História Nicotine - Ryden - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Panic! At The Disco
Personagens Brendon Urie, Dallon Weekes, Ryan Ross
Tags Brendon Urie, Ryan Ross, Ryden
Visualizações 27
Palavras 3.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Demorei, mas ta aqui ;u; sorry pessoas hahah

Boa leitura :3

Capítulo 9 - Capítulo 9



 

_Isso foi bem injusto! _Ryan reclama, retirando o CD do aparelho. 

_Não reclama. Eu ainda fiz questão de errar algumas pra te ajudar. _o moreno sorri. 

_Ah, sei. _ele finge acreditar. Vendo que já estava anoitecendo, ele viu o horário _Já está tarde. Vai mesmo querer ir pro parque? _sua pergunta saiu com uma intonação a mais de esperança. 

_Claro. Se eu disse que íamos, então vamos. 

_Certo. Vou me arrumar. _ele diz, se direcionado á escada.

_Já? 

_Sim. Eu... Demoro pra me arrumar. _os dois riem baixo. 

_Entendi. Bom, vou ficar aqui em baixo por enquanto. _ele se senta no sofá e volta a colocar o notebook no colo. Ryan repara quando ele coloca os óculos de novo, e percebe que estava olhando por tempo de mais. Mas não havia como negar, aqueles óculos o deixava com uma pegada mais sexy. Deixou isso de lado e voltou a subir. 

Ele estava alegre. Uma alegria muito confortável. Talvez por que Brendon concordou em levar tudo na normalidade. Querendo ou não, o pensamento ridículo de ele se sentir constrangido perto dele era verdade. Negar não adiantaria. Ele conseguia perceber que, o modo como ele agiu mais cedo e também como agiu na noite do seu primeiro beijo com ele, não era algo normal. E isso se dava ao fato de que tudo foi muito diferente de seu habitual, e muito rápido. Foi uma surpresa que, apesar de ter uma consequência muito agradável, foi desagradável em outros aspectos. 

_Essa casa está muito silenciosa... _ele caminha até sua mesa e começa a fuçar no seu rádio. Estava pensando no que colocar para tocar. Precisava de algo animado, que o deixasse mais elétrico _Vejamos... _ele seleciona o álbum California, de Blink-182. A música começa a tocar, e ele começa a batucar em coisas enquanto procurava a roupa que usaria mais tarde. Ele queria se vestir com algo diferente. Até o momento, o clima estava bem abafado. Ele abriu a janela, e uma brisa quente invadiu seu quarto. Resolveu deixá-la aberta. 

De volta ao guarda roupas, ele procura por uma blusa que havia algum tempo que não usava. Assim que a acha, ele suspira de alívio. Era uma blusa que Dallon havia dado para ele no aniversário do ano passado. Era preta, mangas compridas, alguns detalhes brancos ao redor da gola, e no meio estava escrito "You let me go? So sorry so." em vermelho. Pegou uma calça jeans clara, e separou um tênis branco. Deixando a roupa em cima da cama, pegou a cueca e entrou no banheiro. 

Rabbit Hole começou a tocar, e, bem, aquela não era uma música a qual Ryan fazia questão de se conter. Começou a cantar como se estivesse estrelando seu próprio show. 

_I won't fall down that fucking rabbit hole. I'm barely standing on the ground. All the hints that you leave are too hard to believe at all. I won't fall down that fucking rabbit hole. _ele sentia como se aquela música o conhecesse. Era engraçado como, uma música que já o fez chorar por tantas noites, agora o fazia se sentir livre. 


 

Brendon desligou o notebook depois de ter revisada alguns emails e códigos. Estava aliviado, no entanto, pois os pedidos estavam diminuindo. Talvez ele pudesse aproveitar as férias em paz, no final das contas. 

Subiu as escadas ao som da voz de Ryan, que parecia muito agitado. A porta do quarto estava encostada. Ele entrou. A música já estava no seu final quando ele resolveu fazer uma brincadeira. Plugando o celular no rádio, ele colocou Bubblegum Bitch, de Marina And The Diamonds para tocar. A reação do garoto foi mais rápida do que ele imaginou que seria. 

_Brendon! _ele grita do chuveiro _Que audácia! Coloca Blink de novo! 

_Essa aqui é mais sua cara. _Brendon brinca. 
Ele notou o silêncio, e logo o barulho do chuveiro desligando. Alguns minutos depois, ele sai do banheiro. 

