História Nightclub - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Haechan, Jaehyun, Johnny, Mark, Taeil, Taeyong, Ten, Winwin, Yuta
Tags Donghyuck, Doyoung, Haechan, Jaehyun, Johnny, Johnten, Mark, Nct, Nct 127, Nct U, Seo Youngho, Taeil, Taeyong, Ten Chittaphon, Tenny, Winwin, Yuta
Visualizações 62
Palavras 1.835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oi oi. sei que estou há séculos sem postar, mas meu 2° semestre (assim como o da maioria) é corrido. meus testes já irão começar e eu tô tensa :(((( foi o que deu para escrever em pouco tempo; mas espero que gostem, de verdade. <3

Capítulo 2 - .01 — Cirurgia?


[...]

Abri os olhos e observei o lugar onde me encontrava. Um quarto consideravelmente grande, com as paredes pintadas de branco. Ao meu lado direito encontrava-se um suporte com uma bolsa de soro no topo, e um pequeno tubo com uma agulha em sua ponta estava preso em meu braço. Bom, parece um quarto hospital. Olhei para a janela, estava de manhã; a brisa matutina entrava e refrescava o ambiente, tornando-o agradável. O sol já havia nascido e parecia que a rua já estava bem movimentada, pelo barulho incessante dos carros e motos.

Olhei para o meu lado esquerdo e, devido à minha visão embaçada não conseguia enxergar em detalhes, mas tudo apontava que uma pessoa se encontrava sentada em uma cadeira, com os braços cruzados e apoiados sobre a maca, dormindo. Estiquei meu braço e afaguei seus cabelos, fazendo com que ele acordasse lentamente.

– O que...? –  ainda sonolento, parecia levemente confuso. – Ah, você acordou, eu fiquei preocupado após a cirurgia – sorriu. – Como se sente?

– C-Cirurgia? – indaguei.

– É. Eles limparam o corte da sua perna, para se certificarem de que não iria infeccionar, e deram uns 13 pontos.

– Ah, sim, entendo.

Então todo o ocorrido ontem à noite veio à minha mente. A face cruel e medíocre daquele homem miserável tomou conta de meus pensamentos. Eu lembrava da sensação de estar naquele beco escuro e frio, amarrado e amordaçado, sem ter a capacidade de chamar por socorro ou me defender. Involuntariamente, meu corpo começou a tremer, e uma lágrima caiu.

– Ei, ei. Não chore – Johnny secou carinhosamente aquela lágrima traiçoeira. – Você está a salvo. Aquele cara foi preso, ele não vai mais te incomodar.

Eu não conseguia fazer nada além de soluçar e tremer. Agarrei-me ao pescoço de Johnny e pus meu rosto entre seu pescoço. O mesmo sentou-se ao meu lado e envolveu-me em um abraço.

– Eu nem s-sei o que a-aconteceria se você n-não aparecesse – eu disse.

– Vamos tentar não pensar nisso, está bem? – ele me fitou e deu um pequeno sorriso. – Vou buscar algo para você comer, hum?

Consenti com um movimento e, para a minha surpresa, Youngho selou minha testa com um beijo curto e suave – tal ato me deixou totalmente corado e sem graça –, e então, o mesmo se levantou e saiu do quarto. Em seguida, uma enfermeira entrou.

– Bom dia, Sr. Chittaphon – educadamente, ela sorriu, e eu tentei retribuir. – Como se sente?

– Com uma dor de cabeça terrível, mas, fora isso estou bem – ela conferiu o soro e retirou a agulha do meu braço. – Aliás, moça?

– Sim?

– A minha perna... Quando eu vou poder andar sem o auxílio de uma muleta? – perguntei, preocupado.

– Ah, o senhor irá ficar bem! – sorriu a mulher. – Daqui à duas semanas os pontos da cirurgia já estarão estáveis e o senhor poderá andar normalmente, talvez mancando um pouco, mas já não irá precisar de um suporte. O doutor virá falar sobre os detalhes daqui a pouco e, provavelmente, você receberá alta ainda hoje.

– Obrigado – tentei, porém falhando miseravelmente, dar um sorriso.

A enfermeira saiu do quarto e, pouco depois, Johnny havia chegado com uma bandeja. A planície prateada possuía torradas, uma maçã e um copo de suco de laranja.

– Espero que o café da manhã esteja do seu agrado – ele disse, sem graça.

