História Nictofilia - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Harry Styles, Lobisomens, Magia, Peeira, Romance
Exibições 90
Palavras 1.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


AEEEEEO
Boa leitura

Capítulo 7 - True Colors


I see your true colors and that's why I love you • Eu verei suas cores reais e é por isso que eu te amo

Senti meu celular vibrar e suspirei deslizando o dedo pela tela pela vigésima vez. Olhei para o lado de fora do carro e mordi o lábio, eu não tinha ideia de para onde estávamos indo, mas não me atreveria a questionar. Harry tinha um gênio impetuoso, eu não arriscaria.

Sabe qual era a vantagem de não poder sair de casa? Você cria interesses aleatórios. Eu gostava de culinária, literatura, videogames e carros antigo. Sim, eu tinha um gosto bastante peculiar.

O carro de Harry era um jaguar clássico, E-type provavelmente dos anos 70 em um tom quase nada chamativo de vermelho. O cheiro era de carro novo e perfume masculino, nos meus pés havia um par de sapatos femininos o que me faz questionar onde estava a ruiva com quem ele andava. Somente mais uma questão que não seria respondida.

— Se você suspirar mais uma vez eu irei enlouquecer. — ele comentou sem tirar os olhos da estrada.

— Hm? — o encarei. Seus cabelos estavam presos em um coque, ele usava uma camiseta cinza tão comum que eu cheguei a duvidar se lhe pertencia, pela primeira vez eu via as tatuagens em seu braço, eram diversas e eu queria saber se todas tinham algum significado. Ele sorriu de forma despreocupada fazendo com que suas covinhas aparecessem.

— Você suspira a cada dois minutos... — ele me olhou e ao perceber que eu não diria nada revirou os olhos. — Você nunca saiu de casa, não é? — questionou e eu me encolhi no banco desconfortável e voltei minha atenção para o lado de fora da janela. — Vamos lá, encare isso como um presente. — ele dividia sua atenção entre dirigir e me olhar. Sua mão deixou o volante por alguns segundos e eu fiquei assustada e encarei sua mão que mexia no painel do carro.

— O que você está fazendo? Volte a dirigir! — pedi assustada e seu sorriso torto aumentou. — Por favor... — engoli a seco e ele me olhou antes de apertar um botão que fez com que o teto se abrisse. A primeira reação que eu tive foi de segurar meus cabelos, o carro se movia de forma impetuosa naquela noite. — Mas o que...

— Se permita, Lottie. — ele pediu sorrindo e eu o encarei sem entender o que ele queria. O cheiro forte de brisa me alcançava e eu segurava meu cabelo com dificuldade. — Vai Charlotte! — insistiu e eu encarei a estrada sem saber o que fazer. Meu coração deu uma leve acelerada com a ideia que me surgiu a cabeça, suspirei e mesmo com medo tirei o cinto e coloquei meus joelhos sobre o estofado. Harry observava a cena de forma curiosa, mas ele já sabia o que eu queria fazer. Meus joelhos tremiam enquanto eu tentava me erguer.

O vento que batia contra meu rosto não era o suficiente para me fazer sentir frio, por incrível que pareça aquela noite não estava gélida. Meus cabelos estavam sendo jogados para trás da mesma forma que as asas falsas em minhas costas e eu me permiti sorrir.

— Abre os braços. — ele pediu e eu o olhei rapidamente antes de olhar para frente novamente. Aos poucos soltei o vidro no qual eu me apoiava e tentei abrir os braços. Deixei um riso escapar, eu me sentia livre, feliz, dona de mim mesma pela primeira vez na vida. Como pássaros livres.

— Para onde estamos indo? — questionei enquanto tentava me aconchegar em meu lugar novamente. Ele fez uma careta e me olhou. Estava me sentindo impetuosa, impulsiva pela primeira vez na minha vida! Era uma das diversas sensações que Harry era capaz de me causar. 

— Você já foi a praia? — ele questionou e eu neguei com a cabeça após alguns segundos. Ele sorriu e eu entendi o recado. Um frio na barriga me atingiu, meu celular tocou novamente e eu encarei a tela por alguns segundos e ao invés de cancelar a ligação decidi desligar o aparelho. Me desculpe mãe, mas hoje não.

 

...

 

Bati a porta do carro enquanto olhava ao redor. Nós estávamos em uma calçada que separava a estrada da praia. Não havia nada em volta além de mato e isso me causava um pouco de medo, mas a última coisa que eu queria nesse momento era sentir medo.

