História Nights of a Hunter II - Capítulo 12


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hiiiii

Capítulo fresquinho pra vocês, espero que gostem.

Boa leitura!

Capítulo 12 - Bad News.


Fanfic / Fanfiction Nights of a Hunter II - Capítulo 12 - Bad News.

Antes

Depois que os primeiros socorros foram feitos, eu entrei na ambulância com Michelle e enquanto respondia as perguntas que me eram feitas, fomos direto para o Hospital Geral de Sioux Falls.

Daí eles nos levaram á emergência e nos separaram. Antes que me dessem anestesia, eu tentei ligar para Sam e avisar, mas não me deixaram.

A partir daí, eu não sei mais o que aconteceu.

 Rachell P.O.V Off

Agora

Já fazia mais de uma hora desde o ocorrido e Sam ainda não havia recebido nenhuma ligação. Ele andava de um lado para o outro preocupado e ligando alternadamente de Rachell para a irmã.

– Nada ainda? – Dean perguntou.

Sam fez que não, mas continuou ligando. Dean olhou para Bobby, que retribuiu com um olhar preocupado.

– Tem certeza que estavam vindo pra cá?

– Tenho, Dean. Eu ouvi alto e claro a Rachell dizendo há horas atrás que dali uma hora, estariam aqui. – suspirou. – A Rachell disse que o celular estava descarregando, mas eu também ligo pra Michelle e ela não atende.

– Quem sabe o celular dela também descarregou.

Sam olhou para ele com cara de paisagem.

– Tem certeza que não passa pela sua cabeça que pode ter acontecido algo mais grave que um celular descarregado?

Dean não respondeu. Na verdade passava, sim. Mas ele não queria desesperar mais ainda o irmão.

– Então acho que vocês deveriam ir atrás delas. – Bobby disse. – Saber que estão em Sioux Falls já é alguma coisa.

Dean se levantou e pegou a jaqueta de cima de uma mesa.

– Vem, anda, Sam.

Os dois saíram e de Impala, seguiram a estrada. Estavam rodando há quinze minutos, na direção da cidade, quando o celular de Sam começou a tocar. Era um numero desconhecido.

– Alô?

Sam Winchester?

– Sim, quem é?

Boa noite, meu nome é Joana Casey, sou enfermeira e estou ligando para informar a entrada de Rachell Jones e a irmã no Hospital Geral de Sioux Falls.

No mesmo instante, foi como se o coração de Sam perdesse o compasso por alguns segundos. Ele olhou para o irmão, que o olhava de relance, curioso.

– Sam...

– O que aconteceu? – ele finalmente perguntou.

Um acidente de trânsito, mas eu não posso entrar em detalhes por telefone, senhor.

– O quê? Mas como isso aconteceu? – ele perguntou já se desesperando.

Sinto muito, não posso informar por telefone. O senhor está na cidade, pode comparecer ao hospital?

– Tá, posso, mas, mas você pode pelo menos dizer como elas estão?

E assim que ele fez a pergunta, Dean o olhou mais uma vez e ficou tão tenso quanto o irmão quando viu sua expressão.

– O que foi, Sam?

Sam fez um sinal para que ele esperasse e prestou atenção ao que a enfermeira dizia:

– Eu não posso entrar em detalhes senhor, sinto muito.

– O quê?! Isso é ridículo, o que custa dizer como elas estão?

– Me desculpe, eu não posso mesmo.

Ele bufou impaciente.

– Tá, tudo bem, obrigado por ligar.

– Não precisa agradecer, boa noite.

E Sam desligou o celular e levou as mãos à cabeça, confuso.

– Tá, Sam, fala logo, o que houve?

Ele olhou para o irmão completamente sem controle sobre seu nervosismo.

– Elas sofreram um acidente de carro, então no hospital.

E assim que Sam terminou de falar, eles puderam ver um guincho tirar um carro do acostamento, e pelo farol do Impala, puderam ver a lataria azul e as listras brancas no capô amassado.

Engoliram em seco no mesmo instante.

– Que hospital? – Dean perguntou imediatamente, enquanto Sam seguia o Camaro com o olhar. Seus olhos instantaneamente se encheram de lágrimas. – Sam, que hospital?

