História Nina Evans - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter, Irmã, Romance, Severus Snape, Snape
Exibições 19
Palavras 1.890
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Sim: em menos de 24 horas postei mais um capítulo.
Estou animada?
Sim.
Já comecei o próximo?
Sim.
Isso vai continuar nesse ritmo?
Não sei.
Aproveitem.

Capítulo 9 - A Dança


O leão de Londres. O demônio de Nápoles. O imperador. O rei do crime. Toni. Sócio. Papa. muitos eram os nomes de Antônio Iazetto, o mais destemido de todos os mafiosos, todos referentes a sua audácia; o que tornava estranho fato de estar morrendo de medo.

Medo. Medo pela segurança da filha, que não via fazia mais de três meses. Medo pela vida de Ritis, seu sócio e melhor amigo; como poderia viver sem sua incômoda companhia? Medo pelo seu patrimônio ameaçado, medo pela integridade de sua honra. Medo dos bruxos das trevas que ameaçavam o mundo de sua filha. Medo de Xavier Monteiro, o homem cujos capangas estavam invadindo sua mansão.

Devia estar preparado para isso; sabia que seu rival estava na cidade desde o atentado contra Nina.

Flashback

Nina estava saindo da Swarovski; havia comprado um lindo colar de diamantes e um anel combinando para usar junto a seu lindo vestido vermelho. Teria um jantar na casa de seu pai e, como sempre, estava automaticamente convidada. Saía da loja tranquilamente, preparando-se para entrar no carro, dirigido pelo chofer de confiança de seu papa, Claude.

Porém, enquanto entrava no veículo, ouviu um barulho estrondoso, gritos, viu pessoas correndo e uma poça de sangue formando-se ao seu redor. Havia levado um tiro.

Desmaiou, porém foi mais pelo susto do que por qualquer coisa; tinha levado um tiro no braço, o que o impossibilitou de movimentos por um mês. Foi salva pelo segurança que lhe acompanhava, Irineu, sendo levada em segurança para sua casa.

Chegou à mansão ensanguentada, assustada e fragilizada, sendo recebida por um pai horrorizado.

Flashback off

Mais tarde, Antônio descobriu que tratava-se de um dos capangas de Monteiro, que fora designado para matar Nina. Seus funcionários, muito bem treinados, deram um jeito no empregado do rival, fazendo questão de enviar o corpo a Monteiro como uma mensagem. Mesmo que esse caso tenha se resolvido, decidiu que era perigoso demais que sua filha estivesse consigo. No mesmo dia do atentado, comunicou-se com o bruxo, Severo, alertando-o do perigo. Snape concordou que era mais seguro que Nina saísse da mansão, portanto, no dia seguinte a jovem, com suas bagagens feitas, despediu-se de seu pai com lágrimas nos olhos, e junto de seu mago protetor, aparatou para longe.

Antônio se comunicava com ela por meio das tais corujas que os bruxos usavam; um tanto arcaico, em sua opinião, mas Monteiro nunca desconfiaria. Soube que a filha passara a maior parte do tempo na casa de Severo, porém passou duas semanas na toca dos Weasley, apenas por diversão. Estava segura; era o que importava.

O que o impressionou foi que após sua filha ter se escondido, Xavier não deixou nenhum rastro. Até agora.

Estava bebendo e jogando sinuca com John, até que as vidrarias de suas amplas janelas partiram-se em milhões de cacos de vidro, devido à pressão das balas que as atravessavam.

Ele e seu sócio rapidamente deitaram-se no chão, afastaram-se da janela e, por meio de seu walk talk, colocou seus capangas para lutar. Ficou sabendo que dois de seus seguranças morreram.

Separaram-se; John iria para o corredor dos quartos principais, Antônio iria para o grande salão de jantar.

Pegou sua melhor arma, carregou-a e foi de encontro ao inimigo.

O salão estava demasiadamente silencioso. Os pensamentos voavam a mil em sua mente.

Ouviu passos lentos e ritmados, além de sentir um cheiro forte de tabaco, enjoando-o. Sabia quem era o maldito que ousava poluir sua casa com a vil droga.

– Monteiro.

