História Nineteen and Pregnant - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lukas Marques & Daniel Mologni (Você Sabia?)
Personagens Lukas Marques
Tags Isabella, Lukas
Exibições 26
Palavras 2.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi pessoal, capitulo novo, não deixam de comentar nem que seja um ''q bostaaaa' pq essa fic toma meus dias e eh gostoso escrever ela, mas sem apoio n da ne? :( bjao

Capítulo 6 - Dad


-Pronto, minha maçãzinha, pode abaixar a camisola.Vou gravar para você os sons do coração nosso pequeno e já volto ok? - Minha madrinha, cuidadosa e extremamente carinhosa como sempre, disse e se levantou da cadeira de rodinha da sala de exames e eu respirei fundo, abaixando a camisola.
-Minha mãe não tem limites com esse negócio de carinho né? - Natália falou rindo e jogou meu vestido florido e o casaco em mim. Ri fraco e tirei aquele troço azul.
Hoje era a minha segunda consulta com Dinda Raquel e eu agradecia muito por minha madrinha, mãe de Natália, ser a melhor obstetra do país porque me evitava os constrangimentos das perguntas como "onde está o seu namorado?" se eu fosse a qualquer outro médico e isso era no minímo um alívio porque eu não sabia onde estava o pai do bebê. Três semanas haviam se passado desde o dia que contei para ele que estava grávida lá em casa e, surpresa pela atitude inesperada dele de não fugir aquele dia, fui tola em pensar que ele pensaria daquele jeito nos outros dia. Nenhuma ligação, mensagem, e-mail ou sequer sinal de fumaça, Lukas simplesmente desaparecera nesses últimos 21 dias e eu não tentei, nem por um segundo sequer, falar com ele.
Nos primeiros dias depois que eu havia o contado, achei normal seu sumiço, afinal achei que ele preciava de um tempo para absorver e colocar as coisas no lugar. Comecei a me preocupar no 9º dia. No 10º, chorei até pegar no sono. No 11º fui fazer a minha primeira consulta...sozinha. No 12º, enquanto comia uma travessa cheia de pastel, segurando o celular com os números de seu telefone discados, me dei conta:
Ele não apareceria. Foi quando minha ficha caiu e eu passei a enfrentar os fatos: 19 anos e grávida de um filho sem pai.
-Estou morta. - Exclamei em pé, já vestida. - Não vejo a hora de ir para casa dormir o sono dos justos até amanhã. - Me espreguicei bocejando. - Você vai para casa do Hugo hoje, certo? - Virei meu corpo para Natália e ela assentiu.
-Estou tão animada, preparei uma surpresa maravilhosa para ele. - Ela disse feliz e batendo palminhas, como uma criança que acabara de ganhar um doce. - Me desculpe por não poder ficar com você hoje à noite, Bella. Queria muito que você fosse no jantar na casa dele - Ela disse mudando sua expressão para um biquinho choroso.
-Não se preocupe, Nah, já estava doida para me livrar de você. Além do mais, esse troço de gravidez deixa a gente muito cansada sabia - Falei zombeteira e nós duas rimos.
-Aqui, Bebela, o dvd e a foto da ultrassom de hoje. - Dinda me entregou os dois objetos com um sorriso encantador nos lábios. - Ele ou ela vai ser muito forte, viu como o coraçãozinho bate rápido? - Assenti e por hábito levei a mão na barriga, que, apesar das 8 semanas recém completadas, permanecia lisa como antes, exceto por uma pequena protuberância que se formava um pouco abaixo do umbigo, mas nada que denunciasse que eu estava grávida, parecia mais aquelas pancinhas que eu ganhava quando ia passar o dia de Ação de Graças lá em Cambridge com minha família. - Natália, querida, eu tenho dois partos para fazer agora, então diga a Hugo que mandei lembranças ok? - Ela disse pegando o jaleco e a bolsa de cima da mesa. Nah assentiu e beijou o rosto da mãe, desejando boa sorte a ela. Nós três saímos juntas do consultório e dinda se despediu de nós duas logo depois, tomando seu caminho para o estacionamento dos médicos.
-Você não vai me dar uma carona? - Perguntei a Natália, quando já do lado de fora da clínica, vi que ela caminhava sem mim em direção ao carro dela.
-Não, você não vai precisar. - Ela disse e um sorriso sapeca surgiu nos lábios dela. Franzi meu cenho em dúvida, me perguntando que merda aquela loira estava fazendo. - Não se preocupe ok Bella? Eu sei que eu estou fazendo, tchau. - Ela mandou um beijo no ar. - E ah, antes que eu esqueça, vire para frente, Bella. - Ela disse com um meio sorriso e fez um gesto com a cabeça, apontando para frente e, curiosa, girei meu corpo para ver o que aquela doida estava aprontando.
Lá estava ele.
Com o sorriso apagado, as mãos enfiadas no bolso do moletom, as bochechas levemente coradas- provavelmente do frio que fazia em São Paulo aquela tarde- e sem vergonha nenhuma na cara. Meu sangue ferveu em minhas veias e eu quis aquele momento que eu fosse forte o suficiente para socá-lo até que seus dentes brancos e perfeitos caíssem um por um. Eu senti raiva, nojo, e, quando vi, minhas pernas trêmulas caminhavam apressadamente em sua direção, com minhas mãos fechadas em punho. Vi quando ele, que estava encostado na porta do carona, deu dois passos para frente, endireitando a postura e assumindo uma feição dolorosa. Parei três passos a frente dele e cruzei meus braços, sem dar uma palavra, esperando que ele começasse a falar, mas por uns bons 30 segundos apenas o barulho dos carros pôde ser ouvido até ele falar.
-Isabella...-Sua voz rouca preencheu o silêncio. Estava doida para ouvir o que aquele imbecil tinha a me dizer, apenas para que eu pudesse mandá-lo para o inferno. Mais uns segundos de silêncio e minha paciência parecia que tinha ido pelos ares.
-Mas que caralho, Marques, você vai falar ou eu posso ir? - Usei meu tom mais grosseiro e ele arregalou os olhos, surpresos. As mãos que iam dentro de seu moletom agora passavam nervosamente pelos seus fios de cabelos negros e ele respirou muito fundo, me olhando.
-Eu queria te pedir desculpas por ter fugido. - Mesmo depois de ter dito que não o faria, seu porra. Acrescentei mentalmente. - Foi tudo muito rápido e... por favor, entenda, eu só tenho vinte e...
-Pronto, desculpas dadas. Obrigada pela consideração, muito tocante. - Disse irônica e dei as costas para ele mas antes que pudesse dar o primeiro passo, senti seus dedos apertarem meu braços e me puxarem com força para que eu ficasse de frente à ele novamente. - Mas que p...

