História Nina - A garota de Staten Island - Capítulo 23


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bdsm, Drama, Hot, Melhor Amigo, Original, Professor, Saga, Teen, Vizinhos
Exibições 53
Palavras 3.481
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Hentai, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


ALÔ ♥
Então amores, o cap já estava pronto desde ontem a tarde porém eu esperei até agora pra ser oficialmente dia 25 de novembro porque É ANIVERSARIO DA NINA AEEEEEEEEEEEEEEEEE!
Juro que eu não planejei isso - se tivesse planejado não teria dado certo - e eu só percebi ontem que tava caindo quase no mesmo dia então decidi esperar um pouquinho.
Enfim, espero que gostem (:

Capítulo 23 - I'm already in love, this can't happen to me.


Already In Love - Sex & Drugs & Rock & Roll

Se mal estávamos nos falando antes, depois daquela noite não éramos capazes de olhar um nos olhos do outro. De qualquer forma, eu estava tão brava com ele que realmente não me importava se conversávamos ou não – ou era isso no que queria acreditar -. Porém, como se o destino estivesse apenas esperando para acabar comigo, as coisas começaram rapidamente a sair do controle.

Tão subitamente que foi como um tapa na minha cara, James começou a se afastar de mim. Ele passava todo o tempo no telefone e fazia questão de mudar de assunto e esconde-lo de mim quando eu entrava na sala. Tinha até mesmo posto uma senha no telefone, mesmo que eu jamais fosse tocar nele sem sua permissão. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo, ou porque ele estava fazendo aquilo, mas não havia dúvidas de que ele estava me escondendo alguma coisa.

Para completar o grande desastre Annie estava atolada em provas e os pais de Mia tinham a arrastado para uma festa de família, por conta do dia de ação de graças. Eu estava tão frustrada que cancelei a festa que tínhamos planejado e decidi passar aquela data “memorável” com meus pais e pizza.

Meu humor estava no lixo e tudo parecia me deixar ainda mais irritada, mas as coisas voltaram a melhorar – mesmo que minimante – quando Annie me acordou naquela manhã. Ela tinha me arrastado para o shopping e literalmente me jogado para dentro de inúmeras lojas até que eu saísse com algo aceitável para ser usado durante o jantar.

Eu ainda estava muito irritada com o universo e seu maldito plano de me foder mas ao menos estava bem vestida. E decidida a fazer alguma coisa que fosse deixar meu querido mestre irritado. Também estava bem ciente de que isso era infantil – o que apenas me deixava ainda mais irritada por provas que Logan estava certo e consequentemente aumentava a minha vontade de fazer algo idiota – mas isso não me impediu de entrar naquele salão.

Tecnicamente eu não podia mudar meu cabelo ou modificar meu corpo de qualquer forma sem que meu dono aprovasse antes. E mesmo que ele não falasse sobre isso eu sabia bem como James odiava ser contrariado, mesmo sem suas ordens subentendias.

Tinha usado o meu querido lustroso cabelo negro por dezoito – agora dezenove – anos da minha vida e fazia algum tempo que queria mudar alguma coisa, qualquer coisa, nele. Annie estava em sua cadeira, dizendo que eu deveria pinta-lo de azul enquanto seu próprio cabelo era analisado, ao passo em que eu observava a mim mesma no espelho. A ideia dela não era de todo ruim e eu adoraria ter o cabelo colorido, exceto pelo pequeno fato de que eu não tinha coragem para isso.

Ao menos não pinta-lo todo.

Foi assim que eu acabei saindo de um shopping em Manhattan com roupas novas, maquiada o suficiente para ir a um show de rock, e com meu cabelo em dois tons mais claros de castanho e grossas mechas violeta espalhadas pela parte de baixo.

Mal podia esperar para ver a reação dele.

Eu muito provavelmente não iria pode me sentar por um mês por causa disso? Sim.

Valeria a pena apenas para vê-lo puto? É claro.

Durante a volta para a casa tudo parecia mais divertido e finalmente estava começando a parecer com o meu aniversário. Annie estacionou seu carro na vaga desocupada na frente da minha casa e desligou o motor, fazendo com que a voz de Taylor Momsen desaparecesse. Ela se virou no banco e tirou os óculos escuros, colocando-os sobre o painel.

