História Nina Evans - Capítulo 8


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Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter, Irmã, Romance, Severus Snape, Snape
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Palavras 2.091
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ora ora.... temos uma atualização super rápida aqui!
Considerem que ao longo dos anos Nina, Remy, Fred e George ficaram super amigos. Ok?
Espero que gostem

Capítulo 8 - Tutora.


O vento soprava forte e impiedoso, o clima estava úmido, gélido e chuvoso, o que intensificava ainda mais o frio que a jovem ruiva de 13 anos sentia em sua vassoura, que voava justamente contra o vento. Era realmente um ótimo teste para provar se a menina estava pronta para ingressar no time sonserino de quadribol.

Nina estava em seu terceiro ano, embora o ano letivo ainda não tivesse iniciado de fato. Sua excelência nas aulas de vôo renderam um favoritismo por parte da professora para com a aluna, ajudando-a a conseguir um teste seletivo fora de época. E estava indo muito bem; conseguiu pegar o pomo de ouro, mesmo diante das circunstâncias hostis.

Ao terminar o teste, desceu ao chão com o pomo em sua mão; encharcada, tanto pelo suor quanto pela chuva. Foi recebida pela professora, que aplaudia com um sorriso orgulhoso, assim como seus amigos, que tiraram parte de seu tempo para prestigiar a colega esportista.

Fred correu para abraçá-la, cobrindo-a com um casaco para protegê-la do frio.

– Você arrasou! Melhor que muito profissional por aí. – ele disse, sorrindo.

– Obrigada! – Ela respondeu, lhe retribuindo o sorriso - que se desfez quando George e Remy se manifestaram.

– HMMMMMMMMMMMMM – Os gemeram em uníssono, com o intuito de constranger os amigos. O que funcionou: Fred estava vermelho das orelhas aos pés, com um olhar de ódio para o irmão, enquanto Nina esboçava um semblante de desprezo para a melhor amiga. Os ruivos desenvolveram uma grande amizade ao longo dos dois anos que passaram juntos na escola, o que sempre rendia piadas por parte dos outros dois.

– Será que estou atrapalhando o casalsinho aí? – Disse Remy, com um sorrisinho sapeca.

– Não fode. – Respondeu a ruiva, indiferente. A morena riu com a reação, o que arrancou de Nina um leve sorriso.

– Brincadeiras à parte – se recompôs Remy, abraçando a amiga com força. – Você foi foda mesmo!

– Futura artilheira! – concordou George, que também abraçou a amiga.

– Ok, crianças, acho que já deu pra notar que estamos diante de uma verdadeira jogadora. – Disse a professora, se manifestando pela primeira vez. – Nina, você pode ter certeza que o capitão do time da Sonserina saberá disso.

Nina sorriu com todos os dentes à mostra, apertando animadamente a mão da mulher à sua frente como cumprimento.

Na saída, os quatro comentavam animados sobre a futura ingressão da ruiva no time sonserino de quadribol. A mesma se aperfeiçoou muito desde o acidente na mansão Malfoy. Severo havia lhe dado de aniversário de 12 anos uma vassoura barata, mas eficaz; prometera que caso mostrasse resultados em suas práticas, lhe daria uma melhor.

– Só não fique muito metida, hein! – brincou Fred.

– Desiste, irmão. Ela vai abandonar nós, reles mortais, e te trocar por aquele atacante do sexto ano... Er... Capricórnio? – zombou George, arrancando risadas de Remy e deixando os outros dois ruivos vermelhos.

– O nome dele é Copérnico... E somos só amigos! – Ralhou Nina, ficando cada vez mais corada. Virou-se para Fred, se acalmando – Não se preocupe, não é como se as coisas fossem mudar tanto.

– Hm, sei... – resmungou Remy, porém em um tom divertido – Você diz isso agora. Mas assim que as aulas voltarem, vai estar andando só com as patricinhas de "sangue puro" – Remy fez aspas com a mão para frisar o quão ridícula era a expressão – e com os jogadores mais velhos. Incluindo o Capricórnio.

Todos riram de gargalhar, embora Fred tenha sido mais contido em sua fraca risada. Nina se divertiu com o novo apelido de seu amigo mais velho; com certeza o usaria para provocá-lo depois. Recompôs-se e afirmou:

– Sou muito nova para ele. – Disse Nina, com uma falsa expressão de santa.

– Então deixa ele pra mim, aquele gostoso. – Disse Remy, indecente. Os outros riram de gargalhar.

– EU ACHAVA QUE VOCÊ ERA A MENINA MAIS SANTINHA DA SONSERINA. – disse Fred em meio a seu ataque de risos.

– SANTINHA DO PAU OCO! – Acusou George, recebendo tapas de sua amiga Sonserina.

– AH, VÃO SE FUDEREM SEUS FILHOS DA PUTA DO CARA...

– Aham. – Pigarreou a professora McGonagall, que interrompeu o xingamento de Remy, agora vermelha pela vergonha que passou. – Senhorita Black, controle-se. Você pode estar de férias, mas ainda está na escola.

