História Ninguém sabe lidar com o amor - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Castiel, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais
Visualizações 7
Palavras 1.633
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom, primeiro obrigada a quem resolveu dar uma chance pra essa fic! Vocês não sabem o quanto isso me deixa contente - ou sabem, já que vcs também devem ser escritores ^^.
Segundo, eu tenho uns avisinhos pra fazer, então por favor leiam essas notas!
Pretendo que essa seja uma long-fic e as coisas vão ser meio enroladas okay? E claro, os avisos sobre bissexualidade e pansexualidade não são à toa, em suma, não é uma história "hétera", então se não gosta, por favor não critique!

Capítulo 1 - Sóis


A fumaça cinzenta do cigarro espiralava no ar e então dissipava-se, alargando-se para os lados até desaparecer por completo. 

Castiel tragou novamente no cigarro, preenchendo completamente seus pulmões com a substância que o matava aos poucos. A cada tragada um pouco menos de vida. Seriam segundos ou minutos, descontados de sua expectativa de vida, toda vez que sentia seu interior ser preenchido por fumaça e nicotina?

Ele não sabia e também não se importava. A morte não lhe era assustadora, era tentadora na verdade e desde que não conseguia antecipar seu encontro com o ceifeiro definitivamente, contentava-se com aquilo. Qualquer coisa lhe parecia melhor – e menos temível – que aquele vazio opressor em si.

Outra tragada e uma brisa morna – tipicamente outonal, carregada com o cheiro latente de "cidade", flores e churros – atingiu-lhe em cheio, bagunçando seus cabelos rubros na mesma direção que soprava a fumaça que erguia-se languidamente do cigarro.

Com os olhos fechados, o garoto respirou fundo naquela brisa, preenchendo-se com algo que não era fumaça: com "cidade", flores e churros. A sensação era reconfortante, renovadora, como se de repente, algo fizesse parte dele.

Quando os pulmões clamaram para que ele expirasse e inspirasse de novo, ele abriu os olhos, dessa vez não fitando o horizonte difuso em prédios, casas e ocasionais áreas verdes sob o qual, o sol em seu percurso para a descendência queimava contra um azul vívido. Em vez disso baixou os olhos para o amplo pátio da escola – com seus bancos de madeira pixados com corretivo e grama crescendo entre os blocos de concreto.

Aquele era seu lugar favorito em toda a escola. Saindo do concreto tinha uma grama verdinha pontilhada com dentes-de-leão e a sombra fresca das árvores, ali ele podia simplesmente deitar-se por um tempo e divagar sobre tudo e nada com seus headphones explodindo de tão altos. Facilmente ele era encontrado ali, o terceiranista nem fazia questão de procurar outro lugar para cabular as aulas, mas quando queria fumar, Castiel abdicava de seu pequeno nirvana e galgava os degraus para o telhado.

Por mais que não ligasse para uma suspensão, ou até mesmo, expulsão por fumar nas dependências da escola, seria ruim caso fosse pego. Pior do que não se importar com algo – ele tendia a divergir sobre isso; afinal, era pior se importar ou não se importar? Às vezes ligava, às vezes não e assim seguia o baile – era ter alguém que se preocupava com esse algo por você – essa com certeza era a pior opção.

Ela não ficaria nada contente se ele fosse expulso ou suspenso e Castiel, por mais supostamente intrépido que fosse, preferia não irritá-la. Ela podia ser pior que diabo quando estava com raiva e o guitarrista não estava inclinado a passar por uma experiência traumática como a do ano passado, quando ele faltou a uma competição superhipermega importante dela a qual tinha prometido ir e a diabinha arrebentou as cordas se guitarra e pintou todas suas roupas de rosa.

"Ela", era Maddeline Ruby, a garota de cabelo preto usando all-star de cores diferentes – um azul e outro amarelo – que estava sentada, lá em baixo, imersa em algum tipo de conversa totalmente nerd, com o merdinha do presidente do grêmio estudantil, a.k.a Nathaniel Idiota Dawson.

De onde estava, Castiel observou-os com o cenho franzido em desgosto. Não era nenhuma novidade que ele não gostava do loiro e que o sentimento era recíproco – isso era quase que uma verdade universal – porque Nathaniel também não gostava do guitarrista. Se pudessem, nem respirariam o mesmo ar, mas havia aquele elo inquebrável os unindo.

E não era só Maddie. Fato que passavam mais tempo do que gostariam próximos por causa da garota, como as vezes em que caminhavam juntos até o ponto de ônibus, em que ela cismava em assistir os ensaios da banda e Nathaniel ficava também, ou quando ela simplesmente os convidava para sua casa e tentava fazê-los conviver em termos relativos de paz enquanto comiam e viam Tv. Só que havia algo os ligando um ao outro, que não podia ser mudado: o passado.

O tempo em que todo aquele ódio mútuo era amizade e eles não queriam se matar só de olhar um para a cara do outro. Antes da música, antes de Debrah... um tempo o qual Maddie sabia ter existido, mas não conhecia.

A conversa entre os dois no pátio seguia animada e Castiel podia afirmá-lo por uma série de fatores: Maddie gesticulando muito com as mãos como sempre fazia quando estava empolgada, o sorriso grande que enfeitava seu rosto redondo e as ocasionais risadas escandalosas dela, que trazidas pelo vento chegavam aos seus ouvidos.

Ah, aquela risada era tão linda! Tão cheia de calor e vida que fazia Castiel incendiar-se um pouquinho por dentro, num calor conhecido que se alastrava por todo seu peito, ironicamente lhe gelando as pontas dos dedos. Maddie – cheia de calor e vida – era algo como o sol matutino na primavera. Quente o suficiente para aquecer, mas não o bastante para queimar.

