História Ninguém sabe além de mim - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, D.O, Kai, Sehun
Tags Baekhyun, Fluffy, Jongin, Kaisoo, Kyungsoo, Sebaek, Sehun
Visualizações 160
Palavras 1.342
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Fluffy, Lemon, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então, olá aismaudnau eu consegui terminar esse capítulo pra atualizar o mais rápido que conseguia, gostei do resultado e espero que agrade à vocês também <3

Capítulo 2 - Capítulo 2


Três meses se passaram e as coisas não haviam mudado muito. O garoto havia conversado com SeHun e este havia esclarecido tudo para o mais velho de uma vez por todas. Até tentou parecer irritado por não ter sido o primeiro a saber daquilo, mas vendo a felicidade do seu amigo com aquela situação, o máximo que conseguiu fazer foi dar um breve sermão sobre como ele deveria estar ciente de tudo o que acontecia em sua vida.

Estava sentado em sua cama, mascando um chiclete de hortelã enquanto mexia em seu celular, havia terminado o último período da sua faculdade e todo o peso que carregava em suas costas por muito tempo havia diminuído drasticamente.

Mas como já imaginava, a sua vida não permanecia um mar de rosas por muito tempo, algo precisaria acontecer para estragar toda a sua atual tranquilidade. E isso havia acontecido naquela manhã, enquanto procurava suas fotos antigas em uma caixa largada em abaixo da sua cama.

KyungSoo sentiu-se absurdamente idiota por não perceber que entre as fotos da sua adolescência, algumas incluíam um alguém que não queria recordar novamente.

A verdade era que KyungSoo era fraco. Mesmo tendo lutado contra muitas coisas em sua vida, possuia os seus pontos intocáveis, e um desses pontos era Kim Jongin.

ೋ━━━━ oito anos atrás ━━━━ ೋ

Jongin sorriu enquanto segurava o buquê de rosas em suas mãos. Aquela era a primeira vez que fazia algo daquele tipo em sua vida. Esperava encontrar KyungSoo no pátio da escola, havia pedido para que chegasse mais cedo naquele dia e apenas disse ter uma surpresa para ele, e mesmo que o que tinham já não fosse amizade à um tempo considerável, pedir seu pequeno em namoro era algo que o deixava extremamente nervoso.

Caminhou da sua casa até a escola, chegando lá em alguns minutos. Não queria algo muito chamativo, até porque aquilo era algo entre eles dois, apenas eles entendiam o que sentiam e para ambos, isso era o suficiente para que nada e nem ninguém pudesse os separá-los, e Jongin aguentaria o mundo em suas costas se isso significasse a segurança do pequeno.

Já havia conversado com os seus pais sobre estar apaixonado, mas apenas isso, não revelou quem era e muito menos disse ser um menino, tinha medo do que eles poderiam fazer caso descobrissem tudo.

Respirou fundo enquanto andava nos corredores vazios da escola, suas mãos tremendo um pouco enquanto agarrava as flores em seus braços. Aquela era a coisa mais complicada que já havia feito em seus 13 anos e meio de vida.

Os seus olhos avistaram uma figura pequena de longe, sentada em um dos bancos coloridos enquanto distraia-se com algumas cartas em suas mãozinhas. Andou até que estivesse a sua frente, e sem mais demora alguma, entregou o buquê para o Soo, que largou os papéis para segurá-lo, sem entender absolutamente nada do que estava acontecendo.

"Soo... você aceita... namorar comigo?"

E KyungSoo aceitou. Mesmo que isso fosse um segredo entre os garotos, se sentia infinito por ter Jongin finalmente como seu.

×××

Jongin chegou em casa, jogando a sua mochila em cima do sofá enquanto pensava no que poderia fazer no próximo final de semana com o agora seu namorado, KyungSoo. A cena dos olhinhos cheios ao ouvir o seu pedido não abandonava os seus pensamentos e se pegava sorrindo o tempo todo, aquilo parecia bom demais para estar acontecendo consigo.

E realmente era.

O senhor Kim adentrou a sala, arrumando o seu paletó enquanto mantinha a sua expressão séria e até assustadora para quem ainda não o conhecesse muito bem. Mas Jongin o conhecia como ninguém, e não era bem medo que sentia dele.

Talvez repulsa, ódio ou todos os sentimentos negativos possíveis. Odiava o mais velho por ter abandonado a sua mãe, o odiava por ser tão ganancioso e principalmente, o odiava por conta do seu preconceito.