– Desculpe, professora McGonagall. – disse a morena, constrangida. Os meninos continham-se para não rir.

– Senhorita Evans, venha comigo.

Antes que Nina se pronunciasse, Remy se prontificou – Vá lá, vamos te esperar aqui.

Nina assentiu, acompanhando a diretora da Grifinória.

Quando as duas sumiram de vista, George disse:

– Relaxa, Remy. O Capricórnio é realmente um gostoso.

– Se ele quisesse, era só me chamar que eu ia. – complementou Fred, arrancando risadas dos dois.

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Nina adentrou à sala da professora, sentando-se na cadeira em frente à mesa. Minerva sentou-se em sua cadeira.

– Nina, creio que tenha em mente que em setembro seu irmão ingressará em Hogwarts. – Nina assentiu. – Ele já sabe de sua magia e de sua existência. Achamos importante que ele não fique desamparado nesse novo mundo. Afinal, vocês são irmãos. E você-sabe-quem quer atacar a ambos. Ele precisa de você, Nina.

Nina ficou confusa; tinha apenas treze anos, o que Minerva queria dela?

– Desculpe, professora, mas... O que quer que eu faça? Que eu faça amizade com ele?

– Nina, seu irmão não está a salvo. – interrompeu Dumbledore, entrando na sala. – Precisamos de alguém que o observe se perto, para protegê-lo. Você é uma excelente bruxa, Nina. Tão jovem, já sabe feitiços e poções que poucos alunos do sétimo ano conhecem. Harry precisa de você para ensiná-lo o mais rápido o possível e para prepará-lo psicologicamente.

Nina, apreensiva, assentiu à fala do diretor, que lhe sorriu docemente.

– Não será difícil para você, se aproximar dele. É uma garota cativante.

– ... Farei o possível. – disse a ruiva, sentindo a necessidade de dizer alguma coisa.

Minerva e Alvo lhe sorriram. A bruxa mais velha abriu a porta com um feitiço não falado, dizendo educadamente:

– A senhorita está dispensada.

Nina levantou-se e se retirou da sala, com um sentimento estranho de responsabilidade dado a uma pessoa irresponsável.

Afinal, não fazia nenhum sentido que "a menina que deu sorte" tivesse que se certificar que "o menino que sobreviveu" não morresse por aí. Como se já não tivesse preocupações o suficiente! Já estava com problemas em casa, por causa daquele maldito Xavier não podia mais sair da mansão sem aparatar. E se ele descobrisse seu irmão também? E se o ameaçasse?

Aquietou suas preocupações em sua mente, aproximando-se de seus amigos e juntando-se a eles, caminhando para fora de Hogwarts a caminho da casa dos Weasley, onde jantaria naquela noite.

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– Ai, inferno. – comentou Remy, tentando encontrar uma posição confortável no trem. Já estavam quase chegando à Hogwarts, e desde o início da viagem, a morena não parou de reclamar.

– Remy, deita e dorme logo. – disse Nina, cansada dos resmungos da amiga. – Ou fica sentada, a gente já tá chegando.

– Como eu vou deitar, se tem um viado deitado aqui do meu lado, ocupando quase todo o espaço! – Exclamou a morena, indicando um colega delas, Ted, que dormia desajeitado, com um fio de saliva escorrendo pelo queixo.

– Com licença, comprei uns sapos de chocolate. Pra ver se alivia a TPM da presidiária. – Disse Melanie, adentrando o vagão e entregando um pacote do doce para Remy. Sentou-se perto de Nina e lhe entregou outro pacote.

– Deus te abençoe, Whitehouse. – Disse Remy, não se incomodando com o apelido que a colega de quarto havia lhe dado.

As três comeram seus doces, conversando até que chegassem ao castelo.

Caminharam até a carruagem puxada por trestálios, embora apenas Nina os visse. Achava estar louca, pois todos os outros alunos afirmavam que a carruagem movia-se sozinha. Até que leu sobre eles em um livro. Nunca comentou com ninguém sobre os estranhos animais que via, não queria explicar os motivos pelos os quais os via para as pessoas; não queria comentar que já presenciara seu pai matando seus inimigos em um interrogatório, uma vez.

Chegaram ao salão e, logo, os alunos do primeiro ano foram designados para suas casas de acordo com os anunciamentos do chapéu seletor.

Nina sorriu quando seu amigo de infância, Draco, foi selecionado para a Sonserina. O loirinho foi recebido com aplausos pela mesa, correndo para abraçar a ruiva antes de juntar-se a seus companheiros.

– Juízo, hein. – Ela brincou, ao soltá-lo.

– Impossível. – Respondeu Draco, com um sorriso maroto, caminhando ao lado de outros alunos do primeiro ano.

Logo, chegou a vez de seu irmão. Harry parecia inseguro e extremamente desconfortável. Tinha um semblante pesado enquanto o chapéu divagava qual seria sua casa – o que demorou consideravelmente. Por fim, o mesmo foi designado para a Grifinória, sendo aplaudido por Fred, George e seus irmãos. Ron também foi para a Grifinória, para a alegria dos gêmeos.