_Fala como se me conhecesse a vida toda. _ele vai até a cama e pega a calça.

_Te julgo apenas pelo que você demonstra ser, senhor George. 

_Não me chama assim! _ele veste a calça e caminha até a mesinha, pegando desodorante e perfume.

_Por que? É um nome legal. _ele abana a mão na frente do rosto, tentando aliviar a nuvem de fumaça que os dois produtos estavam causando _Meio ambiente agradece.

Ryan ignorou o comentário.

_Não é legal. É velho. Já disse. George é o nome do meu pai. O meu, prefiro que seja apenas Ryan. 

_Como queira. _Brendon se rende.

_Não vai se arrumar? _ele pergunta enquanto veste a blusa. Ele nota o olhar do outro na frase que a mesma tinha. 

_Vou sim. _ele se levanta e olha pela janela antes de se retirar, encostando a porta. 

Ryan volta a se arrumar. Após estar vestido, ele vai até o banheiro e começa o processo de dominar seu cabelo. Primeiro, ele tinha que alisar, o que dava um trabalho chato. Em seguida, teria que pentea-lo de uma forma específica, para que ele não fique bagunçado com o decorrer da noite. Depois, higiene. Aí viriam os cremes... Enfim, mais uns 30/40min. 



 

_Ryan! _Brendon gritava do andar de baixo _Esta atrasado! 

_Já vou, espera um pouco!! 

_Você disse isso a 10min atrás! 

_Brendon _ele vai até a ponta da escada e o olha de lá de cima _Vai ter que esperar! Eu já estou quase acabando! 

_Mas o que você ainda está fazendo?! _ele estava indignado. 

_Não interessa. Mas já estou acabando. 

_Você só pode-...

_Se você ficar falando comigo, vou demorar mais! _ele ri e volta pro quarto, terminado de arrumar o cabelo. Mais cinco minutos se passaram e ele desce _Pronto. 

Brendon o olha de cima a baixo, minuciosamente. 

_Okay, eu perdôo a demora. Mas só por que valeu a pena. 

_Sempre vale. _ele sorri _Vamos agora? 

_Já era para termos saído. _ele sorri _Vamos. 

Os dois seguem para o carro do Brendon. Assim que ele da partida, Ryan resolve, finalmente, perguntar algo que o estava martelando na cabeça.

_Posso perguntar uma coisa? 

_Claro. 

Ryan suspira discretamente, e se volta para ele.

_Se não estivéssemos bêbados e chapados ontem, você teria tomado atitude? Ou apenas deixaria sua "vontade" de lado? 

Brendon estreitou o olhar para frente, pensando. Aquela pergunta o havia pego. 

_Eu... Olha, eu não sei. Não posso dizer que havia programado algo para fazer com que você fosse pra cama comigo. Mas... _ele coça a nuca _Isso é coisa de momento. Se eu estivesse com muita vontade, eu tomaria. Se não, eu esperaria. Mas isso ia depender muito. 

_Entendi. _ele aperta os lábios e sorri pequeno. Então, algo vem a cabeça _Você me acha uma vadia chiclete? _ele o olha.

_Que? Não. _ele ri_ Quer dizer... _ele sorri ladino _A música me lembra você. 

_Por que? 

_Olha, não faço ideia. _ele diz, e a ironia era tão presente em sua fala quanto oxigênio é na terra.

Ryan não tocou mais no assunto. 

O caminho foi preenchido por músicas, e conversas aleatórias. 

_Já estamos chegando. _Brendon anuncia

_Acho que nunca fui nesse. 

_Isso é bom. Vai ser uma novidade então. _Brendon sorri _Alguma ideia de onde quer ir primeiro? 

_Tem castelo do horror nesse? 

_Tem sim. E é ótimo! 

_Vamos nesse. Se importa? 

_Nem um pouco. _ele pensa _Vamos fazer assim! Quem gritar primeiro, tem que pagar um sorvete pro outro. _ele estaciona próximo a entrada e se vira para ele _Fechado? _ele estica a mão para o outro.