Sam pareceu acordar do choque e olhou para o irmão por um instante e se acomodou no banco.

– Hospital Geral de Sioux Falls.

Dean assentiu e aumentou a velocidade, alternando olhares de preocupação entre a estrada e o irmão, que sofria em silencio.

– Você tá bem?

Sam lançou um olhar cético para o irmão, que desviou o olhar.

– Olha, pro hospital ter te ligado, uma delas deu o seu número. – e assim que ele terminou de falar, ele se tocou que a chance de Rachell ter dado o número era muito maior do que a chance de Michelle ter feito isso. Mas também não podia descartar a possibilidade da Jones mais nova ter dado o número de Sam e não o dele, já que ela não estava falando com ele.

Mas esse pensamento não diminuiu em nada a preocupação crescente.

– É, mas você viu o estado do carro, Dean. E você viu que a batida foi do lado direito. Uma das duas estava ali. Dá pra ir mais rápido?

– Eu tô indo o mais rápido que posso, Sam.

Sam balançou a cabeça impaciente, pensando nas piores coisas possíveis involuntariamente, assim como o irmão.

Levaram dez minutos para chegarem ao hospital. Desceram do carro as pressas e foram diretamente a recepção. Perguntaram das irmãs, mas souberam apenas indicar o quarto de Rachell, já que Michelle ainda não tinha ido para um quarto.

Quando entraram, encontraram Rachell sentada na cama, tentando comer o que eles chamavam de jantar. Mesmo com a cara de nojo que ela fazia, Sam não pode deixar de se sentir aliviado. Tão aliviado que nem percebeu o médico ao seu lado.

– Rachell! – disse com a voz carregada e se aproximando dela, a abraçando de lado. – Você me assustou... Tá, tá tudo bem?

– Tô, eu tô bem. – ela assentiu se emocionando. Ela poderia não estar sentindo aquele abraço agora.

O doutor baixou a cabeça, e com um sorriso constrangido, cumprimentou Dean com um aperto de mão.

Sam e Rachell se separaram e então ela se inclinou para frente, para ver o doutor.

Pigarreou e disse:

– Doutor, esse é o Sam e o irmão dele, Dean.

Depois que cumprimentou mais uma vez Dean, ele cumprimentou Sam, com um aperto de mão.

– Boa noite, sou Derek Theller, ortopedista da Rachell.

– Boa noite... Hã... Doutor, será que o senhor pode nos informar mais sobre o diagnóstico dela?

Ele deu um meio sorriso e verificou a ficha da paciente.

– Ele sofreu uma fratura traumática causada dela pancada do acidente, no braço direito, abaixo do cotovelo. É uma fratura simples, ou seja, apenas o osso foi atingido e não há perfuração da pele ou lesão de outras estruturas adjacentes.

– Traduzindo, ela só quebrou o braço? – Dean perguntou.

O doutor se virou para ele sorrindo.

– Sim, só quebrou o braço e a recuperação é de um mês a seis semanas.

– E quando ela pode sair daqui? – Sam perguntou.

– Era isso que eu estava falando com ela antes de vocês entrarem. Amanhã à noite, ela recebe alta, mas só depois de eu passar alguns medicamentos e algumas instruções para a recuperação ser mais rápida.

Os dois assentiram e o doutor se virou para Rachell, com um sorriso discreto e disse:

– Bem, Ray, eu vou te deixar a sós com suas visitas, daqui a pouco a enfermeira vem ver como está. Boa noite e até amanhã.

– Boa noite e obrigada, doutor.

Ele assentiu e se despediu dos dois, saindo do quarto.

Rachell então afastou a bandeja com a comida, dando espaço para Sam se sentar. O rapaz se sentou, atento a cada centímetro do rosto da moça, que carregava alguns pequenos arranhões. Ela sorriu de canto para Sam e olhou para Dean, que se aproximou dela e se sentou do outro lado, no pé da cama, e o cumprimentou.

– O que aconteceu? – ele perguntou.

