História Nights of a Hunter - 2 Temporada - Capítulo 14


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Palavras 3.848
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite, capítulo novo pra vocês, espero que gostem.

Não sei se vocês ouvem, mas eu recomendo mesmo assim.
Músicas:
Bob Seger - Night Moves
Nathan Sykes - Burn Me Down

Capítulo 14 - Out In the Back Seat of My '60 Chevy.


Fanfic / Fanfiction Nights of a Hunter - 2 Temporada - Capítulo 14 - Out In the Back Seat of My '60 Chevy.

Antes

– Eu te odeio. – ela disse.

Ele riu e a apertou em seus braços.

– Eu também te odeio às vezes.

Os dois se separaram e se encararam sorrindo. Michelle secava as lágrimas que desciam pelo rosto.

– Ainda bem que não morreu. – ele disse. – Não ia aguentar um espírito vingativo atrás de mim, me enchendo o saco pelo resto da eternidade.

Ela soltou um riso.

– Pode ter certeza que eu faria isso.

Agora

Uma semana depois.

Na lanchonete na hora do almoço, Rachell, Sam e Dean estavam reunidos, almoçando e esperando Michelle sair do hospital. A moça já estava de alta, mas precisava visitar o médico.

Bobby não estava presente porque estava fora da cidade, então eles resolveram dar uma volta na cidade antes de voltarem a casa.

– Que bom que tudo deu certo – Rachell deu de ombros. – Tanto o lance do Levante, como o do acidente e o Benjamin.

– Não sei não. – Dean comentou. – Ainda não confio nele.

– Dean. Ele é um vampiro e você é um caçador. É obvio que não confia nele.

– É... Pode ser.

– Mas relaxa, acho que vai demorar pros dois se verem de novo. Afinal, ambos concordaram em dar um tempo. 

– E a sorte é toda dele. – Dean falou dando de ombros e secando uma moça que passava com o namorado do outro lado da lanchonete.

Sorte dele que o cara não reparou.

Enquanto isso, Rachell fazia o pedido de Michelle para uma garçonete.

– Hm... – Dean pigarreou e voltou sua atenção para o irmão e Rachell. – É, tá na hora de acertar algumas coisinhas...

– Como é? – Sam perguntou sem entender.

– Olha pra mim. – falou apontando para si mesmo. – Isso quer dizer que eu saí da fornalha sem as velhas cicatrizes. Sem marca de bala, corte de faca. Nenhuma das marcas de luta. O meu corpo tá lisinho que nem bundinha de neném, meu irmão. – Sam olhou para Dean com as sobrancelhas erguidas. Rachell estava com uma interrogação gigante na cara. – O que me leva a concluir que, com certeza – ele fez uma pausa dramática. – a minha virgindade tá intacta!

Rachell e Sam se olharam.

– Ah... O quê? – Sam perguntou confuso, balançando a cabeça.

– Eu fui revirginado. – respondeu pegando o refrigerante e tomando um gole.

– Re... – Rachell riu. – O quê?

– Pera aí... – Sam também ria sem acreditar. Dean assentia. – Os anjos podem até tirar alguém do inferno, mas ninguém pode fazer isso.

– Irmão, – Dean sorria. – eu fui revirginado, e o cara – ele apontou para baixo. – não vai aguentar.

– Dean. – Rachell chamou sua atenção. – Você saiu do inferno há pouco tempo e já tá pensando em liberar o Kraken? – perguntou incrédula.

– Mas eu tô no atraso de quatro meses. – ele se defendeu. – Preciso correr atrás do prejuízo... E eu já tenho minha vítima.

Sam e Rachell se olharam e voltaram o olhar para Dean, que os encarou por mais alguns segundos balançando sorrindo sacana.

– Dean! – Rachell exclama. – Não acre...

– É... – o sorriso aumentou e ele balançou as sobrancelhas. – A sua irmã.

– Ai que nojo!

– É um ato bonito e natural, Ray. Cresça!

– Ela saiu do hospital não tem nem semana direito!

– E daí? Ela tá melhor que a gente.

Rachell estava indignada. Olhou para Sam, que ria de olhos fechados e balançando a cabeça.

– É... – Dean deu de ombros, segurando a risada. – Eu vou...