-Tudo bem, vou falar sério agora: você e Logan precisam sentar e conversar como dois adultos. Isso é ridículo! -Ela gesticulou ao jogar as mãos para o alto. Com seus cabelos cacheados perfeitamente arrumados e as mangas boca-de-sino do vestido que usava, ela se parecia com um a versão melhorada de uma hippie. -Vocês dois estão agindo como crianças... E você sabe que estão! -Ela me cortou quando fiz menção de abrir a boca para retrucar. -Isso não passa de uma onda de ciúmes besta porque se gostam mas não tem coragem suficiente para acabar com essa tortura e finalmente se beijarem.

-O que? Eu não quero... -Ela não precisou fazer nada além de me encarar em silencio para que a minha negativa morresse. -Eu odeio você. -Alcancei a maçaneta da porta e me empurrei para fora do carro. Mesmo assim podia ouvir a risada dela ecoando através do vento.

-Sim, é claro. -Sua cabeça surgiu do lado de fora enquanto eu batia a porta. -Vamos fingir que você realmente acredita nisso.

Revirei os olhos e lhe mostrei o dedo do meio. Sua risada continuou a vir até mim, carregada pelo vento, enquanto eu tentava abrir a porta de casa. Meus braços estavam carregados de roupas e livros – que eu tinha me permitido comprar desde que a minha semana não estava sendo uma das melhores – e me levou uns bons minutos até conseguir encontrar as chaves naquela bagunça. Quando finalmente consegui abrir a porta, estranhei a completa escuridão que a casa se encontrava e – temendo ter de passar meu aniversario á luz de velas – automaticamente corri para o interruptor.

-Surpresa! -Meu coração quase parou de bater naquele momento.

Não tive tempo sequer de processar o que estava acontecendo antes de ser envolvida por um abraço duplo entre Annie e Mia e seus gritos descontrolados sufocaram todo e qualquer som. Quando elas finalmente me soltaram meu rosto estava vermelho e eu não conseguia parar de sorrir por ter sido tão idiota a ponto de não suspeitar sobre uma festa surpresa.

Em seguida fui envolvida por um mar de abraços, desejos de feliz aniversário e presentes pelo o que durou quase uma hora. Eu não podia acreditar que todas aquelas pessoas estavam ali para o meu aniversário, não quando o dia de ação de graças tinha acabado de passar e todos deveriam estar em casa.

Havia também uma ponta de decepção perfurando a minha felicidade. Parte dela era porque eu sabia que James não poderia vir, mesmo se estivéssemos bem, quanto mais quando as coisas estavam estranhas entre nós. A outra metade era porque dentre tantos rostos conhecidos nenhum deles era o de Logan. Acho que as coisas entre nós realmente tinham mudado.

Depois de me livrar da obrigação de cumprimentar a todos, agarrei uma garrafa de cerveja – porque meus pais não se importavam realmente se eu bebia desde que não ficasse bêbada, ah as vantagens de se ter pais liberais e não hipócritas – e abri caminho até o quintal. Supreendentemente não estava tão frio quanto estivera nos dias anteriores e havia sol suficiente para que fossemos capazes de nos sentar a céu aberto sem congelar desde que usássemos casacos leves.

A música ecoava de dentro da casa e eu podia ver meus amigos sentados no jardim através da porta de vidro. Porém, antes que eu pudesse me juntar a eles, senti um aperto muito familiar em meu pulso. Eu não precisava olhar para saber quem estava me arrastando até o corredor mas meu coração saltou mesmo assim ao ver seu rosto.

Logan se apoiou contra a parede oposta, seu rosto exibindo uma máscara cuidadosamente montada de indiferença. As pessoas começavam a se espalhar pela casa, passando pela cozinha e indo em direção ao lado de fora mas – pela escada em minhas costas nos esconder completamente - sem suspeitar que estávamos ali. Imitei a sua posição e cruzei os braços, esperando que ele começasse.

-Onde está a sua namorada? -Não pude me controlar e as palavras saltaram para fora da minha boca antes que eu tivesse a chance de engoli-las de volta. Elas tinham um gosto amargo e eram carregadas de veneno e eu mesma odiei o tom irritante que traziam consigo. Talvez Annie estivesse mesmo certa e precisássemos pedir desculpas um ao outro.

-Nós terminamos. -Eu não conseguia dizer se ele estava mesmo com raiva ou apenas brincando comigo. De qualquer forma ele estava fazendo um bom trabalho ao fazer com que eu me sentisse culpada com apenas uma frase.

