesmo.

“A nicotina é responsável por cerca de 30% dos casos de qualquer tipo de câncer, e mais especificamente por 90% dos casos de câncer de pulmão. ”

Naquele tempo ele ainda não compreendia o fato de sua amada odiar tanto a nicotina.

Bastava-lhe beijar a nuca de forma carinhosa para a mesma esquecer do resto de seu discurso, que mais tarde teria a certeza que não escaparia de escuta-lo.

Um sorriso bobo se encontrava em seus lábios que seguravam elegantemente o cigarro.

Prometa-me que iras parar de fumar!?”

Está frase foi motivo de muitas brigas, depois de compreender os motivos de sua amada para odiar tanto o cigarro e mais especificamente a nicotina, descobriu-se que seu pai morreu de câncer causada pela mesma.

-Desculpe-me Baby, não fui capaz de cumprir nossa única promessa. –Sua voz saia rouca, a fumaça do cigarro se misturava com a do ar gelado.

As lembranças voltavam a sua mente como o vento tira as folhas secas do chão, era algo natural.

Ele jamais viu o mundo tão sem graça, sem vida e cor. Desde sua partida, o enxergava tudo em um tom cinzento e completamente desprovido de vida.

Outra tragada no cigarro e uma meia olhada no relógio de pulso, as horas não passavam, parecia até que o mundo havia congelado.

Já estou indo, nos vermos lá, não se atrase querido. ”

Ele lembra-se de sua voz, sua aparência angelical, de seus cabelos arrumados belamente em um coque alto. 

Infelizmente está foi a sua última vaga lembrança dela. Lágrimas sempre ressurgem nesta lembrança colorida de dor.

Ele sempre pensou que a nicotina que iria lhe tirar a vida, como a sua amada adorava inflar o peito para dizer.

Mas ela errou, errou e feio. Preferia ele que fosse a nicotina e não um carro.

Dia 27, as lembranças são tão dolorosas que nem sequer se esforça para lembrar o mês.

Um carro, um mísero veículo que foi capaz de lhe tirar tudo.

Atropelou sua amada quando a mesma fazia menção em atravessar a rua, o motorista estava bêbado –era de se esperar, já que o dia do acidente foi em um sábado, no qual muitas pessoas costumam sair para beber- ela infelizmente não resistiu.

Aquilo foi demais para si, doeu cada milímetro de seu ser, deixando cicatrizes profundas, sequelas que o tempo não apagou . 

Ver seu rosto desfigurado por uma batida surpreendentemente forte, lhe destruiu por dentro.

E o que lhe restou? A saudade, seu mundo cinzento e claro, a nicotina.

Ele tragava diversas caixas de cigarros na esperança que sua amada aparecesse para lhe dar o seu famoso sermão. Dizendo besteiras do tipo como o cigarro faz mal e que a nicotina causa câncer.

Daria seu mundo, seu lar, sua alma para tê-la de volta, pararia, se preciso, de fumar.

Tudo por ela e suas explicações sobre como a nicotina faz mal.

Seu relógio apitou, indicando que já estava na hora de ir ao cemitério, apagou seu cigarro no cinzeiro. Entrou rapidamente, passando pela sala abatida, pegando mais à frente, um lindo buquê de flores vermelhas, preferidas de sua amada.

Não demorou muito a chegar ao local, já conhecia o percurso de cór.

Lá, mais lembranças apareceram, o cheiro de cigarro pairava por todo lugar, sua voz doce podia ser ouvida sendo emitida ao longe.

Não demorou muito, deixando o buquê no lugar de sempre -ali já se encontrava marca de buquês passados- suspirou o ar frio novamente antes de virar as costas.

Afinal, tudo isso já se fazia exatos três anos e ele continuava a repetir a mesma rotina de todos os meses ir visita-la.

Acendeu calmamente outro cigarro, na esperança que o espirito de sua amada aparecesse para lhe dar um sermão de como a nicotina faz mal.


Notas Finais


Obrigada por ter lido. <3


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