História Nights of a Hunter - 2 Temporada - Capítulo 15


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Palavras 3.097
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite, meu povo.

Capítulo novo pra vocês, espero que gostem.

Boa leitura!

Capítulo 15 - Just Getting Started.


Fanfic / Fanfiction Nights of a Hunter - 2 Temporada - Capítulo 15 - Just Getting Started.

Um mês depois.

Dean dirigia o Impala pela estrada enquanto ouvia Black Ice do AC/DC. Sam estava dormindo calmamente no banco do carona, e Rachell e Michelle faziam o mesmo no banco de trás. Dean olhou para o irmão e Rachell dormindo e decidiu aprontar um pouco, já que estava ficando entediado. 

Ele pegou uma colher de plástico e colocou na boca de Sam, tomando cuidado para não acordar o irmão, em seguida pegou o celular e tirou um foto da sua “arte”. Deu um sorriso maroto e aumentou o som no máximo.

Michelle e a irmã acordaram assustadas assim como Sam, que acordou tirando a colher da boca apressado, enquanto Dean cantava e batucava o volante do carro com um sorriso estampado no rosto. 

– DEAN, SEU CRETINO. – Michelle disse empurrando o banco da frente.

– Há-há, muito engraçado. – Sam disse irônico, abaixando o volume do rádio. 

– Desculpa. – Dean disse sorridente. – O leste do Texas não é muito interessante, preciso me divertir. 

– Cara, não somos mais crianças, Dean. Não vamos começar essa palhaçada de novo.

– Começar o quê? – se fez de desentendido.

– Essas pegadinhas é uma idiotice, e só vai piorando.

– Do que vocês estão falando? – Rachell perguntou curiosa. 

– Trotes, Ray. 

– Vocês ficavam fazendo trote um no outro quando eram pequenos? – Dean e Sam assentiram. – Por isso eu nunca quis ter irmãos. 

– Ray! – Michelle protestou.

– Tô falando no masculino. – rolou os olhos.

Michelle a olhou desconfiada.

– E nem queira. – Sam continuou. – Dean é o tipo de irmão que não sabe bem como brincar.

– Qual é, Sammy? Tá com medo de achar creme depilador no shampoo, é? – Dean perguntou tirando uma com a cara do irmão. 

– Nossa – Michelle comentou sorrindo. 

– Tudo bem, mas lembre-se que foi você quem começou. – Sam respondeu.

– Pode vir com tudo, carequinha. – Respondeu sorrindo maroto. 

– Era só o que me faltava – Rachell disse, revirando os olhos – Vocês não acham que estão meio velhos pra isso não? 

Dean olhou pelo retrovisor e sorriu.

– Querem entrar na brincadeira também?

– Não, dispenso. Eu prefiro só rir da cara de vocês dois.

– Eu também. – Michelle respondeu. – Onde nós estamos, afinal?

– A poucas horas de Richardson. – disse Dean, prestando atenção na estrada agora – Podem me explicar de novo? 

– Ok – Michelle disse enquanto Sam pegava alguns papeis. – A cerca de dois meses alguns garotos foram explorar uma casa mal assombrada... 

– Assombrada pelo quê? – Dean perguntou, interrompendo-a. 

– Posso terminar? – ela perguntou mal-humorada.

– À vontade. – disse debochado.

– Mal assombrada por um fantasma preconceituoso. A lenda diz que ele ataca garotas e as enforca em colunas. Os garotos encontraram uma garota enforcada lá.

– Alguém identificou o corpo?

– Isso que é o melhor. – Sam se envolveu. – Quando a policia chegou lá, o corpo tinha sumido e acham que os garotos estavam só brincando. 

– Talvez tenham razão. – Dean disse, dando de ombros.

– Talvez. – concordou Michelle. 

– É, mas eu li os depoimentos de alguns dos garotos. Pareciam sinceros. – Sam disse pensativo. 

– Onde achou os depoimentos dos garotos? – Rachell perguntou. 

– Sabia que passaríamos pelo Texas, então procurei websites sobre fenômenos locais e encontrei um. 

– Como se chama?

Sam e Michelle se olharam e com um sorriso, o primeiro respondeu: 

– Hellhoundslair.com

Dean bufou. 