– AAAH! – Rachell falou mais alto. – Não quero saber! – tapou os ouvidos. – Lalalalala...

Sam e Dean riram com a reação de Rachell. Riram mais ainda quando Michelle parou do lado deles olhando com cara de interrogação para a irmã.

– Você tá doida? – perguntou se sentando ao lado de Dean. – E por que estão rindo?

– O Dean voltou revirginado do inferno e disse que você é a vitima escolhida dele. – Rachell falou inconformada.

– Revirginado? – Michelle perguntou sem entender. Olhou para Dean que a olhava sorrindo e arregalou os olhos. – Ah, tá! Entendi... Desculpa, mas não posso te ajudar. – deu de ombros. – Mas talvez tenha alguma garçonete aqui pra você. – falou pescando alguma garçonete pelo local.

– Eu pensei nisso, mas não tem. – ele respondeu comendo uma batata frita. – Aqui só tem três atendentes. Uma que age como homem e outro que age como mulher. Se é que você me entende.

– Mas ainda tem outra garçonete. – Michelle comentou roubando uma de suas batatas.

– Tem, mas como eu posso dizer...

Aqui está mais um completo com batata-frita extra de brinde. – uma garçonete idosa, que mais parecia apresentadora de programa culinário apareceu colocando a bandeja na mesa.

– Valeu, Nancy. Você é a melhor. – Dean disse sorridente, piscando para a velha que sorriu, colocou a mão no coração e foi embora.

– Ah, entendi. – Michelle cochichou para Rachell e Sam.

– Como foi no médico? – Rachell perguntou.

– Tô liberada. Não preciso voltar mais.

– E o que isso significa? Vai voltar pra casa ou ficar com a gente?

Michelle olhou para a irmã e depois para Sam e Dean, dando de ombros a seguir.

– Não sei, vou pensar... Depois desse susto, não sei se quero caçar. Não tinha decidido voltar, acabei encontrando vocês por coincidência mesmo.

– Bom, você quem sabe... – a irmã respondeu não muito satisfeita, dando o assunto por encerrado.

Michelle olhou para os outros dois novamente. Ambos baixaram a cabeça e disfarçaram.

– Então, o que vamos fazer hoje? – ela perguntou para descontrair.

– Aluguei alguns filmes. – Rachell respondeu animada. – Vamos fazer uma maratona.

– E quais são os filmes?

– Surpresa.

Michelle olhou para Sam, sem entender.

– É a vez dela escolher os filmes. Só vamos saber na hora.

– Que besteira.

– Faz parte da brincadeira que eu e o Sam inventamos. – Rachell respondeu. – Sempre que tivermos um tempo livre, cada um aluga seis filmes e a gente faz uma maratona.

Michelle e Dean esperavam por mais alguma informação.

– É só isso? – Dean perguntou.

– É. – Rachell respondeu.

– E desde quando isso é uma brincadeira?

– Bom, é divertido saber qual filme o outro escolheu.

Dean e Michelle se entreolharam, tentando encontrar a graça na brincadeira.

Acabaram não encontrando.

...

Os quatro terminaram de almoçar e continuaram pela cidade até anoitecer. Quando deu nove horas da noite, os quatro voltaram à casa de Bobby.

Enquanto Rachell e Sam preparavam as coisas para a maratona, Michelle estava do lado de fora, na oficina de Bobby, analisando o Camaro e o estrago que o veículo estava.

Não tá tão ruim quanto parece.

Michelle olhou para Dean, que se aproximava e depois voltou a olhar o carro.

– Você tá falando isso só pra me animar.

– Que nada, tô falando sério. Alguns meses e o carro tá novinho.

Ela o olhou.

– Você vai consertar?

Ele deu de ombros.

– É um hobby... Algum problema?

– Pra mim não, mas o carro é da Rachell, então você precisa falar com ela.

Ele deu um meio sorriso.

– Bem que sua irmã disse que você ficaria jogando isso na cara.

– Eu não tô jogando nada... – ela sorriu. – Meu pai quem deu esse carro pra Rachell depois que deixamos nosso carro pra trás em Jericho por causa do seu pai... Esse Camaro me trás boas lembranças dele. Era um de seus xodós, ele mal usava o carro com medo de estragar a funilaria. – ela deu as costas e os dois começaram a caminhar até a casa. – De qualquer forma, obrigada por tentar consertar.