"Está com alguma namoradinha, Kim Jongin?" Falou sério, mas com um toque de orgulho em sua voz. O moreno sentiu um frio percorrer a sua espinha apenas em pensar na possibilidade do mais velho ter descoberto algo sobre o seu namoro.

"Por que pergunta isso?" Sua voz vacilou.

"Você passou em frente à minha sala com um buquê enorme hoje." Se sentou no sofá, batendo no estofado ao seu lado. Seu filho entendeu o recado e fez o mesmo, demorando um pouco para lhe responder.

"Eu... bem, precisamos conversar." Jongin suspirou, antes que continuasse a sua confissão. "Eu gosto de uma pessoa, e eu sei que você se preocupa muito com dinheiro, então já digo que não te trata de ninguém atrás de mim pela empresa."

O mais velho arqueou uma sobrancelha, sem entender o motivo de toda aquela enrolação.

"E quando vou conhecê-la?"

E nesse momento o coração de Jongin pareceu parar. Já estava soando frio, enquanto sentia um bolo preso em sua garganta.

"É um homem, pai."

Talvez ele não fosse não ruim quando parecia ser, talvez entendesse que aquilo tratava-se realmente de amor e não ganância, como os relacionamentos do mais velho.

Engano seu.

O Kim se levantou, lançando ao seu filho o pior olhar que este já havia recebido em toda a sua vida, deixando-o sozinho na sala em seguida em passos barulhentos.

E naquele momento, parte de Jongin por dentro, morreu.

×××

Revirou os seus olhos pela quinta vez naquela manhã. Seria demais dizer que não suportava o seu pai, mas estava perto a não querê-lo mais por perto. Seu relacionamento com KyungSoo havia tido um início a exatamente duas semanas, e sabia que havia sido um pouco exagerado dar um enorme buquê de rosas vermelhas, afinal, KyungSoo amava flores.

Mas o seu erro havia começado do momento em que não as levou escondido para a escola até o que assumiu-se bissexual para o seu pai da forma mais vergonhosa que poderia.

O Kim mais velho continuava a reclamar ao fundo, mas o de cabelos loiros já não prestava atenção há um bom tempo. Se levantou da cadeira, batendo uma de suas mãos sobre a mesa de madeira, assustando tanto o seu pai quando ele mesmo, sabia que só havia criado coragem para aquilo ao imaginar o seu KyungSoo em perigo.

"Você não vai fazer nada com ele." Disse sério, sua expressão deixando claro o ódio que sentia. O mais velho entre os dois suspirou, se levantando para ficar maior do que o seu filho e assim, lhe dar um ar um pouco mais superior.

"Não vou fazer nada, se você parar de se encontrar com esse garoto." Sua voz era calma, e Jongin sentiu as lágrimas molhando as suas bochechas aos poucos. Sabia o poder que o seu pai tinha e também que não brincava ao falar aquelas coisas, teria que tomar uma decisão que poderia mudar completamente a sua vida.

"Não vai tocar nele se eu fizer isso?" Murmurou, agora mantendo o seu olhar fixo no chão, tentando esconder o seu choro. O maior sorriu, sem se importar que aquilo poderia mudar completamente a relação que tinha com o seu filho.

"Tenho uma garota pra apresentar pra você." E Jongin nada disse, assentindo as palavras do empresário.

×××

Alguns meses haviam se passado, levando junto à eles tudo o que o Jongin possuia com o garoto de cabelos negros. Não que tivesse feito isso por vontade própria, mas ao entender o que o seu pai seria capaz de fazer caso continuasse a se encontrar com ele, não tivera muitas opções.

Havia entrado em um dilema moral. Poderia ter KyungSoo para si, mas este poderia passar por problemas a qualquer momento. Mas poderia deixá-lo, garantindo assim a sua segurança. O Kim conhecia o seu pai e sabia que a sua cabeça era extremamente conturbada, devido à isso, preferiu deixar que KyungSoo estivesse livre. Sem a sua presença mas com o seu amor, este que sempre estaria presente em seu peito.

Segurou as suas emoções ao ver KyungSoo andando por um dos corredores da escola em que estudavam. O menor ainda não havia percebido a sua presença ali, muito menos a da menina ao seu lado. Jongin respirou fundo, segurando a mão de Krystal e entrelaçando os seus dedos, antes que passasse pelo Do, sequer olhando em seu rosto, preferia não saber como havia lidado com aquilo.


Notas Finais


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