– Deve ser baseado no porão da casa da mãe dele. 

– Provavelmente. – Michelle disse sorrindo

– É. – Sam concordou também sorrindo. 

– A maioria desses websites não sabe o que é um fantasma. – Rachell comentou.

– Eu sei, mas vale a pena checar.

– Tá bem. Onde estão os garotos? – Dean perguntou

– No único lugar pra onde garotos nesse tipo de cidade vão. – Sam disse sorrindo.

...

Depois de falar com uma das testemunhas, Michelle foi de encontro à irmã que estava sentada em uma mesa, enquanto Sam e Dean terminavam de falar com os outros garotos.

– Que lugar bacana, não é? – Perguntou irônica observando a lanchonete que estava parada e sem nenhuma graça como o resto da cidade. – A cada minuto que fico, vejo que o tempo realmente parou pra eles aqui.

– Não é tão ruim assim.

– Ah não? Cadê o movimento?

– Talvez a cidade toda tenha encontrado outro meio de se divertir.

– O que eu acho muito difícil dado ao lugar que estamos.

– Relaxa, não acho que ficaremos aqui tanto tempo.

– Assim espero. Por mais que as minhas costas estejam felizes que hoje vamos dormir em algo macio e confortável, eu já tô ficando entediada só de ficar aqui.

Rachell sorriu.

– Mas e aí, conseguiu alguma coisa?

– Além de uma irritação que poderia ser evitada? Não.

– Devo saber por quê?

– Não, deixa pra lá. Tudo o que eu quero é que eles terminem logo pra gente ir embora. Tô cansada da viagem.

– O seu descanso vai ter que esperar mais um pouco. Nós não tivemos nem tempo de procurar um hotel.

– É, eu sei. Mas só a ideia de sair daqui e procurar por um me conforta. – Disse dando uma checada no cardápio. – E você, conseguiu alguma coisa?

– Além de uma mesa? – Brincou. – Não, eles nem me deram a chance de interrogar ninguém.

– Achei que você fosse fazer isso com o Sam.

– Eu também, mas o Dean achou que eu seria mais útil procurando um lugar pra gente comer depois.

Michelle sorriu.

– Sinto muito.

– Sente, é? – Provocou. – Não é por nada não, mas é impressão minha ou o Dean voltou mais mandão do que nunca?

– Eu acho que é só impressão. Ele sempre foi assim.

– Ah, tá. – Disse se acomodando mais no banco, com um sorriso no rosto.

Por cima do cardápio Michelle pode reparar a cara que a irmã a olhava, e conhecendo bem Rachell, sabia muito bem o que aquele sorriso queria dizer.

– O que é, hein? – Perguntou incomodada.

– Nada, só tô um pouco surpresa de você não concordar comigo. Ainda mais se tratando de falar mal dele.

Michelle deu se ombros.

– Talvez porque ele sempre tenha sido desse jeito.

– Hum, sei... Vejo que você já foi corrompida.

– Do que você tá falando?

– Da nuvem de amor pairando sobre vocês dois.

Michelle balançou a cabeça.

– Tava demorando.

Rachell sorriu e continuou.

– Eu tava evitando falar porque o Sam pediu pra não provocar você, mas eu não posso ficar quieta e deixar de te parabenizar.

– Parabenizar pelo quê?

– Por vocês dividirem o quarto. Eu sei que é um grande passo pra você, então...

– Você não tem o que fazer não?

– Calma, não precisa ficar irritadinha não. – provocou. – Pra falar a verdade, eu acho que vocês até demoraram...

– Porque não é todo mundo que sai por aí dividindo o quarto sem conhecer a pessoa direito.

– Essa indireta foi pra mim? – perguntou séria.

Michelle bufou.

– Olha, desculpa, e-eu não quis dizer...

– Relaxa, não me ofendeu. – Sorriu. – Confesso que no meu caso foi muito cedo, mas te garanto que eu não me arrependo em nada.

Michelle sorriu e Rachell continuou.

– Olha, eu sei que já se passou um tempo desde a volta dele e a sua pro nosso bando...

– S.H.I.E.L.D. Paranormal.

– Ah, é... Enfim, eu não tive tempo de dizer o quanto fico feliz que vocês doi...

– Você não vai começar com isso, né?