Então, aquela outra risada lhe alcançou os ouvidos e Castiel sentiu uma nova onda de calor se propagar, ardente, aquecendo-o até as pontas dos dedos antes frias. Era a risada de Nathaniel.

 E se Maddie era o sol matutino na primavera, Nathaniel era algo quente envolvido em mistério, como o pôr-do-sol na praia em dias de verão: envolvente e sedutor.

Envolvente e sedutor...

Envolvente e sedutor?

Castiel saltou para trás assustado com os pensamentos que se passavam em sua cabeça – com aquele calorzinho familiar e assustador no peito – deixando cair a bituca no processo, o cigarro consumira-se sozinho, mas ainda havia uma última tragada ali e ele sabia disso. A última tragada era tão prazerosa quanto um orgasmo ou como o último acorde em um show antes de multidão vibrar, culpou-se por ter perdido segundos de um prazer inefável graças a pensamentos ridículos a respeito de Nathaniel.

Envolvente e sedutor, puff, o que aquele cara tinha de envolvente e sedutor?

✬°✬

Olhava para a multidão que se movimentava para todo o lado no refeitório, mas em verdade, não via nada. A comida no prato começava a esfriar enquanto Castiel, perdido em uma espécie de limbo dentro de si mesmo, brincava com as batatas fritas que amoleciam.

Questionava-se a respeito de Maddie, a respeito daquele calorzinho familiar que lhe trazia uma sensação de dejá-vu – ou ele devia dizer dejá-cu, já prevendo onde aquilo o faria tomar? 

Dois anos atrás ele tinha sido dominado por aquela mesma sensação. Exceto que aquele "calorzinho", com Debrah era basicamente o inferno de tanto que queimava. Um vendaval de luxúria que o atordoava de tal modo que ele simplesmente era levado para onde ela quisesse.

Teria feito tudo por ela. Ele fizera tudo por ela. E ainda assim Debrah tinha ido embora, correndo atrás do sonho de ser uma cantora famosa, deixando-o para trás com o coração partido em inúmeros pequenos pedaços nos quais ela não hesitou em pisar.

Não estava gostando Maddie daquele jeito. Não mesmo! Mas no caso muito improvável de estar, não tinha problema, porque Maddie não era como Debrah. Nada de um fogo que queimava tudo sem pensar duas vezes, era apenas vida e calor.

Vida e calor...

– Você está mais queito que o normal hoje.

De súbito, Castiel voltou-se para o cara ao seu lado torcendo o pescoço de uma forma dolorida no processo.

– Ai! – fez careta.

Lysandre sorriu pequeno, o prato que antes continha salada – como um bom vegetariano que era – vazio diante de si. Apesar de sorrir, seus olhos não compartilhavam do ato, estavam sérios e escaneadores e Castiel sentiu que aquele cara podia ler sua alma.

– E também não tocou na comida. Mesmo sendo hamburguer e fritas.

Castiel fechou a cara. Lysandre tinha aquela mania de "ir comendo pelas beiradas" sem nunca ir direto ao ponto e isso era uma das coisas que mais o irritava no melhor amigo. Aquela falta de atitude que o fez perder a garota que ele gostava para o próprio irmão!

Abriu a boca, provavelmente para dizer algo como "vá direto ao ponto" ou "desembucha logo, caralho", mas fechou-a novamente. Castiel não media as palavras, só que quando aquele porte ligeiramente atlético coroado por cabelos de ouro entrou em seu campo de visão, as palavras morreram em sua garganta.

A sensação que teve no telhado acometeu-o de novo.

Envolvente e sedutor.

Repentinamente a umidade em sua boca sumiu e ele teve de engolir em seco, seus olhos – aquela cortina cinzenta e tão profunda que parecia vazia – seguindo o presidente do grêmio estudantil.

Envolvente e sedutor.

Lysandre girou na direção em que o olhar de Castiel estava petrificado. Olhou de Nathaniel – engajado em uma conversa com Melody – para seu melhor amigo, cujo olhar surpreso firmou-se no seu.

O guitarrista sentiu um calafrio percorrer-lhe a espinha. Lysandre o encarava tal quem havia descoberto algo que o resto do mundo desconhecia. O jovem vocalista entreabriu os lábios para falar, contudo o que quer que tivesse a dizer, perdeu-se em Maddie e no fenômeno natural ela era.

– Waaaah! Você não vai comer isso?

A garota usando all-stars diferentes sentou-se no banco de frente para eles, o cabelo preto úmido e cheirando ao lavanda do sabonete do vestiário.

– Não, pode pegar – voltou-se para ela com um dar de ombros.

Ela olhou-o desconfiada, a sobrancelha franzida e os olhos estreitos.

– Lys, tem veneno nessa comida?

Castiel ainda sentiu o olhar penetrante de Lysandre sobre si por alguns segundos, antes dele voltar-se para Maddie e respondê-la.

Alívio percorreu suas veias e seus ombros perderam a tensão a qual estava submetidos. Inconscientemente o que Lysandre tinha a dizer meio que o assustava, era muito mais seguro ouvir Maddie e sua vez cheia de calor e vida, contar entre uma mordida e outro como Ambre tinha tropeçado e caído durante a Ed. Física.


Notas Finais


E ai?? Gostaram? Espero que sim!!
YAIIIII, estou um pouco nervosa, então caso tenham gostado, acalmem o coração instável dessa pseudo-escritora: favoritem e deixem um comentário!
Obrigada ^^


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