História Night Changes - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias The Fosters
Personagens Personagens Originais
Tags Sherri Polo, Sherri Saum, Teri Polo, The Fosters
Visualizações 6
Palavras 2.151
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey mozis!
Não tenho nada a dizer por enquanto, então aproveitem o capítulo!
Boa leitura!

Capítulo 2 - Having a troubled day


Teri Polo’s POV

            Qual o melhor dia da semana e porque sábado? Obviamente eu era uma grande amante dos sábados. Não que eu não gostasse de trabalhar, muito pelo contrário, eu amava o que fazia, amava estar no meio daquelas pessoas incríveis com quem trabalhava, mas não existia nada melhor do que o sábado, onde eu não tinha hora para acordar, poderia ficar deitada sem me movimentar por horas a fio e sem me preocupar com nada. Bom, esse era o meu plano para o dia de hoje, visto que o meu dia anterior poderia ser comparado a um lixo, mas não foi muito bem o que aconteceu. Eram 8h da manhã e Cierra Ramirez estava enfurnada na minha cozinha, revirando meus armários e geladeiras na tentativa de preparar um café da manhã descente para nós duas.

- Você tem certeza que não quer que eu tome conta disso? – Perguntei pela milésima vez, quando a menina olhava para a tela do celular tentando entender o que a receita de panquecas dizia.

- Relaxa Polo, você está muito estressada para o meu gosto. – Respondeu debochada.

- Estressada? – Questionei inconformada. – Foi você quem apareceu no meu apartamento fazendo uma bagunça irreparável na minha cozinha e você queria que eu estivesse com toda a calma do mundo?

- Desculpa se eu estou apenas tentando melhorar o seu dia. – Falou a menina, deixando mais uma panqueca queimar. – Ótimo! Eu desisto! – Disse por fim, jogando no lixo o conteúdo da frigideira e colocando-a dentro da pia.

- Você não veio aqui somente para preparar um café da manhã para nós duas. Vamos lá, me diga. O que está acontecendo?

- Não está acontecendo nada. Eu só queria passar mais tempo com você, já que nos sets você só fica atrás da Sherri ou da Maia.

- Eu não acredito que estou ouvindo isso, mocinha! Você não sai do celular, o que quer que eu faça? Sente do seu lado e fique te observando tweetar sobre coisas aleatórias ou dar likes nas fotos de pessoas no instagram?

- Cruzes Polo! O que aconteceu com o seu bom humor? – A morena bebeu um gole do suco que eu havia colocado em seu copo, em seguida, mordendo a torrada que ela havia preparado antes de tentar fazer panquecas.

- O meu bom humor ficou dormindo, o que eu deveria estar fazendo. São 8h da manhã, Cierra! Quem acorda às 8h da manhã em um sábado? – Perguntei fazendo birra, exatamente como uma criança que não quer ir para a escola.

- Eu acordo cedo! Hoje é dia de compras! Minha festa está chegando e preciso encontrar algo impecável para vestir. – Contou.

- Sua festa? – Franzi o cenho, em dúvida.

- Sim. Maia não te contou? Ontem quando vi vocês duas conversando, achei que ela tivesse te convidado. Pedi para ela avisar você e a Sherri.

- Ela somente comentou que precisava falar comigo e com a Sherri sobre algo, mas não citou o que era, pois acabamos indo gravar e eu saí com um pouco de pressa, mal fiquei no meu trailer e já vim para casa.

- Bem, aqui está o seu convite exclusivo, porque óbvio, você é Teri Polo, não poderia ficar de fora de um evento como esse. – Cierra entregou-me um envelope branco que parecia tão sofisticado quanto um convite de casamento.

- Você está organizando um baile de gala? – Falei surpresa, quando li o conteúdo do convite.

- Sim! Não é incrível? Eu estava com essa ideia há tempos, então compartilhei com a Maia e ela resolveu me ajudar a por em prática. Agora vamos, não temos tempo! – Ela levantou-se após beber o último gole de suco, batendo o fundo do copo na mesa.

- Espera, vamos aonde? – Perguntei surpresa vendo a pressa dela.

- As compras! Acabei de falar! Onde está com a cabeça, Polo?

            Não houve tempo para argumentos da minha parte, já que Cierra correu para o meu quarto e começou a vasculhar meu guarda roupa, em busca de uma roupa descente para eu ir ao shopping com ela. Se existe uma pessoa que mais ama roupas, maquiagens, sapatos e o incrível mundo da moda, essa pessoa sem dúvidas era Cierra Ramirez. Ela havia conseguido montar várias combinações de roupas do meu guarda roupa que eu nem sabia que existiam. O melhor de tudo é que ela era prática, não enrola e em vinte minutos eu parecia outra pessoa, completamente diferente da que estava de mau humor há meia hora quando acordou.