– Calma, eu só ia dizer que tô feliz por vocês. Por mais que não estejam num relacionamento sério, eu sei que estão tentando. E o fato de você dividir o quarto com ele, é...

– A maior burrada?

– Não era isso que eu ia dizer, mas pode ser.

– Nossa, que reconfortante.

– Tô brincando... Pra falar a verdade, eu não acho que seja uma burrada. Pra mim são duas pessoas que se gostam e querem passar a maior parte do tempo juntas.

– Ouvindo você falar assim até me dá um arrependimento.

Rachell riu, ela sabia que falar de romance não era a praia da irmã.

– O que eu quero dizer é que é um passo importante e que independente do histórico dos dois, tem tudo pra dar certo... E é claro, vocês têm a minha benção.

– Benção? Assim eu me sinto mais aliviada. – Zombou.

E Rachell sorriu, ela sabia que aquele “humor ácido” da irmã significava que ela estava feliz, e no fundo ela tinha quase certeza de que Dean tinha alguma coisa a ver com isso.

– E aí, qual é o assunto da vez? – Perguntou Dean ao se aproximar com o irmão.

– Em como vocês dois estavam demorando. – Respondeu Michelle. – Conseguiram alguma coisa?

– Bem, com o gordinho do atendimento eu descobri que o lugar estava cheio de símbolos estranhos como: cruzes, estrelas e pentecostais.

Os três sorriram e Dean continuou:

– Sem falar que a garota era loira, estava pendurada, claro, sem se mexer e é muito estranho, mas ele garante que ela era sensual, assim, daquele jeito morto. – Ironizou.

– Uau. – Disse Sam. – De acordo com o amigo dele, a garota de cabelo preto estava pendurada, chutando, e sem contar que ele garante que ela era 100% real.

– Então estamos no meio de uma controvérsia. – Falou Michelle. – A garota que eu falei deixou bem claro que o cabelo da vitima era vermelho. Um vermelho tão lindo que a fez pensar se aquele tom combinaria com ela.

Rachell balançou a cabeça e sorriu.

– O que tá acontecendo com os adolescentes dessa cidade?

– Eu não sei. – Sam respondeu. – A única coisa valida que eu ouvi a noite toda foi que eles não foram lá em vão. Parece que um amigo os convenceram dizendo que o lugar era mal assombrado.

– Pelo menos isso bate com o que o fofinho lá falou. – Falou Dean, e Michelle também concordou.

– Já é um começo. – Rachell falou. – Conseguiram o nome?

– De acordo com a garota, ele se chama Craig. – Respondeu Michelle olhando em seguida para os irmãos. – Bate com o de vocês?

Os dois assentiram, e Sam perguntou:

– Vamos falar com ele amanhã?

– É, não temos outro jeito mesmo. – Dean respondeu.

–Tudo bem, então vamos, porque eu tô morta de cansaço. – Falou Michelle.

Dean a olhou.

– O quê? Nós nem comemos.

– Comida é a ultima coisa em que eu penso agora. Foram muitas horas de viagem e eu tô acabada.

– Mas eu tô com fome e eu acho que a Rachell e o Sam também estão.

– Tá de brincadeira, né? – Perguntou olhando para os dois em seguida.

– O que foi, Michelle? – Perguntou Rachell apenas para provocar. – Não quer ficar?

Michelle balançou a cabeça.

– Tá. – Disse derrotada. – Se vocês fazem tanta questão.

Dean sorriu, chamou a garçonete em seguida e os quatro fizeram os pedidos.

– Há quanto tempo não comemos todos juntos? – Perguntou Rachell animada.

Os três olharam para ela sem entender nada.

– Ray, fizemos isso a semana toda. – Sam respondeu.

– Eu sei, mas passamos tanto tempo fazendo isso só nós dois que agora até aprece estranho. Até um tempo atrás eu pensava que momentos assim não poderiam mais se repetir, e olha só agora, os quatro mosqueteiros estão juntos novamente.

– Eu sei que você tá feliz com a minha volta. – Falou Dean.

– Nunca pensei que diria isso, mas por incrível que pareça, sim. Você fez falta. E você também, Michelle.

– Não é novidade nenhuma você não conseguir viver sem mim.

– Só vocês pra estragarem um momento como esse. – Disse sorrindo.