Dean assentiu.

– Sem problemas... Sabe, antes de entrar, eu queria falar com você.

Michelle o olhou e parou. Os dois voltaram alguns passos e recostaram no Impala.

– Fala. – ela cruzou os braços.

– O que vai fazer daqui pra frente?

Michelle o fitou, mesmo estando sem muita iluminação ali, ela desviou o olhar.

– Quer mesmo falar disso? – ela disse. – Não sei se seria bom.

– Por quê?

– Porque acabaríamos discutindo.

– Por quê? Você quer ir embora?

Ela deu de ombros.

– Eu não sei... Eu tava bem... Quase bem, tentando ter uma vida normal. Fiquei de fora quatro meses, e acabei voltando no fim das contas. Acho que acabei falhando miseravelmente. E estreei no melhor estilo suicida. – riu sem graça.

– Eu não quero te desanimar nem nada, mas a gente não tem muita chance lá fora quando resolvemos parar de fazer o que fazemos. De uma forma de outra a gente volta pra proteger nossa vida.

– Eu percebi isso, vai por mim. Independente se eu voltar pra casa ou não, viver uma vida normal ou não, eu vou ter que continuar fazendo munições de sal pra garantir o dia de amanhã.

Dean assentiu com um meio sorriso.

– E se for pra você correr riscos, eu prefiro que você corra riscos com a sua irmã, com o Sam e comigo... Ainda mais depois de um susto desses.

Michelle agora estava séria.

– Dean, eu... 

– Não precisa falar nada. – ele sorriu e fez uma pausa. – Sabe, eu passei quatro meses fora, mas pra mim parecia anos. E todo dia eu me lembrava do que me disse aqui, naquele quarto.

Michelle arregalou os olhos e sentiu uma vergonha enorme. Ela sabia exatamente do que ele estava falando e também sabia que pela sua expressão, Dean sabia que ela sabia.

Droga!

– Dean, esquece esse assunto. – ela comentou sem graça.

– Ué, por quê? Não estraga esse momento, me deixa falar! – ele parecia se divertir com a vergonha dela. – Enfim, eu me lembrava a todo instante do que você disse e no meio de todo aquele sofrimento... – ele fez uma pausa dramática. Dramática mesmo. Michelle percebia que ele se sentia mal só de lembrar. – Eu pensava que faria qualquer coisa pra voltar no tempo e fazer tudo diferente, ou pelo menos poder ter uma nova chance.

Michelle agora estava chocada e achava ser tudo um sonho.  Ela nunca imaginaria Dean sendo tão sentimental.

– E graças a Deus, – ele riu envergonhado. – eu ganhei uma nova chance e a oportunidade de tentar fazer o certo... Então não vá embora.

 

– O que será que estão falando lá fora? – Rachell perguntou para Sam, que entrava na sala.

Os dois já tinham feito a pipoca e ouviam música no rádio, enquanto esperavam os dois para começarem a maratona de filmes. Mas Rachell, como a boa curiosa que era, estava espiando a irmã.

Sam riu pelo nariz e deixou o engradado de cerveja gelada em cima da mesa de centro, se aproximando de Rachell.

– Sabe, você fica parecendo uma fofoqueira de novela mexicana desse jeito.

Rachell começou a rir.

– Ah, vai Sam. Não vai me dizer que você também não tá curioso pra saber o que os dois estão falando. Olha bem pra cara da Michelle, parece que quer sair dali correndo.

Sam a observou durante um tempo. Após alguns segundos, suspirou e assentiu, assistindo os dois lá fora.

 

Michelle o encarava. E Dean também esperando uma resposta, mas como ela não veio, ele disse:

– Olha, você pode falar agora. – soltou um riso sem graça.

Michelle assentiu sem graça e o fitou por alguns segundos.

– Desculpe, você me pegou de surpresa – ela desviou o olhar. – Eu não, eu não posso ficar.

Dean soltou um riso miserável, baixou a cabeça e assentiu. Ele não esperava aquela resposta. Ele estava tão sem jeito que Michelle começou a rir.