-Oh... Sinto muito. -Desviei meus olhos para o chão, subitamente envergonhada. Eu jamais poderia me perdoar se ele tivesse terminado com a pobre garota apenas porque eu estava sendo uma filha da puta com ele. -Eu não queria...

-Não foi por você. Ela era uma garota legal e eu percebi que estava com ela pelos motivos errados. Não podia deixar que ela ficasse presa a mim quando podia estar com alguém que realmente a amasse. -Foi a vez dele de cruzar os braços. Suas tatuagens saltaram diante dos meus olhos, os desenhos se movendo junto a seus músculos e fazendo uma parte completamente inapropriada do meu corpo salivar. Ele era ainda mais bonito quando estava bravo.

-Isso foi legal da sua parte. -Logan deu de ombros.

-É, eu acho que sim. Mas você não gostava dela, não é? Você diz que sente muito, mas seus olhos estão felizes. -Suspirei.

-Como você disse: ela era uma garota legal. E provavelmente teríamos sido boas amigas se ela não estivesse roubando você de mim. -Ele sorriu e foi como se o céu tivesse se aberto. Não fazia ideia do quanto tinha sentido falta daquele sorriso. Logan balançou a cabeça e se afastou da parede. Suas mãos foram para os meus braços e eu me vi abrindo-os para abraça-lo.

-Ninguém pode me tirar de você anjo. Nem mesmo você quando está sendo idiota. -Enterrei o rosto em seu peito e respirei fundo, apreciando o cheiro de seu perfume que por tanto tempo tinha estado ausente. -Me desculpe por ter agido como um babaca, não deveria ter feito aquilo. -Ele murmurou depois de algum tempo.

-Me desculpe também. E por não conseguir equilibrar as coisas entre você e James. É só que...Eu ainda não tem ideia do que estou fazendo e é difícil dizer não pra ele quando temos toda essa dinâmica entre nós. -Senti seus lábios pressionados contra meu cabelo enquanto ele me apertava ainda mais contra seu corpo.

-Tudo bem, vamos descobrir como ajeitar as coisas.

-Senti sua falta, bem mais do que você imagina.

-Eu também anjo. -Nenhum de nós tinha coragem suficiente para ser o primeiro a se afastar de forma que apenas permanecemos ali por alguns bons minutos. -Gostei do seu cabelo. -Ele disse por fim. Levantei a cabeça para encontrar seu sorriso.

Logan piscou e se inclinou para beijar minha testa antes de se afastar e me puxar para o lado de fora.

***

Parecia como se nós nunca tivéssemos brigado.

Logan estava constantemente me trazendo coisas e tínhamos voltado a conversar como se nada tivesse acontecido, mas sempre desviando do assunto sem que percebêssemos. A festa seguiu em um ritmo agradável, mesmo que não fosse a noite selvagem que provavelmente terminaria comigo  apagada no chão da casa de alguém que eu tinha planejado. A um certo ponto as musicas mudaram para algo bem mais “dançante” e Logan prontamente me puxou para o meio da pista improvisada que tinha se formado.

A noite tinha começado a cair e nós ainda estávamos dançando. Um pouco exaustos, porém ainda “felizes” – diga-se quase bêbados – o suficiente para continuarmos enquanto todos os outros já haviam desistido. Annie surgiu de algum lugar e me puxou para o lado, dispensando Logan com um aceno de mão.

-Vamos. Eu tenho uma surpresa pra você na sala e se você presa essa bunda não vai deixa-lo ver você dançando com Logan assim. -Mesmo o meu cérebro semiembriagado podia entender essa.

-O que ele está fazendo aqui? -Passei as mãos pelo meu cabelo, subitamente nervosa que ele não fosse gostar do roxo. O álcool definitivamente me deixava confusa.

-Ele é o seu namorado. Achei que fosse gostar de tê-lo aqui no seu aniversário, então disse aos seus pais que era um amigo meu. É claro que minha mãe provavelmente vai tentar fazer com que ele me peça em casamento, mas posso aguentar isso por você. -Murmurou ela enquanto atravessávamos a casa. Finquei meus pés no chão e lhe dei um abraço apertado.

-Obrigada. Não sei o que seria da minha vida sem você. -Ela sorriu e me soltou.

-Eu sei. -Annie piscou e me empurrou pela curva do corredor.