            Depois de Cierra passar duas horas dentro de uma única loja provando várias peças de roupas, das mais variadas que se pode imaginar, ela decidiu que queria mudar de loja, que não havia gostado de quase nada da qual estávamos. Isso porque ela havia saído com três sacolas da mesma. Passamos o restante da manhã escolhendo sapatos e acessórios que ela julgou serem úteis para usar na festa dela. Eu estava faminta. Não era do meu feitio ficar trancafiada dentro de lojas escolhendo roupas, tirando e colocando duas vezes cada uma para ter certeza de que não estava boa. O que me fazia sentir pena das atendentes das lojas pela qual Cierra entrava. Ela era prática apenas para algumas coisas e obviamente ir ao shopping não estava nessa lista. Eu sim poderia ser considerada uma pessoa prática e objetiva. Se eu havia gostado de algo, eu comprava, caso contrário, descartava.

- Será que podemos fazer uma pausa por alguns minutos? – Perguntei, sentando-me num banco frente a uma loja de sapatos, observando as vendedoras lá dentro e pensando no quanto Cierra viraria de cabeça para baixo aquela loja em busca dos saltos perfeitos para combinar com as roupas que havia comprado.

- Mas já, Teri? Nós não estamos nem na metade das compras ainda.

- Cierra, você comprou quase metade das duas últimas lojas que entramos, o que mais falta? – Perguntei um pouco impaciente.

- Sapatos, acessórios e algumas outras coisas que quero comprar para decoração.

- Ok, eu desisto! Como você espera que eu sobreviva a esse dia?

- Você não acha que está sendo um pouco dramática? – Perguntou, com um ar de deboche, o que era uma exclusividade de Cierra.

- Você não acha que está sendo um pouco exagerada comprando tudo isso? – Falei, arrependendo-me no segundo seguinte após ver sua expressão calma tornar-se fechada, estressada talvez. – Ok, vamos lá, Cierra, você não irá usar nem metade de todas essas coisas que está comprando na sua festa, ou você irá trocar de roupa a cada dez passos que você der?

- Tudo bem, você me convenceu. Vamos almoçar. – Então era isso? Bastavam algumas poucas palavras que ela controlaria sua compulsão pelas compras? Se eu soubesse que seria tão fácil eu teria dito antes. – Mas depois do almoço, passaremos em mais algumas lojas, prometo que não irei comprar nada, mas talvez algumas coisas. – “Ótimo! Estava bom demais para ser verdade.”

***

            Depois de mais quatro horas no shopping junto com Cierra, deixei-a em sua casa e segui para o meu apartamento. Eram 17h da tarde quando cheguei em casa e eu estava com uma dor de cabeça que estava me matando aos poucos. Procurei por um remédio, tomei um banho para aliviar a tensão do meu corpo e resolvi deitar um pouco, até que a dor melhorasse. Devo ter conseguido ficar em silêncio absoluto por mais ou menos vinte minutos, até ouvir a campainha tocar. ­“Isso não pode ser verdade! É apenas um sonho e essa campainha não está tocando.” Ledo engano. Levantei-me a todo custo da cama e segui praticamente rastejando até a porta, nem me preocupando em olhar pelo olho mágico para identificar quem perturbava meu descanso. Abri a porta e me deparei com Sherri. Não sei se era devido a minha dor de cabeça que eu estava vendo coisas demais, ou se ela realmente estava tão maravilhosa quanto eu a enxergava. Ela usava um short jeans, uma blusa estampada com flores em tons de azul e seu cabelo estava razoavelmente preso. Sem contar o perfume magnífico que ela usava. O mesmo havia invadido minhas narinas, arrepiando-me dos pés a cabeça.

- Você está maravilhosa! – Falei, sem conseguir conter o meu olhar deslumbrado para seu corpo.

-Seus olhos, love! – A morena dos cachos perfeitos me abraçou e eu afundei meu rosto em seu pescoço, aproveitando aquele momento para sentir melhor seu cheiro. Dei um beijo em seu ponto de pulso e pude sentir o corpo da morena arrepiar.

- Entre, fique a vontade! – Falei, após soltá-la do abraço.