– Ah, qual é! Para de rir do constrangimento alheio.

Agora Michelle gargalhava. E depois Dean começou a rir sem graça.

– Tudo bem, Dean. – ela parou de rir e logo ficou séria. – Eu não posso ficar, preciso pegar mais roupas se eu for ficar aqui.

Os dois se olharam. Michelle se aproximou e o beijou.

Era a primeira vez que o beijava desde que Dean voltara, e ela não pode deixar de sentir seu coração saltar de seu peito. Sentia-se morta de saudade e desde que o viu naquela fazenda, foi como se uma chama se acendesse dentro de si, trazendo-lhe de volta a vida.

 

– Eu daria qualquer coisa pra saber do que eles estão rindo. – Rachell comentou.

Sam riu pelo nariz e balançou a cabeça inconformado.

– Rachell, vamos cuidar da nossa vida, vai.

– Ah, calma aí... Sam olha, olha, olha, olha... – ela dizia puxando sua camisa com a boca aberta num sorriso enorme. Quando viu a irmã beijar Dean, ela não pode deixar de gargalhar e dar alguns pulinhos de alegria.

Sam ria da reação de Rachell, mas também ria feliz pelo irmão e Michelle.

– Ray...

– Ok, eu dou alguns momentos de privacidade pra eles... – Rachell disse se virando para Sam. – Mas só até amanhã de manhã!

– Até que você está se controlando bastante. Achei que ia ser só até daqui dez minutos. – Sam brincou, indo até o sofá junto com ela. 

 

Ainda o beijando, ela ficou de frente para Dean, tateando a porta traseira do Impala. Ao encontrar a maçaneta, abriu a porta e mordeu os seus lábios, fazendo suas bocas se afastarem.

– Acho que temos um tempinho ainda. – ela disse com um sorriso sacana.

– Concordo plenamente.

Michelle entrou primeiro, puxando Dean pela mão. Assim que ela entrou, inclinou-se para o banco da frente e ligou o rádio do carro. O toca fitas tocava Bob Seger, e a música era Night Moves. Ela pendeu a cabeça para a direita e abaixou um pouco o volume. Depois se sentou ao lado de Dean e o fitou com um meio sorriso.

– Você planejou isso? – ela perguntou apontando para o rádio, se referindo à música.

Dean olhou para ela com as sobrancelhas erguidas, demonstrando toda inocência diante a situação.

– Juro que não.

Ela soltou um riso e se virou, subindo no colo do caçador.

– Isso tá meio esquisito. – comentou soltando um riso no final.

Dean deu de ombros, mas por fim, abriu um sorriso de canto.

– Mas veio bem a calhar.

Michelle assentiu também sorrindo. E então Dean não perdeu mais tempo, a beijou com urgência, pegando Michelle de surpresa e deixando-a sem fôlego. Mas ela não se importava, retribuiu com a mesma intensidade.

Claro que, segundos depois, os dois se afastaram para respirar. E enquanto isso, aproveitavam a música:

“Out past the cornfields where the woods got heavy

Out in the back seat of my '60 Chevy

Workin' on mysteries without any clues

Workin' on our night moves

Tryin' to make some front page drive-in news

Workin' on our night moves

In the summertime

In the sweet summertime”

Voltaram a se beijar. Dessa vez com mais calma, aproveitando o momento.

Ficaram um tempo naquele amasso caliente, até ela se afastar o suficiente para tirar a camiseta com um sorriso nada inocente estampado no rosto.

Dean retribuiu o sorriso, e assim que a camiseta da moça foi parar no assoalho do carro, ele começou a beijar o pescoço dela. 

“And we'd steal away every chance we could

To the backroom, the alley, the trusty woods

I used her she used me but neither one cared

We were getting our share”

Entre arfadas, ela puxava a camiseta dele, e em poucos segundos, a peça foi parar no banco da frente.

 

Quando Sam voltou da cozinha com a garrafa de água em mãos, ele encontrou novamente Rachell espiando na janela.

– Ray, sai daí.

Ela não respondeu. Sam riu pelo nariz e se aproximou. Apesar de não admitir, ele adorava uma fofoca.

– Ray...

– Onde eles estão?