_Fechado! _ele aperta. Para Ryan, seria algo fácil. Ele não se assustava. Adorava tudo que dava medo, então o máximo que ele faria seria admirar. 
Logo eles saíram do carro. Na entrada, pagaram os ingressos e, por sorte, o lugar não estava cheio. 
Ryan olhava para todos os cantos. Era um parque muito bonito e, como Brendon havia dito, muito iluminado. Não uma iluminação exagerada que cansava os olhos. Uma iluminação calma e confortável. 

_O castelo é por aqui. _Brendon o segura pelo pulso por uns segundos, e depois o solta _Espero que a fila não esteja grande.

_Normalmente está?

_Sim. Mas eu venho mais de manhã. Agora eu não sei se vai estar. Cruze os dedos. _ele sorri. Andaram um pouco pelas barracas de lanches e, finalmente, avistaram a grande estrutura.

_Nossa! É grande! 

_Sim. Eu acho que se você entrar lá andando, você se perde. 

_Uma boa dica. Obrigado. _eles se aproximam do brinquedo.

A expressão de Brendon se fecha. 

_Bom... _Ryan tenta ver o lado positivo _ Não está tão grande... _ele o olha, e não resiste a soltar uma risada. Sua expressão estava cômica.

Brendon respira fundo. 

_Ta tudo bem. _ele sorri. Um sorriso forçado, tentando convencer a si mesmo que ele não iria surtar _Você não se importa em esperar, não é?

_Não. Eu não acho que esteja enorme. Além do mais... _o celular tocando interrompe a conversa _Espera. _ele pega o celular e vê que era o Dallon _Dall? 

_Hey! Você está em casa? 

_Não. Estou naquele parque perto do centro. Aquele que vende coisas japonesas. 

_Ah! Está com o Brendon? 

_Sim.

A linha ficou silenciosa por um tempo.

_Não sabia que já estavam indo a encontros. _Dallon sorri.

_Não é..._ ele diminui o tom da voz para o outro não entender o assunto da conversa _Não é encontro! 

_Certo. Deixa eu falar, tem um cara ligando pro meu celular querendo falar com você. 

_Um cara? 

_Sim. Um tal de Tommy, algo do gênero. 

Ryan sente a garganta travar. 

_Bloqueia ele, okay?

_Ele parecia alarmado. 

_Só bloqueia. 

_... Ta bom. Enfim, aproveite seu encontro. _Dallon solta uma risada soprada e desliga. 

Ryan também desliga, colocando o aparelho em seu bolso. 

Brendon percebe que sua fisionomia havia mudado, e ficou curioso. 

_Aconteceu algo com o Dallon?

_Ah, não. _ele sorri _Ele esta com uns dilemas. Mas disse que não estava em casa, e que depois falaríamos sobre isso.

_Ah. _Brendon da de ombros _Vocês são amigos a muito tempo? 

_Uns quatro anos. 

_Onde se conheceram? 

_Bom... Nos conhecemos numa festa do Chris. _os dois sorriem _Ele estava com Penelope, uma garota que ele saia na época. Ela era amiga da garota que eu estava ficando. 

_Ah, a garota que te perdeu pro irmão? 

_Essa. Por coincidência, Dallon era melhor amigo desse cara. Foi algo bem natural. Conversamos durante a festa. Depois, após umas duas semanas, nos encontramos de novo no shopping. Dessa vez estávamos sozinhos. 

_Que legal. Ele parece ser um garoto divertido.

_Ele é. E muito criativo. E calmo. Conselheiro também. E muito engraçado.

Brendon arqueia a sobrancelha.

_Você gosta dele? _ele ri soprado.

_Não! Não desse jeito. Mas eu o admiro sim, e muito. Ele já me ajudou muito. _ele sorri, se lembrando de como eram as coisas naquela época. 

_Que graça. _ele olha para frente, vendo que já estavam quase lá.

_E você? Como conheceu seus amigos da banda? 

_Nós estudávamos juntos. De início, eu é John vivíamos brigando. E era briga feia, tipo socos e chutes. Mas, um dia, eu defendi a namorada dele de uns babacas. E, o que posso dizer? Somos amigos até hoje. Com o Spencer foi mais tranquilo. Estudávamos na mesma sala, mas nunca havíamos nos falado. Ai, durante um trabalho da aula de música, fomos a uma loja de discos. Fomos na mesma seção, e BOOM! Foi coisa de filme, pegamos o mesmo disco no mesmo tempo. _os dois sorriem.

_Que romântico! 

