História Nightmares - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Guardiões da Galáxia
Personagens Drax, o Destruidor (Arthur Douglas), Gamora, Groot, Peter Quill (Senhor das Estrelas), Rocket Raccoon
Tags Peter Quil, Rocket Raccoon, Tadin Do Rocket
Visualizações 54
Palavras 1.277
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi ;))) voltei pra mais uma fic d guardioes kkkkkkk
gente essa fic não é tão dark quanto eu fiz parecer ta
tem mt fluff tbm pq fic minha sem fluff não existe ;u;
tadin do rocket

Capítulo 1 - Capítulo Único


O nome de Rocket era 89P13 quando fora tirado do seu planeta natal e colocado em seu inferno. Eles cutucavam seu cérebro e seu pêlo, o torturavam pela ciência e pelo prazer, e quando ele começou a falar, as janelas e portas se trancaram.

 — Sujeito 89P13 está com seus vitais levemente acelerados — Um dos jalecos brancos declarou. Rocket não conseguia ver seu rosto.

 — Não me chame assim — Ele rosnou. Todos se viraram para ele e em seguida veio o caos.

 — Pare — Rocket arranhou sua pequena prisão metálica ao sentir outra onda de choque em seu corpo — Pare! — Sua cauda encolheu-se em volta dele, procurando proteção — Não...

 — Não! — Ele acordou em um pulo, seu pêlo grudado em seu corpo pelo suor e seu lençol estava todo rasgado. Ouviu passos apressados pelo chão metálico e a porta se abriu em um estrondo.

 Peter apareceu em seu pijama com pantufas no pé, uma pistola elétrica na mão e seu cabelo tão bagunçado que a franja tampava um de seus olhos. Provavelmente tinha acabado de acordar.

 — Que foi? — Quill perguntou, o encarando com olhos arregalados. Rocket suspirou, desapontado consigo mesmo.

 — Nada — Ele disse e encolheu-se no colchão, tentando se esconder de Peter e da sua própria frustração.

 — Rocket—

 — Não é nada, tá legal? — Ele rosnou e depois murmurou — Só um estúpido pesadelo.

 Peter ficou parado em silêncio, deixando a tensão do quarto mais desconfortável a cada segundo, principalmente com aquelas pantufas idiotas. Rocket não tinha coragem de falar mais nada, a humilhação já o deixando inquieto, até que Quill tirou algo do seu bolso. Seu Walkman.

 — Aqui — Ele entregou para Rocket, ou melhor, colocou no canto da cama e Rocket o pegou com suas pequenas patas trêmulas. Até nas altas horas da madrugada Peter carregava aquela coisa estúpida com ele?

 Rocket, cansado demais para seu mau humor diário e suas críticas ofensivas, apenas o encarou e esperou uma explicação. Aquilo aparentemente deixou Peter inseguro e ele coçou a nuca com a mão que carregava a arma. Idiota.

 — Bom, eu, ah... — Ele disse nervoso — Quando eu não consigo dormir, eu ouço um pouco de música, talvez isso ajude. — Rocket franziu a testa e Quill engoliu em seco — Acontecia toda hora quando eu estava com Yondu, e eu ainda uso, então... É, boa noite.

 E com isso, em toda a sua glória com pantufas brancas e cabelo desajeitado, Quill saiu do quarto a passos apressados. Rocket fitou o Walkman por alguns minutos, mas não o usou.

 O próximo pesadelo aconteceu não muitos dias depois, e foi pior do que o de antes. Rocket acordou com lágrimas nos olhos e respiração ofegante. Para sua surpresa, Peter apareceu oferecendo seu Walkman e uma expressão aberta como se dissesse Quer conversar sobre isso?

 Rocket mostrou seus dentes em uma forma não tão convidativa e apanhou o Walkman das mãos de Quill, que não disse nada pelo resto da noite.

 Aquilo acabou virando um hábito entre eles, por mais que Rocket não gostasse nem um pouco. Pelo menos Quill nunca comentava nada no dia seguinte, o que Rocket era muito grato. Ele dormia com o Walkman, era verdade, mas nunca ouvia nenhuma música. Rocket descobriu que conseguia descansar melhor quando estava segurando alguma coisa, o trazia uma sensação de conforto do qual ele não se importava em saber por quê.

  — Eu sou Groot — Pequeno Groot disse ao chegar perto de Rocket e apontou para suas grandes olheiras.

 — Elas não estão tão ruins assim — Rocket protestou. Ele era um guaxinim, suas olheiras eram naturais, não? Seus bigodes estremeceram para chamar a atenção de Groot e este riu, tentando pegá-los.

 Groot adorava brincar com seus bigodes e sua cauda. Rocket poderia ficar o dia inteiro lá e não se importaria.