- Senti sua falta hoje, não me mandou mensagem pela manhã, nem na hora do almoço, já são quase 18h da tarde e não tive sinal de vida seu, além do mais, ontem você estava completamente estranha no set, foi embora e mal falou comigo, então resolvi vir ver o que estava acontecendo. – Ela falava, enquanto me seguia até a cozinha. A mesma abriu a geladeira e serviu-se de um copo de suco, seguindo para a sala e acomodando-se no sofá. “Ah! Eu amava quando Sherri tomava essas iniciativas e realmente se sentia a vontade para fazer o que quiser quando estava na minha casa.”

- Se eu te contar o dia que tive hoje você não acredita. – Comecei. – Eu mal abri os olhos e adivinha quem estava pulando na minha cama para me acordar? Cierra Ramirez! Depois de tentar preparar um café da manhã para nós e fracassar totalmente fazendo panquecas, ela me arrastou para o shopping! – Falei inconformada, ainda não acreditando que eu havia ficado quase oito horas andando de loja em loja. – Ela fez compras. Muitas compras. Não consigo entender qual a necessidade de acumular tanta roupa. Será que ela tem quantos closets para conseguir guardar todas aquelas peças? Meu Deus! – Continuei contando, sob o olhar animado de Sherri me ouvindo. – Eu cheguei a acreditar que ela não faria uma pausa para almoçarmos, eu estava enlouquecendo de fome. – Dito isso, Sherri caiu na gargalhada, tombando seu pescoço para trás e fechando os olhos. Definitivamente era a cena mais adorável do mundo inteiro. – E para finalizar, eu cheguei aqui há menos de meia hora com uma dor de cabeça insuportável, tomei remédio e um banho, então deitei e você chegou.

- Ai meu Deus, Teri. Porque não disse antes? – Falou preocupada. – Eu vou embora e conversamos depois. – Sherri disse já levantando-se do sofá.

- Claro que não. – Retruquei e no mesmo momento segurei seu braço, fazendo-a sentar-se novamente. – Sherri, você é a melhor parte do meu dia, não espera que eu deixe você ir embora porque isso é algo que não vai acontecer.

- Eu sou? – A morena perguntou com um sorriso que fez meu coração pular dentro do peito.

- Óbvio que sim, my love. Como se você não soubesse disso. – Respondi, olhando-a nos olhos, pois era algo que eu sabia que Sherri amava. – Agora volta aqui e me dê atenção, porque ultimamente você só anda de conversinha com a Annika enquanto eu sou jogada de escanteio. – Falei, fazendo bico.

- Teri Polo, eu não acredito que estou ouvindo isso. – Ela falou rindo. – E também não acredito que está fazendo bico como uma criança que pede algo para a mãe e a mesma nega.

- Eu estou falando a verdade, poxa. – Disse, ainda olhando-a fingindo que estava triste.

- Você está com ciúmes? – Perguntou, franzindo o cenho e mordendo levemente o lábio.

- Claro que não! – Levantei-me apressada do sofá, recordando-me de que Maia havia dito a mesma coisa. Andei até a cozinha sentindo o olhar de Sherri me seguindo.

- Eu vivi para ver isso, você com ciúmes da Ann. – Saum disse, sentando-se na banqueta ao redor do balcão que dividia a cozinha da sala.

- Está vendo? Enquanto você me chama de “Teri Polo”, sou obrigada a ouvir o novo apelidinho da sua nova melhor amiga. – Brinquei. Mesmo que ouvir Sherri chamando Annika daquela forma tenha me incomodado de uma forma que eu não sabia que era possível.

            No final da minha frase, vi Sherri andando em minha direção e fiquei totalmente paralisada ao perceber que seu olhar para mim era sério. A morena colocou as suas duas mãos nas laterais do meu rosto, segurando-o firme e olhou nos meus olhos. Eu senti meu coração bater tão forte que parecia que havia um casal de elefantes brincando de pega pega dentro dele, meu corpo gelou, mas ao mesmo tempo parecia tão aquecido com a proximidade do corpo de Sherri do meu, das suas mãos tocando meu rosto e da sua respiração chocando-se contra o meu rosto. Eu era completamente enfeitiçada por essa mulher.

- Baby, não existe outra pessoa que seja capaz de ocupar o seu lugar, você é única no meu coração, então não ouse achar que existe outra pessoa, porque isso aqui é somente seu. – Sherri disse, pegando minha mão e pousando sob seu peito, onde pude sentir as batidas aceleradas do seu coração.


Notas Finais


Não me matem por parar o capítulo aqui. Prometo surpresinhas para o próximo capítulo!
Beijos!


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