Potter caminhou alegre até a mesa da Grifinória, que o aplaudiu estrondosamente - afinal, o famoso menino que sobreviveu iria para a casa mais paparicada de Hogwarts. No caminho, Harry olhou para Nina; sorriu-lhe e acenou timidamente para a irmã desconhecida. Nina retribuiu o cumprimento, notando que Snape o encarava intensamente, o que ela estranhou, mas resolveu não dar bola.

Ao terminar sua refeição, pediu licença aos colegas e dirigiu-se à mesa da Grifinória. Cutucou de leve o ombro de seu irmão, que conversava com Ron e uma menina de cabelos castanhos e cacheados.

Harry virou-se, sorrindo e estendendo a mão para ela.

– Creio que apresentações sejam desnecessárias. – Disse Nina, cumprimentando-o – É ótimo finalmente lhe conhecer.

– Realmente. Só ouvi coisas boas de você. – disse Harry.

– Também né, quem mais falou dela foi Fred. – comentou Ron, com a boca cheia.

– Não fala enquanto come, Ronald. – comentou Nina, séria.

– É a segunda vez que me falam isso essa noite. – o jovem Weasley contastou, apontando para a morena cacheada.

– É porque nós duas temos bom senso. – respondeu a mesma.

– Gostei dela. – disse Nina – Qual seu nome, menina?

– Hermione Granger. Você? – a criança estendeu a mão para um cumprimento, que foi retribuído pela ruiva.

– Nina Evans.

– Eu nem perguntei, como vocês se conhecem? – indagou Harry, se referindo a sua irmã e ao seu novo colega Weasley.

– ELA É NAMORADA DO FRED. – intrometeu-se George, arrancando algumas risadas de seus colegas do terceiro ano e um empurrão de seu irmão, corado.

– Não liga pra ele, ele é estranho. – advertiu Nina a Harry, em seguida mostrando a língua para George.

Seu irmão mais jovem riu.

– Mas porque nunca me permitiram te conhecer? – perguntou Harry, endurecendo sua expressão.

– É uma longa história. – respondeu Nina, balançando a cabeça. – Te explico tudo amanhã; depois do café da manhã e antes das aulas ok? – Harry concordou, suavizando a expressão. – Por enquanto, aproveite seu primeiro dia; acredite, é o melhor.  Divirtam-se! – Disse Nina, se afastando dos alunos do primeiro ano e dirigindo-se a George, no qual deu um peteleco na testa, surpreendendo-o.

– Hey! – protestou o ruivo.

– O mundo da voltas, e os vacilão roda. – disse Fred, cumprimentando Nina com um high five.

– É isso aí. – concordou a menina, voltando para sua mesa.

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– Eu esperava que a escola fosse maior, e que o salão fosse mais estiloso. Mas até que gostei. – Constatou Draco, fazendo Remy revirar os olhos. Alguns alunos do primeiro ano ainda estavam acordados, porém os com quem Draco fez amizade já haviam ido dormir, levando-o a sentar-se com sua colega de infância e a amiga dela.

– Deixa de ser mimado. – provocou Nina – você vai gostar daqui. É sua cara.

– Outra coisa: o que estava fazendo com Potter?

– Ele é meu irmão. – explicou Nina, simplesmente. – Estava querendo conhecê-lo melhor.

– Às vezes esqueço que você é irmã dele. – Disse Draco, emburrado.

– Fica triste não, já já ele quer ser seu amiguinho. – disse Remy, com deboche, irritando o pequeno milionário.

– Ora, cale-se! – reclamou Draco.

Nina apenas riu, divertindo-se com a situação.

– Vai dormir, menino. – disse Remy, também se divertindo com a cena.

Antes que o loirinho respondesse, se surpreendeu com a entrada de seu padrinho no salão comunal.

– Siga o conselho dela, Draco. Pro seu bem. – ele disse, de maneira intimidadora.

Draco sequer respondeu, apenas saiu correndo em direção a seus quartos.

Nina assustou-se com a expressão pesada de seu mago protetor.

– Severo... O que houve? – Perguntou Nina, apreensiva.

–... Venha comigo.

A ruiva despediu-se de Remy e acompanhou o professor, aflita.

Subiram as masmorras, atravessando a sala de poções até chegarem ao quarto secreto de Snape.

Ao entrar, Nina ficou boquiaberta, horrorizada com a cena que presenciava.

Seu pai, Antônio Iazetto, estava deitado em uma maca; todo ensanguentado, cheio de arranhões e cortes pelo corpo, além de um longo e profundo corte que atravessava seu olho esquerdo.

Com dificuldade, ele tossiu um pouco de sangue e gemeu:

– Nina..

– PAPA! – A menina chorou, correndo para abraçar o pai. Severo observava tudo com um pesar no olhar.

Foi um dia difícil.



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