História Nights of a Hunter II - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Palavras 2.013
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite, capítulo novinho pra vocês.
Esperamos que gostem e boa leitura!

:D

Capítulo 13 - I've Got Nine Lives, Cat's Eyes.


Fanfic / Fanfiction Nights of a Hunter II - Capítulo 13 - I've Got Nine Lives, Cat's Eyes.

Antes

Ela assentiu e assistiu Dean caminhar até a porta.

– Você vai voltar? – perguntou antes de ele sair.

– Quer que eu volte?

Ela deu de ombros.

– Tanto faz.

– Então por que perguntou?

– Só queria saber... Será que dá pra pegar o carro antes que encontrem o arsenal?

Ele deu um meio sorriso.

– Tá. – e saiu.

Agora

 

Três dias depois.

Rachell P.O.V

Fazia dois dias que eu havia recebido alta, mas não me importava nem um pouco em voltar para o hospital hoje.

Ontem eu passei o dia todo em repouso na casa de Bobby com Sam, enquanto Bobby e Dean visitavam Michelle no hospital.  Segundo os médicos, ela receberia alta no dia seguinte, mas mesmo assim eu queria vê-la.

Sam, eu e Dean fomos ao hospital. Apesar de precisar ficar em repouso, Michelle não parava quieta. Ficava em pé, sentada, dava uma volta pelo hospital mesmo sem poder e às vezes era chamada atenção.

Tenho certeza que os enfermeiros não viam a hora de ela ir embora.

– Ai, não aguento mais ficar aqui. – Michelle disse deixando o potinho de gelatina pela metade em cima da bandeja.

Era hora do almoço. Estávamos desde manhã lá, e enquanto Sam e o irmão foram almoçar, eu fiquei fazendo companhia para ela.

– Amanhã talvez você saia.

– Não vejo a hora de sair correndo pelo ferro-velho. Sentir o cheiro de óleo e ferrugem no ar. – ela falava saudosa e pensativa, olhando pela janela.

Eu ri com seu comentário.

– Cara, qualquer lugar é melhor que um hospital.

– É. – assenti e fiz uma pausa. – Nem tivemos tempo de conversar... E aí, ficou feliz pela volta do Dean?

Ela deu de ombros.

– Não vou mentir, fiquei sim.  Mas sabe, às vezes quando a gente tá conversando aqui, eu acho que ele vai virar um zumbi doido e comer meu cérebro.

– Que exagero! – disse rindo. – Não acho que o Castiel traria um zumbi.

– Você tem visto o Castiel?

– Não desde o Natal. E você?

– Não. Faz uns dois meses, mais ou menos... Vem cá, você notou alguma coisa diferente no Dean?

– Diferente como?

– Sei lá... Notei enquanto a gente conversava que ele tá meio diferente.

– Diferente? Nada a ver. É impressão sua.

– Será?

– Acho que sim. E se ele tiver diferente, é totalmente compreensível. Ele ficou meses no inferno, óbvio que não voltaria o mesmo.

Michelle assentiu e ficou pensativa.

– Acha que ele se lembra de alguma coisa?

Eu dei de ombros. Na verdade, Dean não falava do inferno e eu queria muito saber se ele se lembrava de alguma coisa, mas eu não perguntaria.

– Não sei, pra ser sincera. Vai perguntar?

– Não... Por enquanto não.

Ficamos em silencio algum tempo, logo eu dei inicio a um assunto:

– Eu fiquei com seu celular e... Você recebeu algumas ligações.

– Anotou recado? – fez graça. 

Ela estava de muito bom humor. Por quê? Eu não sei, mas sentia que tinha alguma coisa a ver com as visitas de Dean. Mas eles nunca assumiriam nada.

Gostaria de entrar na brincadeira, mas não podia. Era um assunto sério.

– Não... Foi só uma pessoa que ligou.

– Como sou popular.

Soltei um riso pelo nariz e a fitei. Ela parecia distraída, passando os canais da TV.

– Bem, não era exatamente uma pessoa. – aí ela demonstrou certo incômodo, mas continuou firme. – Eu atendi.

– Dane-se.

– E contei pra ele o que aconteceu.

– Deixou bem claro que foi culpa dele e que não quero nunca mais olhar pra ele?

– Sim e não... Ele tá vindo pra cá.

Aí ela me olhou séria.

– Por que fez isso?

– Michelle, ele ficou mal ao saber o que aconteceu.

– Era mentira.

– Não era, ele gosta de você de verdade.

– Não importa, não quero falar com ele.

– Mas você deveria.