Rachell olhou de Dean para o gesso que tinha em seu braço. Não queria se lembrar do que passou. Só depois que estavam a salvo, ela se deu conta do que aconteceu.

– A gente tava indo pra casa do Bobby quando Josh apareceu duas vezes. – fez uma pausa. Imediatamente seus olhos se encheram de lágrimas. – Da segunda vez, a Michelle... O carro acabou desgovernando e desceu o acostamento, batendo numa árvore... Bem do lado do passageiro. – limpou algumas lágrimas que escorriam. – Eu estaria morta agora se não tivesse passado pro banco de trás. – olhou para Sam e o abraçou, chorando. – Eu teria morrido.

Sam a abraçou de lado com o coração apertado. Rachell deitou em seu peito e molhava sua camisa, mas ele não se importava desde que ela estivesse ali.

Olhou para o irmão, que visivelmente também se sentia mal, talvez até mais por não ter noticias de Michelle.

– Vai ficar tudo bem. – Sam a acalmou, fazendo carinho em sua cabeça. – Calma...

Rachell assentiu e aos poucos foi se acalmando. Tomou um pouco de água, que foi oferecida por Dean e depois contou o resto da história, terminando em Benjamin.

– Como assim você acha que sua irmã deveria falar com aquela coisa, Rachell? – Dean perguntou por fim.

– Dean, eu sei que o que ele fez foi errado, mas a Michelle estava muito mal por causa disso. Acho que vai fazer bem a ela conversar com ele nem que seja pela ultima vez. E também tem aquilo que o Josh disse. O modo como ele falou que ele queria se vingar dela e então Benjamin o encontrou. 

– Tá dizendo que o que ele fez foi um favor só porque o cara tava obsessivo na sua irmã? Não é motivo suficiente pra matar alguém, Ray. Ele nunca chegou perto dela.

– Não, mas poderia chegar. E eu não acho motivo suficiente. Mas o Benjamin tem tendência à frieza... Por isso acho que deveriam conversar.

– Pode ter alguma coisa por trás disso. – Sam respondeu.

Dean parecia irredutível, achava aquilo um cúmulo, mas não era uma possibilidade Benjamin falar com ela. Ele não deixaria.

Então uma senhora entrou no quarto. Era a enfermeira.

– Ah, visitas. – ela disse ao notar a presença dos dois e lançou um sorriso para Rachell, que entendeu muito bem o que queria dizer. Ela estava cuidando de Rachell desde que a mesma foi internada e em meio a conversas, Rachell falou do namorado e o cunhado. Quando disse que os dois eram bonitões, Joana riu, dizendo que ela era suspeita de dizer. Mas agora ela tinha a prova. – Você deve ser o Sam. – presumiu.

Sam olhou de Rachell para a enfermeira e assentiu.

– Foi eu quem ligou pra você, me desculpe não falar o estado dela e da irmã, eu não estava sozinha e não poderia quebrar as regras.

Ele assentiu com um sorriso fraco.

– Tudo bem, eu entendo. Fico mais aliviado agora que sei que não aconteceu o pior.

Ela assentiu.

– Eu não sei o grau de gravidade do acidente, mas só por terem saído vivas, elas têm sorte. Pode-se dizer que nasceram de novo.

– A gente nasce de novo todo dia, Joana. – Rachell disse, e a mulher assentiu inocentemente, mal sabia que no caso deles, eles realmente nasciam todos os dias.

– Ray, você não comeu. – ela observou a bandeja ao lado de Sam.

– E nem quero. É horrível.

Ela sorriu.

– Eu sei, mas precisa comer. O doutor Derek me deu instruções bem claras antes de ir embora. Não vai sair daqui enquanto não estiver recuperada.

– Ele não faria isso.

– Faria sem problema nenhum.

– Mas eu já tô muito melhor.

– Eu tô vendo. – olhou para os dois, que sorriram sem graça, e riu com o constrangimento deles. – Mas falando sério, precisa comer... Tá sentindo dor ainda?

– Só no braço.

A enfermeira fazia anotações.

– Normal, daqui a pouco passa. Mas se aumentar pode me chamar que você tá liberada pra tomar um analgésico.

– Ok. E a minha irmã? Disse que diria quando ela fosse pro quarto.