Michelle retribuiu o sorriso.

– Tá, eu entendo o que você quer dizer. Eu também sentia falta de momentos assim.

– Isso foi um desabafo, ou uma declaração? – Perguntou Dean sorrindo.

– Não sei do que você tá falando.

– Sabe sim. Todo esse papo de sentir falta de momentos assim se resume a mim, não é? Pode admitir. – Falou se divertindo com a reação da moça.

– Por que você não vai encher o saco de outro?

Dean sorriu. A garçonete se aproximou e os serviu. Depois que ela saiu, Rachell continuou:

– Eu concordo com o Dean. Não tem outro motivo pra você ter se afastado.

– Eu me afastei porque eu não aguentava ouvir o chororô de vocês pelos cantos.

– O nosso era o de menos perto do seu.

– O meu? – Deu um riso nervoso. – Quem era que ficava trancado no quarto destruindo toda a mobillha do Bobby?

– Mas o Sam é o irmão. Ele tinha razões suficientes pra sofrer mais, agora você...

– Ah, tanto faz.

Logo um sorriso se formou no rosto dos três.

– O que foi? – Perguntou irritada.

– Não te culpo. – Falou Dean. – Eu faço falta pra qualquer um.

– Se eu soubesse que você voltaria, eu não teria me desidratado toda. Você não merece uma lágrima da minha parte.

– Mas ainda assim, você chorou rios por mim. – respondeu rindo, provocativo.

– Idiota.

– Tonta.

– Bundão.

– Bruaca.

– Boiola.

– Cretina.

– Vocês querem mais privacidade? – Perguntou Rachell, interrompendo o xingamento antes que alguém se ofendesse, mas foi em vão porque nenhum deles parecia ofendido, muito pelo contrário, estavam bem tranquilos.

– Eu acho que aqui tivemos uma demonstração de como um relacionamento é... Depois de vinte anos. – Brincou Sam.

– Relacionamento? – Perguntou Michelle.

– É, quem falou em relacionamento? – Perguntou Dean, se fazendo de desentendido.

– Não tem outro nome pra isso que vocês estão vivendo. – Falou Rachell.

– Tem vários, quer que eu liste?

– Não, obrigada Dean. – Disse levantando a garrafa de cerveja. – Um brinde ao nosso grupo, e sei lá o que vocês vivem.

Os quatro brindaram e passaram a noite conversando. E Michelle tinha que admitir, ela sentia sim muita falta de momentos como aquele.

... 

Michelle P.O.V

Depois de nos instalarmos em um hotel, eu me sentei na cama e liguei a TV. Não tinha nada para fazer, e o tédio com cansaço juntos era a junção da qual eu mais odiava, mas a minha cabeça estava muito cheia para conseguir dormir.

E meus pensamentos se resumiam a uma palavra: Relacionamento.

Isso era algo que eu nunca pensei que fosse viver, mas agora, depois que minha querida irmã veio com todo aquele papo, eu não podia deixar de pensar no que eu e Dean estávamos vivendo.

Fazia mais ou menos três semanas que nós dois passamos a dividir o quarto, já que dormir juntos estava virando a nossa rotina, mas nunca conversamos em rotular a nossa situação. E talvez fosse isso que estava me tirando a paz.

O fato de estar junto de uma pessoa que você se sente bem pode ser chamado de relacionamento?

Essa é uma pergunta que eu nem imagino a resposta...

Desse jeito você vai queimar a televisão. – Comentou Dean, me tirando do transe. Só aí percebi que estava passando os canais sem nem ao menos prestar atenção. 

Eu o olhei e o mesmo estava enrolado em uma toalha e secando o cabelo com outra.

– Ah, não tem nada passando.

– É só isso? Porque parecia que você havia deixado o planeta Terra.

– Eu tava pensando sobre o caso.

– Caso? A gente nem sabe com o quê estamos lidando.

– E é por isso que eu tava pensando.

– E chegou a alguma conclusão?

– Bem, em minha opinião pode ser um dos nossos, ou apenas um serial killer estupido a solta.

– É, quem sabe. – Disse se sentando na cama.

Eu assenti e voltei a passar os canais, mas pude perceber que Dean olhava para minha cara.

– O que foi, hein?