Sam olhou para fora. Não havia sinal dos dois. Mais distante estava o Impala, mas estava muito escuro para verem mais alguma coisa.

– Não sei, vai ver viram que você tava aqui espiando e saíram.

– Isso é um cúmulo! – ela resmungou saindo e pegando o celular de Sam em cima da mesa.

– O que você vai fazer?

– Sam, é a nossa maratona, quando a gente tem tempo de fazer uma maratona? – ela se aproximou novamente da janela, olhando o lado de fora.

– Ray, deixa eles e vamos assistir nós dois, daqui a pouco eles aparecem.

– Não, isso é uma ofensa a minha pessoa. Aluguei filmes idiotas que tenho certeza que os dois gostam só pra agradar.

– Eles ficarão lisonjeados ao saber, mas não precisa atrapalhar o momento deles.

– Acha que eles...

– Eu não ponho minha mão no fogo.

– Ah, não. Tem gente na casa, eles não fariam isso lá fora. – começou a ligar para irmã e olhava para Sam, que a reprovava. – Me deixa.

 

Michelle passou a mão pelo ombro de Dean e quando chegou ao braço, ela sentiu algo. Não conseguia ver tudo por causa da escuridão, mas com a pouca luz que entrava no carro, viu que era uma marca parecida com a de uma mão. Ela voltou seu olhar para Dean, que olhava para a marca também.

“I woke last night to the sound of thunder

How far off I sat and wondered

Started humming a song from nineteen sixty-two

Ain't it funny how the night moves

When you just don't seem to have as much to lose

Strange how the night moves

With autumn closing in”

– É... É uma lembrancinha do Castiel. – comentou divertido e olhando de volta para Michelle.

Ela estava doida para saber por que Castiel não contou a ela que Dean voltaria e por que ele teve que ir ao inferno, mas provavelmente ele não sabia senão teria falado.

Acabou por rir pela maneira de Dean lidar com aquilo e voltou a beijá-lo. Num ato rápido, Dean se virou e a deitou no banco. Apoiado em um dos cotovelos, com a outra mão ele abriu o cinto. Assim que terminou de abrir o botão da calça, o celular de Michelle tocou.

– Droga! – ele retrucou e Michelle riu.

Dean pegou o celular no bolso de trás da calça da moça, mantendo a mesma posição, e olhou o visor. Era Sam.

– É o Sam. Ele tá lá dentro, pra quê ligar?

– Atenda pra saber. – ela deu de ombros.

Dean atendeu o celular.

– Sam o que... – ele falou grosso.

Não é o Sam. – Rachell respondeu. – O que você tá fazendo atendendo o celular da Michelle e onde estão? Já era pra termos começado a maratona.

– A gente tá meio ocupado no momento, Ray. – ele falou impaciente. – E eu não posso falar agora.

Michelle riu pela cara que Dean fazia.

Rachell ouviu do outro lado da linha.

O que vocês estão fa... – ela fez uma pausa até então se tocar. – Dean seu pervertido! Vocês dois podem sair daí, temos uma maratona pra assistir. Seu tarado!

Michelle riu mais ainda enquanto Dean rolou os olhos.

– Tá, Ray. Estamos a caminho.

Não, esquece! Agora eu fiquei traumatizada... Não quero ver vocês tão cedo.

– Ah... Que bom, na verdade. – ele pigarreou e perguntou sem jeito: – Posso desligar agora?

Com certeza. Desculpe atrapalhar... Tchau. – ela desligou.

Dean desligou o celular e olhou para Michelle, que parecia se divertir com a situação.

– Como você pode achar graça disso?

– Ué, a gente sempre atrapalha eles quando tem a oportunidade. – deu de ombros. – Uma hora isso aconteceria.

– Mas eu não contava que isso fosse acontecer logo agora. – respondeu fazendo um muxoxo.

Michelle soltou um riso.

– Deixa disso... Onde é que a gente tava mesmo?

Dean jogou o celular dela no banco da frente e voltou a beijá-la.

 

Rachell começou a rir malignamente. Sam a encarava sem entender.

– Você ri? Acabou de estragar a noite deles e ri?

– Claro... Acabou sendo uma vingança involuntária... Mas sinceramente, eu tô feliz. – ela e Sam ainda olhavam pelo lado de fora.