– Pois é, por isso que vim. Ela já tá no quarto. Faz pouco tempo, aliás. Desculpe te avisar só agora, estava ocupada.

– Sem problemas... Eu posso ver ela?

– Pode, mas só depois de comer.

– Joanaaaa.

– Raaaaay.  É sério.

– Ela tá bem?

– Tá ótima. Fui falar com ela e ela é um amor de pessoa. O bom humor dela é contagiante. – respondeu irônica, checando o IV de Rachell e fazendo anotações.

– Ah, não! Não me diga que ela já quer bater nos médicos?

Joana riu.

– Ainda não. Mas tá querendo fugir.

– Normal, parece criança.

– Só não conseguiu porque tá mole, mole, tadinha.

– Oi, hã, você pode me dizer qual o quarto dela? – Dean se envolveu.

– Posso, quer meu telefone também?

Dean olhou sem graça dela para o irmão e Rachell, que riam.

Joana gargalhou.

– Eu tô brincando. Quarto 245. Fica do outro lado do corredor, é o último... E se ela estiver assistindo TV, desligue... Boa sorte.

Dean assentiu e se levantou, saindo do quarto.

– Corajoso, hein. – ela brincou. – Eu mesma tô até vendo na hora de ter que dar medicação a ela.

Rachell riu.

– Ih, Joana, aquele lá dá mais trabalho que ela.

A senhora olhou para os dois, e levou as mãos à cintura.

– Ah, é? – olhou para Sam, que assentiu rindo. – Então é melhor chamar os bombeiros. – respondeu caminhando até a porta. – Até mais.

Assim que Joana saiu, Sam olhou para Rachell, que ria.

– Ela é doidinha. – Rachell observou. – Tem uns cinquenta anos, mas o fogo é de alguém de vinte. Precisa ouvir as histórias dela.

Ele riu pelo nariz.

– Eu adoraria ouvir. – seu sorriso foi se desmanchando aos poucos. – Você me assustou, Ray. Não faz ideia das coisas que passou pela minha cabeça antes de te ver bem.

Ela assentiu de cabeça baixa.

– Eu tentei te avisar, mas não consegui.

– Não tem problema, o importante é que você está aqui e bem. Eu não sei o estado da sua irmã, mas eu sei que ela vai ficar bem também.

Ela assentiu e os dois ficaram alguns segundos em silencio.

– Foi um susto e tanto. – ela disse por fim.

Sam a olhou e viu que os olhos da moça se encheram novamente de lágrimas. Suspirou e balançou a cabeça.

– Foi sim, mas já passou. – respondeu tentando ser descontraído e puxando a bandeja de Rachell.

– Ah, não.

Ele riu com o tom de desespero da moça.

– Ah, sim. Sei que não é muito apetitoso, mas você precisa comer, olha o tanto de medicação que tá tomando.

Rachell fez um muxoxo e olhou para Sam. Notou que ele falava sério e se levantou para ela poder comer. Acabou bufando e pegando a colher de plástico.

Sam riu e cruzou os braços, assistindo-a comer, agradecendo mentalmente por ela estar viva.

 

Michelle assistia TV tentando se manter acordada. O problema é que ela não podia dormir. A cada cinco minutos uma enfermeira ia verificar se ela estava acordada e acabava deixando-a ainda mais irritada e sonolenta. A TV era tudo que podia manter ela acordada, mas ela também fora proibida de assistir.

O lado positivo é que ela se mantinha mais acordada pelo fato de ter de desligar a TV antes que entrassem no quarto do que com o próprio filme que passava.

De qualquer forma, ela achava que dormia acordada.

E assim que ouviu a porta ser aberta, desligou a TV. Escondeu o controle debaixo do lençol e observou a enfermeira entrar.

– Olha, só, não tá assistindo.

Michelle não respondeu.

– Eu sei que tá irritada por não poder dormir, e tá mais ainda porque a medicação dá sono, mas você precisa se manter acordada.

– Mas não entendo por quê!

