História Nina Evans - Capítulo 7


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Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter, Irmã, Romance, Severus Snape, Snape
Exibições 32
Palavras 830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Demorei? Sim.
Ficou meio ruim? Talvez.
Vou demorar pra postar o próximo?
Não sei dizer.
Espero que gostem.

Capítulo 7 - Órfãos devem permanecer unidos


O jantar seguiu como o esperado pelos extasiados novatos; a comida estava soberba, as conversas cativantes e o clima era de extrema euforia. Logo, a hora do repouso chegou, e Nina seguiu junto aos demais colegas sonserinos, guiados pelo seu tutor, até o salão comunal sonserino, que era ornamentado com as cores da casa e decorado com pinturas medievais que, em movimento, retratavam as aventuras dos antigos alunos da casa. As grandiosas janelas do fundo davam uma divina vista do lago, que à luz do luar formava a vista mais bela que Nina havia visto.

Todos conversavam para se conhecer melhor, exceto a menina nascida em Azkaban, o que estranhamente incomodava Nina.

Remy seguia com a cabeça baixa e o olhar vago, amuada em meio a tantas almas jubilosas.

Em algumas horas que fluíram como poucos minutos, os alunos seguiram para seus respectivos dormitórios. Nina descobriu que passaria a dividir o quarto com Tina Abroon, Melanie Whitehouse e a garota Black nos próximos 7 anos.

Tina e Melanie eram primas de uma rica família de sangue puro. Conversaram muito entre si e até interagiram com Nina, porém depois de pouco tempo, foram vendidas pelo cansaço e tombaram no sono.

Nina deitava na parte de baixo de uma das beliches do quarto, na qual a fronha verde do travesseiro era bordada com linha de prata. Na parte superior, repousava silenciosamente Remy.

Era por volta de duas da manhã e Nina ainda não conseguira dormir. O ambiente do dormitório era tão requintado quanto o de seu quarto, porém era sua ansiedade lhe inquietava.

Estava absorta no mais profundo silêncio até Remy debruçar-se em sua cama, de modo que sua cabeça e seus braços pendurados ficassem a mostra para Nina.

"Não consegue dormir?" indagou a menina de olhos negros e cachos desengonçados.

"Estou pensando em como será amanhã." respondeu Nina, levemente espantada com a súbita manifestação da menina. "E você?"

"Nunca dormi muito bem." respondeu Remy, rapidamente mudando de assunto. "Esperava vir pra Sonserina?"

"Durante um tempo sim, mas..." ficou meio receosa, afinal, não sabia qual seria a reação de sua colega.

"Mas o quê?"

"...Mas eu tinha uma pequena esperança de ir pra Grifinória, assim como meus amigos."

Ao invés de um olhar de desprezo, Nina recebeu da morena uma risada debochada seguida de um sorriso sincero. Nina se perguntava como ela fazia isso.

"Ainda bem que você falou isso pra mim e não para os babacas dessa casa." comentou Remy, aquietando os receios da ruiva. "Mas dê graças a Deus por estar aqui; os babacas da Grifinória são piores; são imbecis, os daqui são apenas meio cruéis.".

Qualquer um se assustaria com a afirmação da Black, porém Nina estava acostumada com gente que prefere pessoas más às imbecis. Seu pai era assim, seu tio, seu mago e, provavelmente, também se tornaria assim com o tempo.

" Fred e George não são babacas" disse Nina, parando por uns segundos para refletir e se corrigindo "na maior parte do tempo."

"Por que você os conheceu antes de entrar na Grifinória. Pode crer, meu pai era de lá." era a primeira vez que Remy tocava no assunto de seu passado.

Hesitante, Nina aproveitou a brecha.

"Quem são seus pais?"

"Sirius Black e Bellatrix Lestrange." (N/A: PLOT TWIST) "Na prisão você acaba ficando sem opção e aceita qualquer coisa. Foi nessa lógica que eu fui concebida." explicou Remy.

Nina adquiriu uma expressão amargurada ao ouvir o primeiro nome. Já ouvirá tudo sobre o traidor responsável pela morte de seus pais.

"Seu pai é o traidor..." começou Nina rangendo os dentes em fúria.

"Que entregou seus pais a Voldemort e matou sua mãe. Sim." terminou Remy, o semblante vazio. "Quero que saiba que não compactuo com ele; o odeio até mais do que você, assim como a minha mãe. Dois incestuosos irresponsáveis que me tiveram e me jogaram fora." era impressionante a frieza com a qual a morena tratava do assunto.

"Você deve ter sofrido muito." concluiu Nina, mais para si mesma do que para a órfã a sua frente.

"Quando você descobriu sobre seus pais? Digo, os verdadeiros." perguntou Remy, tangenciando o assunto.

Nina estranhou o fato de uma menina que acabara de conhecer estivesse perguntando tantas coisas que certamente não lhe diziam respeito.

E mais ainda o fato de estar colaborando com a estranha.

"Papa me contou que eu era adotada assim que eu comecei a entender as coisas. Ele nunca escondeu nada de mim. Descobrimos sobre meus pais e meu irmão quando eu tinha uns 7 anos, quando Tio Sev apareceu." Nina explicou e, para seu alívio, Remy não fez mais perguntas. Querendo prolongar o assunto, e sentindo no direito de intrometer-se na vida da outra também, Nina continuou: "Cresceu em Azkaban?"

"Deus me livre. Fui pra um orfanato assim que me descobriram."

"Foi difícil lá?" Perguntou Nina, já imaginando a resposta.

"Um pouco. Você se acostuma."

O sono foi tomando cada vez mais as meninas, levando Remy a ajeitar-se novamente em seu leito. Nina fez o mesmo, mas quando estava quase dormindo, ouviu:

- Obrigada por ter me acolhido. - disse Remy, baixinho.

Nina apenas sorriu e respondeu, simplesmente:

- Órfãs devem permanecer unidas.



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