-Eu vim aqui para falar, e você vai me ouvir. - Ele me interrompeu e afroxou seus dedos, me soltando. - Eu sei muito bem que de longe, o que eu fiz foi a mais filha da putagem do mundo, Isabella, mas...-Eu abri minha boca para contestar mas ele levantou o dedo indicador, sinalizando que não era para eu interromper. - mas eu estou aqui para me desculpar com você da forma mais verdadeira e de todo meu coração. Eu de início pensei que se eu simplesmente esquecesse disso tudo, tudo estaria resolvido e eu não precisava arcar minhas responsabilidades. - Ele tomou fôlego e vagou seu olhar para o lado e voltou a me encarar depois. - Mas a consciência é uma parada que tira o sono. - Ele sorriu de lado, de forma tristonha. - Eu sei que demorei muito para vir atrás de você e eu assumo minha canalhagem em gênero, número e grau, Isabella, mas eu não sou homem de fugir das minhas consequências e eu sei e tenho ciência de todo mal que te causei e estou aqui para me redimir e ser o pai do seu filho.
O choque de sua confissão fez com que eu abrisse a boca por várias vezes sem que deixasse nenhum som escapar por elas. O problema de todo aquele teatrinho que Lukas estava encenando era só um: Eu já havia tomado minha decisão e não era um pedido de desculpas fajuto que me faria mudar de ideia. Eu sempre fui firme e pertinente quanto as decisões que tomava, e apesar da pouca idade, muito independente e forte o suficiente para lidar com situações como aquela. Me desculpe Lukas Marques mas um nome em um pedaço de papel não é nada.
-Eu não vou deixar que você seja pai do meu filho, você está livre, pode ir.