– Já te explicamos. Você teve uma concussão e ficou desacordada muito tempo. Se tivesse se mantido acordada antes, poderia estar dormindo agora. – respondeu sarcástica. Ela e Michelle não se deram bem desde o inicio.

– Eu devia ter me lembrado disso enquanto chocava o meu carro contra uma árvore. Mas na próxima eu não esqueço. – rebateu ainda mais sarcástica, recebendo um olhar sutil da enfermeira, que checava seu IV e fazia anotações.

As duas fizeram silêncio. A enfermeira terminou de anotar algumas coisas e olhou no relógio.

– Mais alguns minutinhos, e eu venho te liberar pra dormir.

– Obrigada.

– Tem visita pra você, pra animar sua noite. – respondeu saindo do quarto.

– Ah, que maravilha. – falou para si mesma, ligando novamente a TV.

Logo a porta se abriu novamente e Dean entrou no quarto. Olhou para Michelle aliviado, mas depois reparou que a mesma estava com a TV ligada.

Antes de entrar no quarto conversou com a enfermeira, e ela havia falado por cima o que a moça tinha, e que por isso não podia ler, assistir, mexer no celular, nem dormir por enquanto.

Óbvio que ela desobedeceria.

– Você não deveria estar assistindo.

Michelle nem olhou para ele.

– Eu preciso me distrair.

Ele se aproximou.

– Eu sei... Não pode dormir.

– Não.

– Nem assistir.

– É um detalhe.

– Que deve ser importante, senão não seria informado aos visitantes. – respondeu pegando o controle de Michelle e desligando a TV.

– Ei!

– Ordens médicas. Não vai melhorar se fizer tudo o contrário do que o médico pede.

– E desde quando você virou o justiceiro hospitalar?

– Desde que você deitou nessa cama... Justiceiro hospitalar?

Ela deu um meio sorriso.

– O medicamento me deixou lesada. Se eu falar alguma besteira, ignora.

Dean assentiu com um meio sorriso e se sentou numa cadeira ao lado da cama.

– E aí, como se sente?

– Além de sono e raiva por não poder fazer nada? Tô com fome, mas também não posso comer.

– Isso é bem ruim.

– Muito, mas é da comida do hospital que eu tô privada. Não é bem um castigo.

– Não... Bom saber, mas não foi exatamente o que perguntei.

Michelle olhou para ele e então soube que ele falava do acidente e por que ele fora causado.

Desviou o olhar e fitou o nada.

– Não quero falar disso.

– Não? E do que quer falar?

– Nada, tô com preguiça de falar. Liga a TV, tava passando Os Vingadores, amo os Vingadores.

– Ah, é? Essa é nova pra mim.

– Não, você sabe que amo filmes de super-heróis. Especialmente os da Marvel.

– Hm... – curvou os lábios para baixo.

– Liga a TV.

– Vem cá, e qual é seu super-herói favorito?

Michelle demorou a responder.

– Homem de ferro.

– Legal.

– Mas o Benjamin gosta dele também, então agora eu o odeio. – disse logo a seguir.

– Radical.

– Eu até achava a personalidade do Stark parecida com a dele.

Dean não respondeu, então ela continuou:

– Mas isso seria uma ofensa ao Tony, então não. Ele não é um mentiroso traidor e manipulador... Liga a TV.

– A Rachell disse o que aconteceu.

– Hm, vai jogar na minha cara que eu fui tapeada?

Ele fez que não.

– Deveria, mas não.

– Deveria sim... O bastardo do Josh morreu por minha causa. – disse triste. – Odiava ele, mas não queria que morresse.

– Não foi por sua causa.

– Claro que foi. Eu o deixei ir embora e nem passou pela minha cabeça que ele poderia se vingar. Olha no que deu... Vai saber se ele não mata mais gente por aí.

Dean olhou novamente para ela. Michelle virou o rosto e tinha a voz carregada. Tinha certeza que ela queria chorar, se já não estivesse o fazendo. Resolveu mudar de assunto.

– Agora meu herói favorito dos Vingadores, é o Hawkeye.

Dean a olhou. Ninguém estava falando do filme, mas ela acabou voltando ao assunto. Estava viajando.

– Mas ele não é um herói exatamente. – resolveu ir na onda.