James estava muito bem vestido para quem estava indo a uma festa de aniversário de uma adolescente. Ele usava uma camisa social azul escura que fazia seus olhos parecem ainda mais bonitos e jeans pretos que deixavam suas pernas em evidencia. Ele tinha um sobretudo preto a tira colo e abriu um sorriso ao me ver.

-Você está muito bonita. -Estupidamente olhei para o conjunto simples de camisa preta de mangas – com um decote generoso porque eu não podia deixar de exibir meus queridos peitos -, calça jeans e botas. Eu parecia estar saindo para o cinema enquanto ele estava a um passo de parecer um astro de rock indo a uma premiação. -Gostei do cabelo.

-Sério? Achei que fosse odiar. -Ele sorriu e inclinou a cabeça enquanto caminhava na minha direção.

-Eu ainda vou te dar alguns belos tapas por não ter pedido minha permissão primeiro, mas gostei. -Balancei a cabeça tentando evitar que um sorriso subisse ao meu rosto.

-Agora se parece com algo que você diria.

-Ok! -Annie surgiu e segurou nossas mãos. -Vamos te mostrar a casa! – Anunciou ela alto o suficiente para que todos ouvissem. Só então percebi os olhares curiosos que algumas pessoas lançavam para nós.

Me precipitei em direção a escada, deixando os dois para trás enquanto ela fazia a melhor encenação possível para faze-los acreditar que era ela quem queria beija-lo e não eu. No andar de cima fui direto para o meu quarto.

-Não vamos correr nenhum risco não é. -Ela disse ao trancar a porta. Annie suspirou e então apontou para o banheiro. -Vou dar um pouco de privacidade pra vocês. Mas tentem não transar enquanto eu estiver lá, por favor.

Esperei com um sorriso até que ela desaparecesse atrás da porta fechada.

-Não acredito que você está mesmo aqui. -Suspirei e me deixei cair dentro de seus braços. James puxou meu rosto para cima e me beijou de uma forma tão delicada que fez meu coração se desmanchar. Nos últimos dias ele mal havia me beijado, quanto mais dessa forma.

-Infelizmente não posso ficar gatinha. Meus pais estão dando uma maldita festa sem motivo e se eu não estiver lá minha mãe vai criar uma cena digna de Oscar. -Ele continuou a me beijar, tentando aproveitar o máximo que podia de mim enquanto tínhamos tempo. -Mas queria te dar seus presentes de aniversário. Não iria conseguir esperar até quarta.

-Presentes? -Ergui uma das sobrancelhas. Estava genuinamente surpresa. Eu não tinha lhe dito nada sobre presentes. -No plural? -James respirou fundo e segurou minhas mãos. Pela primeira vez em todo o tempo que eu o conhecia ele parecia nervoso.

-Recebi uma proposta para trabalhar na Columbia. -Meu queixo caiu um pouco.

-Columbia? A faculdade Columbia? -Ele assentiu. Meu coração estava batendo como se eu tivesse acabado de correr uma maratona.

Aquilo mudava tudo.

Ele não seria meu professor. Nós não precisaríamos mais nos esconder em sua casa ou no meu quarto. Ele poderia conhecer minha família e eu a dele. Poderíamos sair pelas ruas de mãos dadas como um casal normal e sair para jantar sem ter medo de sermos pegos.

Nós poderíamos ser reais.

-Essa vai ser minha última semana de aulas na escola. Sei que estie sendo um completo idiota todas as vezes em que estivemos juntos, mas não podia arriscar e contar antes que tivesse recebido a confirmação. Você não está feliz? -Perguntou ao perceber que eu somente o encarava sem dizer nada. Forcei a mim mesma a esboçar qualquer tipo de reação e assenti rapidamente.

-Estou. É difícil de assimilar que essa tortura vai acabar. -James abriu um dos sorrisos que eu mais amava no mundo e me puxou para um abraço. Eu não conseguia pensar e suspeitava de que caso abrisse a boca iria começar a gritar de felicidade, então apenas o abracei de volta até meu cérebro não parecia mais estar martelando no ritmo do meu coração.

-Tenho outra coisa para lhe dar... -Ele se afastou e enfiou a mão dentro do bolso do sobretudo que tinha jogado sobre a cama.