– Iazetto. – cumprimentou o criminoso, com a voz grossa. – Bela casa. Está tudo como da última vez que eu vim; com excessão daquele canto ali – ele indicou o canto do bar, que ostentava uma abrangente variedade de bebidas. Antônio fechou os punhos em fúria. – ... Da última vez que eu vim aqui, sua esposa fez um escândalo bem ali. Mas eu a calei, sem problemas. Imaginava que poderia fazer o mesmo com sua nova filha, mas você nem pra me dar esse prazer.

– FILHO DA PUTA! – Tony fez aquilo que jamais se deve fazer ao se enfrentar o inimigo: aquilo que ele queria.

Sacou sua arma e disparou três tiros em direção ao rival latino. Para sua surpresa, nenhum o derrubou. Xavier exibiu um sorriso cruel ao presenciar a expressão perplexa do italiano. Levantou a camisa, revelando o colete a prova de balas, com os furos dos tiros à mostra.

– Esperei tempo demais para acabar com você do jeito fácil. Eu quero dar um fim ao meu inimigo de maneira honrosa. – Disse Xavier, tirando de suas vestes uma faca ornamentada.

Antônio, com o ódio queimando em seu olhar, nada respondeu. Apenas pegou a faca mais próxima e preparou-se para a luta. E assim, os inimigos iniciaram a brutal dança; ora erravam suas investidas, ora apunhalavam o adversário de raspão.

O primeiro acerto certeiro foi o de Antônio, que apunhalou o inimigo no ombro. Xavier grunhiu de dor, investindo facadas no italiano furiosamente. Duas pegaram no braço de Iazetto, que gemeu, dando um chute frontal no inimigo, com o intuito de afastá-lo e conter seu sangramento.

O latino se levantou, com o andar apressado e duro aproximou-se do inimigo, aproveitando sua posição frágil para apunhalar-lhe. Dessa vez, não teve jeito; o alvo estava muito bem posicionado para que errasse. Acertou o olho de Antônio, de maneira a fazer um corte que percorria da sobrancelha até a bochecha esquerda do italiano, que gritou de dor ao ser agredido de tal maneira.

Antes que a faca perfurasse mais fundo, Antônio conseguiu se afastar do inimigo, caindo no chão e rastejando-se para longe – embora não tenha sido capaz de percorrer uma grande distância. Seu inimigo aproximava-se cada vez mais, almejando sua vingança. Chutou o estômago do rival repetidamente, fazendo-o tossir sangue.

– É uma pena que eu vá te matar agora. Eu queria fazer isso depois de matar a ruivinha na sua frente. – um sorriso malicioso formou-se em seu rosto de feições brutas – Ou melhor, apenas a mataria depois de me divertir um pouco com ela. Ela já está crescida, Antônio. É uma pena que a mandou para longe.

Antônio sentiu o ódio crescer dentro de si. Queria virar o jogo e matar Monteiro por ousar pensar em encostar na sua filha.  Mas tudo que conseguia fazer era se contorcer no chão, certo de que seu fim estava próximo.

Porém, quando já havia perdido as esperanças, ouviu uma voz familiar dizer falas estranhas em latim, e tudo que viu foi um clarão que lançou Xavier para longe.

Viu uma sombra negra se aproximar, até que foi vendido pelos danos físicos, tendo sua visão escurecida gradualmente até não ver ou sentir mais nada.

################################

Acordou em uma sala rústica, cheia de frascos com líquidos coloridos e vibrantes. Reconheceu Severo Snape preparando algo em um caldeirão, o que o fez ter vontade de rir. "Um bruxo com um caldeirão. Depois ele reclama dos estereótipos.".

– Snape... O que... Hmmph! – tentou perguntar sobre o ocorrido, porém a dor não lhe permitiu. Severo apressou-se em engarrafar a poção que fazia, entregando-lhe rapidamente o frasco.

– Shhh... Beba isso.

– O quê?

– Isso fechará as feridas internas, beba logo. – insistiu o moreno. Antônio apenas obedeceu, não estava na posição de protestar. Sentiu uma fisgada e, para seu alívio, a dor que sentia dentro de si passou em seguida.

– O que aconteceu? – perguntou, reunindo forças para falar.

– Eu estuporei o maldito. – respondeu Snape, preparando outra poção. – Ia matá-lo... Mas ele fugiu quando eu fui socorrê-lo. Seus funcionários estão bem... Incluindo aquele seu sócio. Você está na minha sala, em Hogwarts.

Tal informação aliviou o mafioso.