– Acho que uma maratona de filmes mal sucedida e os dois se pegando em um carro é o mais próximo de uma vida normal que vamos ter. Podíamos ter mais dias normais assim, não acha?

– Acho. – Rachell deitou a cabeça em seu ombro e Sam passou o braço em volta de seu pescoço. – Ia ser muito bom.

Os dois ficaram olhando para fora durante um tempo.

– A gente poderia tirar umas férias. – ela se virou para Sam. – Sei lá, só pra descontrair. Não precisa ser tanto tempo.

Ele deu de ombros. No rádio da sala, começou a tocar Burn Me Down, do Nathan Sykes.

“It sweeps the mountain peaks

The city streets and corners of the mind

It's in the eyes of every man that day he finds the will to fight

It's the risk we take 'cause we don't know what it will be

So I'll take this leap of the edge and go down in love or flames”

– Quem sabe? Acho que vai ser bom... Mas enquanto isso...

– Enquanto isso o quê?

– Você sai da janela e cuida da sua vida. – falou puxando Rachell para o sofá. – Acho que você já teve informações demais por hoje.

Ela riu.

– Tudo bem, vamos dar início à maratona.

– Não, esquece a maratona. – Sam respondeu desligando a TV e o DVD, deixando só o rádio ligado.

– Ah, não! Você também não, Sam! – ela falava inconformada e tentando pegar o controle da TV.

– Ray, para. – Sam falava rindo, se desvencilhando.

Jogou o controle no sofá e antes que Rachell o pegasse, ele a puxou pelo braço e a colocou em seu ombro, carregando-a para a escada. 

– Me solta. – Rachell disse rindo e se debatendo, tentando descer.

– Não.

– Aonde a gente vai?

– Pro quarto.

Rachell agora gargalhava.

– Por que você tá rindo? – ele perguntou divertido.

– Acho que Thor faz jus a você! – ela apertou os braços de Sam. – Você é bem forte, Sam.

– Você é inacreditável, Ray. – ele riu.

Sam carregou Rachell até o quarto e a soltou.

– Gostei da viagem. – ela disse observando Sam fechar e trancar a porta. – Ah, seu safadinho! Agora eu sei por que não quer assistir os filmes. – ela disse rindo quando viu o sorriso safado estampado em Sam.

Então Sam a puxou e a beijou, segurando-a com força. Passou a mão pelas costas de Rachell e puxou sua camiseta. Ela sorriu e Sam praticamente a jogou contra a parede, continuando a beija-la.

Ele apertou sua cintura com uma das mãos e com a outra, ele alisava sua barriga.

Rachell começou a desabotoar a camisa dele, então Sam aproveitou para tirar sua jaqueta, os dois estavam impacientes. Assim que tirou a jaqueta, ele puxou sua camisa, arrancado os botões restantes. Rachell demorava muito, já que estava com o braço engessado.

Rachell sorriu com aquilo, agora puxando a camisa dele.

Ela pressionou seu corpo contra o dele e ele deu uma leve mordida em seu pescoço e começou a se dedicar a abrir a calça da moça. Rachell não foi diferente, se dedicou a abrir a calça de Sam. 

“When the sun comes up at the break of day

That's the way your touch sets the sky's ablaze”

Agora que estavam só de roupas intimas, eles perceberam que estavam ofegantes como se  tivessem acabado de correr uma maratona. 

Aquele quarto estava quente demais ou eram os dois? 

“And you tell me you love me

By the way you burn

Your fire ignites me

Don't let it fade away, away”

Sem mais tempo de pensar, Sam pegou Rachell no colo e a levou até a cama, a deitou e logo estava em cima dela.

Rachell arranhava suas costas, e todos os pensamentos que antes ela tinha na irmã e em Dean, sumiram porque não havia no que pensar, nada era melhor do que estar ali.

 

“Oh I need your fire (need your fire)

When the sun comes up (sun comes up) at the break of day

That's the way your touch (way your touch) sets the sky's ablaze

Girl I need your fire (oh I need), oh I need your fire

So burn me down (so burn me down)”

 

 


Notas Finais


Isso é tudo, pessoal.

Xx


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