– Claro que é. Trabalha pra S.H.I.E.L.D e faz parte do grupo. Alguns heróis tem superforça, outros têm arco e flecha... Também tem uns aí que são góticos e se acham morcegos. – disse a ultima parte para provocar, sabia que Dean gostava do Batman.

– Ei, respeita o Wayne.

Ela riu.

– Tão útil quanto o Batman, é o Robin.

– Bom, não tenho argumentos pra defender o Robin, mas o Batman é maneirão.

Ela assentiu.

– Por falar em Vingadores, tá passando agora na TV.

– A gente não tava falando de Vingadores agora.

– Mas eu tô.

– Você tá uma baita lesada.

– Eu disse... Você gosta de Vingadores?

Dean pensou.

– Não é nada mal.

– Então liga a TV.

– E além do Stark e do Hawkeye. De quem mais você gosta?

Ela pensou no assunto.

– De todos. Mas o próximo na lista é o Hulk... – se virou para ele. – Ele me lembra você.

– Eu?

– É. Ele é a bomba-relógio do grupo... Você também. – ela sorriu. Adorava provoca-lo. – E o Sam é o Thor.

– Eu deveria ser o deus bonitão, não ele.

– Mas ele é alto e tem cabelo comprido. Você fica verde quando tá com raiva.

– Há-há-há.

Michelle riu.

– Se o Bobby colocar um tapa-olho, ele fica igual o Fury.

Dean olhou para ela. Michelle continuou encarando, segurando o riso. Os dois terminaram rindo.

– E a sua irmã? A Romanoff?

– Não, ela não gosta... O Capitão América, aquele chato. – brincou, até que gostava dele, só não curtia muito a personalidade. – Quer ser sempre manter a paz e equilíbrio, como a Rachell.

– Então você é a Romanoff?

– Não, mas gostaria de lutar como ela... Sou o Hawkeye.

– Mas você não tem nada a ver com ele.

– É até aparecer um que se pareça... – ela começou a rir. – O Castiel pode ser a Romanoff.

– Quê? Não... – ele imaginou a cena. – A viúva negra nunca mais será a mesma depois dessa.

Ela riu.

– Tá... Ele pode ser o Visão... É poderosíssimo e possui certa inocência.

Dean pensou.

– Pode ser.

– Mas, estamos mais pra Esquadrão Suicida. Você acha que o nosso grupo deveria se chamar Vingadores ou Esquadrão Suicida? – apesar de sonolenta, perguntou animada.

Dean a olhou estranho. Aquela conversa acabou sendo mais boba do que ele imaginava.

– Acho Vingadores bem mais heroico. – respondeu dando de ombros.

A enfermeira entrou novamente no quarto. Agora, com boas notícias.

– Agora você tá livre.

– Ah, que bom. – ela respondeu aliviada.

– Mas ainda não pode assistir.

– Sem problemas, eu só quero dormir.

– Tudo bem, mais tarde a Joana vem aí.

– Mais medicamentos?

– Sim. – ela assentiu e se despediu.

– Finalmente. – ela comentou.

– Vai dormir?

Ela assentiu.

– Se não se importar.

– Não. – se levantou. – Eu vou te poupar de mais sofrimento.

– Valeu. Aonde vai?

– Falar com sua irmã. Ela ficou preocupada.

– Ela tá bem?

– Tá, o pior que aconteceu foi o braço quebrar.

– Que bom... Que pena, quer dizer... Eu não sei.

– Você tá precisando mesmo dormir.

– E você precisa aprender a distrair alguém melhor. Essa conversa foi muito fútil.

– Mas deu certo, a Tv continuou desligada e você acordada.

Ela assentiu e assistiu Dean caminhar até a porta.

– Você vai voltar? – perguntou antes de ele sair.

– Quer que eu volte?

Ela deu de ombros.

– Tanto faz.

– Então por que perguntou?

– Só queria saber... Será que dá pra pegar o carro antes que encontrem o arsenal?

Ele deu um meio sorriso.

– Tá. – e saiu.


Notas Finais


E aí, o que acharam?

Isso e tudo, pessoal! ;)

Xx


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