– E Nina?

– Vou chamá-la. Tente não se mecher.

Antônio apenas permaneceu lá, seminu e ensanguentado. "Devo tá um gato." Pensou, ironicamente.

Em poucos minutos, sua filha adentrou o aposento. Seu olhar de horror lhe cortou o coração.

–Nina... Antônio gemeu.

–PAPA! – Ela gritou, correndo para abraçá-lo. – O que aconteceu? – ela perguntou, em prantos.

– Monteiro aconteceu. – apertou a filha com todas as forças. Temia nunca mais vê-la e ali estava ela, segura e frágil, nos seus braços acolhedores. – Eu senti tanto a sua falta!

– Eu também, papa! – disse Nina, fungando, com a voz abafada por estar com a face enterrada no ombro do pai, enquanto o abraçava.

– ... Nina, eu preciso tratar dos ferimentos do seu pai. – interrompeu Snape. A garota assentiu e se afastou do italiano. O professor deu outra poção ao mafioso, que dessa vez esboçou uma careta pelo gosto.

– E agora? O que vai acontecer? Você também não está a salvo, papa.

– ... A mansão terá que passar por uma breve reforma, após o ataque de ontem. Provavelmente Monteiro não atacará tão cedo... Terei de ir à Colômbia; tenho contatos importantes lá. Ritis vai comigo. – disse Antônio, elaborando um plano em sua mente.

– Contatos?

– Consuela Martinez, a melhor atiradora que já conheci, mora lá. Ela é fiel a mim e tem contatos diretamente ligados a Xavier... Descobriremos de uma vez por todas seus pontos fracos.

Nina estava apreensiva; já estava sem ver o pai há meses, e agora ele queria ir pra América do Sul? Mais uma vez, o medo se instaurou naquela família. E se ele não voltasse? O que seria dela? Teria de assumir o posto de seu pai? Nina não sabia as respostas dessas perguntas e nem queria saber; preferia acreditar que tudo daria certo; que em alguns anos, estaria formada em Hogwarts, ingressaria em uma universidade bruxa, trabalharia no ministério de magia e seu pai, um trouxa, iria presenciar tudo isso. Ele viveria para vê-la crescer, casar-se, ter filhos e ainda acompanharia o crescimento de seus netos. Era no que ela queria acreditar, pois no fundo, só lhe restava a esperança.

Abraçou seu pai mais uma vez, com força. Antônio olhou para o bruxo com confiança:

– Cuide dela. Eu confio em você mais que em qualquer pessoa, agora.

Snape assentiu, o corpo retesado, como se quisesse falar mais. Antônio percebeu e, com um sorriso, abriu os braços e disse:

– Ah, vem cá bonitão. Eu sei que você não é de pedra.

Snape revirou os olhos, torcendo o canto dos lábios, como se se contesse para não sorrir. Andou até o pai e a filha e se juntou ao abraço. E esse foi o momento mais confortável em sua vida depois de muitos anos.

– Nunca conte isso a ninguém, Nina. – disse Severo, fazendo a ruiva rir.

– Não se preocupe, eu conto. – disse Antônio, fazendo os outros dois rirem.

Ficaram assim por um bom tempo, aconchegados no calor um do outro. Afinal, não saberiam quando teriam a chance de fazer isso novamente.

################################

Remy estava acordada na cama, Melanie e Tiba já tinham dormido. Estava exausta e teria de acordar disposta para as aulas do dia seguinte, mas precisava saber o que tinha ocorrido.

O silêncio foi quebrado por Nina entrando no quarto. A ruiva estava com os olhos vermelhos e inchados, o nariz úmido e avermelhado e o rosto ainda marcado pelas lágrimas. Antes que a morena perguntasse qualquer coisa, Nina subiu na beliche de cima e abraçou a amiga, chorando em seu ombro.

– O que houve? – perguntou Remy, acariciando a cabeça da ruiva em uma tentativa de acalmá-la. Nina contou-lhe tudo o que ocorreu e sobre como seria sua vida nos próximos meses. Remy apenas a abraçou forte; gostaria de poder assegurar sua melhor amiga de que tudo ficaria bem, porém não queria que a mesma tivesse o coração partido caso tudo ocorresse da pior forma. Nina desceu e foi dormir, a morena fez o mesmo.

Afinal, o dia seguinte seria um novo dia.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...