_Nah. Começamos a falar sobre música. Descobrimos que tínhamos muitos gostos em comuns, e... Bom, aqui estamos. 

Ryan assentiu. 

_E quanto ao Billy? 

Brendon aperta os lábios.

_Não posso dizer que sou muito amigo dele. Nos conhecemos a quatro meses. Ele é bem quieto, na dele. Não da muita liberdade, sabe? Mas ele tem uma amizade muito legal com John. Quer dizer, pelo que ele me diz. Eles andam muito juntos, e Spencer diz que parece que ele o adotou. _ele ri.

_Ele parece ser um carinha interessante. Pelo que eu vi, ele parece ser concentrado.

_Como assim? 

_Ele... Bem, ele não se distrai por pouca coisa. Ele presta atenção em tudo a sua volta. Percebi isso pelo jeito que olhava para todos enquanto a conversa fluía lá, após o ensaio. 

_Essa foi uma bela observação. Você é bem observador, não é? 

_Eu só presto atenção nas coisas que merecem atenção. Veja, você o viu com um garoto quieto e na dele. Mas ele não é assim. Quer dizer, ele é, mas não do jeito que você o vê. Ele não é quieto por que tem que ser. Ele é por que deseja. Dessa forma, ele pode prestar mais atenção em vocês. 

_Mas por que ele prestaria atenção na gente dessa forma?

_Você disse que só o conhece a quatro meses. Vocês são mais velhos. Ele, na banda, deve se sentir no dever de seguir seus passos. Quantos anos ele tem?

_Dezesseis.

_Isso pode favorecer. Sendo mais novo, ele pode ser mais moldavel. 

Brendon estava surpreso.

_Me suspendeu, George. 

_Eu gosto de entender as coisas como elas realmente são. _ele da de ombros _Ah, finalmente! _ele se anima quando a vez deles chegam. 

Assim que os dois se sentam no carrinho, Ryan faz questão de relembrar a aposta.

_Eu gosto de sorvete de mamão. _ele sorri de forma infantil. 

_Ah ta. Você acha que vai ganhar?

_Tenho certeza que vou. _ele o olha provocador. 

_Okay. Veremos. _Brendon se mantém calmo. 

O brinquedo começa a se mover. A princípio, tudo era bem fajuto. Nada daquilo assustaria uma criança de oito anos. Mas então, mais pra frente, as coisas ficaram mais interessantes. 

_Porra. _Ryan sorri ao ver uma réplica de um corpo aberto. A mulher se mexia, então ele percebeu que era realmente uma pessoa _Essa maquiagem é incrível. 

Atrás deles, pessoas gritavam com cada susto. Brendon ria delas.

_Não ria. Logo você estará gritando. 

_Se você acha. _ele lhe manda uma piscadela. Ryan suspeita.
 

Quase no final do brinquedo, eles entram na área do hospício. Uma das áreas favoritas de Ryan.

_Isso! _ele sorri, animado.

Enquanto passavam, vários "loucos" pulavam perto do carrinho. Porém, algo inesperado acontece. Um deles acabou realmente pulando no carrinho, e, de forma rápida e confusa, Brendon se jogou para frente, na intenção de não ser atingido. Isso fez com que ele esbarrasse em algo que, devido a baixa iluminação, não dava para ser visto. A única coisa visível era o corpo desacordado do outro.

Ryan sentiu o desespero tomar conta assim que ele o tocou e o outro nem sequer se moveu. 

_Brendon! _ele gritava _Caralho Brendon, acorda!! _por sua sorte, o carrinho já estava do lado de fora, parando. Os outros passageiros saíram, e foram avisar que alguém havia passado mal. Alguns tentavam ajudar _BRENDON, PORRA!!! 

E então, houve uma manifestação do outro. Entretanto, essa manifestação em específica, fez com que Ryan desejasse estrangular o outro.

Brendon estava rindo baixo. Ele abriu um só olho, e, em seguida, o outro.

_Eu gosto de sorvete de morango.

Ryan ficou parado, o encarando. Ele não tinha expressão alguma. 

A risada de Brendon aumenta um pouco. A essa altura, os poucos que estavam ajudando, saíram de perto, xingando baixo. 

Ryan se levantou do lado dele e saiu andando. 

_Hey! _ele se levantou rápido e foi atrás do garoto _Ryan, espera.

O mais baixo se vira bruscamente.