– Obrigado, Johnny – sorri.

Enquanto desfrutava das torradas, Johnny levantou-se e foi até a janela; parecia estar observando o tráfego de automóveis que havia ao lado de fora. Seu rosto possuía uma expressão pensativa.

– Youngho? – chamei.

– Sim? – respondeu, sem tirar sua concentração do espaço externo.

– Você trabalha naquela boate?

– Hein? – virou-se. – Não, por quê?

– É que ontem você parecia estar vestindo a mesma roupa que os seguranças de lá usam, então... – o mesmo riu diante da situação, fazendo-me corar de vergonha.

– Não, não. Eu trabalho em uma empresa como diretor jurídico.

– Não é estressante?

– Um pouco, mas eu gosto do que faço – sorriu. – E você?

– Ah, eu faço faculdade de arquitetura. Ainda estou no 3º ano.

– Sempre gostei do ramo de arquitetura, mas acabei optando por direito.

– Você não se arrepende de sua escolha, certo?

– Nem um pouco.

Abri minha boca para mencionar algo, mas fui interrompido por três vozes. Falavam ao mesmo tempo, impedindo a compreensão de qualquer um que tentasse decifrar o que diziam. Olhei para a porta e lá estavam, as três pragas que me chamaram para a boate ontem.

— Ah, meu deus — exclamou Yuta, com uma expressão que transmitia certo alívio. — Ten, você… você está bem?

Os outros dois — o famoso casal de namorados “Jaeyong” — vieram atrás de Nakamoto, aparentemente preocupados.

— Como… como souberam que eu estava aqui? — perguntei, confuso.

— Ele — Taeyong apontou para Youngho, fazendo-me ficar mais confuso. — Ligamos para você ontem à noite, e ele atendeu. Disse que você estava na sala de cirurgia do hospital, mas pediu para virmos só de manhã.

— Cara… nós estávamos morrendo de preocupação — Jaehyun disse, seguido de um suspiro exasperado.

Olhei para Johnny, que apenas observava com um rosto inexpressivo o desenrolar da situação.

— E-Eu estou bem… Pelo menos fisicamente — baixei os olhos e, no mesmo, lágrimas brotaram.

— Yah, acalme-se — Taeyong sentou-se ao meu lado, envolvendo-me em seus braços. — O tal de Johnny ali nos contou que o homem que lhe maltratou foi preso, não foi? Nada vai acontecer contigo de novo, Ten. Nós não iremos permitir isso — sorriu. Os outros três fizeram um movimento com a cabeça, concordando com o que Taeyong acabara de dizer.

Sorri. Um sorriso torto e forçado, mas ainda sim valeu a tentativa. Então, ocorreu-me uma preocupação:

— Mas… e a faculdade? Como…

Antes que eu pudesse terminar, Youngho interrompeu-me.

— Não sei se você sabe, mas meu apartamento é de frente para o seu — o maior sorriu. Um sorriso de verdade. — Eu irei garantir que fique bem, e posso te levar até lá e buscá-lo até que fique bom — a sinceridade em seus olhos era visível.

Woah, parece que alguém se deu bem — sussurrou Taeyong ao pé do meu ouvido, com a malícia de sempre.

— O-Obrigado, Johnny — sorri sem graça, fitando o lençol da cama. — M-Mas… não vai lhe atrapalhar no trabalho?

— Não esquente com isso. Minha carga horária é a mesma da sua faculdade integral — replicou.

— Nós vamos para a faculdade, hum? — disse Jaehyun. — Estamos atrasados e você sabe como a diretora é — deu uma leve risada. — Nos vemos mais tarde. Se cuide, Chittaprrr! — sorriu.

— Melhore, nichan — despediu-se Yuta, com um sorriso nos lábios.

Taeyong selou minha testa com um beijo amigável e sorriu; saindo do quarto junto dos outros logo em seguida.

Johnny voltara a sentar-se ao meu lado — e ficou ali por uns 20 minutos —, até que o Doutor chegou.

— Ora, ora, o senhor parece bem melhor que ontem — sorriu o velho homem. — Já pode ir para casa. Mas antes… — o mesmo pegou um par de muletas num canto do quarto. — Aqui está. Terá de usá-las por duas semanas, até que os pontos da cirurgia cicatrizem.

Humpf, maravilha — murmurei, odiando a ideia de ter que andar com auxílio de muletas.