– Eu que pergunto. Você tá tão estranha.

– Eu? Estranha?

– É.

O olhei e sorri. Aquilo que ele estava fazendo me lembrava Sam, que sempre perguntava do mesmo jeito que ele estava fazendo agora quando percebia que Rachell estava incomodada com alguma coisa.

– Eu tô bem, Sam Fofinho. – Disse sarcástica, me ajeitando na cama. – E aí, você e seu irmão vão mesmo passar trotes um no outro?

– Conhecendo o Sammy do jeito que eu conheço, ele vai se vingar de mim por causa da colher, então...

– É, acho que vocês vão mesmo entrar nessa.

– Com certeza.

– E já sabe como vai revidar?

– Não, eu vou ver o que ele vai fazer comigo e depois eu devolvo no mesmo nível.

– Que crueldade.

– Não liga não. Ele tá acostumado.

Sorri e o fitei, eu ainda não tinha conseguido tirar aquele pensamento da minha cabeça, e minha língua já estava começando a coçar. 

Eu tinha que saber qual era o nosso lance, só não sabia como começar.

– Tá, o que que é? – Perguntou olhando para mim.

– N-não é nada.

– Eu acho que essa resposta não cola mais, então desembucha.

– Tá. Dean, eu sei que não é do nosso feitio, e quero deixar claro que não tô cobrando nada de você, pelo contrario, eu... Por que você tá sorrindo?

– Michelle, primeiramente respire, e segundo, vá direto ao ponto.

Respirei fundo e o olhei. Caramba, era mais difícil do que eu pensava.

– Ok. Dean, como se chama isso que estamos vivendo?

Ele me olhou sem entender.

– Vida?

– Não, besta. Eu tô falando disse que tá acontecendo entre nós.

– Por que você tá me perguntando isso?

– Porque todo mundo tá “rotulando” e eu queria saber o que você acha que sobre isso.

Rotulando? – Perguntou sorrindo.

Talvez fosse pelo fato de eu não dizer como descreviam a gente.

– É.

– E esse todo mundo é a sua irmã e o Sam?

– É.

– E como eles estão rotulando a gente? – Fez graça.

– Você deve imaginar.

– Não, eu não.

– Tá brincando, né?

– Não. – Respondeu sério.

Bufei, já era difícil perguntar pelas beiradas, imagine falar a real.

– Ah , eu não sei direito. Eu acho que na cabeça deles nós dois estamos... Você sabe, namorando.

– E você, o que acha que tá acontecendo entre nós?

– Além de boas noites sem dormir? ­– Brinquei. – Eu não sei... E você?

Dean fitou o nada por alguns segundos, que mais pareciam eternas horas e falou:

– Eu não, sei. Essa é uma boa pergunta.

– É, eu sei. – Desviei o olhar para a televisão, e tinha que admitir o pouco de desapontamento que me tomou. Não por ele não saber, mas por eu e visivelmente ele, não termos pensado sobre nós.

– Mas eu não acho que haja muita diferença entre o que tá acontecendo com a gente e um relacionamento sério. – Voltou a falar.

– Então... – Eu o olhei.

– Eu acho que se pode dizer que nós estamos bem.

Sorri ao perceber a falta de habilidade dele ao falar de relacionamentos. Pelo menos eu não era a única que não sabia lidar com isso.

– É, eu sei.

Nós dois ficamos algum tempo em silencio até ele perguntar:

– Você acha que ficaremos igual ao Sam e a sua irmã?

Fiz uma careta só de pensar.

– Não, aquilo é demais.

Dean sorriu.

– É, foi o que eu pensei.

Retribui com um sorriso nervoso e continuei:

– Pra falar a verdade, eu nem sei como isso funciona, então...

– Tenha certeza que você não é a única. – Ele me olhou. – Mas eu me sinto bem sendo rotulado.

– É, concordo com você. – Sorri e Dean me beijou.

Um beijo que de suave passou para intenso em questão de segundos. E eu me sentia bem. Bem em saber como ele sentia uma necessidade alarmante de ficar comigo, do mesmo jeito que eu sentia por ele.

Michelle P.O.V Off


Notas Finais


Isso é tudo, pessoal.

O próximo sai na segunda, espero que aguentem até lá hahahaha

Xx


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