— Por aqui. — ele pediu e eu me pus a segui-lo em silêncio. Ele me guiou até uma pequena cabana alta, uma sensação de Dejávu passou por mim, olhei ao redor, admirei o mar impetuoso por alguns segundos e o sol que nascia fraco acima do mar. O barulho da porta se abrindo me tirou do transe, subi as curtas escadas e passei pela porta aberta. Tudo ali tinha cheiro de maresia e mofo. Havia areia pelo chão, mas o lugar estava bem limpo. Na parede alguns quadros chamaram minha atenção, entre eles um que estava uma garotinha loira usando biquíni e um garotinho de cabelos cacheados usando sunga segurando uma menina em suas costas. Sorrisos moldavam a foto e eu o encarei.

— Sou eu nessa foto. — observei dando passos rápidos até a fotografia e tirando da parede o quadro que um dia já teve cores mais fortes.

— Bingo. — confirmou fechando a porta. — eu, Gemma e você.

— Mas eu não... — olhei ao redor.

— Não se lembra? — ele riu nasalado. — Isso é uma causa natural por ter ficado tanto tempo longe de mim, sua mente apaga todas e quaisquer memórias que tenha comigo. — ele suspirou e eu voltei a olhar as fotos. Na maioria das fotos eu estava com Harry. De mãos dadas, rindo, abraçando.

— Nós éramos muito... — deixei a frase morrer por não saber como finaliza-la.

— Colados? — ele riu. — melhores amigos, Charlotte. Desde sempre e

— Para sempre. — o encarei. Foi a frase que veio em minha cabeça, sem nenhuma imagem para complementar, apenas a frase. Ele sorriu.

— Quanto mais tempo você estiver perto de mim, quanto mais contato nos tivermos suas memórias irão voltando. — ele abriu as janelas e eu permaneci observando seus atos.

— Você me trouxe até aqui para me contar algo, não foi? — indaguei cruzando os braços.

— Te trouxe até aqui para sua mãe parar de controlar você. Para suas memórias voltarem, para te explicar coisas que eu não sabia e acho que você tem direito de saber e por que sou um pouco impetuoso na maior parte do tempo. Se fosse para simplesmente te contar alguma coisa, não contaria por que eu não dou a mínima, muito menos te trazer para o norte de Londres. — ele suspirou e abriu a porta. — está amanhecendo, vamos dar uma volta e eu te conto tudo que eu sei. — ele explicou e eu apenas assenti. Sem questionar eu passei por ele, desci as escadas e esperei ele se colocar ao meu lado. — O que você lembra da sua infância? — ele questionou admirando o céu em um azul médio, estava amanhecendo, eu gostaria de saber que horas eram.

— Eu lembro de brincar com Savannah no meu quarto depois da escola. — movi os ombros e suspirei. — era o mais perto que eu chegava de ter convivência com outras pessoas.

— Antes disso. — ele molhou os lábios e me olhou. Eu tentei puxar de minha memória qualquer coisa antes dos meus oito anos, eu não lembrava de nada. — Exatamente. — ele sorriu sem mostrar os dentes e voltou sua atenção para o horizonte. — Sua infância foi toda comigo. Nós brincávamos no jardim de casa, as vezes você viajava comigo para cá. A gente fazia uma trilha para lá. — ele apontou para a direita e eu tentei encontrar indícios de uma trilha.

— Você sempre foi um...

— Não. — ele me cortou de forma impetuosa no meio da frase e me encarou. — Eu matei meus pais. — ele disse com uma simplicidade como quem diz que fez compras.

— Quê? — parei de andar e pisquei algumas vezes.

— Essa é outra parte da história... Eu ainda vou chegar lá, fica calma que temos tempo. — ele avisou e eu apenas assenti e voltei a acompanha-lo. O dia mal havia começado e eu estava ansiosa, algo dentro de mim gritava, essa seria a melhor noite da minha vida. Eu estava assustada, com medo do que viria, sabia do gênio impetuoso de Harry e isso me causava calafrios, mas eu já havia vindo até aqui, não poderia desistir agora, afinal passei a vida toda aguenta o gênio impetuoso de meu pai, que mal faria um dia com Harry?


Notas Finais


Obrigado a quem comentou e mandou mensagem, fiquei feliz <3


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