— Terá também de tomar um comprimido por dia, durante duas semanas — o doutor me deu um pequeno frasco de comprimidos. — É para prevenir quaisquer inflamações no local do corte.

Johnny assentiu com um movimento de cabeça, deixando claro que havia entendido. Parece que ele realmente estava disposto a garantir que eu ficasse bem.

— Bom, vocês tem até às 10:00 para saírem. Cuide-se, Sr.Chittaphon — o velho retirou-se do quarto às pressas.

— Preciso me trocar… — porém, havia lembrado de uma coisa: não havia outras roupas para vestir além das que usei ontem.

— Ah, os meninos trouxeram algumas roupas para você — acredito que ele estava se referindo ao trio parada dura. O mesmo se levantou e pegou uma bolsa ali perto; e de dentro dela tirou uma bermuda preta, uma blusa branca e uma blusa de botões listrada com vermelho e branco. Logo percebi que foi a muda de roupa que eu havia deixado na casa de Yuta e Sicheng.

— Ah, sim. Obrigado. Mas… mal posso andar, como irei me vestir? — Ah não.

— B-Bem… — nunca imaginei que iria vê-lo corar. — Eu posso t-te ajudar.

Youngho pegou-me no colo — evitando pôr as mãos nos pontos do corte — e me levou até o banheiro. Colocando-me sentado sobre a tampa da privada, o mesmo voltou para pegar as roupas, enquanto eu tirava aquela “camisola” hospitalar. Foi vergonhoso quando o mesmo voltara e me olhara de cima a baixo, enquanto eu possuía apenas uma peça de roupa.

— Não olhe! — exclamei.

— D-Desculpe.

Coloquei a blusa, e a blusa de botões. Tentei pôr a bermuda por conta própria, mas doía. Doía muito; era uma dor lancinante, como se estivessem cortando minha perna com uma lâmina afiada novamente. Então, tive de pedir ajuda.

— J-Johnny? — chamei e o mesmo me fitou. — Pode me ajudar…?

Um lampejo de vergonha e surpresa passou por seu rosto, mas o mesmo logo me ajudou, pondo a bermuda com cuidado, evitando que o tecido tocasse os pontos. Pus as sandálias e meus óculos.

Ao terminar, o maior pegou-me no colo novamente, colocando-me sobre a cama e, em seguida, me passando as muletas. Pegou a bolsa — que continha as roupas da noite passada — e me ajudou a seguir até ao carro.

Entramos no carro e Youngho seguiu até ao prédio — em que, por algum acaso, nós morávamos. Chegando lá, o mesmo me levou até ao meu apartamento, pondo-me sobre o sofá da sala.

— Você está bem? — perguntou, preocupado.

— Sim, estou. Dói um pouco, mas nada que seja insuportável — sorri fraco.

— Quer que eu fique aqui? Sei que moro em frente mas… nunca se sabe — sem graça, baixou os olhos.

Eu queria ele por perto, queria aconchegar-me em seus braços para sentir-me seguro — o que é estranho, já que o conheci há menos de 12 horas —, mas achei injusto. O mesmo havia se disposto à dormir no hospital para ficar ao meu lado. Provavelmente nem havia dormido direito, já que, ao acordar, a preocupação que ele sentia ainda era palpável. Johnny deveria estar exausto, tudo por causa de uma pessoa que ele mal conhecia. Fitou-me com os olhos cansados e fundos, fazendo-me quase sentir pena.

— Não acho que seja necessário — balancei a cabeça da direita para a esquerda. — Você já se dispôs a ficar a noite toda no hospital, parece cansado. Vá dormir.

— Tem certeza?

— Tenho. Moramos em apartamentos vizinhos. Eu grito se for necessário — sorri.

— Está bem — sorriu de lado, a preocupação se transformara em alívio. — Cuide-se e tome seu remédio.

— Pode deixar — assim como havia feito no hospital, Youngho selou minha testa com um beijo curto e suave.

Despediu-se de forma carinhosa e se foi. A porta rangiu um pouco antes de fechar-se com um pequeno clique da maçaneta, sem deixar nenhuma brecha.

Senti meus olhos fecharem lentamente devido ao cansaço e à tensão. E, de repente, o mundo havia escurecido.


Notas Finais


Link do Capítulo sobre possível hiatus das minhas fanfics:
https://spiritfanfics.com/historia/aquele-famoso-cliche-9283185/capitulo6


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