– E por quê? Só porque acha que ele teve um motivo plausível?

– Exato. – suspirei. – Qual é, você ouviu o que o Josh disse.

– Ele disse que Benjamin o encontrou.

– Por algum motivo.

– E qual poderia ser a não ser vingança?

– Não sei, por isso acho que deveria falar com ele.

– Não quero.

– Bom, você quem sabe. Só passei o recado. – me levantei. – Vou almoçar, daqui a pouco um deles vem te fazer companhia.

– Tá.

Saí do quarto pensando se o que fiz foi certo.

Eu estava confusa, a maior parte de mim queria que ela nunca mais falasse com Ben, mas uma parte pequenininha com a voz de Sam repetindo “devemos o beneficio da duvida pro Benjamin” na minha mente, me impedia de fazer o que parecia certo. 

Michelle precisava falar com Benjamin.

Enquanto caminhava pelo corredor na direção dos elevadores, vi Sam e Dean virem na minha direção.

– Já almoçaram?

– Já. – Sam respondeu. – Tá indo agora?

– Tô... Eu falei das ligações do Benjamin.

Recebi um muxoxo de Dean, mas ignorei.

– E ela?

– Não quer falar com ele.

– Que bom.

– Ah, Dean, você sabe como ela fica quando fala do Benjamin. Viu que ela chorou e tudo, você quem nos contou.

– Por isso, esse cara faz mal pra ela.

– Não faz. É a falta que ele faz... Deixa de ser insensível.

Dean virou a cara, então olhei para Sam. Logo, vi alguém vindo em nossa direção com certa pressa.

– Falando no diabo.

Sam e o irmão se viraram e viram Benjamin. O vampiro não teve tempo de se aproximar mais, Dean o segurou pela gola da jaqueta de couro e o prensou contra a parede.

– Dean! – eu e Sam dissemos juntos, tentando separar os dois, mas Dean não o soltava por nada e o fuzilava com o olhar.

Benjamin não esboçava reação.

– Eu quero vê-la, só isso. – foi tudo que ele disse.

– Você não vai ver ninguém. Lembra do que eu disse? – perguntou entre dentes.

Algumas pessoas que passavam pelo corredor, olhavam curiosas.

– Dean...

– Lembro. – Ben me cortou. – Vai me matar no meio de um hospital?

Dean continuou o fuzilando com o olhar.

– Dean, ele tá certo. Estamos num hospital. – Sam disse. – Solta ele.

Dean continuou o encarando, mas acabou por soltá-lo furioso.

Benjamin olhou para Sam e depois para mim, eu só abaixei a cabeça.

– Como ela está?

– Bem, mas não graças a você. – Sam disse.

– Eu sinto muito. – ele respondeu.

Pela primeira vez, eu o vi atordoado. Me pareceu sincero.

– Você vai sentir muito quando sua cabeça rolar pelo chão. – Dean continuou.

Ben o olhou, mas depois baixou os olhos.

– Eu sei que querem me matar. – ele olhou para mim. – Mas eu não fiz nada por mal... Não queria matar Josh.

– Então por que matou?

– Isso eu devo explicar pra ela, não você.

– Uma pena, mas você não vai falar com ela.

– Dean... – falei, ele precisava repensar.

Dean olhou para mim e depois para o Sam. Nós dois pedíamos a mesma coisa com o olhar.

Dean acabou por rolar os olhos e sair pegando fogo de raiva.

– Cinco minutos, Benjamin. – eu disse.

O vampiro assentiu e saiu.

Rachell P.O.V Off

 

Michelle fazia o que sabia fazer de melhor: mudava os canais da TV quando ouviu alguém bater na porta e entrar.

Ela olhou e quando viu Benjamin, virou a cara na mesma hora, o que fez o vampiro sorrir.

– Eu não quero falar com você. Cai fora.

– Então só me escuta.

Michelle rolou os olhos e tentou ignorá-lo. Benjamin continuou a olhando, até que ela desligou a TV incomodada e o fitou cética.

– Você tem dez minutos.

– É mais tempo que sua irmã deu.

– Então aproveita e use com sabedoria.

Ele se aproximou.

– E não precisa chegar tão perto.

Ele parou e assentiu. Olhou para ela e baixou a cabeça.

– Eu sinto muito pelo que aconteceu. – disse após alguns segundos.

– Ah, é? Que bom, porque a culpa é sua.

– Michelle, eu...

– Não, agora você vai me escutar. – ela se levantou num pulo.

Benjamin a olhou estranho. Para quem não queria falar, agora ela estava bem comunicativa.