_Mas você tem o que na cabeça? Merda? Caralho Brendon, por que você fez isso?

_Eu disse que ia ganhar.

Assim que ele diz, Ryan enfia um tapa no ombro dele.

_Ai! _Brendon passa a mão no local atingido.

_Você deve ter alguma doença mental! Aquilo foi ridículo! Eu achei que você tinha desmaiado, inferno! _os olhos do garoto já estavam molhados. Ele não sabia se era de raiva ou do pânico que havia passado. Chutaria que era uma mistura dos dois. 

Brendon, assim que viu como a brincadeira de mal gosto o havia afetado, se sentiu muito mal. 

_Me desculpa. Eu não sabia que você ia ficar tão assustado.

_Não sabia?! Você se fez de inconsciente! Brendon, você não se mexia! _uma pequena lágrima escorre _Você não deveria nem pensar em fazer esse tipo de brincadeira! Coisa de retardado! 

_Por favor, me desculpa! Era só uma brincadeira. Uma brincadeira horrível, mas a intenção não foi te deixar assim. Por favor. _ele se aproxima do garoto. Ryan parecia está se acalmando aos poucos. Ele estava muito puto pela brincadeira. Era algo que não deveria se brincar. Mas Brendon parecia arrependido. Ao menos, sua expressão fazia parecer que sim. 

_Se você fizer algo assim de novo, eu mato você. Pra valer. 

Brendon sorri de forma mínima e faz menção em se aproximar. Vendo que Ryan não recua, ele passa seus braços por ele, o envolvendo num abraço carinhoso. Ryan abaixa sua cabeça no ombro do outro. 

_Me desculpa. Mesmo. 

_Ta. Tudo bem. _ele se separa de Brendon _Só não faça de novo. 

_Não vou. 

Ryan sorri minimamente, mas sua expressão ainda era abalada.

_Onde vamos agora?

_Vamos em algo mais calmo. Roda gigante. _ele fica aliviado ao vê-lo abrir um sorriso maior.

_Okay. 

Brendon e Ryan andam lado a lado, mas não conversam. Para sua felicidade, a fila estava minúscula. 

_Ainda bem que não tem muita gente. Não agüentaria esperar. _Ryan brinca, mais descontraído. 

_Ah sim. Acho que já somos os próximos. _ele sorri _A vista de lá de cima é muito bonita. Como a lua está cheia hoje, vai ser um contraste lido entre ela e as montanhas distantes. 

Ryan sorri e olha para cima. A lua estava linda, muito brilhante. 

_Eu gosto dela.

_Da lua?

_É. Ela tem sentido bipolar. 

Brendon se volta para ele, esperando explicações.

_Assim. Ela pode ser vista de duas formas. Primeira é a visão dependente. Ela é apenas uma rocha no céu, que depende do sol para brilhar. Algo que não tem o próprio brilho e vive do brilho de terceiros. Ou, a minha favorita. A visão aproveitadora e oportunista. Ela usa o sol. Rouba o brilho dele e, a noite, usufrui de algo que não é seu para ganhar elogios e admirações. 

_Isso é basicamente a mesma coisa.

_Sim. Mas de visões diferentes.

_Como os sentimentos? _Brendon pergunta. Ryan mostra um sorriso fechado, feliz por ele se lembrar da conversa que tiveram.

_Sim, como eles. 
 

O brinquedo parou. Assim que todos saíram, os dois foram os segundos a entrar. Escolheram os acentos e se confortaram. Logo, a roda foi ligada. Ela era lenta, e muito calma. Balançava um pouco, mas nada acima do normal. Quando ela parou, puderam ver uma das melhores vistas que já tiveram.

_Nossa... _Ryan estava maravilhado. A lua parecia tão perto e enorme. 

_Lindo, não é? 

_Sim. Muito lindo. _ele responde, hipnotizado.

Brendon vira a cabeça para Ryan. Ele nota a luz lunar, e como ela fazia um contraste belo no rosto do garoto. Era como se a palidez de Ryan fosse a mesma que a da lua. Aí notar que Brendon o olhava, ele virou o rosto também. 

_Que foi?

Apenas isso foi dito, antes que o mais velho segurasse delicadamente o rosto dele e colasse seus lábios. 



Notas Finais


É isso eue espero que tenham gostado :3

Até o próximo 💕


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