A caixa de veludo era um pouco maior do que minha mão e trazia aninhados dentro de si uma gargantilha e um par de brincos. A gargantilha era o mais simples possível: apenas uma tira de couro preto com fechos prateados na parte de trás. Em compensação os brincos eram capazes de deixar qualquer um cego á quilômetros de distância.

Ele retirou a gargantilha cuidadosamente e se posicionou atrás de mim para coloca-la ao redor do meu pescoço. Dando uma olhada no espelho notei que ela se parecia muito com as que eu já usava habitualmente, mas havia um pequeno J costurado em pedras negras perto do fecho. Depois de tanto tempo sendo treinada e estudando sobre o mundo do bdsm eu sabia exatamente o que aquilo significava.

Aquela era uma “coleira social”. Um colar que indicasse a quem eu pertencia e que deveria ser usada no dia a dia por uma submissa oficial. No mundo dele ela era tão importe quanto um anel de noivado, mesmo que não tivesse o mesmo significado.

-É linda. -Murmurei ainda hipnotizada com a forma que ela parecia atrair toda a atenção.

-Não mais do que você. -Ele se inclinou para beijar a tira e logo em seguida meu rosto. -Oh, e estes são diamantes. -Murmurou casualmente ao me flagrar encarando os brincos. James tinha dito aquilo com tamanha naturalidade que fazia parecer que ele sempre considerara diamantes coisas baratas. E de certa forma, era exatamente isso o que tinha acontecido durante sua infância.

As vezes eu me esquecia completamente que ele tinha nascido em uma família podre de rica.

-Não acredito que acabei de ganhar brincos de diamantes do meu namorado... A única coisa que já tinha ganhado de um homem antes era um sorvete. -Ele riu e me girou em seus braços.

-Acostume-se. Agora que vamos ser um casal poderei cobri-la de presentes e acredite, vão ser muitos. Tenho uma herança intocada no banco e finalmente um motivo para gasta-la.

***

Voltei para o jardim como se estivesse caminhando sobre as nuvens. Para a minha felicidade ninguém fez perguntas sobre o homem misterioso na sala. Seria um pouco difícil de explicar porque o “ex-namorado” de Annie agora era o meu namorado no futuro. A festa tinha evoluído e minha mãe me procurava para a hora do bolo, mas Logan me sequestrou antes que ela pudesse me alcançar.

-Vamos, quero lhe mostrar seu presente de aniversário antes que você desmaie de tanto comer bolo.

-Que bom que sabe quais são os meus planos para essa noite.

Um quadrado gigante embrulhado em papel de presente vermelho vivo estava apoiado sobre o sofá externo. Tinha até mesmo um laço purpura no topo. Meus olhos brilharam diante da possibilidade de rasgar todo aquele papel e Logan fingiu me segurar diante do embrulho. Estiquei minhas mãos, tentando alcança-lo, mas errando por alguns centímetros.

-A fera está solta! -Ele gritou e gargalhou ao finalmente me soltar.

Me levou menos de dois segundos para rasgar todo o embrulho e revelar o quadro por baixo dele.

O plano fora dividido em uma grande figura central e pequenos quadrados ao redor de toda a borda. Em cada um deles havia um desenho feito á lápis de uma garota, as posições e lugares variando. No espaço do centro havia uma pintura de aquarela feita em cima do desenho e não havia dúvidas de que aquela era eu.

A semelhança era assustadora.

Aquele era o rosto que eu via todos os dias no espelho, com olhos de um azul tão claro que quase se confundia com o branco. A cabeça do desenho estava ligeiramente inclinada para o lado e ele exibia lábios cheios parcialmente abertos em um sorriso preguiçoso.

Eu sabia que ele era bom desenhando, mas não que era tão bom assim e continuei a encarar os desenhos enquanto a surpresa se assentava dentro de mim.

Era a coisa mais bonita que eu já havia visto na vida. E de longe a mais doce que qualquer pessoa já tinha feito por mim. Imediatamente todo o glamour dos diamantes e a importância da gargantilha tinham sido esquecidos. A dedicação e carinho que ele tinha posto naquele quadro eram palpáveis no ar e ele fez meu coração derreter no mesmo momento.

Aquele foi o momento em que os planetas se alinharam e eu finalmente podia ver as coisas com clareza.

Logan não era só o meu melhor amigo, nunca tinha sido, e eu tinha estado completamente apaixonada por aquele homem todo esse tempo.

Só me restava admitir isso.



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