XX

Lukas

Quando as palavras rispídas e firmes da menina a minha frente entraram pelos meus ouvidos, uma ardência no meu estômago se alastrou até meu coração, o fazendo acelerar. Bati meus lábios tentando fazer com que alguma palavra cortasse minha garganta mas meu cérebro não formulava nenhuma frase com sentido.
 Todo tempo em sumi desde o dia que havia descoberto que ia ser pai, eu estava certo de que jamais procuraria Isabella e ninguém jamais ficaria sabendo que eu tinha um filho bastardo por ai e eu estava cem por cento convencido de que meu plano não teria falhas. O grande x da questão toda é que quando algo assim acontece, seu mundo vira de cabeça para baixo antes que você perceba e as coisas acontecem como uma grande bola de neve e depois de um tempo fica insuportável esconder de alguém. Meu caso foi minha improdutividade causado pelas insônias que fez Daniel perceber que tinha algo errado e eu, já me sentindo à beira dos nervos, vomitei cada palavra em cima dele e depois de mais de meia hora me dando um sermão sobre irresponsabilidade, me convenceu que fugir era a pior coisa a se fazer. E eu tive que concordar, deixando aquela ideia estúpida de lado e indo atrás dela no mesmo dia. A amiga dela que atendeu a porta para mim e, depois de muito convencê-la de que estava disposta a fazer a coisa certa dessa vez, ela me disse onde Isabella estaria na tarde do dia seguinte mas que eu não aparecesse até a hora que ela fosse embora, assim o fiz, e aqui estou, sentindo os ventros estremamente frios cortarem minha pele mas que não eram 1/3 tão gelados como o olhar azul da cor do mar que me encarava, um metro e cinquenta e três de rispidez e uma expressão no rosto que era uma mistura de escárnio com raiva.
-Como? - Ouvi minha própria voz dizer.
-Lukas, seu chá de sumiço deixou muito claro todas as suas intenções com essa criança. Eu não quero que ele...ou ela tenha o nome do pai na certidão apenas por conveniência. Pode ir curtir sua vidinha de vinte e poucos anos, gaste seu dinheiro com coisas que realmente te convém e não se preocupe comigo ou com esse bebê. Passar bem, Marques. - Ela disparou a falar e me deu as costas, já andando em direção à um ponto de táxi logo a frente. Respirei fundo e joguei a cabeça para trás, passando as mãos nervosamente pelo rosto e abri a porta do carro pegando uma sacola azul bebê que estava depositada em cima do banco. Isabella estava quase entrando em um dos táxis ali parados quando eu comecei a correr para alcançá-la antes que o motorista desse partida.
-Isabella, desça do carro por favor. - Disse suplicando e ela virou o rosto para mim, depois para o motorista e começou a falar seu endereço, ignorando completamente minha presença e meu pedido. - Isabella, por favor, não me faça parar esse táxi com minhas mãos.
-Por que você é o próprio Superman não? - Ela arqueou uma sobrancelha e suspirou, vencida. - Me desculpe, moço, só mais uns 5 minutinhos. - Ela abriu a porta do carro e eu me afastei para que ela pudesse sair. - O que mais você quer de mim, Lukas? Eu já disse que não quero que você faça parte disso, apenas me deixe em paz e siga sua vida, que porra. - Ela disse nervosamente e fincou os olhos em mim, de forma ardida. Sacudi a cabeça tentando ignorar sua grosseria e estendi para ele a sacolinha em minhas mãos. Ela fez uma cara de dúvida e puxou das minhas mãos, abrindo e tirando do meio de uns papéis manteiga, aqueles que usam no meio de presentes, um macacãozinho branco, com os dizeres em rosa "Princesa do Papai" e uma fada também cor de rosa. O queixo de Isabella se abriu levemente e seus olhos ficaram marejados, não muito diferente dos meus que já apresentavam aquela ardência característica de quem está prestes a chorar.
-Por favor, Bella...- Disse e o tom da minha voz era embargada, fraca. - Eu vim aqui genuinamente disposto a ser pai de verdade, não só um nome solto num pedaço de papel. Eu fui babaca mas não tenho a intenção de abandoná-la de verdade. Eu quero segurar sua mão e ser o primeiro a pegar nossa filha no colo, quero chorar ouvindo o choro dela, Bella. - Parei e senti as gotas salgadas trilharem caminho até meus lábios. - Eu quero trocar as fraldas sujas, pernoitar embalando seu sono, quero seu para ela o pai que eu não tive. - Isabella me encarou, desviando os olhos da pecinha de roupa. - Por favor, não me deixe fora disso, eu...por favor. - Implorei com um fio de voz a última vez, encarando seus olhos azuis e ela suspirou.
-Marques, não tem nada que você faça que me faça mudar de ideia. Você cavou sua própria cova. - Ela limpou com as costas da mão as lágrimas e fungou, entrando no táxi mais uma vez. - Passar bem.
Foi a última coisa que ela me disse antes do carro tomar partida e sair de perto de mim, me deixando ali, estático, levando embora também o chão em que eu pisava e eu sentia que estava caindo em um buraco negro sem fundo. Eu parecia estar sendo acertado por facas invisivéis bem na costela tamanha era dor que estava sentindo e todo meu peito queimava enquanto meu coração estava acelerado ao ponto de eu puder ouvi-lo. Mas eu não ia desistir e, se Isabella está pensando que nossa conversa acabou por aqui, ela estava muito enganada.
Caminhei com passos apressados até meu carro e saquei meu celular do bolso da calça, procurando nos meus contatos a única pessoa que poderia me ajudar naquele momento. A voz feminina atendeu do outro no terceiro toque e fui direto ao ponto.
-Preciso de sua ajuda e não aceito não como resposta.

 

 


Notas Finais


beijooooo


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