– Eu te salvei, convivi com você. Compartilhei coisas que eu não compartilho nem com minha irmã... Te defendi de tudo e de todos que desconfiaram e se opuseram contra você, Benjamin. – ela fez uma pausa. Benjamin a olhou e viu que seus olhos se encheram de lágrimas. – E o que você fez? Mentiu pra mim o tempo todo. Dizia que não matava gente, que não fazia mal a ninguém e acabei descobrindo isso da pior forma possível! Com um fantasma querendo se vingar de mim sem eu saber! – já dizia em lágrimas.

– Se eu soubesse que isso aconteceria, eu impediria...

– COMO?! Matando um espírito? Desculpe, não é possível.

Ele balançou a cabeça. Os dois fizeram silencio por um tempo.

– Ah, vai embora, Benjamin. Por favor. – ela pediu voltando a se sentar na cama.

Benjamin a olhou e fez que não, se aproximando.

– Não se aproxime.

– Eu vou me aproximar sim! – respondeu firme. – Vou me aproximar porque eu não vou machucar você e você sabe disso.

– Eu não sei de mais nada.

– Sabe sim. Sabe que sou seu amigo e te considero como minha irmã.

– Um irmão que se preze não manipula o outro.

– Não, mas um irmão de verdade protege.

Ela o fitou sem entender. Benjamin aproveitou para emendar:

– Eu tava protegendo você.

– Ah, é? Como?

Ele suspirou e foi se aproximando até se sentar no pé da cama dela.

– Na nossa última caçada secreta há algum tempo, eu percebi que alguém nos seguia. Não demorou muito pra eu reconhecer o cheiro.

– Josh.

Ele assentiu.

– Mas ele não nos fez nada. Acho que era porque eu estava com você... Aí quando nos separamos, eu continue te vigiando. Josh te seguia por todo lado, procurando uma oportunidade de acabar com você.

– Você não tem certeza disso.

– Você acha que ele te perseguia pra quê?

Ela não respondeu.

– Sua sorte foi que sua irmã sempre te acompanhava e logo depois, você encontrou os Winchesters... O cerco foi se fechando pra ele... Mas aí, ele acabou encontrando a oportunidade perfeita... A festa de Halloween... Você ficou a maior parte do tempo sozinha e também tinha o fato de estar todo mundo fantasiado e a movimentação... Levaria muito tempo até darem falta de você e descobrirem que alguém te fez mal.

– Aí você o matou.

– Aí eu entrei na festa. Fui falar com você. Pensei que quando me visse com você, Josh desistiria. Mas então logo depois de deixar vocês com a desculpa de ir embora, eu fui atrás dele... Ele estava bêbado e armado no meio da festa. Fantasiado de pirata, ninguém imaginaria que o facão que ele carregava era de verdade. Eu percebi na hora que vi. Ele era um perigo pra qualquer um naquele momento... Eu o tirei de lá e fomos conversar num local afastado.

– Conversar?

– Pra ser mais claro: fui dar uma ameaçada básica. Mas ele não levou na forma que pensei que levaria. Ele pegou o facão e ali seria eu ou ele. Eu não queria, de verdade. O cara estava bêbado, seria covardia da minha parte. Mas eu também sabia que não poderia ficar sempre atrás de você, como daquela vez que sua irmã foi sequestrada. Eu não pude aparecer quando você precisava de mim... Aí acabei fazendo o que você já sabe.

Michelle fitava o nada chorando. Não sabia que Benjamin a vigiava, muito menos que Josh fazia o mesmo. Tudo que ele fez foi defende-la e tudo que ela fez quando soube, foi condená-lo, coisa que nem a própria irmã fazia.

– Por que não me contou que ele me seguia? – perguntou após um tempo.

– Porque eu não queria te deixar preocupada. E não te contei o que fiz porque sabia que você ficaria mal.

Ela balançou a cabeça, inconformada.

– Me desculpe. – ele disse por fim.

Ela se atreveu a olhá-lo. Benjamin a olhava com os olhos sinceros. Ela começou a chorar e o abraçou.

– Eu te odeio. – ela disse.

Ele riu e a apertou em seus braços.

– Eu também te odeio às vezes.

Os dois se separaram e se encararam sorrindo. Michelle secava as lágrimas que desciam pelo rosto.

– Ainda bem que não morreu. – ele disse. – Não ia aguentar um espírito vingativo atrás de mim, me enchendo o saco pelo resto da eternidade.

Ela soltou um riso.

– Pode ter certeza que eu faria isso.


Notas Finais


Isso é tudo pessoal! :)

Xx


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