 — Eu vi isso — Peter anunciou, e Rocket quase pulou de susto, causando Groot a puxar um de seus bigodes.

 — Ai! Groot! — Ele disse. Groot riu.

 Peter estava sorrindo de orelha a orelha como um idiota, como se pegasse Rocket de flagra fazendo algo tão inocente como brincar com Groot o causava imenso orgulho. Rocket fez cara feia.

 — Quê?

 Quill quebrou o sorriso e cruzou os braços, avistando suas olheiras.

 — Não dormiu direito ontem? — Ele disse. Rocket tocou suas olheiras, constrangido.

 — Eu só acho que isso não te diz respeito — Ele rosnou e fugiu para seu quarto antes que visse o olhar desapontado de Quill.

 

 

 Ele estava no laboratório outra vez. Era tudo tão claro e tão frio, Rocket não parava de estremecer. Esperou na sua jaula congelante  o seu destino e ignorava os outros animais chorando e implorando por suas vidas nas outras jaulas ao seu lado. Era literalmente torturante ouvir seus amigos morrendo a cada experimento e ele ficava lá, de pé, vivo.

 Um dos jalecos brancos apareceu de repente e os pêlos de Rocket arrepiaram e ele tentou rosnar, mas sua focinheira não o permitira. O homem abriu sua jaula e o pegou com suas luvas frias e Rocket tentou com todas suas forças se livrar dos braços da morte.

 Ele chorou, arranhou, chutou e gritou—

 — Rocket!! — Ele ouviu Quill implorar e abriu os olhos para encarar o rosto preocupado do outro.

 Rocket notou com imenso horror suas garras fincadas nos braços de Quill, que agora estavam vermelhos e sangrando. Ele tirou suas patas e viu sangue em suas patas. Afastou-se de Quill e enrolou sua cauda arrepiada em seu corpo, escondendo-se do medo.

 — Rocky — Peter sussurrou com a voz rouca — Eu não estou bravo — Rocket fechou os olhos com força — Rocket.

 Quill tocou sua cabeça e Rocket ficou tenso, mas relaxou quando começou a ser acariciado, mãos gentis passando em sua cabeça e orelhas.

 — Peter — Ouviu Gamora ofegar, provavelmente avistando os braços arranhados de Quill.

 — Shh — Peter disse — Ele está assustado.

 Rocket fungou e ninguém disse mais nada.

 O dia passou em enorme tensão. Gamora o olhava com pena nos olhos e se Rocket recebesse mais um olhar daquele, iria fazer algo que se arrependeria depois. Drax e Groot agiam como se nada tivesse acontecido, o que era um alívio para Rocket. Ele fitava Quill de relance e uma vez que notou os curativos em seus braços, se encheu de culpa.

 Foram-se mais três dias quando os curativos saíram, deixando só uma pele vermelha e irritada no braço de Quill, que Rocket tomou coragem e foi até ele.

 — Desculpa.

 Peter virou-se para ele, surpreso, e sorriu.

 — Sem problemas — Ele nem perguntou qual era o motivo, qual era o pesadelo ou o por quê da desculpa. — Já tive piores. Nem machucou tanto.

 Rocket ficou boquiaberto.

 — Eu vi o quanto de sangue saiu, idiota — disse ele indignado — Não precisa diminuir a situação por minha culpa.

 Quill o olhou confuso.

 — Sangue? Não saiu nenhum sangue.

 Rocket parou. Peter o encarava agora preocupado.

 — Rocket?

 — Não...Não teve sangue? — sussurrou e viu o outro balançar a cabeça em negação, os olhos arregalados — Oh.

 A cauda de Rocket se mexeu inquieta, pelo menos estava se sentindo um pouco melhor.

 — Eu sonho que ainda tô no laboratório, às vezes — Rocket murmurou e evitou olhar para os olhos do outro.

 Peter ficou em silêncio por algum tempo.

 — Normalmente eu sonho que minha mãe morreu por minha culpa — Ele disse e continuou antes que Rocket pudesse responder — Gamora sonha que ainda está presa com Thanos. Drax sonha em perder sua família toda noite.

 Ele engoliu em seco e encarou Rocket com uma expressão pesada que mostrava o quão fodidos e quebrados todos ali eram. Rocket ficou um pouco mais aliviado, por algum motivo.

 — Não tem problema ter pesadelos, Rocket, você não é o único — Quill continuou e suspirou — Só não se esqueça de devolver meu Walkman, ok? Ainda preciso dele.

 Rocket cruzou os braços e bufou.


Notas Finais


Então, oq acharam?? Peter com pantufas KKAKAKAKAK q menino precioso ;u;
gostei muito de escrever Rocket, e Peter maduro e responsável também foi uma coisa estranha de se escrever kkkkkk
groot bebê brincando com o rocket aaaaaaaa me segura jesuss


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